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    ENTREVISTA-BC sempre olhará no momento adequado se juros estão suficientemente estimulativos, diz Ilan

    Por Marcela Ayres e Jamie McGeever

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta terça-feira que o BC vai sempre olhar no momento adequado se a política monetária está suficientemente estimulativa, e creditou o otimismo do mercado com o Brasil à agenda de reformas prometida pelo novo governo, a despeito de o cenário externo seguir desafiador.

    Em entrevista à Reuters, Ilan voltou a dizer que o BC não indica trajetórias futuras para a taxa básica de juros para manter sua liberdade de atuação em função do cenário. Nesse sentido, reafirmou que a tônica é manter serenidade, cautela e perseverança.

    'Estamos no que eu considero valores estimulativos (para a política monetária). Isso ajuda a economia. Agora, crescimento depende de vários componentes. Você estimula via política monetária, mas também às vezes o investimento depende de você ter um período em que a incerteza diminui, as reformas são implementadas e aí o investimento deslancha também.'

    Questionado se os juros básicos estariam num patamar suficientemente estimulativo, em meio ao quadro de forte capacidade ociosa e recuperação econômica sem vigor, ele respondeu: 'Nesse momento nós consideramos (a política) estimulativa. O (quão) suficientemente vamos sempre olhar no momento adequado.'

    Reagindo às declarações, as taxas dos contratos futuros de juros caíram nesta tarde, segundo operadores.

    'O Banco Central esclarece que a mensagem de política monetária não se alterou desde o último Copom. O BC continua priorizando a cautela, a perseverança e a serenidade', disse o BC à Reuters, via assessoria de imprensa, após a entrevista.

    Ilan permanece no cargo até o Senado sabatinar e aprovar o nome de Roberto Campos Neto, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituí-lo. A expectativa é que o processo ocorra até março.

    Ainda à frente da autoridade monetária, ele avaliou que o período atual é mais conturbado em termos de incertezas globais, com normalização monetária em economias avançadas, impasse em torno do Brexit e disputas comerciais em curso, com destaque para as travadas entre Estados Unidos e China.

    Apesar desse pano de fundo e de o Brasil seguir com fortes desafios no campo fiscal, Ilan descartou haver otimismo excessivo dos mercados com o país.

    'Os sinais emitidos pelo novo governo na economia são sinais encorajadores, tem se falado de reforma da Previdência, tem se falado de privatização, tem se falado de mais transparência', afirmou.

    'Talvez eles (mercados) tenham uma visão -- que eu concordo -- que houve um avanço considerável de reformas nos últimos anos', completou Ilan, citando a nova legislação trabalhista, a adoção do teto de gastos e a criação da TLP, nova taxa de juros que baliza os empréstimos do BNDES com condições próximas às de mercado.

    'São várias mudanças que eu diria que o investidor percebeu que o Brasil está caminhando para o lado certo. Então vem o governo e indica o caminho, diz que vai aprofundar as reformas, vai fazer aquelas reformas da Previdência que não foram passadas. Então eu acho que isso é o que gera, digamos assim, essa confiança', destacou Ilan.

    'Agora o que nós vamos observar ao longo desse ano vai ser a implementação', ponderou.

    MAIS CRÉDITO LIVRE

    Após se reunir mais cedo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nesta terça-feira, Ilan pontuou que a diretriz de diminuição do crédito direcionado na economia vale para todas as modalidades existentes, não apenas para o crédito agrícola.

    Esse movimento, contudo, demanda tempo e não será resolvido no curtíssimo prazo, ressaltou o presidente do BC, apontando que o tema ainda depende de estudos.

    Tanto a ministra da Agricultura, quanto o novo presidente do Banco do Brasil , Rubem Novaes, já disseram que o foco do novo governo deve ser no impulso ao seguro agrícola. Novaes, inclusive, afirmou que a posição do atual time econômico é de menos subsídio aos juros agrícolas, e mais apoio ao seguro.

    Sem se estender no assunto, Ilan apenas afirmou que o seguro agrícola é algo que 'tem que melhorar no Brasil'.

