alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE graos

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Com China, Brasil deve exportar recorde de 82,5 mi t de soja em 2018, diz Anec

    Com China, Brasil deve exportar recorde de 82,5 mi t de soja em 2018, diz Anec

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil devem fechar 2018 em um recorde de cerca de 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado, projetou nesta segunda-feira a Anec, destacando o apetite chinês como importante fator por trás desse salto.

    A estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais confirma reportagem da Reuters publicada em novembro com base em informações de um negociante e dados de programação de navios nos portos do Brasil, o maior exportador mundial de soja em grão.

    Só em novembro, foram embarcados 4,9 milhões de toneladas de soja, sendo 97 por cento para o gigante asiático, disse a Anec.

    No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6 por cento ante igual intervalo de 2017. Do total, 82 por cento foi para a China.

    O Brasil foi muito favorecido neste ano diante da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que, entre outras retaliações, incluiu uma tarifa de Pequim sobre a soja norte-americana. Isso levou os chineses a comprarem com força o produto brasileiro.

    Segundo a Anec, para este mês de dezembro, cerca de 2,5 milhões de toneladas de soja encontram-se programadas para embarque. O volume já fica acima dos 2,3 milhões de igual mês do ano, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

    'O incremento das exportações de soja neste segundo semestre impulsionado pela demanda chinesa antes abastecida pelo mercado americano, deve fazer com que encerremos o ano com o estoque de passagem mais baixo dos últimos anos', afirmou a Anec.

    A Anec lembrou que, devido a boas condições climáticas, o plantio da safra 2018/2019 começou cedo, e algumas regiões devem iniciar a colheita já na segunda quinzena de dezembro, 'equilibrando o abastecimento do mercado'.

    MILHO

    Conforme a Anec, o Brasil deve fechar 2018 com exportações de cerca de 22 milhões de toneladas de milho, considerando-se 18,9 milhões até novembro e uma programação de 3,2 milhões para dezembro.

    Os embarques de milho registraram em novembro um importante incremento em relação aos resultados obtidos nos meses anteriores, considerados abaixo das expectativas iniciais do setor.

    Segundo a Anec, o país exportou 3,9 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 4,2 milhões de toneladas de igual mês de 2017, mas ainda distante do recorde de exportação obtido em novembro de 2015, com 4,9 milhões de toneladas.

    'Com uma maior inclinação do setor produtivo para comercializar seus estoques de milho produzidos na segunda safra deste ano, principalmente devido à proximidade do início da colheita de soja em algumas regiões, as exportações de milho puderam avançar mesmo com margens de preço muito apertadas', afirmou a Anec.

    O Irã segue como principal importador do milho brasileiro, sendo destino de aproximadamente 50 por cento do volume exportado pelo Brasil, segundo a Anec.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    19

    6 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil produzirá um recorde de quase 121 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta sexta-feira, com o mercado já atento às condições para a colheita, cujo início, antecipado, está previsto para dezembro.

    De acordo com a média de estimativas de 13 consultorias e entidades, o país deverá colher 120,76 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, alta de 1,2 por cento sobre o registrado na temporada passada.

    Os números só não são maiores porque as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são conservadoras.

    Maior exportador global da commodity, o Brasil também semeará históricos 36,13 milhões de hectares com soja, 2,8 por cento acima do visto em 2017/18, conforme o levantamento.

    Na pesquisa anterior, de outubro, a produção estava projetada em 120,39 milhões de toneladas e a área, em 36,12 milhões de hectares.

    'De um modo geral, até o momento não temos notado reclamações relacionadas ao clima nas principais áreas produtoras. Só um pouco de reportes de ferrugem asiática em regiões isoladas, onde aparentemente acabou chovendo demais. Por enquanto temos de trabalhar com a hipótese de safra cheia', resumiu o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Chuvas regulares neste ano contribuíram para o plantio de soja mais rápido da história no país, o que, por sua vez, tem levado a um aumento nos focos do fungo da ferrugem asiática, afirmou recentemente uma pesquisadora da Embrapa, alertando para a possibilidade de custos maiores para controlar a doença.

