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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em votação secreta no MDB, Renan vence Simone e novamente disputará presidência do Senado

    Em votação secreta no MDB, Renan vence Simone e novamente disputará presidência do Senado

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Em uma votação secreta e apertada, a bancada do MDB do Senado decidiu escolher na noite desta quinta-feira o senador Renan Calheiros (AL) para ser o candidato do partido à Presidência da Casa.

    Renan, que concorrerá mais uma vez ao comando da Casa, recebeu 7 votos na disputa contra a ex-líder da bancada Simone Tebet (MS), que obteve 5 votos. O anúncio oficial foi feito pelo líder interino José Maranhão (PB). No encontro, decidiram que o novo líder será Eduardo Braga (MDB-AM).

    Na saída da reunião da bancada, Renan não quis parar para dar entrevista para a imprensa e se dirigiu ao gabinete. Perguntado se a bancada sai unida mesmo diante de um resultado apertado, ele disse caminhando: 'Não sou eu que tenho que responder a essa pergunta'. E depois emendou: 'política é tão complexa'.

    Tebet, que chegou a aventar a possibilidade de se lançar na disputa mesmo sem o aval do partido, afirmou que não vai seguir esse caminho.

    'Não posso ser candidata avulsa, não é que eu recuei, não tem espaço. Diante de tantos candidatos, não teria voto', disse ela, para quem com a profusão de candidaturas --há, além de Renan, outros sete nomes colocados-- não teria condições a chegar ao segundo turno sem o apoio da sua bancada.

    Simone disse ter ficado claro que, para ser candidata, ela teria de deixar o partido. 'Posso um dia sair do MDB, mas não será para ser candidata a presidente do Senado', disse.

    SOBREVIVÊNCIA

    Pela tradição, a maior bancada da Casa, atualmente o MDB com 13 dos 81 senadores, tem o direito a indicar o próximo comandante da Casa.

    A cadeira de presidente do Senado era tida como uma das principais para a sobrevida do partido, o qual teve vários caciques que não se reelegeram na esteira da operação Lava Jato. Ela sempre foi ocupada pela legenda desde 2001, exceto por um período de 2 meses em 2007 - quando Renan renunciou ao cargo para não ser cassado na esteira de denúncias de que recebeu dinheiro de um lobista de uma empreiteira para pagar despesas pessoais.

    Aliás, são as denúncias contra Renan --um dos raros caciques do partido a se reeleger e que chegou a ser alvo de 18 inquéritos no STF a maioria ligados à Lava Jato-- dificultam a chegada dele ao cargo e chegaram a dar impulsiono à senadora de primeiro mandato Simone Tebet a colocar seu nome à disposição.

    Mas, apesar de vencida a disputa interna, o grupo de Renan admite que terá dificuldades na eleição desta sexta. 'Todos vão se unir contra o Renan', disse um senador aliado dele à Reuters sob a condição do anonimato.

    Na campanha eleitoral, Renan apoiou o adversário de Bolsonaro, o petista Fernando Haddad, e ainda cobrava a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por condenação na Lava Jato e considerado como antípoda do atual presidente.

    Após as eleições, começou a se colocar como um 'novo Renan', defendendo uma reforma da Previdência --que criticou duramente no governo Michel Temer--, dizendo ter proximidade com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e fazendo acenos ao presidente Jair Bolsonaro e ao filho dele, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que pode ser investigado por movimentação financeira atípica.

    Simone Tebet, por sua vez, tentou se colocar como um contraponto a Renan, vendendo-se como independente em relação ao governo e novo nome do partido, mas defendendo publicamente a reforma da Previdência, tema caro à atual gestão.

    O governo tenta se colocar como neutro na disputa pelo comando no Senado, embora o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tenha se tornado alvo de críticas de Simone por supostamente intervir na eleição ao mandar emissários para defender o voto no senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    Também são pré-candidatos a presidir o Senado Alvaro Dias (Podemos-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Esperidião Amin (PP-SC), José Reguffe (sem partido-DF), Major Olímpio (PSL-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

    A eleição está marcada para as 18h de sexta e, pelo regimento, se dará em votação secreta --embora haja quem, como a própria Simone, defenda o voto aberto nesse pleito.

