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    EUA devem se manter à frente do Brasil na produção de soja em 18/19, diz USDA

    Por Roberto Samora

    (Reuters) - A expectativa de que o Brasil em algum momento vai superar os Estados Unidos na produção de soja não deve se realizar em 2018/19, pelo menos de acordo com uma reavaliação do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), divulgada nesta sexta-feira.

    Até o mês passado, o USDA projetava que o Brasil, o maior exportador global da oleaginosa nos últimos anos, superaria os EUA na produção pela primeira vez em 2018/19.

    Mas pela estimativa divulgada nesta sexta-feira, que apontou uma safra norte-americana 2018/19 em recorde de 124,8 milhões de toneladas, o Brasil --com projeção de safra mantida em 120,5 milhões de toneladas--, ficará ainda bem distante dos EUA.

    Até o mês passado, quando o USDA havia projetado 117,3 milhões de toneladas para a safra dos EUA, o Brasil superava os norte-americanos também com a colheita efetivada na temporada anterior (2017/18), prevista pelo órgão em 119,5 milhões de toneladas.

    A safra 2018/19 dos EUA está em desenvolvimento, enquanto o volume estimado pelo USDA para o Brasil na mesma temporada é referente à produção que se espera obter com plantio a partir de setembro.

    O aumento na estimativa do USDA para a safra dos EUA ocorreu com o bom desenvolvimento da safra, que já tem lavouras florescendo ou soltando vagens.

    Até o mês passado, o USDA previa uma produtividade de 48,5 bushels por acre para as lavouras dos EUA, elevada agora para 51,6 bushels por acre.

    O aumento da expectativa de produção norte-americana se dá em um momento particularmente difícil para os EUA, cuja soja está sendo taxada pelos chineses devido à guerra comercial.

    MILHO

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou nesta sexta-feira sua previsão para a safra de milho 2018/19 do Brasil, para 94,5 milhões de toneladas, de 96 milhões na estimativa do mês anterior.

    (Com reportagem adicional de Mark Weinraub, em Chicago)

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    USDA prevê safra recorde de soja nos EUA; eleva projeções para milho

    Por Mark Weinraub

    CHICAGO (Reuters) - O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) elevou nesta sexta-feira suas perspectivas para as safras norte-americanas de milho e soja deste ano, devido ao bom tempo durante as principais fases de desenvolvimento.

    O aumento da projeção da colheita de soja, para um recorde, vai impulsionar os estoques em um momento em que a guerra comercial com a China é um problema para a exportação da oleaginosa dos EUA, que está sendo taxada pelo país asiático.

    Já o milho contará com forte demanda, reduzindo os estoques, segundo o USDA.

    'O número de grãos é tão increditavelmente grande', disse Mark Gold, da Top Third Ag Marketing. 'Se nós não fizermos um acordo comercial com os chineses, o agricultor americano ficará em apuros.'

    O relatório de oferta e demanda do governo dos EUA estimou a produção de soja e o rendimento do milho em máxima históricas. Os contratos futuros do milho e da soja em Chicago caíram acentuadamente nesta sexta-feira, com o impacto do relatório.

    O USDA também diminuiu a sua previsão para a produção e forneciamento global de trigo, com as condições de tempo secas e quentes prejudicando as projeções de colheita na União Europeia.

    O departamento aumentou a sua estimativa para as exportações de soja em 2018/19 para 2,060 bilhões de bushels, depois de ter feito um grande corte na previsão em julho. Porém, as exportações de soja ainda devem ficar abaixo do total de 2017/18.

    A colheita de milho na safra 2018/2019 foi estimada em 14,586 bilhões de bushels, a terceira maior na série histórica, com base em um rendimento médio de 178,4 bushels por acre.

    Na estimativa do mês anterior, o USDA havia apontado 14,230 bilhões de bushels para a produção dos EUA neste ano.

    Analistas tinham esperado uma colheita de milho de 14,411 bilhões de bushels e produtividade em uma média de 176,2 bushels por acre, de acordo com as médias de estimativas feita por uma pesquisa na Reuters.