    Embora derivem de casos pontuais, sem ameaças à safra, tais custos tendem a pesar sobre as margens dos produtores, as quais já caminham para ser menores frente às inicialmente consideradas em razão da depreciação do dólar após as eleições.

    Neste mês, o Itaú BBA apontou que as margens dos sojicultores devem girar em torno de 1.200 reais por hectare, contra 1.400 reais estimados em agosto, antes do plantio, e mais de 2.000 reais em 2017/18.

    COLHEITA PRECOCE

    Mas, se há algo certo, é que a colheita desta temporada começará mais cedo que de costume, justamente em razão da semeadura adiantada.

    'Tudo indica que a partir de segunda quinzena de dezembro uma parte do pessoal de Mato Grosso já vai estar colhendo em algumas áreas. O desenvolvimento de maturação (da soja) está muito acelerado... Ainda será bem pouco representativo, menos de 1 por cento da área, mas já é oferta de soja entrando no mercado', destacou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP. Outros especialistas concordam com ele.

    'Isso indica um janeiro cheio (de colheita). Poderemos fechar janeiro com 10 a 15 por cento de área colhida em todo o Brasil', acrescentou.

    Assim, o porcentual colhido ao final de janeiro de 2019 poderia ser mais que o dobro do total registrado no mesmo mês deste ano e da média histórica recente, segundo números da consultoria AgRural.

    Com maior oferta em janeiro, o Brasil anteciparia uma concorrência com a exportação dos Estados Unidos, que acabou de colher a sua safra.

    Washington segue às turras com Pequim em meio a uma disputa comercial que resultou na taxação da oleaginosa norte-americana pelos chineses. Isso fez com que as vendas dos EUA ao gigante asiático minguassem, enquanto as do Brasil dispararam para volumes recordes neste ano.

    MILHO

    Assim como a soja, o milho de primeira safra, colhido no verão, apresenta um bom cenário, segundo a pesquisa da Reuters.

    Dez consultorias e entidades esperam, em média, uma produção de 27,79 milhões de toneladas, alta de 3,6 por cento na comparação anual, com área 7,4 por cento superior, em 5,46 milhões de hectares.

    No levantamento anteriores, a safra de milho verão estava estimada em 27,48 milhões de toneladas, produzidos em 5,36 milhões de hectares.

    'Não há relatos até o momento de perdas produtivas em função do clima', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank, citando os preços mais atrativos do cereal como um dos estímulos para o aumento de área.

    'Ainda assim, vale ressaltar que o crescimento não foi significativo, pois o produtor ainda opta pela soja no verão em função da maior liquidez da oleaginosa.'

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    10

    1 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Safras prevê produção recorde de soja no Brasil em 18/19, aumento em milho

    Safras prevê produção recorde de soja no Brasil em 18/19, aumento em milho

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá produzir um recorde de soja na safra 2018/19, em meio a um aumento de área plantada e condições climáticas favoráveis, disse nesta sexta-feira a Safras & Mercado, apostando também em uma forte recuperação na produção de milho.

    Maior exportador global, o Brasil deverá colher 122,2 milhões de toneladas de soja no ciclo vigente, em fase final de plantio.

    De acordo com a consultoria, o volume supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18.

    A área plantada com a commodity deve alcançar históricos 36,4 milhões de hectares, praticamente estável em relação à última estimativa, mas acima dos 35,1 milhões de 2017/18.

    Com o plantio avançando e um bom panorama inicial para o desenvolvimento das lavouras, as atenções agora se voltam totalmente para o clima, destacou a Safras & Mercado.

    'O potencial da safra brasileira é novamente recorde, mas apenas um clima positivo ao longo dos próximos meses permitirá que a nova produção supere a do ano passado', afirmou o analista da consultoria, Luiz Fernando Roque.

    Na véspera, a Agroconsult também fez projeções e disse que o Brasil tem potencial para produzir até 129 milhões de toneladas de soja nesta safra.