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    Candidatura do MDB ao comando do Senado será definida na 5ª, diz Jucá

    BRASÍLIA (Reuters) - O MDB reúne sua bancada no Senado nesta terça-feira, mas só deve definir que nome irá oferecer para a presidência da Casa na quinta-feira, afirmou o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR).

    Segundo ele, o ideal é que a bancada tenha consenso em torno de um nome. Atualmente dois senadores concorrem pela indicação dos pares: a senadora Simone Tebet (MS), que lançou oficialmente sua candidatura, e Renan Calheiros (AL), que tem negado sua intenção de disputar o posto, mas articula nos bastidores.

    “Não está definido, não será definido hoje”, disse Jucá ao chegar para a reunião. “É um processo que vai ser concluído só na quinta-feira”, afirmou.

    Na sexta-feira, o Senado se reúne para escolher, por meio de votação secreta, seu próximo presidente. Tradicionalmente, a maior bancada --atualmente a do MDB--, tem o direito de indicar um nome para o comando da Casa.

    Jucá explicou que a reunião desta terça é a primeira de muitas conversas e que trabalha pela unidade da bancada. Para ele, é natural que os interessados em disputar a presidência se coloquem e busquem o convencimento de seus pares, e não há risco de a bancada sair do processo dividida.

    O senador não descarta, ainda a possibilidade de uma candidatura avulsa.

    “A candidatura avulsa, ou de outros partidos, já aconteceu aqui no Senado e a gente espera que, no caso aqui do MDB, possa não acontecer”, afirmou.

    “É melhor nós termos a unidade, até para podermos atrair outros partidos para construir uma mesa proporcional, comissões proporcionais, enfim”, defendeu.

    Além de Renan e Simone, senadores de outros partidos alimentam a intenção de disputar a presidência do Senado. Esse é o caso de Major Olimpio (PSL-SP) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    Jucá reafirmou que o MDB terá postura independente, e que continuará defendendo a reforma da Previdência.

    “O MDB pautou a reforma da Previdência no debate político. O MDB tem uma proposta econômica clara. Nós fizemos isso no governo do MDB de Michel Temer, arrumamos o país.”

    Questionado se o partido, na presidência do Senado, funcionará como uma garantia da governabilidade do governo do presidente Jair Bolsonaro --um dos pontos levantados como trunfo da senadora Simone Tebet--, Jucá afirmou que isso não depende 'só de um partido político ou de uma Casa Legislativa'.

    “A governabilidade é um conjunto”, argumentou. “O MDB tem compromisso com o Brasil, tem responsabilidade. Na verdade nós não somos aliados ao grupo do governo. Nós não temos responsabilidade na governabilidade. Governabilidade é um tema que está afastado no MDB.”

    “O MDB passou 20 e tantos anos responsável pela governabilidade e foi um peso muito grande.”

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em postagens, presidente do MDB faz alertas sobre conversas de Bolsonaro com bancadas temáticas

    Em postagens, presidente do MDB faz alertas sobre conversas de Bolsonaro com bancadas temáticas

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), fez uma série de alertas por meio de postagens no Twitter nesta quarta-feira sobre a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de estar conversando com bancadas temáticas sobre as ideias e propostas do próximo governo.

    Inicialmente, Jucá disse que 'não tem como avaliar' essa forma de atuação política do próximo governo.

    'É uma forma de conversa que não podemos pré-julgar. Sabemos que as bancadas temáticas são importantes no Congresso e o que une as bancadas são os temas que elas representam', afirmou.

    Na sequência, entretanto, o presidente do MDB lembrou que dirigentes dessas bancadas não têm garantida a presença formal em uma série de estruturas do Congresso.

    'No entanto, os dirigentes das bancadas temáticas não sentam na mesa da presidência da Câmara, numa reunião de líderes, não discutem as pautas, as urgências e os encaminhamentos das questões', destacou.