    O USDA previu a produção de soja em 2018/19 em 4,586 bilhões de bushels, com rendimentos médios chegando a 51,6 bushels por acre. Na estimativa anterior, a safra havia sido apontada em 4,310 bilhões de bushels, com a produtividade média a 48,5 bushels por acre. Tanto as projeções para o rendimento quanto para a produção superaram as estimativas do mercado.

    Com a reavaliação da estimativa, expectativa de que o Brasil em algum momento vai superar os EUA na produção de soja não deve se realizar em 2018/19. Até o mês passado, o USDA projetava que o país, o maior exportador global da oleaginosa nos últimos anos, superaria os norte-americanos na produção pela primeira vez na temporada 18/19.

    'Do ponto de vista dos EUA, a oferta é baixista', disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities. 'Não há muito para falar sobre temas altistas.'

    Os estoques finais de soja foram previstos em 430 milhões de bushels para a safra 2017/18 e 785 milhões de bushels para 2018/19.

    Para o milho, os estoques finais de 2017/18 foram previstos em 2,027 bilhão de bushels e os estoques finais de 2018/19 estimados em 1,684 bilhão de bushels.

    (Reportagem de Mark Weinraub)

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    CORREÇÃO (OFICIAL)-Conab reduz previsão de safra de milho do Brasil, revê exportação

    (Retifica informação sobre exportações de milho no título e no 4º parágrafo e dado sobre embarques de soja no último parágrafo, após Conab corrigir números divulgados previamente)

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A segunda safra de milho 2017/18 do Brasil, em processo de colheita, deve alcançar 55,35 milhões de toneladas, projetou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em um ligeiro corte ante sua estimativa anterior, de 56,01 milhões de toneladas.

    Caso se confirme, o volume representaria queda de 17,8 por cento ante o recorde de 67,4 milhões de toneladas de 2016/17 e levaria o volume total da temporada, considerando-se a colheita de verão, a 82,18 milhões de toneladas (-16 por cento).

    A revisão para baixo ocorre após a forte estiagem durante o período de desenvolvimento das lavouras, em especial no Paraná, segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso.

    Com a menor oferta disponível, a Conab reduziu sua previsão de exportação para 27 milhões de toneladas de milho na safra 2017/18, ante 30 milhões de toneladas, em linha com o esperado por outras entidades do setor, como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que também cortaram suas previsões de embarques. [nL1N1UU1PX]

    SOJA

    A Conab elevou levemente sua estimativa para a produção de soja em 2017/18 no Brasil, a um recorde de 118,98 milhões de toneladas, de 118,88 milhões na previsão de julho e 114,07 milhões em 2016/17.

    A soja levantou temores durante a fase de plantio, devido a uma seca, mas depois o tempo melhorou, e a colheita mostrou boas produtividades.

    Segundo a Conab, o Brasil, maior exportador global da oleaginosa, deve embarcar 74 milhões de toneladas em 2017/18, 2 milhões de toneladas acima do previsto no levantamento passado.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Bancos veem maior demanda por crédito agrícola diante de incertezas sobre frete

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Agricultores brasileiros devem elevar a procura por crédito e outros instrumentos financeiros em bancos na safra 2018/19, iniciada em julho, dada a ausência de referência para comercialização futura de safras em meio a incertezas quanto ao tabelamento de fretes, além de custos de produção mais altos.

    O tabelamento de fretes no Brasil vem gerando críticas e sendo contestado judicialmente pelo setor produtivo, que reclama de maiores gastos para produção e escoamento.

    Os preços mínimos, instituídos por medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional após as paralisações dos caminhoneiros de maio, afetam negociações futuras, uma vez que o frete é componente importante para fechar negócios antecipados com as tradings.

    Isso em momento em que há dúvidas sobre como vai se posicionar o Supremo Tribunal Federal sobre ações pedindo a inconstitucionalidade da lei.