    No início deste ciclo, chuvas em bons volumes têm garantido a umidade no solo, ao contrário do observado há um ano, quando uma estiagem entre setembro e outubro assustou os produtores.

    MILHO E ALGODÃO

    Para o milho, a Safras & Mercado elevou sua estimativa de produção em 2018/19 a 94,9 milhões de toneladas, de 94,2 milhões na previsão anterior.

    Do total, 62,1 milhões de toneladas seriam de segunda safra, a chamada 'safrinha', colhida em meados do próximo ano e que responde pelo grosso da produção brasileira do cereal. O aumento anual seria de quase 30 por cento.

    O volume esperado para a safra total de milho do país em 2018/19 supera em 18,6 por cento o registrado na temporada passada, marcada por área menor e adversidades climáticas.

    Conforme a Safras & Mercado, a área total com milho neste ciclo deverá crescer 3,5 por cento na comparação anual, para 16,8 milhões de hectares.

    Em paralelo, a consultoria disse que a produção brasileira de algodão deverá totalizar 2,48 milhões de toneladas de pluma em 2018/19, subindo 18,6 por cento sobre o ano anterior. Na estimativa anterior, eram esperados 2,24 milhões de toneladas.

    Segundo o analista Élcio Bento, os bons resultados auferidos na última temporada levarão os produtores de algodão a plantar uma área recorde, de 1,42 milhão de hectares, alta de quase 20 por cento ante 2017/18.

    'O recente enfraquecimento das cotações não chegou a inibir o interesse pelo cultivo, pois boa parte foi comercializada de forma antecipada', disse.

    'A confirmação dessa produção recorde, diante de um consumo interno ainda fraco, tornará ainda mais importante o escoamento via exportação... Sem isso, corre-se o risco de o mercado interno enfrentar um aumento expressivo dos estoques de passagem', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

    1

    0

    15

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

    Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares.

    Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8 por cento, respectivamente, ante 2017/18.

    As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares.

    'Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas... Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial', afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

    Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste.

    'Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)', avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

    Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, 'ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras --resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos'.

    'Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas', afirmou ele.

    Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade.

    De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

    Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os 2,50 dólares por bushel.

    Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26 por cento até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2 por cento.

    MILHO

    Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira.

    Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado 'milho verão', alta de 2,5 por cento na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5 por cento, para 5,36 milhões de hectares.

    Para Ikeda, do Rabobank, 'assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra'.

    'O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    14

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Plantio de soja no Brasil atinge 20% e se firma como mais rápido da história

    Plantio de soja no Brasil atinge 20% e se firma como mais rápido da história

    SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja 2018/19 no Brasil está no ritmo mais acelerado da história, atingindo um quinto da área total prevista e puxado por Mato Grosso e Paraná, justamente os principais produtores da oleaginosa, informou nesta segunda-feira a AgRural.

    Conforme a consultoria, o total de 20 por cento da área semeada até quinta-feira no país, o maior exportador mundial da commodity, superava tanto os 12 por cento de um ano atrás quanto os 10 por cento de média nos últimos cinco anos.

    Com o bom início do plantio, algumas regiões devem ter colheita já no final de dezembro, trazendo algum alívio para o mercado após exportações recordes do país que reduziram os estoques a volumes mínimos neste ano.

    Até então, o plantio mais rápido para esta época do ano havia se dado no ciclo 2016/17, quando os trabalhos alcançavam 18 por da área.

    'A aceleração dos trabalhos em Mato Grosso e o bom ritmo mantido no Paraná garantiram que o plantio da safra 2018/19 de soja saltasse dez pontos percentuais em uma semana', frisou a AgRural em boletim semanal.

    Segundo a consultoria, pancadas esparsas de chuva têm garantido umidade adequada para o plantio em Mato Grosso, onde 34 por cento da área já estava semeada até quinta-feira, contra 14 por cento na semana anterior, 18 por cento há um ano e 14 na média.