    'O líder partidário sempre terá um papel importante na parte formal da condução da votação da Câmara', concluiu Jucá.

    O senador, um dos parlamentares mais influentes do Congresso que não se reelegeu em outubro, não foi convidado para o encontro na véspera da bancada do MDB da Câmara com Bolsonaro no gabinete de transição.

    SUCESSÃO NO SENADO

    O presidente do MDB disse também no Twitter que a bancada emedebista no Senado indicará um nome para a presidência da Casa somente no final de janeiro.

    'Não há candidatura ainda. O MDB tem excelentes nomes que pode indicar, como o presidente Renan Calheiros, os senadores Simone Tebet, FBC (Fernando Bezerra Coelho) e Eduardo Braga', citou.

    Jucá ressaltou que o MDB tem a maior bancada. 'A indicação da maior bancada não é por acordo tácito mas está previsto no regimento interno do Senado', disse.

    O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, já se pronunciou publicamente contra a escolha de Renan para a presidência do Senado novamente.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    MDB votará propostas legislativas 'com responsabilidade e a favor do país', diz líder

    BRASÍLIA (Reuters) - O líder do MDB na Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (SP), afirmou nesta terça-feira, após reunião de integrantes da bancada atual e eleita com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que o partido já se declarou independente em relação ao próximo governo, mas destacou que a legenda vai votar 'com responsabilidade' e 'a favor do país'.

    Em entrevista coletiva após o encontro, Baleia Rossi destacou que foi a primeira reunião da bancada com o presidente eleito e que o partido vai se reunir e debater as propostas do governo. Ele relatou que Bolsonaro falou de forma genérica sobre os projetos, mas o próprio líder destacou que a pauta econômica é urgente para o país.

    Baleia Rossi disse que a indicação do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) para ministro da Cidadania não foi uma escolha da bancada do partido -- ele foi indicação da frente de promoção social. 'O presidente cumpre o que prometeu durante a campanha, mas coroou um trabalho de um quadro do MDB que fez um grande trabalho no Ministério do Desenvolvimento Social', avaliou.

    'O MDB foi capaz ao longo da história de ajudar o país a crescer e não vai ser diferente, ajudar o país no ano que vem', disse. 'Estamos vivendo uma nova política, o MDB não reivindicou cargos, não tem pretensão de indicar ninguém no governo, mas tem a responsabilidade de debater uma agenda programática, que possa significar geração de empregos, melhora na qualidade de vida da população', completou.

    Baleia Rossi disse que Bolsonaro não fez nenhum pedido para votar algum projeto específico que esteja em tramitação na Câmara neste ano. Afirmou ainda que o presidente eleito agiu corretamente ao dialogar com a sociedade e com frentes parlamentares, o que ele tinha dito na campanha.

    (Por Ricardo Brito)

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    Futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra defende participação do MDB no governo Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - Indicado como titular do futuro Ministério da Cidadania, o deputado Osmar Terra (MDB-RS) defendeu nesta quinta-feira o apoio de seu partido ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

    Terra, que foi ministro do Desenvolvimento Social no governo do presidente Michel Temer, foi questionado em entrevista à Rádio Gaúcha se sua presença no primeiro escalão do governo Bolsonaro significava o embarque do MDB.

    'Não necessariamente, embora a minha opinião pessoal, não é a do partido, é de que o partido deve fazer parte da base, até porque no segundo turno a grande maioria do PMDB, aqui no Rio Grande do Sul e no Brasil todo, apoiou o Bolsonaro', afirmou.

    Terra disse que as escolhas do ex-juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública e de Paulo Guedes para a Economia mostram o desejo do novo presidente de fazer uma política de renovação.

    'O PMDB não tem como ficar fora disso, ou não participar disso, ou não ajudar com que isso aconteça. Eu acho que vai ter uma participação na base do governo sim', afirmou.