    'A tabela de fretes afeta o agronegócio como um todo', destacou Tarcísio Hübner, vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, maior instituição de crédito agrícola do país, com oferta de 103 bilhões de reais para financiamento rural em 2018/19.

    Segundo Hübner, o Banco do Brasil, e o sistema financeiro como um todo, dispõe de recursos suficientes para atender à demanda que 'advir da ausência de negociação futura', reflexo de produtores evitando fechar negócios antecipadamente em meio às indefinições sobre os custos para transportar as colheitas.

    Sem detalhar, ele também disse que a instituição está pronta para ajudar o produtor em operações de 'barter', como são conhecidas as trocas de grãos por insumos agrícolas, um modo de o agricultor financiar seus custos.

    Já o diretor de Agronegócios do Santander Brasil, Carlos Aguiar, comentou que o tabelamento de fretes 'atrapalha o escoamento da produção'.

    Conforme ele, o banco, o maior estrangeiro com atuação no Brasil, já está alongando prazos de dívidas de agricultores 'até que a situação se normalize'. 'E acredito que os produtores vão procurar mais os bancos para hedge', acrescentou.

    Recorrer a bancos também pode ser necessário para conseguir recursos para compras de caminhões, uma vez que há produtores que começam a investir em frotas próprias diante de fretes mais caros, disse o superintendente de Agronegócios do Bradesco, Rui Pereira Rosa.

    'O produtor estava com um planejamento de investimento e agora vai ter que investir em algo que não estava planejado, no caso, caminhão. Os produtores estão procurando comprar seus próprios caminhões', disse.

    Mais cedo, ele já havia comentado que a disponibilidade de crédito pelo Bradesco em 2018/19 deve aumentar 6 por cento.

    As declarações dos representantes foram dadas durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela bolsa paulista B3, em São Paulo.

    IMPACTOS

    Segundo o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, o Brasil gasta agora 80 dólares por tonelada a mais que os Estados Unidos para escoar uma tonelada de soja ou milho, de 60 dólares antes da imposição da tabela.

    Brasil e EUA são os maiores exportadores globais de grãos, mas os norte-americanos levam vantagem em custos para embarques graças a uma infraestrutura logística eficiente, envolvendo modais mais baratos, como ferrovias e hidrovias, ao passo que os sul-americanos ainda dependem fortemente de rodovias.

    'O ponto central do nosso setor, no Brasil, é a logística. É onde as empresas conseguem ganhar algum dinheiro... Com a tabela de fretes, isso acaba com a rentabilidade das companhias', disse Mendes.

    Outro setor que sente os efeitos da tabela de fretes é o de carnes suína e de frango, cuja indústria deve lidar com custos maiores até o fim do ano, afirmou o vice-presidente de Mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

    Para o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, a logística começa a se normalizar em relação às entregas de fertilizantes, com agricultores e indústrias assumindo custos maiores às vésperas do plantio da safra 2018/19.

    'As entregas se regularizaram, mas não tiram o atraso que observamos... Podemos ter entregas (mensais) recordes em julho, agosto e setembro. O limite (de entregas) no passado foi de 4,5 milhões de toneladas (por mês). Talvez alcancemos ou superemos isso', avaliou Pessôa no intervalo do evento.

    A Anda, associação que representa o setor de fertilizantes, ainda não divulgou dados de julho.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Justiça suspende produtos que tenham glifosato e outros agroquímicos

    SÃO PAULO (Reuters) - A juíza federal substituta da 7ª Vara do Distrito Federal, Luciana Raquel Tolentino de Moura, determinou que a União não conceda novos registros de produtos que contenham como ingredientes ativos glifosato, abamectina e tiram, presentes em agroquímicos, em processo movido pelo Ministério Público.

    Na decisão tomada na última sexta-feira, a juíza determinou ainda que a União suspenda, no prazo de 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam essas substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    A decisão envolve companhias como a Monsanto, que comercializa, por exemplo, a soja transgência resistente ao herbicida glifosato, plantada em larga escala no Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

    No Brasil também há autorizações para plantio de milho e algodão resistentes ao glifosato.

