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    Safra de milho do Brasil aproxima-se de recorde; colheita de soja também cresce

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A colheita total de milho do Brasil 2018/19 foi estimada nesta sexta-feira em 97,5 milhões de toneladas, de acordo com a média de uma pesquisa da Reuters com 11 especialistas, o que deixaria a produção ligeiramente abaixo do recorde de 97,8 milhões visto há dois anos pelo governo do país.

    Segundo dados de consultorias e instituições, como a própria estatal Conab, a produção crescerá após uma área plantada recorde na segunda safra, cuja colheita já iniciada em Estados como Mato Grosso e Paraná aponta boas produtividades nos primeiros lotes, com o benefício de um clima favorável para o desenvolvimento das lavouras.

    Uma produção de milho 21% maior ante 2017/18, após uma seca no ano passado que derrubou a safra brasileira para 80,7 milhões de toneladas, deve ajudar o Brasil, líder na exportação de carnes de frango e bovina, a abastecer suas criações. Além disso, permitiria embarques recordes de cereal estimados em mais de 30 milhões de toneladas.

    Um pequeno porém para a produção de milho do Brasil é a possibilidade de geadas para a segunda safra, que foi estimada pelos especialistas ouvidos pela Reuters em um recorde de 70,37 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 2 milhões de toneladas ante a pesquisa anterior, realizada ao final de abril.

    Para este final de semana, há previsão de geadas fracas no Paraná, segundo produtor nacional atrás de Mato Grosso, mas isso não deve trazer problemas para a safra, segundo especialistas.

    'Sem risco (de geadas) para a safrinha', disse o analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado. 'As lavouras já estão em fase final de maturação e as geadas serão fracas.'

    Entre as empresas e instituições consultadas, a Safras & Mercado é a que tem a maior estimativa para a produção brasileira de milho, em 101,76 milhões de toneladas.

    O analista sênior do Rabobank Brasil, Victor Ikeda, acrescentou que o único fator que poderia impactar negativamente a safra de milho no Brasil seriam geadas no Sul.

    'Porém os cultivos do Paraná, por exemplo, já estão em fase final de desenvolvimento, em que os impactos negativos sobre a produtividade seriam mais limitados', destacou Ikeda, ao comentar que em fases próximas da colheita o milho é menos suscetível a perdas pelo frio extremo.

    'Acredito que praticamente não deve haver viés para baixo na produção estimada para 2019 no milho segunda safra...', comentou ele, citando que esteve em Mato Grosso no início de mês, quando o Estado ainda foi beneficiado por chuvas, o que não é típico para esta época.

    'A colheita já começou em algumas regiões e os primeiros talhões apresentam produtividades bem superiores àquelas verificadas em 2016/17, quando a safra de milho inverno também já havia surpreendido', destacou o analista Aedson Pereira, da IEG-FNP, citando fatores como adoção de sementes mais produtivas, melhor manejo de fertilizantes e, sobretudo, um calendário muito favorável ao plantio, além do tempo favorável.

    AJUSTE PARA A SOJA

    Para a especialista Ana Luiza Lodi, analista da FCStone, embora a segunda safra de milho esteja se desenvolvendo bem, é difícil dizer se a produção total do cereal do país poderá superar 100 milhões de toneladas pela primeira vez, pois a colheita de verão vem caindo com produtores dedicando mais campos para a soja.

    Aliás, a colheita de soja, já encerrada no país que é o maior exportador global da oleaginosa, continua sendo revista para cima.

    Segundo a pesquisa da Reuters com 12 especialistas, a produção total foi estimada em média de 116,2 milhões de toneladas, ante 115,5 milhões de toneladas na projeção do levantamento do mês passado.

    'Com uma melhora nas produtividades em algumas regiões do país como Tocantins, Bahia, Santa Catarina e Goiás, alavancamos nossa projeção para 117,7 milhões de toneladas', disse a analista Daniely Santos, da consultoria Céleres, que tem uma das maiores projeções entre os consultados.

    Segundo ela, as melhores condições climáticas entre fevereiro e abril ajudaram a mitigar as perdas pela seca em outras áreas. Com isso, o país terá sua segunda maior safra de soja, atrás apenas da vista no ano passado, que rendeu mais de 119 milhões de toneladas, segundo a Conab.