    Com efeito, nos últimos sete dias as precipitações ficaram acima do normal em todas as regiões mato-grossenses, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon. Os dados mostram ainda que a parte sul do Estado terá chuvas acima ou na média histórica até o final do mês, enquanto o norte receberá menos chuva do que o normal.

    Mais cedo nesta segunda-feira, o Imea já havia destacado um plantio acelerado em Mato Grosso.

    No Paraná, o bom avanço do plantio no norte compensou parcialmente a lentidão causada pelas chuvas frequentes no oeste, disse a AgRural. Até quinta-feira, 40 por cento da área de soja do Estado da região Sul estava semeada, ante 30 por cento há um ano e 29 por cento na média de cinco anos.

    A consultoria relatou ainda avanço no plantio em Mato Grosso do Sul (26 por cento), Goiás (13 por cento), São Paulo (30 por cento) e Rio Grande do Sul (0,8 por cento).

    MILHO

    O plantio de milho de primeira safra no centro-sul do Brasil avançou seis pontos em uma semana e foi a 44 por cento da área até quinta-feira, frente 37 por cento há um ano e 38 por cento na média.

    'Santa Catarina continua na liderança, com 91 por cento de sua área já plantada. Em seguida vêm Rio Grande do Sul e Paraná, com 84 por cento cada, e São Paulo, com 21 por cento', afirmou a AgRural, acrescentando que em Minas Gerais e Goiás o plantio só começa no fim de outubro ou início de novembro, dependendo da região.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    16

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Conservadora na previsão de soja do Brasil, Conab vê salto na safra de milho

    Conservadora na previsão de soja do Brasil, Conab vê salto na safra de milho

    Por José Roberto Gomes e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, deve se manter estável ou mesmo cair ante o ciclo anterior, com rendimentos menores atenuando o aumento de área, afirmou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Se foi conservadora na previsão de safra de soja, na comparação com as expectativas do mercado, a Conab apontou salto de mais de 10 por cento na colheita de milho, o que pode garantir uma produção recorde de grãos e oleaginosas no atual ciclo.

    Em seu primeiro levantamento para a safra vigente, a Conab estimou uma colheita de soja entre 117,04 milhões e 119,42 milhões de toneladas, ante históricos 119,28 milhões em 2017/18.

    Em recente pesquisa da Reuters, analistas e consultorias apostaram em uma safra maior, próxima a 120,40 milhões de toneladas, no Brasil, o maior exportador global da commodity.

    A quantidade apontada pela Conab também fica aquém dos 120,5 milhões de toneladas reafirmados nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório mensal de oferta e demanda. [nL2N1WR0RX]

    Conforme a Conab, a estimativa menos otimista que a do mercado leva em conta uma possível queda na produtividade, para 3,30 toneladas por hectare (-2,7 por cento), apesar de a área poder crescer para um recorde entre 35,44 milhões e 36,17 milhões de hectares, de 35,15 milhões em 2017/18.

    'A área projetada de soja está em linha com as nossas expectativas e sugere que, se as condições climáticas permitirem, podemos ter uma safra 2018/19 recorde no Brasil, com produção acima dos 122 milhões de toneladas', avaliou o analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti.

    A soja é a principal cultura agrícola do Brasil e item de grande peso na pauta de exportação do país. Segundo a Conab, a expansão no plantio reflete os ganhos obtidos pelos sojicultores neste ano marcado por grande apetite chinês e alta do dólar.

    'A soja, pela sua demanda, é um produto com forte liquidez e a despeito das expectativas da grande safra norte-americana, os preços ainda estão em patamares considerados remuneradores pelos produtores', afirmou a estatal em relatório.

    'O ambiente que antecede as eleições, combinado com a volatilidade do dólar, tem proporcionado um quadro de suporte dos preços no âmbito interno, reforçando a aposta dos produtores no incremento de área para a oleaginosa', acrescentou a Conab.

    Atualmente, a referência do Cepea, da Esalq/USP, para a saca de soja está perto de 90 reais, contra 70 reais há um ano. Em contrapartida, os preços da commodity na Bolsa de Chicago trabalham no terreno de 8 dólares por bushel, perto do menor nível em uma década, em razão da disputa entre Estados Unidos e China.