    Não foi possível obter uma resposta imediata da Monsanto e de representantes da indústria de agroquímicos sobre o assunto.

    A Monsanto, contudo, afirma em seu site que o produto é seguro, segundo avaliação de cientistas das agências regulatórias mais exigentes do mundo.

    O glifosato é um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países.

    Representantes da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) lamentaram a decisão.

    'Acho que a juíza está equivocada e que a decisão será revogada de algum modo. É impossível fazer agricultura sem esses produtos', afirmou o diretor da Abag Luiz Lourenço.

    A Abag também chamou a atenção para o fato de os produtos serem importantes para que o produtor realize o chamado plantio direto, uma prática agrícola importante em termos de produtividade e sustentabilidade.

    'A gente está brincando com o que não conhece... O grande orgulho do Brasil é o plantio direto, a integração lavoura-pecuária, que depende de alguns insumos', afirmou o presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

    A juíza ainda determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária priorize o andamento dos procedimentos de reavaliação toxicológica de abamectina, glifosato e tiram, os quais devem ser concluídos até 31 de dezembro de 2018, sob pena de multa diária de 10 mil reais.

    (Por Roberto Samora e José Roberto Gomes)

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    ENTREVISTA-Coamo prevê receita de até R$15 bi em 2018, com alta da soja e frota própria

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - Uma conjunção de fatores positivos pode elevar o faturamento da Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, em cerca de 35 por cento em 2018, para até 15 bilhões de reais, disse à Reuters seu presidente, um ícone do agronegócio do Brasil.

    José Aroldo Gallassini, um dos fundadores da cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) nos anos 70, disse que a Coamo ampliará seus ganhos neste ano contando com melhores preços da soja no Brasil, que está sendo beneficiado pela disputa entre EUA e China.

    Além disso, a cooperativa que atua no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul colhe agora os frutos de uma retenção de vendas da produção de grãos do ano passado --em 2018, a safra está sendo comercializada a melhores valores que em 2017, com a ajuda também do câmbio favorável.

    Não bastasse a conjuntura de mercado positiva, a Coamo praticamente passou ilesa à confusão gerada pela implementação pelo governo brasileiro de uma tabela de frete rodoviário, uma vez que possui uma grande frota própria, evitando custos adicionais com o transporte que estão ameaçando multinacionais do agronegócio como a Cargill.

    'O cooperado não vendeu a produção total do ano passado, deixou um pouco para este ano. Assim, devemos ter faturamento bem maior em 2018. Vai para 14 a 15 bilhões... agora está vendendo bem, e está vendendo volume', afirmou Gallassini, em entrevista por telefone.

    O crescimento na receita da Coamo, que fechou 2017 com 11,07 bilhões de reais, queda de 3,3 por cento ante 2016, ocorrerá apesar de uma redução de 30 a 35 por cento na safra de milho afetada pela seca, que deverá levar a cooperativa a reduzir seu recebimento total de grãos para um patamar inferior às históricas 7,66 milhões de toneladas de 2017.

    'Agora tem esse aspecto da China, a briga com o americano favoreceu os preços. Será um ano bom apesar do tumulto', disse ele, referindo-se às condições do mercado de soja em Chicago, que atingiu mínimas de cerca de dez anos neste mês, diante de tarifas de 25 por cento impostas pela China à soja dos EUA a partir de julho.

    A situação vem sendo compensada por prêmios maiores pela soja do Brasil, que deverá elevar o plantio da oleaginosa a partir de setembro, de olho em um maior mercado chinês com as restrições aos norte-americanos pelo principal comprador global.

    Do total que a cooperativa recebe, a soja representa a maior parte, ou quase cerca de 5 milhões de toneladas. E o produto está sendo negociado pela Coamo a valores muito maiores do que no ano passado.

    'A soja chegou a até 80 reais (a saca), conforme a região... Ano passado teve uma parte vendida a 60, outra a 70 reais', comentou ele, ressaltando que as cotações do milho também estão muito mais altas do que em 2017, pela quebra da segunda safra em função da seca, que tem ameaçado agora o trigo.