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    Recuperação judicial de produtor rural em Mato Grosso cria conflitos com tradings

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - Um crescente número de recuperações judiciais requeridas por produtores rurais em Mato Grosso está criando conflitos entre eles e as grandes tradings, que financiam parte da safra por meio de operações de 'barter' e estão entre os seus principais credores.

    Embora a escala dos pedidos de recuperação judicial no Brasil não se compare ao problema enfrentado por produtores norte-americanos, onde eles sofrem os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, os casos revelam os riscos ligados à atividade das tradings no Brasil, o maior exportador mundial de soja e o segundo maior produtor.

    Recentemente, as tradings têm sido surpreendidas por pedidos de recuperação pelos chamados produtores 'pessoas físicas', o que dizem não ser permitido por lei, já que eles não operam como empresas de fato. Isto tem tornado difícil a obtenção da soja dada em garantia em operações de crédito, segundo as empresas.

    Judiney de Souza, presidente-executivo da brasileira Amaggi, disse à Reuters que a onda de pedidos de recuperação por produtores rurais 'é causa de preocupação'.

    'Quando é concedida a RJ sem o registro (da empresa do produtor rural) na junta comercial, isto coloca a análise de crédito em risco', afirmou ele.

    A Amaggi diz ter quase 24 mil toneladas de soja a receber do produtor Zeca Viana, que pediu recuperação este ano para reestruturar um total de quase 312 milhões de reais em dívidas.

    'Minha principal preocupação é a falta de crédito para financiar a próxima safra', disse Viana, que foi deputado estadual e atribui a crise financeira do seu grupo à expansão do plantio, problemas climáticos e a própria distração da política.

    Viana agora enfrenta dificuldade para vender a produção, por causa da disputa pela soja dada em garantia às tradings.

    O advogado Euclides Ribeiro, que representa Viana e ao menos meia dúzia de outros produtores que pediram recuperação judicial, disse que os créditos das trading têm de ser pagos de acordo com o estabelecido na lei de recuperação de empresas.

    Enquanto isto, Louis Dreyfus também briga na Justiça para arrestar quase 12 mil toneladas de soja do Viana, avaliadas em cerca de 5 milhões de dólares, de acordo com Thiago Gerbasi, advogado da empresa.

    Ele afirma que a Dreyfus pagou pela soja de Viana no ano passado, por meio de um acordo que envolveu a troca de fertilizantes por grãos.

    O aumento dos pedidos de recuperação por produtores rurais pessoas físicas pode tornar as tradings mais exigentes na concessão do crédito, comprometendo uma importante fonte de financiamento ao produtor.

    A EXPLOSÃO DO 'BARTER'

    Por meio do 'barter', as tradings trocam insumos como sementes, fertilizantes e agroquímicos por grãos a serem entregues na colheita.

    Essa forma de negociação cresceu muito nos últimos anos, o que permitiu às tradings estreitar o relacionamento com o produtor, ao mesmo tempo em que tentam obter melhores margens fora da originação, onde as mesmas ficaram apertadas com a chegada dos concorrentes chineses.

    'Com mais players competindo pela soja, as margens de originação ficaram menores e as empresas começaram a diversificar através da venda insumos', disse uma fonte da Cargill que não tem autorização para falar em nome da empresa.

    A Cargill preferiu não comentar.

    As operações com 'barter' aumentaram seis vezes nas últimas cinco safras, representando quase um terço do financiamento ao produtor em Mato Grosso na safra 2018/2019, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    A inadimplência da carteira de crédito ao produtor rural pessoa física mais que dobrou em cinco anos, para 2,8% no ano passado, mostram dados do Banco Central.

    Novos pedidos de recuperação judicial em Mato Grosso atingiram nove no ano passado, a mais alta taxa anual desde 2015, de acordo como Serasa.

    'INDÚSTRIA DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL'

    À medida que as tradings se tornaram mais expostas ao risco de crédito ao produtor, elas aprenderam --do jeito mais difícil-- que seus direitos poderiam ser suspensos pelo efeito das recuperações judiciais sobre a efetividade dos contratos.

    Muitos produtores pagam impostos como pessoas físicas, e não como empresas, mas seus advogados sustentam que eles operam um negócio de fato, o que lhes daria o direito de pedir recuperação à Justiça como qualquer outra companhia.

