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    Bolsonaro diz que faltou tato a Mourão ao falar sobre Constituinte de notáveis e autogolpe

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, admitiu nesta segunda-feira que faltou 'um pouco de tato' do seu colega de chapa, o general da reserva Hamilton Mourão, que afirmou publicamente ser favorável à realização de uma Constituinte com a presença de pessoas não eleitas pelo voto e também a possibilidade de um presidente da República perpetrar um autogolpe.

    'Ele é general, eu sou capitão, mas eu sou presidente. Eu desautorizei nesses dois momentos', disse ele em entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, ao destacar que jamais poderia admitir uma nova Constituinte sem ter poderes para tal.

    Bolsonaro afirmou que não entendeu direito o que Mourão quis dizer com autogolpe, mas destacou também que isso não existe. Ao ressaltar que serão 'escravos da nossa Constituição', o presidenciável disse que está disputando a eleição porque aceita se submeter ao voto popular.

    'Tenho certeza que uma vez eleito, falta ao general ainda um pouco de tato, convivência com a política e ele rapidamente se adequará à realidade brasileira e à função tão importante que é a dele. Então, general Mourão, agradeço à sua participação, mas ele foi infeliz, deu uma canelada', disse.

    Bolsonaro afirmou que poderá propor ao Congresso uma proposta de redução da maioridade penal, que o povo quer, e destacou que não vai aceitar o chamado toma lá dá cá nem a imposição de nomes para escolher o 'nosso time de ministros'.

    O presidenciável do PSL venceu o primeiro turno, mas não conseguiu a maioria necessária para ser eleito e terá que enfrentar o candidato do PT, Fernando Haddad, numa segunda rodada de votação no final do mês.

    (Por Ricardo Brito)

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    Chance de ganhar no 1º turno é de 40%, diz vice de Bolsonaro

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), afirmou neste domingo que a chance de a coligação vencer a corrida ao Palácio do Planalto no primeiro turno é de 40 por cento, mas destacou que a campanha não se frustrará se a vitória não ocorrer agora.

    'Temos uma grande possibilidade, mas as últimas avaliações são que teria 40 por cento de chances de ganhar no primeiro turno, então não é algo certo, né?', disse o candidato a vice, em entrevista logo após votar em uma escola localizada no Setor Militar Urbano de Brasília.

    'Não, não (frustração por não vencer no primeiro turno). Em absoluto. Seria muito bom se ocorresse, mas se não ocorrer faz parte do processo. O pessoal tem que se decidir mais ainda', afirmou.

    O candidato a vice considera que a vitória da chapa, seja neste domingo ou no segundo turno, vai ser positiva. Ele ressalvou que uma vitória logo seria 'bom porque a gente teria mais três semanas para preparar o que temos para preparar'.

    Questionado se um segundo turno não seria melhor para o debate de ideias, ele respondeu: 'Se cair nesse nível, acharia ótimo porque não houve um debate de ideias para valer nesse primeiro turno'. Ele reforçou que isso pode ocorrer mesmo contra o PT.

    Ao contrário de Bolsonaro, que tem dado várias declarações colocando em xeque a segurança das urnas eletrônicas, o candidato a vice também destacou a lisura do processo de votação. 'Se a gente não acreditasse na lisura do sistema, não estaríamos participando', disse.

    O candidato a vice não quis comentar na entrevista após votar a fala da véspera, concecida no Aeroporto de Brasília, em que falou de 'branqueamento da raça' ao chamar o neto de 'um cara bonito'. Nesta manhã ele limitou-se a dizer: 'Sem comentários'.

    O candidato a vice repetiu a fala de que não tem preferência por concorrente na disputa de segundo turno -- as pesquisas apontam que deve ser contra o petista Fernando Haddad. 'Como diz a infantaria, o que vier, nós traça', disse.

    Mourão afirmou que a chapa já está vendo apoios políticos para um segundo turno. 'Esa é uma questão que está sendo tratada pelo próprio deputado Bolsonaro e a imprensa tem publicado já aí varias parlamentares de diferentes bancadas', disse.

    Perguntado sobre composição de governo, o colega de chapa de Bolsonaro disse que tem que perguntar para o presidenciável. 'Tem que perguntar para ele, sou um zero dois, zero dois só acompanha e assessora', disse.