    'Em relação ao custo de produção, esse valor está muito bom, o cooperado está vendendo... Orientamos para vender, para fazer a média da sua produção. Se jogar, pode ganhar muito, mas também pode perder muito...', ponderou ele, ressaltando que o produtor precisa se precaver, até porque de uma hora para outra os norte-americanos podem se acertar com os chineses.

    Com boa rentabilidade, a expectativa é de que os produtores da região da Coamo no Paraná e Santa Catarina invistam na próxima safra de soja, mas não em aumento de plantio, até porque essas áreas já têm limites de uma agricultura consolidada e o milho é deixado para a chamada 'safrinha'.

    Em Mato Grosso do Sul, sim, haveria possibilidade de algum incremento de plantio.

    'O cooperado já vendeu 15 por cento da safra (de soja) que ele vai plantar, por causa dos bons preços', disse Gallassini, comentando que situação de tamanha venda antecipada na Coamo é incomum para o plantio que começa em setembro.

    FRETE

    A Coamo, assim como todo o Brasil, sofreu os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio, mas tem lidado bem com consequências do protesto.

    A cooperativa tem conseguido driblar os efeitos dos maiores custos gerados pela instituição de uma tabela de frete mínimo. Isso porque conta com grande frota própria.

    'Temos 780 caminhões, compramos mais 151 caminhões... está para chegar, um pouco é aumento de frota e outro é para renovar a frota mesmo', revelou Gallassini, lembrando ainda que a cooperativa conta também com 400-450 veículos da chamada 'frota dedicada', que são veículos contratados por todo o ano previamente.

    A cooperativa ainda usa a chamada 'frota spot' ou eventual, em momentos de maior volume.

    'Tem que mudar essa tabela, não estão fluindo os fretes (do setor)... No caso da Coamo, não vamos ter esse problema... É uma pena que chegou neste impasse', disse o presidente da Coamo, que espera uma solução da parte do governo ou da Justiça.

    A compra dos 151 caminhões pela Coamo foi planejada antes da paralisação dos caminhoneiros, notou o executivo, lembrando que a renovação e o crescimento da frota da cooperativa visam garantir a expansão dos negócios.

    (Por Roberto Samora)

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    Cargill diz que tabela do frete afeta negócios e avalia frota própria

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A Cargill, um dos maiores exportadores do Brasil, criticou nesta terça-feira o estabelecimento de uma tabela de frete rodoviário mínimo, que 'inviabiliza a comercialização antecipada de grãos', podendo resultar ainda, segundo a trading, em novos modelos de venda de produtos.

    A multinacional com sede nos Estados Unidos, uma das maiores empresas globais do agronegócio, afirmou também que avalia adquirir frota própria de caminhões e contratar motoristas, para ficar menos sujeita aos efeitos da tabela, caso a medida do governo estabelecida após a paralisação de caminhoneiros em maio não seja revertida pela Justiça.

    O caso está sendo avaliado no Supremo Tribunal Federal (STF). Associações da indústria, que argumentam que o tabelamento elevará preços dos alimentos para a população, entraram com ação na Justiça pedindo a inconstitucionalidade da tabela, aprovada pelo Congresso e no aguardo da sanção do presidente Michel Temer.

    'Com o tabelamento, indústrias e exportadores terão que repensar a forma como irão operar no Brasil, pois cria-se uma ruptura no funcionamento natural da cadeia de suprimentos e desequilibra os contratos, a ponto de comprometer a confiança na expansão sustentável do agronegócio', disse o diretor de grãos e processamento da Cargill para América Latina, Paulo Sousa, em nota enviada a jornalistas.

    A Cargill, cuja unidade Agrícola lucrou mais de meio bilhão de reais em 2017 no Brasil, registrando receita de 34,2 bilhões de reais, afirmou que uma alternativa a essa fixação de preços altos para frete é o investimento na verticalização das operações. Ou seja, aquisição de frota própria, uma opção que vem sendo analisada para a próxima safra, comentou a companhia.