    A Abiove, associação de processadores de oleaginosas que inclui as quatro grandes tradings do chamado grupo ABCD, diz que se instalou no Brasil 'uma indústria da recuperação judicial'.

    'A Abiove se preocupa com a utilização indevida do instituto da RJ. Os casos têm se multiplicado em projeção geométrica', disse André Nassar, presidente da entidade.

    Enquanto os juízes de varas locais têm concedido a recuperação judicial a produtores pessoas físicas, tribunais superiores têm proferido decisões conflitantes sobre o tema.

    Ao mesmo tempo, em Brasília a questão ainda não foi julgada em definitivo, o que gera insegurança jurídica para as empresas que precisam avaliar risco de crédito ao produtor.

    Roberto Marcon, diretor de originação na Bunge do Brasil, disse por meio de nota que as tradings consideram mudar a estrutura das garantias do 'barter' depois que aumento do número de pedidos de recuperação aumentou os riscos.

    'Trading não é banco. Elas dão o dinheiro ou matéria-prima e querem o produto de volta', disse Souza, da Amaggi.

    (Reportagem de Ana Mano; edição de Roberto Samora)

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    Ministra vê gesto dos EUA em carne como insuficiente

    Por Chris Prentice e Ayenat Mersie

    NOVA YORK (Reuters) - A ministra da Agricultura do Brasil disse nesta quarta-feira que o acordo com os Estados Unidos para mais inspeções no sistema brasileiro de processamento de carne é um 'gesto' insuficiente, já que os negociadores esperavam reabrir o mercado norte-americano ao produto in natura nacional.

    Tereza Cristina participou da comitiva liderada pelo presidente Jair Bolsonaro esta semana, em Washington, o que resultou também em um acordo para uma cota livre de tarifas para importação de trigo fora do Mercosul e medidas para eventualmente permitir a importação de carne suína dos EUA.

    Um movimento dos EUA no setor de carnes do Brasil é um 'gesto' de boa vontade, mas não uma concessão e não é suficiente, disse Cristina em uma entrevista à Reuters.

    'Isso realmente não é uma concessão, é uma questão técnica... Eu não considero isso uma troca', disse a ministra, em Nova York.

    Os EUA suspenderam as importações de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após a detecção de inconformidades nas importações, na esteira de um escândalo de fiscalização sanitária, que envolveu pagamento de propinas por empresas a fiscais.

    TRIGO

    A ministra esclareceu que o Brasil concordou em conceder uma cota de 750 mil toneladas em importações de trigo isenta de tarifas para todos os países, incluindo os EUA, normalmente os principais fornecedores dos brasileiros fora do Mercosul.

    O comunicado divulgado na véspera após o encontro entre Donald Trump e Jair Bolsonaro indicava que a cota seria apenas para o trigo dos EUA.

    'Acreditamos que a cota será muito importante para os Estados Unidos, porque os Estados Unidos são muito competitivos, mas ela (cota) é aberta' a outros exportadores, disse Tereza.

    O Brasil abriu recentemente o mercado ao trigo russo, que poderia concorrer com o produto dos EUA.

    SUÍNOS E ETANOL

    O Brasil e os EUA afirmaram em comunicado conjunto que concordaram com as condições técnicas que poderiam abrir caminho para a abertura do Brasil às exportações de carne suína dos Estados Unidos.

    O próximo passo seria o Brasil enviar inspetores para os EUA, embora nenhuma data tenha sido marcada para tal viagem, disse Tereza.

    Um possível acordo comercial entre os EUA e a China, que impulsionaria as compras dos EUA, é uma preocupação, mas qualquer acordo precisaria ser avaliado, disse a ministra.

    Ela contou também que viajaria para a China, potencialmente em maio, visando entre outras coisas o fortalecimento das relações para beneficiar o comércio de soja.

    Autoridades norte-americanas queriam também discutir questões tarifárias para importação de etanol, que expiram em agosto, disse ministra.

    Uma renovação da tarifa brasileira de 20 por cento fora da cota seria um duro golpe para a indústria de etanol dos EUA, que já está em dificuldades --o Brasil é o maior importador de etanol dos EUA.

