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    Temer tem suas preferências, diz Meirelles após presidente dizer que Alckmin tem aparente apoio do governo

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira que o presidente Michel Temer tem suas preferências, após a declaração dele à Folha de S.Paulo de que, aparentemente, o candidato que tem o apoio do governo é Geraldo Alckmin, do PSDB, pelo fato de partidos da base de Temer estarem coligados com o tucano.

    Indagado se a declaração de Temer lhe trazia alívio, dada a elevada impopularidade do presidente, Meirelles sorriu.

    'Bom, você é que está dizendo isso', afirmou ele inicialmente.

    'Não é fiquei aliviado com o fato de o presidente Temer declarar esse tipo de coisa e não declarar o apoio a mim e isso devido, portanto, a essa questão da popularidade. Então as pessoas entendem que seria até favorável a mim. Eu não entendo assim, eu entendo que o importante é mostrar o trabalho que eu fiz', acrescentou a jornalistas após participar de evento do Grupo de Mulheres do Brasil, em São Paulo.

    Meirelles fez ainda a avaliação de que a declaração de Temer é 'absolutamente normal'.

    'O presidente Temer tem as suas preferências e a sua dinâmica pessoal e ele exprime o que ele prefere exatamente do ponto de vista dele. Mas o importante é que nós temos um histórico para mostrar', disse.

    Durante o evento, em que sete candidatos ao Palácio do Planalto responderam perguntas de integrantes do grupo, liderado pela empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da varejista Maganize Luiza, Meirelles disse que comandou a economia no período em que foi presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exaltou o desempenho econômico daquele período.

    Falou ainda que, no comando do Ministério da Fazenda na gestão Temer, o país saiu da recessão.

    Presente no evento, a candidata da Rede, Marina Silva, também foi indagada sobre a entrevista do presidente ao jornal e disse que a base que esteve com a ex-presidente Dilma Rousseff estava com Temer e agora apoia Alckmin.

    'A mesma base que estava com a Dilma, com o Temer, praticamente é a mesma que está com o candidato do PSDB. Agora, eu estou mais preocupada é com aqueles que eu escolhi para me apoiar. Eu tenho um excelente vice (Eduardo Jorge), hoje nós iniciamos a nossa campanha tratando de um dos problemas mais graves, que é o problema da saúde pública', disse Marina, lembrando que esta quinta marca o início oficial da campanha eleitoral.

    Em sua fala no evento, Marina defendeu que é necessário ter propostas, mas que é fundamental ter propósitos, e criticou a ideia do 'rouba, mas faz'.

    'Não podemos abrir mão dos propósitos, porque sem eles as nossas propostas ficam vazias', disse Marina à plateia de mulheres.

    'É preciso que a gente recupere o nosso país... Nós temos que fazer e não roubar.'

    (Por Eduardo Simões e Laís Martins)

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    Meirelles defende direito individual mas que STF decidirá sobre descriminalização do aborto

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, defendeu nesta quarta-feira que é a favor do direito individual das mulheres mas cabe ao Supremo Tribunal Federal decidir o alcance da lei sobre o aborto sem politização.

    'O tribunal vai decidir a constitucionalidade, não a opinião pessoal de cada um', respondeu, ao ser questionado diretamente sobre a sua posição em relação à ação que discute no STF a descriminalização do aborto até 12 semanas de gravidez.

    'A primeira coisa é respeitarmos a lei. A partir daí, a decisão é individual da cada um, dependendo dos valores de cada mulher', disso Meirelles. 'A princípio sou a favor da vida e portanto eu acho que em circunstâncias adequadas o aborto é parte dos direitos da mulher.'

    Pego de surpresa por uma questão fora dos tradicionais temas econômicos com os quais se sente confortável, Meirelles teve dificuldades de se posicionar de uma forma clara sobre a questão e não desagradar um eleitorado conservador, especialmente evangélico, que tem tentado atrair.