    Sobre eventual redução dos compulsórios após o BC já ter tomado iniciativas nessa direção no último ano, Ilan indicou haver espaço para novas atuações, mas não imediatamente.

    'Eu acho que compulsórios nós fizemos muito, ainda podemos fazer mais, mas não é algo que a gente anuncia antes e nem algo iminente', disse.

    Ele também afirmou que o novo formato do Conselho Monetário Nacional (CMN), que terá sua primeira reunião do ano na próxima semana, não deve diminuir o peso do BC nas decisões tomadas.

    Além do presidente do Banco Central, o CMN será agora composto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que é seu subordinado direto. Antes, integravam o CMN os ministros da Fazenda, do Planejamento e o presidente do BC.

    'As discussões acabavam sempre indo na linha de achar um consenso, então vamos continuar tentando achar um consenso', disse Ilan.

    'Se estivéssemos em outros momentos da economia brasileira, talvez momentos mais conflituosos em que um estava andando para cá, outro estava andando para lá, eu acho que podia fazer diferença. Mas no momento eu não vejo isso não.'

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    Mais importante que inflação de 2018 é ancoragem em torno da meta para próximos anos, diz Ilan

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta sexta-feira que mais importante do que o desempenho comportado da inflação em 2018 é o fato de que as expectativas de inflação para os próximos anos encontram-se também em torno da meta estabelecida pelo governo, o que atribuiu ao trabalho do BC e à credibilidade da política monetária.

    'Hoje IBGE divulgou inflação corrente de 2018 de 3,75 (por cento), em torno da meta, e mais importante as expectativas de inflação para os próximos anos também (estão) em torno da meta', disse Ilan, em referência às projeções coletadas na pesquisa Focus.

    'Num regime de metas para a inflação, a confiança de que a política monetária será ajustada quando houver desvios relevantes leva à ancoragem das expectativas de inflação em torno da meta, como é o caso hoje', afirmou Ilan, na abertura de evento institucional do BC sobre a história da autoridade monetária.

    De acordo com o levantamento mais recente, feito pelo BC junto a uma centena de economistas, a estimativa é de que a inflação fique em 4,01 por cento em 2019, 4,0 por cento em 2020 e 3,75 por cento em 2021 -- em todos os casos rondando as metas, que são, respectivamente, de 4,25 por cento, 4,0 por cento e 3,75 por cento, sempre com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos.

    'Isso é sinal de credibilidade da política monetária e fruto do resultado do trabalho de todos vocês ao longo de décadas', completou ele, saudando a gestão de ex-presidentes do BC, com vários deles presentes no auditório.

    Em 2018, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou com alta de 3,75 por cento, abaixo do centro da meta do governo de 4,5 por cento, mas dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto, em meio a um cenário de atividade econômica sem fôlego, desemprego alto e demanda fraca.

    Em sua fala, Ilan também destacou que manter o controle da inflação é trabalho contínuo e reiterou mensagem que vem repetindo há tempos, de que a continuidade dos ajustes de reformas e ajustes na economia é essencial para inflação baixa no médio e longo prazo, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.

    'A manutenção de um ambiente macroeconômico estável e previsível no médio e longo prazo é que poderá trazer grandes benefícios à população', disse.

    (Por Rodrigo Viga Gaier, texto de Marcela Ayres)

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    Mudança no tom do Copom, sem menção a alta de juros, não foi acidente, diz Ilan

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A retirada da menção a eventual início gradual de subida nos juros dos comunicados mais recentes do Banco Central não foi acidente, ressaltou nesta quinta-feira o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, apontando que a assimetria do balanço de riscos de fato diminuiu, mas que o BC está atento sobretudo às tendências para tomar seus próximos passos.

    Em meio à lenta inflação e uma retomada econômica que segue sem fôlego expressivo, o BC apontou na semana passada que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Por isso, decidiu manter a Selic em seu piso histórico de 6,5 por cento.

    Mas a autoridade monetária excluiu menção que estava presente em comunicações anteriores, de que 'esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora'.