    Mas, segundo a ministra, isso teria que estar ligado ao aumento do acesso ao mercado de açúcar dos EUA para os produtores brasileiros, algo que os norte-americanos não parecem prontos a fazer.

    'É por isso que não progredimos', disse ela.

    (Por Chris Prentice e Ayenat Mersie)

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    Ministra vê gesto dos EUA em carne in natura como insuficiente

    NOVA YORK (Reuters) - A ministra da Agricultura do Brasil disse nesta quarta-feira que o acordo com os Estados Unidos para mais inspeções no sistema brasileiro de processamento de carne é um 'gesto' insuficiente, já que os negociadores esperavam reabrir o mercado norte-americano ao produto in natura nacional.

    Tereza Cristina participou da comitiva liderada pelo presidente Jair Bolsonaro esta semana, em Washington, o que resultou em um acordo para uma cota livre de tarifas para importação de trigo fora do Mercosul e medidas para eventualmente permitir a importação de carne suína dos EUA.

    Um movimento dos EUA no setor de carnes do Brasil é um 'gesto' de boa vontade, mas não é uma concessão e não é suficiente, disse Cristina em uma entrevista à Reuters.

    Os dois países discutiram uma série de questões de acesso à agricultura, com o Brasil concordando em conceder uma cota de 750 mil toneladas em importações de trigo isenta de tarifas, válida para todos os países, incluindo os EUA, normalmente os principais fornecedores dos brasileiros fora do Mercosul.

    'Acreditamos que a cota será muito importante para os Estados Unidos, porque os Estados Unidos são muito competitivos, mas ela (cota) é aberta' a outros exportadores, disse Tereza.

    Ela esclareceu uma informação do comunicado conjunto entre Brasil e Washington, que a princípio indicou na véspera que a cota do trigo seria apenas para os EUA.

    (Por Chris Prentice)

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    Safra de soja do Brasil encolhe com seca; setor vê 'catástrofe' se chuva não voltar

    Por Ana Mano e José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil na safra 2018/19, em fase inicial de colheita, apresenta viés de baixa após o agravamento da seca em importantes regiões produtoras, com agentes do mercado cortando estimativas e não descartando um cenário 'catastrófico' caso o clima não melhore.

    Para a INTL FCStone, o país deve produzir 116,3 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, um corte de cerca de 4 milhões de toneladas, ou 3,3 por cento ante a previsão de dezembro, segundo relatório divulgado na véspera a clientes e repassado à Reuters nesta sexta-feira.

    Já a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) vê um volume ainda mais baixo, entre 110 milhões e 115 milhões de toneladas, após perdas consolidadas no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Também houve estresse hídrico no Mato Grosso, Goiás e na fronteira agrícola do Matopiba, composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e nessas regiões as perdas ainda precisam ser calculadas.

    'Há algumas regiões com mais de 30 dias sem chuvas e outras com nível muito baixo... Se o clima não melhorar nos próximos dias... isso pode ser catastrófico. Dependendo de como for, as perdas poderão ser bem maiores', disse à Reuters o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz.

    Antônio Galvan, presidente da Aprosoja em Mato Grosso, também concorda com 'perdas significativas'.

    'O clima é sempre o que manda... É só dele que vai depender se a safra vai ser grande, pequena ou mais ou menos... A seca é complicada.'

    Seja como for, a tendência que se firma é de que o Brasil não superará nesta safra de soja o recorde de 2017/18, de 119,3 milhões de toneladas.

    Nas últimas semanas, produtores e especialistas já vinham considerando prejuízos na temporada vigente em razão das condições climáticas adversas.

    'Com o clima bastante seco e quente, que predominou principalmente no centro-sul do país nas primeiras semanas de dezembro, o potencial produtivo de parte das lavouras foi afetado', disse a INTL FCStone em seu relatório.

    'Destaque para o Estado do Paraná e também para Mato Grosso do Sul, onde as plantas acabaram sendo afetadas em fases chave de desenvolvimento, como o enchimento de grão', acrescentou a consultoria, que vê o Paraná perdendo o posto de segundo maior produtor de soja para o Rio Grande do Sul nesta temporada por causa do tempo --Mato Grosso seguiria como líder nacional.

    Em dezembro, a consultoria havia estimado a safra do Paraná em 19,5 milhões de toneladas. Agora a vê 16,95 milhões.