    SAFRA RECORDE

    Embora as perspectivas da Conab para a safra de soja vigente sejam mais tímidas, a tendência é de que produção total de grãos e oleaginosas do Brasil cresça ante 2017/18, podendo atingir um recorde, graças ao milho, cultura que no último ano foi prejudicada por uma área plantada menor e condições climáticas adversas.

    A produção total de milho do Brasil em 2018/19 deve atingir algo entre 89,73 milhões e 91,08 milhões de toneladas, contra 80,78 milhões de toneladas em 2017/18, oferta esta que permitiria ao país exportar um volume recorde do cereal.

    Do total previsto, entre 26 milhões e 27,35 milhões de toneladas devem ser de milho primeira safra, em plantio, e 63,73 milhões, de segunda. Os números ainda podem variar sensivelmente, uma vez que a chamada 'safrinha' só é plantada após a colheita de soja.

    A área plantada com o cereal deve variar de 16,60 milhões a 16,82 milhões de hectares --de 16,63 milhões em 2017/18-- sendo de 5,05 milhões a 5,27 milhões de hectares na safra de verão.

    Dessa forma, graças ao milho, a Conab prevê uma produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19 entre 233,55 milhões e 238,64 milhões de toneladas, versus 227,81 milhões de toneladas no ano anterior. Caso o limite superior das estimativas se concretize, ultrapassaria o volume histórico de cerca de 237 milhões de toneladas visto em 2016/17.

    'Se nós tivermos um clima ideal... Nós poderemos ter a maior safra brasileira de grãos', destacou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em coletiva de imprensa em Brasília.

    Segundo o órgão do governo, a área plantada total neste ano deve variar de 61,87 milhões a 63,14 milhões de hectares, contra 61,73 milhões em 2017/18.

    (Por José Roberto Gomes, em São Paulo, e Jake Spring, em Brasília; com reportagem adicional de Roberto Samora)

    0

    0

    12

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Puxada por milho, safra de grãos 2018/19 do Brasil tem potencial de recorde, diz Conab

    Puxada por milho, safra de grãos 2018/19 do Brasil tem potencial de recorde, diz Conab

    Por José Roberto Gomes e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil deve se manter estável ou mesmo cair ante o ciclo anterior, mas ainda assim o país tem potencial para colher um volume recorde de grãos e oleaginosas na atual temporada graças à recuperação das lavouras de milho, afirmou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Em seu primeiro levantamento para a safra vigente, o órgão estimou uma colheita de soja entre 117,04 milhões e 119,42 milhões de toneladas, ante 119,28 milhões de toneladas em 2017/18.

    Em recente pesquisa da Reuters, analistas e consultorias apostaram em uma safra próxima a 120,40 milhões de toneladas no Brasil, o maior exportador global da commodity.

    Conforme a Conab, a estimativa conservadora leva em conta uma potencial produtividade menor, na casa de 3,30 toneladas por hectare (-2,7 por cento), apesar de a área poder crescer para um recorde de 36,17 milhões de hectares, de 35,14 milhões em 2017/18.

    A soja é a principal cultura agrícola do Brasil e item de grande peso na pauta de exportação do país.

    Embora as perspectivas da Conab para a safra vigente da oleaginosa sejam tímidas, a tendência é de que produção total de grãos e oleaginosas cresça ante 2017/18 graças ao milho, cultura que no último ano foi prejudicada por uma área plantada menor e condições climáticas adversas.

    A produção total de milho do Brasil em 2018/19 deve atingir algo entre 89,73 milhões e 91,08 milhões de toneladas, contra 80,78 milhões de toneladas em 2017/18. A maior oferta, inclusive, deve permitir ao país exportar um recorde do grão nesta temporada.

    Dessa forma, a Conab prevê uma produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19 entre 233,55 milhões e 238,64 milhões de toneladas, versus 227,81 milhões de toneladas no ano anterior. Caso o limite superior das estimativas se concretize, ultrapassaria o volume histórico de cerca de 237 milhões de toneladas visto em 2016/17.