    Para Sousa, as indústrias de processamento de produtos agrícolas e as empresas exportadoras serão forçadas a mudar seu modelo de atuação.

    Ao invés de comprar os grãos com retirada nas fazendas ou nos armazéns no interior, as empresas serão forçadas a comprar somente com entrega nas fábricas e nos portos, disse a empresa.

    'Desta forma, se reduz o risco ao máximo, permitindo a utilização de frota própria nas rotas de alta eficiência entre fábricas e portos, maximizando uso das hidrovias ou ferrovias – as quais são mais eficientes e agora se tornam juridicamente muito mais seguras', disse.

    O executivo lembrou que a nova lei incentiva os agricultores que ainda não têm caminhões a adquirir seus veículos próprios e, os que já têm, ampliar sua frota de maneira significativa.

    'Isto pode comprometer ainda mais o equilíbrio do mercado e tornar o excesso de oferta de caminhões um problema substancialmente maior', destacou.

    Agentes do setor de transportes afirmam que uma das causas dos fretes baixos é a grande oferta de caminhões, cujo aumento de frota foi incentivado por crédito facilitado em governos anteriores, quando havia a expectativa de que a economia continuaria crescendo.

    O diretor de grãos e processamento da Cargill para América Latina disse ainda que o 'tabelamento abre caminho para oportunistas trabalharem na informalidade, de uma maneira bastante pulverizada e sem condições de controle e fiscalização, aplicando descontos nos preços de transporte sob uma tabela sem critérios técnicos e insanamente acima dos níveis realistas de mercado'.

    Segundo a Cargill, os produtores rurais com maior capacidade de investimento conseguirão vender sua safra ainda melhor, incorporando à sua receita os benefícios de um frete artificialmente sobrevalorizado ao seus produtos, acentuando a concentração de renda também no campo.

    Já os pequenos e produtores rurais da agricultura familiar serão forçados a se organizar em cooperativas de frete, com suas frotas próprias, ou perderão competitividade, sendo eliminados da produção de grãos do Brasil, comentou Sousa.

    A empresa que atua no Brasil desde 1965 e com mais de 8 mil funcionários --presente em 17 Estados brasileiros e no Distrito Federal por meio de unidades industriais, armazéns, terminais portuários e escritórios em mais de 140 municípios-- disse ainda que 'espera que a sociedade brasileira se conscientize que os alimentos ficarão mais caros ao aplicar essa lei e continue externando sua insatisfação com essa 'cartelização' do setor de transporte rodoviário com consentimento dos poderes Executivo e Legislativo'.

    Para a empresa, o tabelamento de frete é um atraso ao modelo econômico-social brasileiro e traz enormes impactos financeiros para a população que mais necessita de alimentos. 'É um desrespeito aos grandes avanços e ganhos de eficiência e produtividade promovidos pelo agronegócio brasileiro, dentro e fora das propriedades rurais.'

    O Brasil é líder global na exportação de soja e o segundo maior em embarques de milho, sendo também o maior exportador de carnes de frango e bovina, café, açúcar e suco de laranja.

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    Estoques de soja nos EUA devem crescer com disputa comercial com China, diz USDA

    Por Mark Weinraub

    WASHINGTON (Reuters) - A oferta de soja nos Estados Unidos deve alcançar um nível recorde já que uma guerra comercial com a China, maior comprador mundial da commodity, reduzirá as exportações, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA) nesta quinta-feira.

    O USDA, em seu relatório mensal de oferta e demanda, estimou os estoques finais de soja no ano-safra 2018/19 em 580 milhões de bushels, acima da estimativa de 385 milhões de bushels feita há um mês, antes de a China impor tarifas sobre as importações da oleaginosa norte-americana.

    Caso se concretize, esse volume superaria o recorde anterior, de 574 milhões de bushels, registrado ao término do ano-safra 2006/07.

    As estimativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters colocaram os estoques finais de soja em 2018/19 em uma faixa de 390 milhões de bushels a 571 milhões de bushels.