    'Eu sou altamente favorável aos direitos individuais, isto é, favorável que as igrejas que são contra o aborto em qualquer circunstância tenha a liberdade de pregar isso nas suas igrejas, e a mulher portanto seja livre para escolher tendo acesso a todas as informações. Eu acho também que o contrário não deve ser obrigatório. A propagação de valores contra os valores individuais de cada um. Portanto eu sou favorável ao direito de cada um dentro de normas definidas para a sociedade seguir aquilo que a lei permite', respondeu.

    OBRAS PARADAS

    Voltando aos seus temas preferenciais, Meirelles afirmou que vai reservar 80 bilhões de reais em recursos para encerrar obras inacabadas no país a partir do próximo ano. Ele ressaltou como uma das fontes desses recursos a aprovação de uma reforma da Previdência. E ainda defendeu a redução da 'parafernália burocrática' em seu eventual governo.

    'Os recursos (80 bilhões de reais) vem de diversas fontes. Em primeiro lugar, no momento que se faz a reforma da Previdência, vai haver uma diminuição dos recursos das despesas obrigatórias e que assim vai aumentar os investimentos', destacou.

    O candidato afirmou que é preciso agilizar processos de licenciamento ambiental, demandas da Justiça trabalhista, de órgãos de regulação e de controle. 'Temos que diminuir a parafernália burocrática', disse ele.

    O ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer defendeu a adoção de estímulos para o setor da construção civil. Para ele, não é possível crescer para valer sem o setor, 'relevante' para a economia do país.

    'A alavancagem do setor de construção funciona como multiplicador de emprego e renda', disse ele, em evento com presidenciáveis promovido pela Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).

    Sem revelar como, o ex-ministro disse que poderia criar 10 milhões de empregos nos 4 anos do governo, caso eleito.

    Além de lutar para viabilizar recursos em seu eventual governo, Meirelles disse que vai buscar reformas, como a da Previdência e a tributária, e desburocratizar o país, não apenas retirando demandas de cunho ambiental, para destravar os investimentos. Para ele, as reformas podem levar a criação de um ambiente para que tenhamos o 'maior surto' de investimento.

    O candidato citou ter apresentado ao Congresso, quando era titular da Fazenda, um pacote com 15 projetos prioritários para aumentar o nível de produtividade da economia brasileira. Meirelles defendeu a reforma trabalhista, aprovada pelo Congresso, ao ter diminuído o número de demandas judiciais.

    O ex-ministro da Fazenda defendeu ainda um 'destravamento completo' do sistema de privatização do país e uma maior segurança jurídica para o investidor.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito)

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    MDB oficializa candidatura de Meirelles à Presidência, vice deve ser definido até sábado

    Por Maria Carolina Marcello e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Em uma convenção morna nesta quinta-feira, o MDB formalizou, com o mote do resgate da confiança no país, a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à Presidência da República, mas o partido só deve definir um nome para a vice da chapa --há preferência por uma mulher para o posto-- nos últimos instantes permitidos pela lei eleitoral.

    Aprovada por 85 por cento dos convencionais --357 votos a favor, 56 contrários e 6 brancos-- a candidatura de Meirelles demonstra, na opinião do presidente da sigla, senador Romero Jucá (RR), uma maior unidade do MDB.

    “Quero agradecer vocês pela confiança. Não existe palavra que tenha mais significado”, discursou Meirelles logo após o anúncio do resultado na convenção. “ A minha candidatura tem um objetivo principal: resgatar o espírito de confiança no Brasil”, disse.

    “Estou sendo chamado pelo MDB e me coloco à disposição do país... me coloco à disposição para ser o elo da reconstrução da confiança.”

    O ex-ministro enfrentou resistências para se consolidar como candidato da legenda, e segue tendo dificuldades principalmente entre caciques do Nordeste, como o senador Renan Calheiros (AL). Na região, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda é muito forte.

    Ainda que tenha garantido sua candidatura nesta quinta, Meirelles terá trabalho para driblar os respingos da impopularidade do presidente Michel Temer e de seu governo, do qual participou como ministro da Fazenda.

    Tanto no discurso da convenção, como em falas e vídeos na pré-campanha, o candidato do MDB fez questão de frisar sua história, sem deixar de fora os oito anos que passou, no governo Lula, à frente do Banco Central.

    “Era impossível colocar ordem na economia, com Lula, e crescer por 8 anos seguidos”, afirmou. “Fui lá e provei que era possível.”