    'De fato a retirada (da frase) ocorreu, não foi um acidente, não foi que a gente esqueceu. E o fato de a gente retirar claramente dá um sinal da nossa assimetria. A assimetria caiu, diminuiu, está correto isso, então de fato essa interpretação é correta', disse Ilan.

    Questionado se o atual quadro abre espaço para uma queda adicional dos juros básicos, Ilan respondeu que o BC precisa de cautela, perseverança e serenidade, para que o cenário volátil -- seja de um lado, seja de outro -- não afete sua percepção.

    'Tanto para diminuída, quanto para subida (dos juros), nós temos que olhar ao longo do tempo a tendência', afirmou.

    'Quando a pergunta do mercado, dos analistas, era por que não tinha que apertar (os juros), conjuntura volátil, o câmbio estava depreciando, a pergunta era outra. E acho que nos ajudou ter essa serenidade e olhar para a frente, olhar a tendência ao invés de olhar o curto prazo. Então isso vale para um lado e vale para o outro também', acrescentou.

    Em relação à atuação recente do BC no mercado de câmbio, com anúncios de leilão de linha, o presidente do BC afirmou que ela é mais pautada por uma questão sazonal, para dar liquidez em períodos em que há pressão maior por questões de remessas de lucros e dividendos. Ele pontuou ainda que o BC optou pelo mesmo caminho -- e volumes ofertados -- no fim do ano passado.

    Durante a coletiva, ele reforçou que apesar de o BC ter aumentado em seu balanço o risco do nível de ociosidade elevado produzir trajetória prospectiva para a inflação abaixo do esperado, também vendo chances menores de frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas econômicas, o risco altista ligado ao cenário internacional segue forte.

    'Não estamos vendo redução do risco externo. O risco externo está elevado e continua elevado. Ao longo do ano nós tivemos um risco maior para economias emergentes, eu acho que agora temos um risco um pouco mais global', disse ele, citando preocupações sobre como a economia mundial vai se comportar.

    'Isso se soma àqueles conflitos comerciais que nós temos observado ao longo do ano, o último deles foi a disputa Estados Unidos e China que ainda está em andamento', completou.

    (Por Marcela Ayres)

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    Ilan prevê ficar no BC até março, e não vê mudanças em relação à política cambial e de reservas

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, previu nesta quarta-feira que deve permanecer no comando da autoridade monetária até março do ano que vem e ressaltou que, mesmo com sua saída, as atuais políticas cambial e de gestão de reservas devem seguir adiante.

    Em coletiva de imprensa, ele estimou que a sabatina no Senado de Roberto Campos Neto, indicado ao cargo pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), deverá ocorrer ao longo de fevereiro.

    Ilan, que se reuniu com Campos Neto há poucos dias, explicou que as conversas que tem travado com seu substituto ainda são iniciais e preliminares.

    A jornalistas, ele disse ainda não ter aceitado permanecer na presidência do BC por motivos pessoais e não quis dar mais detalhes a respeito. Ressaltou, contudo, ver com 'bons olhos' o novo governo e as medidas que estão sendo pensadas.

    Questionado sobre a permanência de outros diretores do BC na futura administração, ele afirmou que 'a ideia é a transição ocorrer, a diretoria permanecer, acho que não temos muita insegurança em relação a isso'.

    Segundo Ilan, a política cambial do BC é da instituição e vai continuar sendo.

    'Não prevejo nenhuma mudança em nada, acho que o BC vai continuar tendo o papel que teve', afirmou.

    Sobre as reservas internacionais, Ilan avaliou que ainda não é o momento de discutir o nível ótimo do estoque, com a prioridade sendo avançar com as reformas na economia.

    'Eu sempre disse lá atrás que em algum momento iríamos discutir (reservas internacionais), acho que a gente tem que pensar nas reformas -- reforma fiscal, de produtividade --, acho que essas questões são questões que têm quer ser discutidas antes de a gente começar outro tipo de discussão mais perene', afirmou ele.

    Após o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ter afirmado mais cedo neste ano que poderia vender parte das reservas em caso de ataque especulativo, com o dólar se aproximando de 5 reais, Ilan afirmou que não lhe cabia comentar a situação hipotética.