    'Se nós tivermos um clima ideal... Nós poderemos ter a maior safra brasileira de grãos', destacou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em coletiva de imprensa em Brasília.

    Segundo o órgão do governo, a área plantada total neste ano deve variar de 61,87 milhões a 63,14 milhões de hectares, contra 61,73 milhões em 2017/18.

    (Por José Roberto Gomes, em São Paulo, e Jake Spring, em Brasília)

    0

    0

    14

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa

    Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de rações e sal mineral do Brasil provavelmente fechou o primeiro semestre em queda, e as perspectivas para o ano, que inicialmente eram de um crescimento de até 3 por cento, agora são mais turvas, avaliou um representante da indústria em entrevista à Reuters.

    A redução nas expectativas de produção e exportação de carnes pelo Brasil, em meio a uma economia fragilizada e diante de alguns embargos internacionais --como o imposto pela União Europeia ao frango--, tem tido consequência direta no total produzido de ração.

    Enfrentando custos mais altos com matérias-primas como milho e farelo de soja, a indústria de carnes não tem conseguido repassá-los aos seus preços. Além disso, o setor ainda sofre os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio.

    'Toda a expectativa, lamentavelmente, não se deu. No primeiro semestre, a sensação é de recuo na produção de ração', disse o vice-presidente-executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, observando que não poderia adiantar os números dos primeiros seis meses, pois eles não estão fechados.

    A produção de ração do Brasil somou um recorde de cerca 68,6 milhões de toneladas no ano passado, segundo o Sindirações, entidade que representa a indústria, enquanto o volume produzido de sal mineral atingiu 2,8 milhões de toneladas.

    Em abril, após o embargo à carne de frango do Brasil pela UE, Zani ainda tinha uma visão de que poderia haver algum crescimento na produção, ainda que menor do que o previsto inicialmente. Mas o cenário agora está pior.

    'Colocando uma pequena dose de otimismo, quem sabe a gente empata (a produção de ração com 2017). Se empatar, vamos celebrar', disse ele, contabilizando nesta conta a produção de ração e a de sal mineral.

    'É possível que haja retrocesso', alertou o dirigente, ponderando que, excluindo o sal mineral, que tem tido um melhor desempenho em 2018, o cenário é mais negativo para a indústria.

    A conjuntura desse setor é um importante indicador para a agricultura, uma vez que 60 por cento ração é feita com milho e pouco mais de 20 por cento do produto é composto por farelo de soja. Uma queda na produção poderia ampliar os estoques de milho, por exemplo.

    Segundo Zani, é possível alguma recuperação no segundo semestre, mas ainda em ritmo insuficiente para um crescimento do setor em 2018, após a indústria de carnes do Brasil, o maior exportador mundial de frango, passar a estimar em agosto uma queda de até 2 por cento em volume de produção e reduzir previsão de aumento da produção de carne suína para apenas 1 por cento.

    Outro fator que tem influenciado negativamente a produção de rações é o custo das matérias-primas. No caso do milho, uma quebra de safra sustentou as cotações, além do câmbio, que tem ajudado também nas cotações do farelo de soja.

    O farelo de soja, por sua vez, tem registrado volumes de exportação recorde, o que ajuda reduzir estoques em momento de demanda menor pela indústria brasileira. O preço da soja subiu diante da demanda histórica da China pelo grão.

    O preço do milho, segundo o indicado Esalq/BM&FBovespa, está cotado em 40,87 reais por saca, alta de cerca de 40 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a soja, matéria-prima do farelo, está oscilando perto dos maiores níveis da história.

    Não bastasse a alta dos custos das matérias-primas, a indústria brasileira está enfrentando despesas adicionais com transporte, após a implementação da tabela de frete rodoviário, criada na esteira da paralisação dos caminhoneiros em maio.

    Os bloqueios nas estradas, aliás, causaram mortandade de animais que impactaram negativamente na demanda de ração neste ano, lembrou Zani.