    Depois, referindo-se à participação no atual governo, afirmou que “mostramos que era possível fazer o Brasil voltar a crescer em dois anos”.

    “Posso fazer um bom trabalho, porque sei quando e porque os governos anteriores erraram”, disse, ao som do jingle que diz “chama o Meirelles”.

    Indagado sobre se buscaria se descolar de Temer, devido à impopularidade de seu ex-chefe, Meirelles afirmou que será candidato de sua própria história.

    'Não existe questão de colar ou descolar. Eu sou candidato antes de mais nada da minha história, do que eu fiz pelo Brasil', disse.

    'Eu sou candidato de tudo aquilo que já fiz no governo e antes. Essa experiência eu vou colocar à disposição do povo brasileiro. E no momento que a população conhece a verdade, tem acesso a essas informações dizem ‘nesse aí eu vou votar'', afirmou.

    NO GRITO

    Na convenção emedebista, Meirelles, também conferiu um tom emocional à sua fala, pedindo “oportunidade” e “tempo” para resgatar a confiança no país. Chegou a citar a Copa do Mundo de 1958, quando a seleção brasileira conquistou seu primeiro título mundial, e argumentou que “é possível” fazer o “Brasil dos sonhos”.

    Meirelles atacou ainda o que chamou de “candidatos extremistas” e disse que não é possível criar empregos “no grito”.

    “Não existe fórmula mágica”, afirmou. “Para criar empregos de verdade é fundamental resgatar a confiança no Brasil, adotando a política econômica correta”, disse.

    Sustentou, ainda, que o país não precisa de “messias” vestido com um “uniforme de salvador da pátria”, nem de um “líder destemperado” e nem de um “eterno candidato a presidente”, em referência a seus principais adversários na disputa eleitoral.

    SEGUNDO TEMPO

    Na mesma toada de outros partidos, que ainda esticam a corda e negociam alianças e nomes para vice nos últimos dias destinados às convenções partidárias, o MDB discutirá o tema em uma comissão especial para definir um nome nos próximos dias. Jucá disse que a escolha ocorrerá até sábado e formalização até o dia 6 de agosto.

    A direção do partido tem preferência por uma mulher para compor a chapa com Meirelles, ainda que a lista de possíveis vices traga um pequeno número de homens, disseram fontes que acompanham a discussão. Segundo duas delas, a senadora Marta Suplicy (SP) seria uma possível escolha, mas ainda não teria conversado com Jucá.

    O resultado da convenção desta quinta-feira também autoriza a Executiva do partido a deliberar sobre coligações com demais siglas.

    Os 85 por cento favoráveis à candidatura de Meirelles superam a marca registrada há quatro anos, quando pouco mais da metade dos votantes chancelou a escolha de Michel Temer para integrar novamente como vice a chapa da então presidente Dilma Rousseff (PT).

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    PERFIL-Vaidoso e exigente, Meirelles tenta emplacar visão liberal para chegar ao Planalto

    Por Patrícia Duarte

    SÃO PAULO, 2 Ago (Reuters) - Vaidoso e exigente no trabalho, Henrique Meirelles, que se descreve como um 'liberal clássico', tenta neste ano realizar um desejo que surgiu quando comandava o Banco Central no governo Lula: obter um mandato para trabalhar no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete presidencial.

    Há nove anos, quando se filiou ao então PMDB, pensou em voos mais altos, mas sem força política para tanto naquele momento procurou se cacifar para ser vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff, escolhida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo. Nem isso conseguiu. Dilma não gostava dele, e o PMDB preferiu para esse papel o nome do então presidente do partido e da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

    Neto e sobrinho de políticos goianos, Meirelles nasceu em Anápolis (GO) em 31 de agosto de 1945, mas só em 2002 entrou para a política ao se lançar candidato a deputado federal pelo PSDB, sendo o mais votado no Estado.

    Logo depois, no entanto, abriu mão do mandato e deixou o partido para aceitar convite de Lula para presidir o Banco Central, num momento de turbulência nos mercados financeiros devido à eleição do petista. Ficou no cargo durante os oito anos do governo Lula, tornando-se o mais longevo comandante do BC.