    Até agora, no entanto, os caciques do partido não foram chamados para conversar com Bolsonaro, conforme relatou à Reuters uma fonte partidária. Terra, assim como outros nomes já anunciados, foi indicado --segundo ele mesmo-- por frentes parlamentares, e não pelo partido.

    A indicação confirmou a intenção do novo governo de conversar com o Congresso através das frentes, diretamente com as bancadas ou pelos Estados, como já anunciou o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em uma manobra que tem desagradado dirigentes partidários.

    Nesta quinta-feira, outro nome ligado ao MDB gaúcho foi confirmado à Reuters como futuro integrante do governo Bolsonaro. João Gabbardo, ex-secretário de Saúde do governo de José Ivo Sartori (MDB), será o secretário-executivo do Ministério da Saúde.

    PENTE-FINO

    Em outro trecho da entrevista, Terra --que comandará agora a pasta que reunirá Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte-- afirmou que fará um 'pente-fino' nos recursos distribuídos pela Lei Rouanet.

    'Tem que fazer um pente-fino na Lei Rouanet para ver como é que foi gasto esse dinheiro esses anos todos', defendeu.

    Terra afirma que existe uma tendência de empresas darem recursos a artistas de mais prestígio e que nem precisariam ser beneficiados porque 'só seus nomes já dariam grandes bilheterias', enquanto artistas iniciantes e de arte popular não tinham acesso.

    'É isso que nós temos que ver. Vamos fazer uma auditoria, sem fulanizar nada vamos fazer uma auditoria e vamos ver de que forma até estabelecer de repente uma cota para que um artista não tenha milhões à sua disposição e o outro não tenha nada', afirmou.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em carta à nação, MDB diz que não teve tempo e defende candidatura de Meirelles como continuidade

    Em carta à nação, MDB diz que não teve tempo e defende candidatura de Meirelles como continuidade

    BRASÍLIA (Reuters) - O MDB lançou nesta sexta-feira uma carta aberta à nação em que afirma não ter tido tempo para implementar plenamente suas propostas e defende a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles para dar continuidade ao processo de combate à crise.

    Assinado pelo presidente nacional do partido, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e pelos presidentes das demais estruturas do partido, o documento cita o histórico de Meirelles como presidente do Banco Central --durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- e sua atuação à frente da Fazenda para defender que ele acumula a experiência necessária para comandar o país.

    “Queremos continuar o trabalho apenas iniciado. Não tivemos tempo para implantar e desenvolver plenamente nossas propostas”, diz a carta, que defende ainda um caminho “sem radicalismo, sem amadorismo, sem populismo”.

    “Daí a decisão de lançar a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República. Na encruzilhada em que nos encontramos, é tentador tomar a via mais curta, propondo soluções fáceis para problemas complexos. Que ninguém espere isso de nós.”

    A candidatura do ex-ministro enfrenta resistências dentro do MDB, principalmente entre caciques do Nordeste, mas Meirelles garante contar com o apoio da maioria da sigla para ter seu nome confirmado como candidato na convenção do partido no próximo dia 2, em Brasília.

    A carta argumenta ainda que o país não quer ir “para a direita, nem para a esquerda” e convoca a militância a defender a proposta “para o encontro com o futuro”.

    E termina afirmando que “Henrique Meirelles será o primeiro presidente da República do MDB eleito pelo voto direto”.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Clima muda e MDB marca convenção para ratificar candidatura de Meirelles

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O clima a favor de Henrique Meirelles dentro do MDB melhorou nos últimos dias e a candidatura do ex-ministro da Fazenda deve ser confirmada na convenção marcada para o dia 2 de agosto, disseram à Reuters fontes que acompanham o assunto.

    Melhorou. Deve vencer a convenção , afirmou uma das fontes que, há uma semana, demonstrava ceticismo sobre a situação do candidato.

    As peregrinações de Meirelles para convencer os delegados estaduais da viabilidade de seu nome têm surtido efeito nos últimos dias, e a simpatia por uma candidatura própria, cresceu dentro do partido, apesar dos resultados do candidato nas pesquisas eleitorais continuarem no mesmo patamar de 1 por cento.