    (Por Roberto Samora)

    0

    0

    15

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Safra de soja do Brasil 17/18 soma recorde de 119,3 mi t; colheita de milho cai 17%

    Safra de soja do Brasil 17/18 soma recorde de 119,3 mi t; colheita de milho cai 17%

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil 2017/18 somou um recorde de 119,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,6 por cento na comparação com a temporada anterior, estimou nesta terça-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu último levantamento para a temporada.

    Na previsão de agosto, a Conab havia estimado a produção da oleaginosa em 119 milhões de toneladas.

    O aumento na produção de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, está sendo absorvido pela China, principal importador, que tem buscado mais o produto brasileiro em meio a uma disputa comercial com os Estados Unidos, também grandes produtores.

    Considerando a safra total de grãos e oleaginosas, a produção brasileira em 2017/18 fechou em 228,3 milhões de toneladas, a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada anterior.

    A produção total ficou abaixo da de 2016/17 devido principalmente a uma queda na colheita de milho, atingida por uma severa seca na segunda safra.

    A produção total milho foi estimada em 81,3 milhões de toneladas, ante 82,2 milhões de toneladas na previsão de agosto. O volume total ficou 16,8 por cento abaixo do recorde da safra 2016/17, quando o país colheu 97,8 milhões de toneladas.

    A Conab apontou que uma redução na área cultivada aliada ao forte estresse hídrico resultaram em perdas de produtividade. Dessa forma, a segunda safra do cereal, a maior do país, foi projetada em 54,5 milhões de toneladas, 19,1 por cento inferior à anterior.

    Os estoques finais de milho, contudo, seguirão em patamares elevados, uma vez que o Brasil deve exportar menos milho, diante de custos adicionais com o tabelamento do frete.

    A Conab agora projeta exportações de 25,5 milhões de toneladas, ante 27 milhões na projeção de agosto e 30,8 milhões na temporada passada. Já os estoques finais foram vistos pela estatal em 13,86 milhões de toneladas, versus 13 milhões no mês passado.

    A safra de trigo do Brasil em 2018, apenas iniciada no maior produtor nacional, o Paraná, foi projetada em 5,24 milhões de toneladas, ante 5,14 milhões na previsão de agosto.

    Já safra de algodão do Brasil em 17/18 foi estimada em recorde de 2 milhões de toneladas (pluma), ante 1,98 milhão na previsão de agosto e 1,5 milhão não temporada passada, conforme havia antecipado a associação de produtores.

    (Por Roberto Samora)

    0

    0

    11

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Estoque de soja do Brasil tem mínima histórica com exportações recordes

    Estoque de soja do Brasil tem mínima histórica com exportações recordes

    Por Roberto Samora e Marcelo Teixeira

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá fechar a temporada 2017/18 com exportações recordes de soja, impulsionadas pela demanda da China, o que reduzirá os estoques finais da oleaginosa do país para o menor volume da história, previu a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira.

    A Conab ainda reduziu a previsão de consumo de soja no país e destacou que o Brasil, maior exportador global da oleaginosa, pode ter de importar volumes adicionais do produto para suprir a demanda interna.

    Os estoques finais de soja do Brasil em 2017/18 foram estimados em 434 mil toneladas, ante estimativa em agosto de 638 mil toneladas. O volume estimado agora é menor que a mínima anterior verificada na safra 2011/12 (448 mil toneladas), disse a Conab à Reuters.

    A redução nos estoques foi feita apesar de um aumento na expectativa de produção de soja para um recorde de 119,3 milhões de toneladas, na colheita já encerrada, e com expectativa de exportações históricas de 76 milhões de toneladas, cerca de 8 milhões acima da temporada passada.

    O aumento da safra, no entanto, mostra-se incapaz de acompanhar o apetite da China, após o maior importador global voltar-se para o Brasil depois de aplicar uma tarifa retaliatória de 25 por cento para compras do produto dos Estados Unidos em meados deste ano.