    Ajudou o Brasil a dar saltos importantes, como chegar ao grau de investimento e passar pela crise financeira global de 2008/09 sem grandes arranhões. Admirado pelos mercados financeiros, em função da posição ortodoxa na economia, entregou por três anos a inflação abaixo do centro da meta oficial no período que presidiu o BC.

    O sucesso conseguido naquele período tem sido usado na pré-campanha deste ano, por meio de vídeos e posts nas redes sociais com o slogan 'Chama o Meirelles', passando a imagem de que quando a economia vai mal ele é chamado para resolver.

    'Quem já ajudou o Brasil a enfrentar e vencer duas crises econômicas?', pergunta um vídeo curto na página do MDB no Facebook, que termina afirmando: 'Experiência faz toda diferença. Chama o Meirelles.'

    Num país dividido e de opiniões cada vez mais radicalizadas, o ex-ministro gosta de se descrever como um 'liberal clássico'.

    'A palavra que eu me defino melhor é liberal. Eu sou liberal. Liberal no sentido clássico, no sentido inglês, de quem defende a liberdade na economia, na política, na democracia', disse em entrevista à Reuters em maio.

    'Essa posição conservadora no Brasil está muito confusa, o que quer dizer isso? Quer dizer violência, quer dizer radicalismo? Não. Então eu prefiro a visão clássica do liberal, no sentido do liberalismo. Liberdade econômica para crescer, para empreender, liberdade de opinião, de voto, no sentido de indepedência dos Poderes e livre mercado, não há dúvida.'

    NOVO FHC?

    Ao assumir o Ministério da Fazenda após o afastamento de Dilma da Presidência da República, já no governo Temer e com a economia em forte recessão, Meirelles talvez tenha apostado no caminho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    O tucano assumiu a Fazenda em 1993, também depois de um impeachment --do então presidente Fernando Collor de Mello-- e num momento de forte crise econômica. No ministério, Fernando Henrique reuniu a equipe que elaborou o Plano Real. Com o fim da inflação trazido pela nova moeda, o tucano se elegeu presidente.

    Com o acirramento da crise econômica em 2015 e 2016, sobretudo no campo fiscal, antes de acertar com Temer, Meirelles chegou a negociar também com Lula para voltar ao governo do PT. Especialmente em 2016, quando combinou com Lula e até com a ex-presidente Dilma sua ida ao Ministério da Fazenda no lugar de Joaquim Levy.

    Mas os planos não saíram do papel. Dilma continuava não gostando de Meirelles e preferiu colocar Nelson Barbosa à frente da pasta. E o ex-presidente do BC passou a negociar com Temer.

    Ao assumir o cargo no atual governo, Meirelles prometeu colocar a economia nos eixos e acertar as contas públicas. Inicialmente conseguiu vitórias importantes: o mau humor generalizado dos empresários foi revertido e o teto de gastos, que limitou o crescimento dos gastos públicos por pelo menos uma década, foi aprovado pelo Congresso Nacional.

    Auxiliares apontam justamente o trabalho duro como uma das características do ex-ministro. Por outro lado, o pré-candidato tentava na Fazenda manter um horário regrado para o almoço e ter condições de jantar em casa, raramente estendendo o expediente no ministério para além das 20h.

    'Workaholic total, adora trabalhar', resumiu um ex-auxiliar sobre o ex-ministro, conhecido por ser muito exigente no trabalho.

    Conhecido pela vaidade em relação a seus projetos pessoais e ao desempenho nos cargos que ocupou, na Fazenda acompanhava todas as notícias a respeito de si próprio e era um voraz usuário do Whatsapp, segundo relato do ex-auxiliar.

    Seu trabalho no ministério, no entanto, sofreu o baque da delação de executivos da J&F, que atingiu em cheio o presidente Michel Temer em maio de 2017, o que acabou impedindo a aprovação da reforma da Previdência, essencial no ajuste fiscal, porque o presidente gastou praticamente todo o seu capital político para barrar duas denúncias no Congresso.