    O candidato a vice, que disse que viaja para o Rio de Janeiro nesta tarde para acompanhar o resultado da votação ao lado de Bolsonaro, elogiou a recuperação do cabeça de chapa -- que sofreu um atentado à faca.

    'Está muito bem, feito essas lives, lógico que não pode falar mais de 15, 20 minutos por causa do problema, mas acho que mais uns 10 dias vai estar em condições de participar mais da campanha', disse.

    Mourão afirmou que vai depender de Bolsonaro uma eventual participação em debates no segundo turno, mas destacou que uma campanha de rua ele acha 'difícil'.

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    'Meu neto é um cara bonito, branqueamento da raça', diz vice de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), fez uma declaração polêmica na véspera do primeiro turno das eleições, ao se despedir de jornalistas após entrevista no aeroporto de Brasília, neste sábado.

    'Gente, deixo ir lá que meus filhos estão me esperando. Ó, meu neto é um cara bonito, viu ali. Branqueamento da raça', disse, em meio a risos.

    Mourão afirmou que aposta numa vitória da chapa já no primeiro turno. Ele disse que há uma 'onda verde-amarela', que se 'agigantou' nos últimos dias. 'A gente anda pela rua, a gente vê as pessoas falando. Eu vejo muito poucos dizendo que estão contra. Então estou com essa expectativa positiva', disse.

    O candidato a vice destacou que não acredita que haja uma onda em favor do candidato do PDT, Ciro Gomes, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Ele disse que Ciro está 'parado no tempo, tem que atualizar o discurso dele'.

    Mourão afirmou ainda que prefere concorrer em um eventual segundo turno contra o candidato do PT, Fernando Haddad. 'Lógico, sou do Exército. A infantaria, que é uma de nossas armas, diz o seguinte: 'O que vier, nós traça'', disse.

    Pesquisas Datafolha e Ibope, divulgadas na noite deste sábado, indicaram um segundo turno entre ambos. O Datafolha trouxe o candidato do PSL com 40 por cento dos votos válidos, e o petista, com 25 por cento. E o Ibope mostrou Bolsonaro com 41 por cento dos votos válidos, e Haddad tem 25 por cento.

    Segundo o candidato a vice, Bolsonaro vai ter que participar dos debates em um eventual segundo turno, se estiver 'bem pessoalmente'.

    O presidenciável do PSL foi alvo de um ataque à faca no início de setembro e, após passar três semanas hospitalizado, se recupera em casa. Mourão disse que seu colega de chapa não está 'bem ainda, não pode falar mais de 10, 15 minutos'.

    Questionado sobre o fato de Bolsonaro não ter participado de debates, mas ter dado entrevistas, o colega de chapa rebateu. 'Sentado é diferente, outra coisa é numa tensão do debate, que você tem que reagir e às vezes a emoção pode aflorar e não é bom', disse.

    Mourão evitou falar sobre polêmicas anteriores, quando foi questionado sobre crítica que ele já tinha feito sobre o pagamento do décimo terceiro salário. 'Esse assunto já morreu, não falo sobre ele', limitou-se a dizer. 'Não falo mais sobre esse assunto', completou, após ser pressionado por um repórter para falar se conversou com Bolsonaro.

    O candidato a vice tentou explicar declaração de Bolsonaro no Twitter sobre o fato de ele não negociar cargos. 'É aquela história do balcão de negócios. É que tem muita gente desembarcando (de outras candidaturas) querendo já botar o pino nesse avião e entrar, né?', avaliou.

    Segundo o candidato a vice, o discurso da candidatura é de união de todos os brasileiros, a despeito de divergências de pensamento. Ele classificou os debates do primeiro turno de 'fraquíssimos', em que se buscou atacar pessoalmente candidatos em vez de debater propostas.

    'Muita coisa (deixou de ser discutida). Deixou de se discutir quais serão as reformas, como é que elas serão feitas, muita gente fala de parceria público-privada. Como é que vai fazer para garantir isso? Alguém falou em política externa? Ninguém falou em política externa, tem que falar isso', disse.