    'O que posso dizer é que a política continua a mesma, o BC continua o mesmo, não vejo grandes mudanças nessa área', destacou.

    AGENDA BC+

    Durante a coletiva, Ilan fez uma avaliação da agenda institucional da autarquia, batizada de BC+, apontando que 19 ações foram concluídas entre 2016 e 2017, outras 22 foram finalizadas este ano e mais 27 seguem em andamento.

    No grupo das medidas que o BC espera ver avançando no ano que vem estão, por exemplo, a coordenação de dados para regulação do 'open banking', que passa para os correntistas o poder de decidir quem pode ter acesso a seus dados bancários, dando abertura para que outras instituições lhes ofereçam serviços como seguros, cartões de crédito e empréstimos.

    Entre as ações futuras, Ilan também citou o incentivo a pagamentos instantâneos e uma Lei de Coordenação da Estabilidade Financeira, que instituirá um comitê para momentos de crise que exijam resposta conjunta de BC, Ministério da Fazenda e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), atendendo a uma demanda que o resto do mundo tem feito ao Brasil.

    'Cada instituição vai continuar fazendo o seu, não mudam suas tarefas ... Única coisa é que vai ter um polo onde cada um vai discutir o que está fazendo no meio de momentos em que precisa a conversa. Só isso', explicou.

    Ilan também disse esperar para o início de 2019 uma oferta voluntária pela indústria de cartão de crédito de um produto com prazos menores de pagamento para o lojista.

    'Isso tudo a gente tem avaliado para que seja adotado de forma voluntária pelo sistema e tudo indica que está em fase final ... e será oferecido no começo do ano um novo produto que não vai proibir nada', disse.

    Ele pontuou que o BC não está satisfeito ainda com os juros cobrados no cartão de crédito, embora já tenha ocorrido queda relevante na modalidade.

    Olhando em retrospecto, Ilan disse ter orgulho de todas as medidas adotadas na sua gestão que foram além da política monetária, incluindo aquelas para competição bancária cujos maiores efeitos, na sua opinião, só serão percebidos pela sociedade à frente. Nesse sentido, citou medidas para fomento às fintechs, portabilidade bancária e maior digitalização.

    Segundo o presidente do BC, ainda há espaço para a autoridade monetária seguir simplificando compulsórios e reduzindo alíquotas, processo que seguirá em curso.

    Em outra frente, Ilan disse que o BC acredita no projeto de autonomia da instituição que está tramitando no Congresso e que trabalhará para ajudar na sua aprovação, mas que o debate agora cabe aos parlamentares.

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    Ilan anuncia medida que trava câmbio de compra em moeda estrangeira no cartão de crédito ao dia do gasto

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, anunciou nesta quarta-feira nova norma para que os gastos em moeda estrangeira nos cartões de crédito internacionais tenham seu valor fixado em reais pela taxa de câmbio vigente no dia do gasto.

    A medida, contudo, só entrará em vigor em 1º de março de 2020.

    Em coletiva a jornalistas, Ilan ressaltou que a ideia é aumentar a previsibilidade para o consumidor, que assim saberá o valor em reais que deverá desembolsar pela compra, já que a norma elimina a necessidade de ajuste na fatura subsequente.

    'Acreditamos que o consumidor vai se sentir mais confortável sabendo quanto está gastando', disse Ilan. 'É uma medida que facilita a vida do cidadão', completou.

    Em nota, o BC destacou ainda que a investida 'aumenta a transparência e a comparabilidade na prestação do serviço, padronizando as informações sobre o histórico das taxas de conversão nas faturas e terão que ser divulgadas em formato de dados abertos, de forma que rankings de taxas possam ser estruturados e divulgados'.

    Para a fixação do valor em reais na data do gasto, a fatura terá que apresentar a identificação da moeda, a discriminação de cada gasto na moeda em que foi realizado e o seu valor equivalente em reais. A fatura também precisará incluir data, valor equivalente em dólares e a taxa de conversão do dólar para o real.