    O estrago provocado pelo clima mais do que atenua o plantio histórico de 36 milhões de hectares, afirmou a INTL FCStone. Segundo a consultoria, a produtividade deve ser de 3,23 toneladas por hectare, ante 3,35 toneladas na previsão anterior e 3,39 toneladas em 2017/18.

    Ainda conforme a INTL FCStone, as exportações de soja do Brasil em 2018/19 devem cair para 72 milhões de toneladas, de 75 milhões na estimativa anterior, e igual quantidade em 2017/18, em razão justamente da safra menor e de estoques de passagem enxutos.

    MILHO

    Para a safra de milho 2018/19, a INTL FCStone manteve suas estimativas praticamente estáveis.

    Na primeira safra, colhida no verão, a expectativa é de uma produção de 27,1 milhões de toneladas, de 27,3 milhões em dezembro, em ajuste motivado por revisão de expectativas em Santa Catarina, Estado que foi afetado pela falta de chuvas em dezembro.

    Em outros Estados, 'o impacto sobre o milho não foi tão importante quanto o registrado para a soja, já que as duas culturas não necessariamente passam pelas fases mais importantes ao mesmo tempo', explicou a consultoria.

    No caso da segunda safra, a 'safrinha', que ainda será plantada e colhida em meados do ano, a INTL FCStone manteve suas projeções, com produção de 64,9 milhões de toneladas em uma área de quase 12 milhões de hectares.

    As exportações do cereal em 2018/19 também foram mantidas pela consultoria em 32 milhões de toneladas.

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    FCStone reduz safra de soja do Brasil em mais de 3% e descarta recorde

    Por Ana Mano e José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil na safra 2018/19, em fase inicial de colheita, deve atingir 116,3 milhões de toneladas, projetou a INTL FCStone, em um corte de cerca de 4 milhões de toneladas, ou 3,3 por cento, ante a previsão de dezembro.

    Caso o volume se confirme, seria 2,5 por cento abaixo da safra recorde de 119,3 milhões registrada pelo maior exportador global em 2017/18, conforme dados do governo.

    A redução, uma das primeiras divulgadas por consultorias, ocorre após semanas de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas nas principais áreas produtoras do país, o que estressou as lavouras em fase importante de desenvolvimento.

    Produtores e especialistas já vinham considerando perdas na safra brasileira em razão das condições climáticas adversas, citando com problemas no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    'Com o clima bastante seco e quente, que predominou principalmente no centro-sul do país nas primeiras semanas de dezembro, o potencial produtivo de parte das lavouras foi afetado', disse a INTL FCStone em relatório divulgado na véspera a clientes e repassado à Reuters nesta sexta-feira.

    'Destaque para o Estado do Paraná e também para Mato Grosso do Sul, onde as plantas acabaram sendo afetadas em fases chave de desenvolvimento, como o enchimento de grão', acrescentou a consultoria, que vê o Paraná perdendo o posto de segundo maior produtor de soja para o Rio Grande do Sul nesta temporada por causa do tempo --Mato Grosso seguiria como líder nacional.

    O estrago provocado pelo clima deve impedir que o Brasil colha uma safra recorde neste ano, apesar de o plantio ter atingido históricos 36 milhões de hectares, afirmou a INTL FCStone. Segundo a consultoria, a produtividade deve ser de 3,23 toneladas por hectare, ante 3,35 toneladas na previsão anterior e 3,39 toneladas em 2017/18.

    Ainda conforme a INTL FCStone, as exportações de soja do Brasil em 2018/19 devem cair para 72 milhões de toneladas, de 75 milhões na estimativa anterior e igual quantidade em 2017/18, em razão justamente da safra menor e de estoques de passagem enxutos.

    MILHOagro

    Para a safra de milho 2018/19, a INTL FCStone manteve suas estimativas praticamente estáveis.

    Na primeira safra, colhida no verão, a expectativa é de uma produção de 27,1 milhões de toneladas, de 27,3 milhões em dezembro, em ajuste motivado por revisão de expectativas em Santa Catarina, Estado que foi afetado pela falta de chuvas em dezembro.

    Em outros Estados, 'o impacto sobre o milho não foi tão importante quanto o registrado para a soja, já que as duas culturas não necessariamente passam pelas fases mais importantes ao mesmo tempo', explicou a consultoria.