    Sem essa reforma, a confiança dos agentes econômicos diminuiu em relação ao reequilíbrio das contas públicas. E a perspectiva de recuperação da economia em 2018, que já vinha sendo sucessivamente revisada para baixo após fracos indicadores de atividade do início do ano, sofreu também o impacto da greve dos caminhoneiros em maio, quando ele já não estava mais à frente da Fazenda.

    POR CONTA PRÓPRIA

    Com sua principal bandeira eleitoral --a recuperação da economia-- debilitada e atrelado a um governo de impopularidade recorde, Meirelles tem enfrentado dificuldades para decolar nas pesquisas de intenção de voto, aparecendo com apenas cerca de 1 por cento.

    O patrimônio pessoal do ex-ministro, no entanto, ajudou a dar fôlego à sua pré-candidatura dentro do MDB.

    Da última vez que declarou publicamente seu patrimônio, quando concorreu a deputado federal em 2002, Meirelles disse possuir 45 milhões de reais. De lá para cá, a fortuna cresceu.

    Só de serviços prestados à iniciativa privada, incluindo a holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, Meirelles recebeu mais 200 milhões de reais por trabalhos feitos de 2012 a 2015. Os fartos recursos contaram a favor, com caciques do MDB calculando que, ao usar de seu próprio dinheiro na candidatura, Meirelles pouparia o fundo partidário.

    Formado em engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Meirelles participou de programa avançado em administração em Harvard. Na década de 1970 entrou no BankBoston, onde construiu uma carreira bem-sucedida nos Estados Unidos e chegou a ser presidente global da instituição.

    Para não dizer que sua imagem nunca foi arranhada diante dos investidores, a filiação ao então PMDB em 2009, quando comandava o Banco Central, causou um certo mal-estar. Muitos no mercado acharam estranho ter um presidente do BC, que até hoje não tem independência formal, filiado a um partido político.

    Meirelles deixou o PMDB e se filiou ao PSD diante da possibilidade, que não foi para frente, de disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012.

    A pré-candidatura à Presidência em 2018 surgiu ainda no PSD, mas com a perspectiva de apoio do partido na disputa ao PSDB, de Geraldo Alckmin, Meirelles optou por retornar ao MDB.

    Entre as posições que ocupou entre sua saída do BC e o trabalho na Fazenda, Meirelles foi presidente do conselho da J&F Investimentos --holding que controla a JBS-- e do conselho de administração da Azul Linhas Aéreas.

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    Meirelles vai para convenção sem vice, mas MDB ainda tenta acordos inclusive com blocão

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O MDB chegará a convenção que confirmará Henrique Meirelles como candidato à Presidência sem conseguir apontar um vice, mas o partido continua negociando com partidos pequenos e tenta ainda tirar parte do blocão da anunciada aliança com o tucano Geraldo Alckmin.

    'Meirelles vai disputar a convenção sem o vice. Quem vota na convenção no Meirelles dá poder à Executiva para terminar de fechar a coligação', disse o presidente do MDB, Romero Jucá. 'O perfil é de agregar contribuição na disputa.'

    O partido tem conversado mais fortemente com partidos que são comumente classificados de 'nanicos' --tem pouco tempo de tevê e bancadas pequenas no Congresso--, como PMN e PHS, mas nem nesses casos há avanços concretos, disse à Reuters uma fonte que acompanha as negociações.

    A campanha tem mirado com mais força no Pros, que também vêm sendo disputado pela Rede e PT. Sem um perfil político claro, o partido teria a oferecer um candidato a vice palatável para todos esses partidos, o ex-deputado Maurício Rands, que hoje comanda uma das secretarias da Organização dos Estados Americanos.

    'Ele é ex-PT, nordestino, não tem nenhum escândalo associado a seu nome', comenta a fonte enumerando as qualidades do possível vice, mas acrescentando que ainda não se avançou a ponto de se indicar um vice nas conversas com o partido.

    Até agora sozinho, o MDB ainda tenta quebrar a união do blocão --formado por DEM, PR, PRB, PP e Solidariedade-- e atrair parte dos partidos que já anunciaram adesão ao pré-candidato do PSDB.