    Na semana passada, fontes ouvidas pela Reuters apontaram que ainda não havia consenso sobre manter a candidatura de Meirelles ou partir para uma campanha independente, sem apoiar candidato algum à Presidência. Apesar da cúpula do partido e o Palácio do Planalto trabalharem pela candidatura do ex-ministro da Fazenda, parte das bancadas no Congresso --que também têm votos na convenção-- não se entusiasmava com a ideia.

    Desde que sua candidatura foi anunciada, Meirelles se dedicou a visitar o máximo de Estados para se reunir com delegados e lideranças regionais do MDB e convencê-los de que seria um bom negócio para o partido ter seu nome nas urnas.

    O fato de a Executiva do MDB ter definido, nesta quinta-feira, a data da convenção, mesmo que para os últimos dias do período permitido pela Justiça Eleitoral --que se encerra em 5 de agosto-- é um sinal de que um acordo para ratificar a candidatura de Meirelles foi conseguido.

    Na segunda-feira, o partido havia divulgado uma data indicativa para a convenção --4 de agosto--, mas ela precisava ser confirmada pela Executiva. Mais importante do que a mudança do dia, foi a confirmação da realização da convenção.

    De acordo com uma das fontes ouvidas pela Reuters, até a semana passada não havia consenso, e se o entusiasmo interno com Meirelles continuasse baixo, o MDB nem mesmo iria marcar a convenção --que só é necessária se o partido apresentar candidato ou decidir pelo apoio por uma aliança.

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    ENFOQUE-MDB, Meirelles e o desafio de manter uma candidatura nacional

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O MDB anunciou com pompa, no final de maio, a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência, mas a menos de um mês da data limite para as convenções partidárias o partido não sabe ainda que rumo tomar e nem mesmo se a propagada ideia de finalmente ter um candidato próprio pela primeira vez em 24 anos irá se confirmar.

    Fontes ouvidas pela Reuters confirmam que a ideia de ter um candidato que defendesse o partido entusiasmou inicialmente os emedebistas --especialmente um que pagaria por sua própria campanha--, mas a estagnação de Meirelles em 1 por cento das intenções de voto esfriou os ânimos.

    Hoje se fosse para votação na convenção não aprovava (a candidatura) , disse à Reuters uma fonte próxima à cúpula do partido.

    Isso explica por que quando esta semana, na última reunião da Executiva, o ex-deputado João Henrique Sousa, coordenador político de Meirelles, propôs 31 de julho como data para a convenção que confirmaria --ou não-- a candidatura, o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), desconversou. Até agora, o partido não anunciou quando pretende fazer sua convenção.

    Não tem consenso hoje sobre o que fazer. A cúpula está tentando construir um acordo, mas o partido está perdidinho , disse uma fonte próxima ao ministro.

    Meirelles tem gastado seus dias em encontros com as regionais dos partidos. Já passou por boa parte do Nordeste e Centro-Oeste e alguns Estados do Norte do país para se apresentar às lideranças regionais e convencê-las de que tem chances de crescer.

    Em alguns casos, a ideia do candidato a deputado, a governador, de que ele vai poder dizer para o eleitor votar 15 (número do MDB) de cima a baixo, pega bem, eles gostam , conta a fonte próxima ao ministro, mas sem mostrar muito entusiasmo com o resultado.

    Na mesma reunião, Jucá fez um apelo para que os presentes apoiassem a candidatura de Meirelles. O senador tenta costurar um acordo para levar a candidatura à convenção sem risco de um resultado negativo.

    ENTUSIASMO MENOR

    Um dos entusiastas de primeira hora da candidatura de Meirelles, Jucá tem dito em conversas com aliados que o cenário eleitoral segue muito indefinido e que o pré-candidato do partido vai fazer o enfrentamento na linha de ser o radical de centro . Considera, ainda, que Meirelles tem muito espaço na mídia e vai crescer assim que for oficializado candidato.