    O candidato a vice se mostrou contente com os apoios de frentes parlamentares do agronegócio, da segurança pública e dos evangélicos ao presidenciável do PSL, conforme antecipou reportagem da Reuters na terça-feira. Mourão disse que hoje Bolsonaro teria maioria no Congresso, mas é preciso esperar o resultado das urnas para saber se em 2019 essa situação se repete.

    (Por Ricardo Brito)

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    Eleição de Bolsonaro pacificará o país, afirma general Mourão

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato à vice-presidência da chapa de Jair Bolsonaro, o general da reserva Hamilton Mourão, defendeu nesta quinta-feira que a vitória do presidenciável do PSL pacificará o país, assim como fez Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, onde ambos fizeram carreira.

    'Lembrem-se: Bolsonaro e eu viemos do Exército Brasileiro. Quem é o nosso patrono? É Duque de Caxias, aquele que pacificou todas as guerras de povos que ocorreram no Século 19 e quase dividiram o país, mas ele fez muito mais do que pacificar', disse Mourão após participar de um evento promovido por seu partido, o PRTB, em Guarulhos, em São Paulo.

    'A cada termo de intervenção, ele concedia a anistia e trazia todos aqueles brasileiros para o seio da nação', disse Mourão. 'É isso que o Bolsonaro vai fazer, nós todos somos brasileiros, não existe nós e eles, existe Brasil e seus habitantes', afirmou o general da reserva.

    Mourão tem estado no centro de polêmicas ao longo das últimas semanas, quando Bolsonaro ficou hospitalizado após ser esfaqueado durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG).

    Em um evento em Manaus, o general afirmou que famílias de mães e avós, sem pais ou avôs, são 'fábricas de elementos desajustados e que tendem a ingressar em narco-quadrilhas'.

    Em outra ocasião, durante uma palestra a empresários no Rio Grande do Sul, Mourão se referiu ao décimo terceiro salário, um benefício garantido ao trabalhador pela Constituição, como 'jabuticaba brasileira' e defendeu a realização de uma reforma trabalhista séria.

    Após a declaração, Bolsonaro, ainda hospitalizado naquele momento, recorreu ao Twitter para se posicionar e afirmou que quem critica o benefício demonstra desconhecer a Constituição.

    (Reportagem de Laís Martins)

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    Coligação aceitará resultado mesmo em caso de derrota, diz vice de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira que uma eventual vitória do PT na corrida ao Palácio do Planalto não seria motivo para um golpe militar no país e que a coligação dele não vai se insurgir contra uma derrota no pleito.

    Na sexta-feira, Bolsonaro afirmou em entrevista que não iria aceitar qualquer resultado das eleições presidenciais que não fosse sua vitória e não quis opinar sobre a hipótese se Forças Armadas brasileiras aceitariam tacitamente uma vitória do candidato do PT, seu provável adversário no segundo turno, Fernando Haddad.

    'Ele (Bolsonaro) já voltou atrás, já tem outra notícia aí. Aquilo foi no calor da disputa. Derrotou, perdeu, perdeu', disse Mourão a jornalistas, ao chegar em Brasília.

    'Na minha visão é o seguinte: se o Brasil voltar a eleger o Partido dos Trabalhadores, nós vamos voltar a ter incompetência, má gestão e corrupção. Isso está muito ruim para o país', acrescentou.

    Questionado se essa avaliação que faz do PT não seria motivo para um eventual golpe, ele respondeu: 'não, as Forças Armadas estão quietinhas aí, sob o comando dos seus comandantes.' Disse ainda que é 'lógico' que elas vão aceitar o resultado e que faz parte do processo eleitoral.

    'Olha, não são as Forças Armadas que estão falando que querem tomar o poder, isso é o José Dirceu que andou falando que quer acabar com o Ministério Público, os poderes. Imagine se eu falasse um negócio desses? E ninguém comenta, né', afirmou.

    Bolsonaro e apoiadores têm questionado publicamente a suspeita de que possa haver fraude nas urnas eletrônicas, diante do fato de que não há o voto impresso para se fazer uma checagem.

    Mourão disse achar que não vai ser necessário fazer uma auditoria das urnas. 'Depende do resultado, está muito cedo para falar disso', afirmou.