    As mudanças no comércio de soja e seus produtos refletem o impacto das tarifas de importação de soja recentemente impostas pela China, além de outras mudanças globais na oferta e demanda neste mês , disse o USDA no relatório.

    O governo dos EUA reduziu suas projeções de exportação de soja em 250 milhões de bushels, para 2,040 bilhões de bushels.

    Foi o segundo maior corte mensal para as exportações de soja. Em agosto de 2012, o USDA cortou sua previsão de exportação de soja em 260 milhões de bushels, à medida que a seca reduzia o potencial de produção e provocou uma recuperação nos preços que arrefeceram a demanda.

    O USDA também reduziu suas perspectivas de estoques finais para a safra 2017/18, que termina em 31 de agosto, para 465 milhões de bushels, contra 505 milhões de bushels, devido ao aumento na demanda por esmagadores e maiores exportações no atual ano de comercialização.

    O USDA também elevou sua perspectiva para a safra de soja 2018/19 para 4,310 bilhões de bushels, um aumento de 30 milhões de bushels em relação à sua perspectiva anterior. O órgão deixou sua previsão de rendimento inalterada em 48,5 bushels por acre.

    Para o milho, o USDA previu a safra 2018/19 a 14,230 bilhões de bushels, em linha com as estimativas dos analistas, e acima dos 14,040 bilhões de bushels previstos em junho. Deixou a perspectiva de rendimento de milho inalterada em 174,0 bushels por acre.

    O USDA estimou os estoques domésticos finais de milho em 2018/19 a 1,552 bilhão de bushels, perto das previsões de mercado mais baixas e inferior também à projeção de junho, de 1,577 bilhão de bushels.

    O USDA aumentou sua perspectiva de exportação de milho em 125 milhões de bushels, para 2,225 bilhões de bushels, mas reduziu a previsão para o uso em etanol.

    (Por Mark Weinraub)

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    Conab corta previsão de safra de milho 2017/18 do Brasil, vê exportação menor

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve produzir 56 milhões de toneladas de milho na segunda safra deste ano, já em colheita, projetou nesta terça-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que em junho previa 58,2 milhões de toneladas.

    A revisão para baixo é resultado de impactos climáticos , destacou a Conab, referindo-se principalmente à estiagem entre abril e maio, que prejudicou as lavouras em um importante estágio de desenvolvimento. Além disso, a chamada safrinha já havia sido plantada fora da janela ideal após um atraso na colheita de soja.

    A nova estimativa representa uma queda de 16,9 por cento ante o recorde de 67,4 milhões de toneladas observado no ciclo anterior. Inicialmente, a Conab projetava um volume semelhante para este ano.

    Considerando-se também a primeira safra, colhida no verão, o Brasil deve produzir um total de 82,93 milhões de toneladas de milho em 2017/18, aquém dos quase 100 milhões de toneladas em 2016/17.

    Uma menor oferta tende a sustentar os preços do cereal no mercado doméstico e resultar em exportações menores pelo país. Segundo a Conab, o Brasil deve embarcar 30 milhões de toneladas de milho neste ano, ante 32 milhões projetados no levantamento anterior.

    SOJA

    A Conab previu nesta terça-feira que a safra de soja 2017/18 do Brasil deve alcançar 118,88 milhões de toneladas, acima dos 118,04 milhões de junho e marcando um novo recorde. Em 2016/17, o país colheu cerca de 114 milhões de toneladas.

    Já colhida, a safra de soja brasileira despertou preocupações na fase de plantio em razão de uma estiagem, mas depois o tempo melhorou e as lavouras registraram boas produtividades.

    Os embarques de soja do Brasil, o maior exportador mundial da oleaginosa em grão, foram mantidos pela Conab em 72 milhões de toneladas.

    Em paralelo, a companhia também elevou levemente sua previsão para a safra de trigo, a 4,90 milhões de toneladas, e de algodão em pluma, a 1,96 milhão de toneladas.