    No caso da segunda safra, a 'safrinha', que ainda será plantada e colhida em meados do ano, a INTL FCStone manteve suas projeções, com produção de 64,9 milhões de toneladas em uma área de quase 12 milhões de hectares.

    As exportações do cereal em 2018/19 também foram mantidas pela consultoria em 32 milhões de toneladas.

    (Por Ana Mano e José Roberto Gomes)

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    Com recorde em soja, Brasil deve ter safra de grãos 18/19 de 238,4 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve produzir um recorde de 120,06 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, cujo plantio foi praticamente encerrado, e a cultura deve contribuir para que o país tenha uma colheita também histórica de grãos e oleaginosas, num total de 238,4 milhões de toneladas, projetou a Conab nesta terça-feira.

    De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a estimativa para a produção de soja é cerca de 2 milhões de toneladas superior ao ponto médio do intervalo previsto em novembro e também fica acima dos 119,3 milhões de toneladas registrados em 2017/18.

    Maior exportador global, o Brasil semeou 1,8 por cento mais soja neste ano, com quase 36 milhões de hectares, disse a Conab.

    Conforme a companhia, outras culturas também deverão ter incremento de produção.

    No caso do milho, a safra total 2018/19 está estimada agora em 91,10 milhões de toneladas, de 90,48 milhões considerados em novembro e 80,78 milhões no ciclo anterior, que foi marcado por adversidades climáticas.

    Do total previsto para a temporada vigente, 27,36 milhões de toneladas deverão ser de primeira safra, colhida no verão, e 63,73 milhões de segunda safra, a 'safrinha', que ainda será plantada e terá sua colheita realizada em meados do próximo ano.

    A produção de algodão (pluma), segundo a Conab, também deverá aumentar, para um recorde de 2,36 milhões de toneladas, ante expectativa de 2,24 milhões em novembro e 2 milhões no ano passado.

    Com isso, a safra total de grãos e oleaginosas do Brasil em 2018/19 deve alcançar um recorde de 238,4 milhões de toneladas, superando a maior marca anterior, de 237,67 milhões, vista em 2016/17. Em novembro, a Conab falava em uma colheita total de 235,8 milhões de toneladas.

    'Os principais produtos responsáveis por esses números são soja, milho, arroz e algodão, as maiores culturas do país, que juntas correspondem a 95 por cento da produção total', resumiu a Conab em seu levantamento.

    A companhia também disse que 'as condições climáticas apresentadas até agora, em todas as regiões produtoras de grãos, estão influenciando positivamente nas produtividades'.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Com China, Brasil deve exportar recorde de 82,5 mi t de soja em 2018, diz Anec

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil devem fechar 2018 em um recorde de cerca de 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado, projetou nesta segunda-feira a Anec, destacando o apetite chinês como importante fator por trás desse salto.

    A estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais confirma reportagem da Reuters publicada em novembro com base em informações de um negociante e dados de programação de navios nos portos do Brasil, o maior exportador mundial de soja em grão.

    Só em novembro, foram embarcados 4,9 milhões de toneladas de soja, sendo 97 por cento para o gigante asiático, disse a Anec.

    No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6 por cento ante igual intervalo de 2017. Do total, 82 por cento foi para a China.

    O Brasil foi muito favorecido neste ano diante da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que, entre outras retaliações, incluiu uma tarifa de Pequim sobre a soja norte-americana. Isso levou os chineses a comprarem com força o produto brasileiro.

    Segundo a Anec, para este mês de dezembro, cerca de 2,5 milhões de toneladas de soja encontram-se programadas para embarque. O volume já fica acima dos 2,3 milhões de igual mês do ano, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

    'O incremento das exportações de soja neste segundo semestre impulsionado pela demanda chinesa antes abastecida pelo mercado americano, deve fazer com que encerremos o ano com o estoque de passagem mais baixo dos últimos anos', afirmou a Anec.

    A Anec lembrou que, devido a boas condições climáticas, o plantio da safra 2018/2019 começou cedo, e algumas regiões devem iniciar a colheita já na segunda quinzena de dezembro, 'equilibrando o abastecimento do mercado'.