    O grau de confiança nessa capacidade de crescimento, no entanto, tem diminuído no partido. Inicialmente, os entusiastas de Meirelles defendiam que ele seria candidato se alcançasse cerca de 10 pontos percentuais. Depois, já se falava em 5 por cento.

    Agora, a avaliação é que basta ele fazer um movimento de crescimento , subindo dos estacionados 1 ponto para 2 a 3 por cento. As expectativas, no entanto, não são muito otimistas.

    Não vai acontecer. Não tem nenhum sinal disso , admite uma das fontes.

    O presidente do Solidariedade, um dos partidos do chamado blocão de partidos do centro, deputado Paulinho da Força), vai na mesma linha e avalia que a candidatura do ex-ministro da Fazenda não tem chances de prosperar.

    Nenhuma, ele está ligado ao governo e o governo vai ser o grande derrotado desta eleição”, disse Paulinho. “Colou no governo, morreu.”

    O Solidariedade é um dos partidos do blocão que se afastaram politicamente do governo e tende a apoiar nas eleições de outubro a candidatura de centro-esquerda do ex-ministro Ciro Gomes, do PDT.

    GOVERNO TEMER

    Na campanha de Meirelles, a avaliação, segundo uma fonte, é que o ministro luta não apenas com seus próprios problemas, como o desconhecimento do eleitor e a própria falta de carisma, mas contra o governo do presidente Michel Temer. Pela primeira vez na história recente, ser o candidato do governo é um enorme problema, e não uma ajuda.

    Com rejeição de mais de 80 por cento, o governo Temer é uma das fragilidades da candidatura de Meirelles. No entanto, quando o ministro tentou se distanciar ao dizer que não era candidato do mercado, candidato do governo ou candidato de Brasília , ouviu reclamações.

    Ainda assim, o ministro tenta se manter distante do presidente em si e concentra sua defesa do governo na parte econômica e seu trabalho no Ministério da Fazenda. Mais que isso, tenta lembrar aos eleitores que era o presidente do Banco Central no governo de Luiz Inácio Lula da Silva --que, mesmo preso ainda é o primeiro colocado nas pesquisas eleitorais-- e avoca para si, sem pudores, todo o sucesso econômico do governo do petista.

    Dentro do Planalto, com defesa ou não de Temer, a posição majoritária, inclusive do presidente, é de manter a candidatura do ex-ministro.

    O MDB perdeu uma feição nacional por não ter candidaturas nacionais. Precisamos de alguém para defender o projeto, mostrar as ideias do partido, dar uma cara nacional ao MDB , disse uma fonte.

    A crítica é que o partido se transformou em um aglomerado de feudos regionais que vão de Renan Calheiros, em Alagoas, opositor de Temer e aliado de primeira hora do PT de Lula, a quem defenda alianças com o tucano Geraldo Alckmin ou faça acordos informais com Ciro Gomes (PDT), como o presidente do Senado, Eunício Oliveira, candidato ao Senado no Ceará, base eleitoral do pedetista. Um candidatura ajudaria a dar uma feição nacional ao partido, mesmo com todas as divisões internas.

    No entanto, não há consenso sobre o caminho do partido. A avaliação de uma fonte da cúpula partidária é que, se Meirelles não for o nome do partido, o MDB vai ficar independente no primeiro turno e não vai se aliar a candidaturas ou projetos eleitorais do DEM ou do PSDB.

    O MDB está preparado para ganhar com Meirelles ou ser uma força independente , disse uma fonte da cúpula da legenda.

    Já um tradicional senador do MDB defende que o melhor para a legenda seria desistir da candidatura de Meirelles e buscar uma composição com o tucano Geraldo Alckmin. Deveríamos andar com ele , disse esse cacique partidário.

    Essa aliança, no entanto, é hoje bastante improvável. Duas fontes disseram à Reuters que não há espaço para isso, por razões diferentes. Uma, palaciana, diz que o governo não quer, já que Alckmin se afastou de Temer e faz críticas duras ao governo. Outra, ligada à campanha de Meirelles, afirma que até existe uma ala tucana que gostaria da aliança, mas Alckmin veta qualquer conversa.

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