    Assim, a safra total de grãos e oleaginosas do Brasil 2017/18 deve alcançar 228,51 milhões de toneladas, disse a Conab, que no mês passado previa 229,7 milhões.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Frete para grãos deve subir com demanda represada, há necessidade de liberar silos

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Os custos para o escoamento da segunda safra de milho do Brasil, em fase inicial de colheita, tendem a subir no momento em que agricultores e tradings ficarem mais ativos nas contratações, uma vez que a demanda por transporte represada deve superar a oferta de caminhões, disseram especialistas à Reuters nesta quinta-feira.

    Neste momento, as vendas de produtos agrícolas como soja e milho estão praticamente paralisadas, no aguardo de uma solução para o impasse decorrente do tabelamento do frete, que enfrenta resistência no agronegócio e outros setores da indústria.

    Mas especialistas avaliam que em algum momento o transporte de grãos precisará ser retomado, com tabela ou não, caso contrário não haverá espaço nos silos para guardar a produção de milho.

    A expectativa é de que o Brasil produza cerca de 58 milhões de toneladas de milho na atual safrinha, queda de 13,6 por cento na comparação anual. Mas o menor volume não deve se refletir em fretes mais baixos, uma vez que ainda há soja da safra recorde para ser enviada aos portos e indústrias processadoras.

    Tanto a comercialização quanto o escoamento rodoviário da safra estão praticamente travados há quase um mês em razão dos protestos de caminhoneiros e, agora, das indefinições quanto à tabela de fretes.

    Com a proximidade da safrinha, estamos chegando a um período em que não tem para onde escapar. Vai ter procura maior por transporte... , disse o pesquisador da Esalq-Log, da Universidade de São Paulo (USP), Samuel da Silva Neto.

    Segundo ele, com uma maior concentração do escoamento do milho, a tendência é de que os caminhões também tenham que esperar mais para descarregar nos portos, gerando custo de estadia e impactando no valor do frete rodoviário.

    Mesmo desconsiderando-se a tabela de preços mínimos, já prevíamos uma mudança no patamar de fretes até o final do ano , acrescentou ele.

    Pelos dados mais recentes da Esalq-Log, o frete médio para transportar milho da região de Primavera do Leste (MT) ao Porto de Santos já estava em maio, quando ocorreram os protestos, 17,4 por cento maior na comparação com igual mês de 2017, em torno de 247 reais por tonelada. A instituição ainda não tem os números fechados de junho.

    ARMAZENAGEM

    Na avaliação do diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, o setor aguenta no máximo mais um mês o ritmo quase parando de comercialização e escoamento de grãos --o Brasil é o maior exportador global de soja e um dos principais fornecedores de milho.

    Se não escoar, vem a safrinha e os problemas vão se avolumando , disse Ferraz, lembrando que a soja armazenada precisa dar lugar ao milho, evitando-se um problema maior de estocagem e eventuais perdas de produção.

    Nos portos do país, o total de navios aguardando para carregar produtos do complexo soja está 60 por cento maior neste ano frente igual momento de 2017 justamente por causa dos reflexos dos protestos.

    Pela Ferraz, não há soluções de curtíssimo prazo que não a negociação dos termos da tabela de fretes, dado que o transporte da safra agrícola brasileira se dá, basicamente, por modal rodoviário.

    Associações do setor têm afirmado que consideram a tabela inconstitucional e que não estão negociando os termos. As entidades têm ingressado na Justiça contra o chamado frete mínimo, argumentando que isso fere o livre mercado.

    O fato é que eventuais fretes mais altos devem encarecer os custos para compradores e consumidores, na avaliação de outra consultoria.

    Vai ter custo maior, repasse para o consumidor final. De uma forma ou de outra, vai continuar escoando, embora possa ser afetado negativamente o volume, porque essa situação prejudica a competitividade e a logística (do país) , disse a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

    Consultorias e entidades projetam que o Brasil embarques neste ano mais de 30 milhões de toneladas de milho e mais de 70 milhões de soja.

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