    MILHO

    Conforme a Anec, o Brasil deve fechar 2018 com exportações de cerca de 22 milhões de toneladas de milho, considerando-se 18,9 milhões até novembro e uma programação de 3,2 milhões para dezembro.

    Os embarques de milho registraram em novembro um importante incremento em relação aos resultados obtidos nos meses anteriores, considerados abaixo das expectativas iniciais do setor.

    Segundo a Anec, o país exportou 3,9 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 4,2 milhões de toneladas de igual mês de 2017, mas ainda distante do recorde de exportação obtido em novembro de 2015, com 4,9 milhões de toneladas.

    'Com uma maior inclinação do setor produtivo para comercializar seus estoques de milho produzidos na segunda safra deste ano, principalmente devido à proximidade do início da colheita de soja em algumas regiões, as exportações de milho puderam avançar mesmo com margens de preço muito apertadas', afirmou a Anec.

    O Irã segue como principal importador do milho brasileiro, sendo destino de aproximadamente 50 por cento do volume exportado pelo Brasil, segundo a Anec.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil produzirá um recorde de quase 121 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta sexta-feira, com o mercado já atento às condições para a colheita, cujo início, antecipado, está previsto para dezembro.

    De acordo com a média de estimativas de 13 consultorias e entidades, o país deverá colher 120,76 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, alta de 1,2 por cento sobre o registrado na temporada passada.

    Os números só não são maiores porque as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são conservadoras.

    Maior exportador global da commodity, o Brasil também semeará históricos 36,13 milhões de hectares com soja, 2,8 por cento acima do visto em 2017/18, conforme o levantamento.

    Na pesquisa anterior, de outubro, a produção estava projetada em 120,39 milhões de toneladas e a área, em 36,12 milhões de hectares.

    'De um modo geral, até o momento não temos notado reclamações relacionadas ao clima nas principais áreas produtoras. Só um pouco de reportes de ferrugem asiática em regiões isoladas, onde aparentemente acabou chovendo demais. Por enquanto temos de trabalhar com a hipótese de safra cheia', resumiu o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Chuvas regulares neste ano contribuíram para o plantio de soja mais rápido da história no país, o que, por sua vez, tem levado a um aumento nos focos do fungo da ferrugem asiática, afirmou recentemente uma pesquisadora da Embrapa, alertando para a possibilidade de custos maiores para controlar a doença.

    Embora derivem de casos pontuais, sem ameaças à safra, tais custos tendem a pesar sobre as margens dos produtores, as quais já caminham para ser menores frente às inicialmente consideradas em razão da depreciação do dólar após as eleições.

    Neste mês, o Itaú BBA apontou que as margens dos sojicultores devem girar em torno de 1.200 reais por hectare, contra 1.400 reais estimados em agosto, antes do plantio, e mais de 2.000 reais em 2017/18.

    COLHEITA PRECOCE

    Mas, se há algo certo, é que a colheita desta temporada começará mais cedo que de costume, justamente em razão da semeadura adiantada.

    'Tudo indica que a partir de segunda quinzena de dezembro uma parte do pessoal de Mato Grosso já vai estar colhendo em algumas áreas. O desenvolvimento de maturação (da soja) está muito acelerado... Ainda será bem pouco representativo, menos de 1 por cento da área, mas já é oferta de soja entrando no mercado', destacou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP. Outros especialistas concordam com ele.

    'Isso indica um janeiro cheio (de colheita). Poderemos fechar janeiro com 10 a 15 por cento de área colhida em todo o Brasil', acrescentou.

    Assim, o porcentual colhido ao final de janeiro de 2019 poderia ser mais que o dobro do total registrado no mesmo mês deste ano e da média histórica recente, segundo números da consultoria AgRural.

    Com maior oferta em janeiro, o Brasil anteciparia uma concorrência com a exportação dos Estados Unidos, que acabou de colher a sua safra.

    Washington segue às turras com Pequim em meio a uma disputa comercial que resultou na taxação da oleaginosa norte-americana pelos chineses. Isso fez com que as vendas dos EUA ao gigante asiático minguassem, enquanto as do Brasil dispararam para volumes recordes neste ano.

    MILHO

    Assim como a soja, o milho de primeira safra, colhido no verão, apresenta um bom cenário, segundo a pesquisa da Reuters.