    A Conab destacou que somente em agosto as exportações de soja do Brasil cresceram mais de 40 por cento, 'devido à guerra comercial entre China e Estados Unidos'.

    'As altas exportações brasileiras de grãos, incentivadas pelo dólar e prêmios de portos elevados, mas principalmente pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, reduziram a estimativa brasileira de esmagamento', afirmou a Conab.

    'Mesmo com preços de farelo e óleo de soja no mercado internacional em alta, o Brasil deve continuar a exportar soja em grão, como forma de suprir o consumo dos chineses. Todavia, há uma chance remota do país começar a importar soja para suprir a demanda interna', acrescentou a agência brasileira.

    A Conab manteve a previsão de importação de 400 mil toneladas de soja para 2017/18 --a expectativa supera em 100 mil toneladas o total importado na temporada passada. O Brasil costuma importar volumes de seus vizinhos, especialmente do Paraguai.

    O consumo de soja do Brasil foi estimado em 45,5 milhões de toneladas, ante 47 milhões de toneladas na previsão de agosto --a maior parte desse consumo se refere a processamento de soja, e o restante diz respeito ao uso do grão como semente.

    Na temporada passada, o consumo de soja havia somado 45,6 milhões de toneladas, segundo a Conab.

    O economista da associação da indústria de soja, a Abiove, Daniel Amaral, afirmou que os números da Conab estão alinhados com os da entidade. A associação estima o processamento em 43,6 milhões de toneladas, enquanto o uso para sementes em 3,2 milhões de toneladas.

    Ele ressaltou que os volumes de importação previstos pela Abiove também são 'residuais', assim como aponta a Conab, e disse acreditar que o Brasil será capaz de atender toda a demanda interna --com as compras externas se mantendo baixas-- para a produção de farelo de soja para a indústria de ração e óleo para cozinha e utilizado também na indústria de biodiesel.

    (Por Roberto Samora e Marcelo Teixeira)

    0

    0

    25

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Nova tabela de fretes impacta setor de grãos em mais R$3,4 bi, avalia Anec

    Nova tabela de fretes impacta setor de grãos em mais R$3,4 bi, avalia Anec

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A nova tabela de fretes para transporte rodoviário, divulgada nesta quarta-feira pela reguladora ANTT, representa um custo adicional de cerca de 3,4 bilhões de reais para o setor de grãos do Brasil, disse o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes.

    O cálculo leva em conta a área plantada com soja e milho no Brasil e a rota de Rio Verde (GO) até o Porto de Santos (SP), considerada uma das mais tradicionais para o escoamento desses produtos pelo país, um dos maiores exportadores de grãos do mundo.

    Segundo Mendes, antes da imposição de uma tabela, os fretes por tonelada de soja e milho giravam em torno de 170 reais a tonelada.

    Com o tabelamento, aplicado pelo governo na esteira da greve dos caminhoneiros, o custo do frete subiu para 225 reais e agora passou para em torno de 236 reais, levando-se em consideração o reajuste médio de 5 por cento previsto nos novos valores.

    'É um passivo que as empresas nem sabem como fazer. Dentre os compromissos que tem, principalmente com soja, com o comércio internacional. Tem a China, que está comprando mais do Brasil por causa da disputa com os Estados Unidos. O Brasil não tem como deixar de fornecer', afirmou Mendes.

    'Se antes a tabela já era super pesada, impossível de se imaginar, agora fica pior ainda... A tabela anterior, ou qualquer tabela, para o setor, onde as margens são extremamente estreitas, qualquer coisa que você insere aí não tem como repassar. Você tem de deglutir esse custo adicional.'

    Conforme o diretor da Anec, 'nos últimos quatro anos, a margem líquida das exportadoras de grãos foi de cerca de 1 por cento', afirmou.

    Mendes acrescentou que, por ora, tanto produtores quanto exportadores não estão deixando de fechar negócios, na expectativa de uma reversão dessa situação, mas comentou que 'apenas o governo tem cacife' para alterar isso.

    0

    0

    7

    3 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. graos

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.