    Na circular sobre o assunto publicada nesta quarta-feira, o BC ressalta que o emissor do cartão de crédito deverá obrigatoriamente oferecer ao cliente a sistemática do pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais na data de cada gasto.

    Contudo, poderá também ofertar a alternativa de pagamento pelo valor equivalente em reais no dia do pagamento da fatura, 'observado que a adoção dessa sistemática está condicionada ao cliente expressamente optar por aceitá-la'.

    (Por Marcela Ayres)

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    Ilan faz apelo a líderes para aprovação da independência do BC ainda neste ano

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou de reunião com lideranças partidárias na presidência da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira em que foi discutida a aceleração do projeto que concede independência para a autoridade monetária e temas de prevenção à lavagem de dinheiro.

    Uma das ideias abordadas no encontro foi como fechar um acordo com lideranças partidárias para votar um regime de urgência para o projeto que concede independência ao BC, permitindo que o texto siga diretamente para o Plenário da Câmara na próxima semana, disse uma fonte à Reuters.

    'O apelo do presidente (Ilan) foi para que pudesse avançar esse ano', disse o líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro, a jornalistas depois da reunião.

    As perspectivas estavam mistas, uma vez que o quórum no Congresso diminui em semanas de feriado, como o da proclamação da República no dia 15, ao mesmo tempo em que o clima entre parlamentares ficou mais positivo depois da eleição de Jair Bolsonaro (PSL), que defende a independência do BC, disse a fonte.

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a votação da proposta de autonomia do BC dependerá de todos os líderes e que caberá às lideranças decidirem se esta é uma matéria prioritária para a Câmara, afirmando que não há uma data para a proposta sobre o tema ser votada.

    Na véspera, o futuro ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, defendeu que a aprovação não apenas da independência do BC como também da reforma da Previdência neste ano representariam avanços importantes para a economia e um 'belo encerramento' do governo Michel Temer.

    MAIORIA FAVORÁVEL

    A maioria dos partidos presentes à reunião foi 'favorável' a acelerar a tramitação do projeto de independência do BC, segundo Ribeiro, destacando posição contrária do PT, PSOL e PCdoB -partidos que fazem oposição a Temer e tendem a permanecer no bloco antagônico a Bolsonaro na próxima legislatura.

    Ilan fez um relato sobre os 50 países mais ricos cujos bancos centrais atuam descolados da política, defendendo que o Brasil seguisse a mesma linha. Um dos pontos do projeto é a adoção de mandatos para diretores e presidente do BC.

    'Hoje a gente iniciou esse processo de discussão desse tema, que seria relevante para dar estabilidade à política monetária do país', disse Ribeiro.

    'É um tema que vem sendo discutido na Casa há algum tempo e que foi colocado para os líderes a possibilidade de avançar nessa discussão.'

    A eventual permanência de Ilan à frente do BC não foi discutida na reunião que ocorreu entre ele e os líderes mais cedo, de acordo com Ribeiro.

    (Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)

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    Ilan ainda não foi formalmente convidado a ficar no BC, diz fonte

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ainda não foi formalmente convidado para permanecer à frente da autoridade monetária no governo de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto nesta terça-feira.

    A expectativa é que uma conversa ocorra nos próximos dias, conforme a equipe de transição do presidente eleito começa a trabalhar em Brasília. Os primeiros nomes do time da transição foram divulgados na véspera.

    Indicado por Bolsonaro ao comando de um superministério da Economia, o economista Paulo Guedes já afirmou publicamente que a permanência de Ilan seria natural, mas que a possibilidade não estaria ainda definida, pois seria necessário que o atual presidente do BC quisesse e tivesse a 'motivação' para ficar.

    'O Ilan tem uma proposta de Banco Central independente. Qual seria a coisa mais natural do mundo? Eu dar um abraço no Ilan e falar que defendo há 30 anos o Banco Central independente. Ele ia falar assim: 'Paulo, eu tenho um projeto de Banco Central independente'. Eu vou falar: 'Que beleza, Ilan. Então a gente vai junto, aprova o projeto. Você ficou dois anos, você fica mais dois anos'', disse Guedes na semana passada.