    Dez consultorias e entidades esperam, em média, uma produção de 27,79 milhões de toneladas, alta de 3,6 por cento na comparação anual, com área 7,4 por cento superior, em 5,46 milhões de hectares.

    No levantamento anteriores, a safra de milho verão estava estimada em 27,48 milhões de toneladas, produzidos em 5,36 milhões de hectares.

    'Não há relatos até o momento de perdas produtivas em função do clima', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank, citando os preços mais atrativos do cereal como um dos estímulos para o aumento de área.

    'Ainda assim, vale ressaltar que o crescimento não foi significativo, pois o produtor ainda opta pela soja no verão em função da maior liquidez da oleaginosa.'

    (Por José Roberto Gomes)

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    Safras prevê produção recorde de soja no Brasil em 18/19, aumento em milho

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá produzir um recorde de soja na safra 2018/19, em meio a um aumento de área plantada e condições climáticas favoráveis, disse nesta sexta-feira a Safras & Mercado, apostando também em uma forte recuperação na produção de milho.

    Maior exportador global, o Brasil deverá colher 122,2 milhões de toneladas de soja no ciclo vigente, em fase final de plantio.

    De acordo com a consultoria, o volume supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18.

    A área plantada com a commodity deve alcançar históricos 36,4 milhões de hectares, praticamente estável em relação à última estimativa, mas acima dos 35,1 milhões de 2017/18.

    Com o plantio avançando e um bom panorama inicial para o desenvolvimento das lavouras, as atenções agora se voltam totalmente para o clima, destacou a Safras & Mercado.

    'O potencial da safra brasileira é novamente recorde, mas apenas um clima positivo ao longo dos próximos meses permitirá que a nova produção supere a do ano passado', afirmou o analista da consultoria, Luiz Fernando Roque.

    Na véspera, a Agroconsult também fez projeções e disse que o Brasil tem potencial para produzir até 129 milhões de toneladas de soja nesta safra.

    No início deste ciclo, chuvas em bons volumes têm garantido a umidade no solo, ao contrário do observado há um ano, quando uma estiagem entre setembro e outubro assustou os produtores.

    MILHO E ALGODÃO

    Para o milho, a Safras & Mercado elevou sua estimativa de produção em 2018/19 a 94,9 milhões de toneladas, de 94,2 milhões na previsão anterior.

    Do total, 62,1 milhões de toneladas seriam de segunda safra, a chamada 'safrinha', colhida em meados do próximo ano e que responde pelo grosso da produção brasileira do cereal. O aumento anual seria de quase 30 por cento.

    O volume esperado para a safra total de milho do país em 2018/19 supera em 18,6 por cento o registrado na temporada passada, marcada por área menor e adversidades climáticas.

    Conforme a Safras & Mercado, a área total com milho neste ciclo deverá crescer 3,5 por cento na comparação anual, para 16,8 milhões de hectares.

    Em paralelo, a consultoria disse que a produção brasileira de algodão deverá totalizar 2,48 milhões de toneladas de pluma em 2018/19, subindo 18,6 por cento sobre o ano anterior. Na estimativa anterior, eram esperados 2,24 milhões de toneladas.

    Segundo o analista Élcio Bento, os bons resultados auferidos na última temporada levarão os produtores de algodão a plantar uma área recorde, de 1,42 milhão de hectares, alta de quase 20 por cento ante 2017/18.

    'O recente enfraquecimento das cotações não chegou a inibir o interesse pelo cultivo, pois boa parte foi comercializada de forma antecipada', disse.

    'A confirmação dessa produção recorde, diante de um consumo interno ainda fraco, tornará ainda mais importante o escoamento via exportação... Sem isso, corre-se o risco de o mercado interno enfrentar um aumento expressivo dos estoques de passagem', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

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    De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

    Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares.

    Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8 por cento, respectivamente, ante 2017/18.

    As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares.

    'Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas... Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial', afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

    Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste.

    'Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)', avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

    Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, 'ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras --resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos'.

    'Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas', afirmou ele.

    Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade.

    De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

    Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os 2,50 dólares por bushel.

    Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26 por cento até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2 por cento.

    MILHO

    Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira.

    Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado 'milho verão', alta de 2,5 por cento na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5 por cento, para 5,36 milhões de hectares.

    Para Ikeda, do Rabobank, 'assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra'.

    'O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

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