    Alckmin já tem o anúncio formal do PTB de que fará parte da aliança e, na semana passada, os cinco partidos do blocão fecharam questão para apoiarem juntos um candidato e devem anunciar formalmente a aliança com o tucano na quinta-feira.

    No entanto, Meirelles tem conversado com o PTB e com o PRB. 'Pode ser apenas parte de uma negociação por espaço na coligação', disse a fonte, mas o MDB não desistiu ainda de abocanhar um partido maior.

    Jucá ressaltou que 'cada partido vai decidir até o período do registro das candidaturas'.

    'Acho que o centrão é uma manifestação política, sem dono. O processo está em andamento', disse o presidente do MDB, ressaltando que o partido pode ir sozinho para a eleição, se for necessário.

    'O MDB sempre esteve preparado para ir sozinho. Tem postura, tem capilaridade, tem tempo de tevê.'

    A convenção do partido será no próximo dia 2, em Brasília, e o cálculo de Jucá é que o Meirelles terá cerca de 460 dos 594 votos dos convencionais, depois que o pré-candidato passou os últimos meses convencendo o próprio partido de que será bom para o MDB ter candidato próprio.

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    Meirelles usa discurso de Lula com elogios em vídeo de campanha

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Em vídeo de campanha para as redes sociais, o pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, usa um discurso de pouco mais de 10 segundos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ainda estava no cargo elogiando-o e creditando a Meirelles a estabilidade econômica do país à época.

    O vídeo, que será distribuído nas redes sociais, faz uma compilação de elogios ao ex-ministro da Fazendo feito por todos os ex-presidentes desde Fernando Henrique Cardoso e pela maior parte dos candidatos à Presidência este ano.

    “Lula, Dilma, Temer, FHC, Ciro, Doria e tantos outros mais têm opiniões diferentes sobre quase tudo. Mas em uma coisa todos eles concordam”, diz o vídeo, que mostra fotos dos ex-presidentes e candidatos antes de começar com uma série de manchetes de sites e jornais mostrando elogios públicos feitos a Meirelles.

    Apenas Lula, no entanto, aparece em vídeo em um discurso. “Sou um homem que tem muito respeito pelo Meirelles. E devo a esse companheiro a estabilidade econômica e o respeito que o Brasil tem hoje no mundo”, diz Lula no discurso feito em 2009 mostrado no vídeo da campanha.

    Meirelles tem citado constantemente em entrevistas sua posição como presidente do Banco Central no governo Lula, e creditado a si mesmo a estabilidade econômica e o crescimento do país à época.

    O pré-candidato acredita, como disse em entrevista à Reuters, que pode herdar parte dos eleitores do ex-presidente -- que, apesar de se apresentar como candidato do PT, está preso e condenado em segunda instância, o que deve impugnar sua candidatura.

    Meirelles tem afirmado que, quando as pessoas o relacionam ao período de estabilidade do governo Lula, a intenção de votos nele cresce.

    O vídeo reforça a campanha do ex-ministro da Fazenda como um homem que resolve problemas. “Todos concordam que na hora da crise é melhor chamar o Meirelles”, diz o narrador, com o candidato afirmando na sequência: “É só me chamar”.

    Meirelles tem aparecido com apenas 1 por cento nas intenções de voto nas pesquisas e ainda precisa ser confirmado pelo MDB como candidato. A convenção do partido acontecerá no dia 4 de agosto.

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    Meirelles defende autonomia para agências reguladoras e cita mudanças na Caixa como exemplo

    BRASÍLIA (Reuters) - O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, defendeu nesta quarta-feira a autonomia das agências reguladoras para que não sirvam de instrumentos para arranjos políticos, e citou mudanças nas regras para a indicação de cargos de direção na Caixa Econômica Federal durante sua gestão no ministério como um exemplo do que deve ser feito.

    'As agências não serão usadas simplesmente como arranjos políticos, mas sim para reduzir a incerteza regulatória, reduzir os custos do projeto, dar estabilidade de normas e garantir a racionalidade e a eficiência dos projetos', afirmou, em fórum de mobilidade organizado pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

    Ele ressaltou, no entanto, considerar normal que partidos disputem posições na administração.