    O futuro ministro defende um projeto de independência do BC em que diretores e o presidente da autarquia terão mandatos definidos e não coincidentes com o do presidente da República.

    Sobre a gestão das reservas internacionais, atribuição que hoje compete ao BC, Guedes negou ter planos de vender parte do estoque, a não ser no caso de um 'ataque especulativo' que fizesse o dólar se aproximar de 5 reais, situação em que poderia se desfazer de 100 bilhões de dólares.

    Após as falas, Ilan defendeu no fim de semana o regime de câmbio flutuante e o sistema de metas para inflação como mecanismos de defesa da economia doméstica contra choques externos, também destacando o papel das reservas internacionais e das expectativas de inflação ancoradas para contê-los.

    Nesta terça-feira, Guedes se encontra com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para um almoço às 13h no prédio do ministério, em Brasília.

    (Por Marcela Ayres)

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    Guedes admite usar reservas internacionais em caso de dólar em torno de R$5

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O economista Paulo Guedes, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Fazenda, negou nesta terça-feira que planeje usar as reservas internacionais do país, a não ser no caso de um 'ataque especulativo' que fizesse o dólar se aproximar de 5 reais, situação em que poderia usar 100 bilhões de dólares.

    Questionado sobre o uso das reservas, Guedes explicou que o tema foi abordado durante um 'overshooting' da moeda norte-americana, que chegou a superar o patamar de 4,20 reais antes do primeiro turno da eleição presidencial.

    'O que existe hoje sobre venda de 100 bilhões de dólares é que, se houver uma crise especulativa, não tem problema nenhum e vai acelerar nosso ajuste fiscal. Se o dólar vier para 4,50 ou 5 reais, vamos vender 100 bilhões dentro da política de esterilização', disse o economista a jornalistas ao chegar para encontro do núcleo do futuro governo com o presidente eleito.

    O jornal Valor Econômico publicou nesta terça-feira que Guedes propôs a redução das reservas internacionais durante discussões internas da equipe do governo eleito, alegando que não faz sentido o Brasil manter nível tão elevado de reservas cambiais, principalmente porque o custo de carregamento é muito alto.

    De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o estoque das reservas atual é de 381,7 bilhões de dólares.

    Guedes, no entanto, destacou que a conversa ocorreu há mais de um mês e não se aplica ao momento atual.

    'Isso (vender reservas) não vai se fazer... se houver crise especulativa nós não temos medo e pode vir. Se tiver crise especulativa e botarem o dólar a mais de 4 e perto de 5 reais, vamos reduzir dívida interna. Agora, vender reservas sem crise, para quê?”, acrescentou.

    O futuro ministro da Fazenda disse ainda que o governo de Bolsonaro vai trabalhar para aprovar no Congresso projeto para dar independência ao Banco Central, com diretores e presidente do BC com mandatos definidos e não coincidentes com o período do mandato do presidente da República.

    “Os mandantes são não coincidentes e essa é a essência da independência“, afirmou.

    O economista também defendeu a permanência de Ilan Goldfajn como presidente do BC, dizendo que seria algo natural, mas acrescentou que essa possibilidade ainda não está definida.

    PREVIDÊNCIA

    Paulo Guedes aproveitou, ainda, para esclarecer declarações do futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que disse não ver necessidade de pressa para aprovar uma reforma da Previdência.

    “Vocês estão assustados porque é político falando de economia, é o mesmo que eu sair falando de política. Não vai dar certo“, disse.

    O indicado para liderar a economia no próximo governo reiterou que realizar a reforma da Previdência é uma prioridade, lembrando que controlar os gastos públicos é uma necessidade para o país. Segundo ele, será proposta a criação de um novo regime previdenciário no modelo da capitalização, mas também é necessário corrigir erros do regime atual.