    'A agência reguladora tem que seguir o exemplo do que nós colocamos no estatuto, por exemplo, da Caixa Econômica Federal, onde não existe limitação a alguém que tenha determinada simpatia ou determinada visão partidária ou política, mas ele ou ela tem que ter experiência profissional, integridade, competência comprovada, a partir daí, com independência de ação, a pessoa deve ocupar o cargo', explicou.

    BOA GESTÃO

    Meirelles disse manter conversas com importantes legendas, principalmente do chamado blocão, e acreditar que há 'uma possibilidade grande, sim, de chegarmos a algumas alianças importantes'.

    Para rebater questionamento sobre os impactos da impopularidade do atual governo em sua campanha, Meirelles afirmou, em entrevista após participação no evento, que obteve bons resultados à frente da Fazenda e citou sua atuação como presidente do Banco Central durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    'Não há nada que substitua a boa gestão, a competência, a seriedade. Falatório, demagogia, gracinha, é interessante, nos diverte, etc, é muito agradável às vezes, mas não resolve o problema de ninguém', afirmou.

    O ministro apontou como fundamental para o setor da mobilidade sobre trilhos a estabilidade de regras no longo prazo e o incentivo a investimentos externos por meio de parcerias público-privadas. Ele propõe que sejam criadas mesas de diálogo entre os setores público e privado para discutir o tema e evitar o desperdício de recursos.

    Também se colocou favorável a mecanismos que tragam segurança e garantias para o investimento privado e medidas que possam, em alguns casos, reduzir a carga regulatória e possibilitar uma desconcentração de investimentos.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Meirelles minimiza racha no MDB de Minas e prevê 'vitória consagradora' em convenção

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira que já tem os votos assegurados para confirmação de sua candidatura na convenção do partido em agosto, apesar de um racha no diretório da legenda em Minas Gerais.

    Meirelles afirmou que a decisão do presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), de dissolver o diretório do partido em Minas por diferenças com o vice-governador mineiro Antônio Andrade não afeta a votação de parlamentares emedebistas do Estado em sua candidatura na convenção partidária.

    'O importante é que teremos o apoio dos parlamentares de Minas, que mantêm o voto na convenção nacional', disse o ex-ministro da Fazenda a repórteres antes de fazer palestra a empresários no Rio de Janeiro.

    'A nossa margem na convenção nacional é muito ampla, não será uma diferença de poucos votos que será decisiva... mas ainda assim Minas terá 17 votos na convenção', afirmou.

    O MDB marcou sua convenção nacional para 2 de agosto, quando a candidatura de Meirelles deve ser oficializada graças a uma mudança de clima a favor do pré-candidato entre os delegados do partido.

    Até o início do mês não havia consenso sobre manter a candidatura de Meirelles dentro do MDB, mas uma peregrinação do ex-ministro para convencer delegados estaduais da viabilidade de seu nome surtiu efeito, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters.

    'Estou seguro de que vamos ter uma vitória consagradora na convenção do MDB', afirmou Meirelles, que conta com o apoio do Palácio do Planalto para ser o representante do governo na eleição presidencial de outubro.

    Diante do cenário fragmentado de candidaturas e ainda sem definição de alianças a três meses do pleito, Meirelles disse que a definição do MDB por sua candidatura deu início a uma série de negociações com outros partidos, mas não revelou nomes.

    'No momento em que começou a ficar claro que o MDB vai de fato me escolher como candidato na convenção, os outros partidos passaram a ter interesse em conversar conosco', afirmou, apontando interesse em partidos do chamado centrão que ainda não têm rumo decidido na eleição.

    Sobre seu desempenho nas pesquisas, em que aparece com 1 por cento de intenção de votos nos últimos levantamentos, Meirelles reiterou sua confiança em crescer a partir do início oficial da campanha, quando espera usar o tempo de televisão para alcançar eleitores que não o conhecem.

    'Apesar de ainda ser pequeno o número de pessoas que conhecem a minha história, aqueles que conhecem já manifestam intenção de voto. É meramente uma questão de tempo. Quando começar a programação eleitoral na televisão, vai permitir que a grande maioria dos eleitores conheça o meu histórico', disse.

    (Reportagem de Pedro Fonseca)

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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