    “Temos que controlar os gastos públicos, e o déficit está galopante... eu digo: aprovem a reforma da Previdência“, afirmou. “Nós vamos criar uma nova Previdência com regime de capitalização, mas tem um Previdência antiga que está aí e é preciso consertar e corrigir os problemas da atual. Nossa Previdência é um avião com cinco bombas a bordo a explodir a qualquer momento.“

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Bolsonaro admite chance de manter Ilan Goldfajn no BC e defende fim da reeleição

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado que nem tudo do governo de Michel Temer é ruim e não descartou a possibilidade de manter o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, caso seja eleito, além de defender o fim da reeleição presidencial.

    ”Não sei se ele vai ser mantido, mas o que está dando certo você tem que continuar e não vou dizer que tudo está errado no governo Temer“, disse Bolsonaro a jornalistas, acrescentando que a escolha para o BC será feita junto com o economista Paulo Guedes, seu escolhido para ser ministro da Fazenda.

    De acordo com reportagem da Bloomberg desta semana, Goldfajn vem se preparando para deixar o cargo no fim deste ano. O BC informou que não comentaria a notícia.

    Em entrevista no Rio de Janeiro, onde gravou programas para o horário eleitoral, Bolsonaro prometeu trabalhar por uma reforma política que promove o fim da reeleição e uma redução no quadro de parlamentares.

    “O que eu pretendo é fazer uma excelente reforma política, acabando com o instituto da reeleição, que começa comigo caso seja eleito, e reduzindo um pouco, em 15 ou 20 por cento, a quantidade de parlamentares“, disse ele.

    O candidato do PSL afirmou ainda que está quase definido que o astronauta Marcos Pontes será o ministro da Ciência e Tecnologia e que se for eleito vai tirar a pasta da Comunicação da Ciência e Tecnologia.

    Ao ser perguntado se a Comunicação poderia se fundir com a Educação, ele disse que essa poderia ser uma boa ideia.

    Sobre a denúncia de que empresários teriam se mobilizado para uma onda de mensagens em redes sociais em seu favor e contra o petista Fernando Haddad, Bolsonaro afirmou que “não tem nada a ver com isso“.

    “Eu não preciso de fake news”, disse.

    O presidenciável reiterou sua admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele quer a América grande e nós também queremos o Brasil. Ele reduziu carga de impostos e muitos criticaram mas isso gerou emprego”, afirmou Bolsonaro.

    “Eu gosto muito dele e nunca neguei, ou querem que eu admire o (presidente venezuelano, Nicolás) Maduro ou governo cubano“, questionou o candidato do PSL.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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    Dólar futuro aprofunda alta ante real após notícia de saída de Ilan no fim do ano

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - A notícia de que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, estaria se preparando para deixar a instituição até o final do ano acabou pressionando o dólar nos minutos finais da sessão.

    A moeda norte-americana aprofundou a alta com que já trabalhava desde mais cedo e terminou acima de 1 por cento de valorização no mercado à vista, movimento que se estendeu pontualmente no dólar futuro, que continua sendo negociado após o pregão.

    A notícia, veiculada pela Bloomberg, pegou alguns investidores de surpresa, sobretudo pelo 'timing' em que ocorreu, no meio de um processo eleitoral bastante polarizado.

    'Achei ruim pelo momento, traz um ruído desnecessário', comentou um profissional da mesa de derivativos de uma instituição local.

    Ilan Goldfajn goza de muita credibilidade junto ao mercado financeiro, depois de uma gestão que conseguiu conter a alta da inflação e ancorar as expectativas dos agentes, até o momento.

    'Ele está fazendo uma ótima presidência no BC e é claro que o mercado gostaria que ele ficasse. Mas o mercado tem confiança no Paulo Guedes, acho que foi um susto inicial', acrescentou o diretor de operações da Mirae, Pablo Spyer.

    Assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro (PSL) --que lidera a disputa à Presidência da República--, Paulo Guedes é o principal responsável pelo apoio que o ex-capitão tem recebido do mercado financeiro. Liberal, ele é responsável pelas propostas que passam pelo ajuste do estado e reformas fiscais.

    'Sem ele no BC, um dos sonhos não vai acontecer... o novo governo ficar com Ilan e toda a diretoria, mesmo que num prazo combinado', acrescentou o economista do banco Fator José Francisco de Lima Gonçalves.

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