    SILÊNCIO

    Após se envolver em polêmicas públicas, como no momento em que fez críticas ao pagamento do décimo terceiro salário, o candidato a vice afirmou que não terá nenhuma atividade de caráter externo nesta última semana de campanha para o primeiro turno e que, na terça-feira, vai participar em São Paulo de um ato de campanha com candidatos do PRTB, seu partido.

    Questionado se vai participar de eventos e ficar falando, ele disse que não, que está em 'silêncio obsequioso'. Ele admitiu que Bolsonaro 'julgou que a gente tem que manter a calma nesta última semana'.

    Mourão disse que não vai a um debate com candidatos a vice na TV, marcado para esta noite, 'por orientação' de Bolsonaro, com quem se reuniu pessoalmente no domingo no Rio de Janeiro.

    Na entrevista, o candidato a vice também não quis comentar a declaração de Bolsonaro de que vice que fala muito pode acabar atrapalhando. 'Isso aí é uma questão de foro íntimo, não vou comentar isso aí', limitou-se a dizer.

    Mourão afirmou que o médico de Bolsonaro, que recebeu alta hospitalar no sábado após três semanas se recuperando de um atentado à faca, não quer que ele vá ao debate na TV Globo, a emissora líder de audiência na quinta-feira, a três dias do primeiro turno. O candidato a vice também acha que ele não deve ir.

    '(Bolsonaro) está com vontade, mas o problema é ficar em pé, dura umas três horas, acho complicado para ele', disse, ao avaliar, contudo, que o debate em si não vai mudar a sucessão. Disse que a disputa deverá se dar no segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad.

    O candidato a vice afirmou que as manifestações no fim de semana --no sábado contra Bolsonaro e no domingo a favor-- 'mais ou menos se equivaleram'.

    'Está dentro dessa divisão que estamos tendo e que vai ser definido no domingo que vem, realmente com o que vai acontecer', disse.

    Questionado sobre se há preocupação com o voto feminino, Mourão disse que não.

    'Está empate, né? Voto feminino está empate. Acho que nós teremos uma grande votação entre as mulheres. A última pesquisa está com os dois empatados em torno da preferência do eleitorado feminino', disse.

    O candidato a vice afirmou que há uma 'grande possibilidade' de a chapa vencer no primeiro turno. Se isso não ocorrer, ele disse que a campanha vai disputar no segundo turno contra Haddad e que vai tentar explorar o antipetismo para vencer.

    'Acho que vamos capitalizar no Brasil esse sentimento anti, que não quer a volta desse grupo à Presidência”, disse, ao avaliar que é “mais fácil” derrotar o Haddad.

    O candidato a vice afirmou que há margem para a campanha de Bolsonaro buscar aliados em um eventual segundo turno e citou os candidatos do Podemos, Alvaro Dias, e do Novo, João Amoêdo. Disse que parcela dos eleitores do tucano Geraldo Alckmin devem apoiar o presidenciável do PSL também.

    Mourão afirmou que a campanha tem sido procurada por partidos que apoiam outros candidatos no primeiro turno, mas não quis declinar.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    Rivais atacam fala de vice de Bolsonaro sobre 13º salário

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - Os adversários do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na corrida presidencial centraram suas baterias contra as declarações do candidato a vice do presidenciável, general da reserva Hamilton Mourão, sobre o décimo terceiro salário e aproveitaram para questionar outras propostas polêmicas ventiladas por aliados de Bolsonaro.

    Em palestra a empresários na quarta em Uruguaiana (RS), Mourão se referiu a esse pagamento aos trabalhadores como 'jabuticaba brasileira' e defendeu a realização de uma reforma trabalhista 'séria'.

    O candidato do PT, Fernando Haddad, que está na vice-liderança da disputa pelo Palácio do Planalto atrás de Bolsonaro, disse em Porto Alegre que o candidato do PSL defende uma agenda de onerar os trabalhadores e aproveitou para cutucar o governo do presidente Michel Temer e o PSDB.

    'O governo temer abriu a porteira de tirar direito dos trabalhadores', disse o petista. 'É uma linha de atuação que o trabalhador tem que pagar a conta e não o capital, que o PSDB defende, que o Bolsonaro defende', acrescentou.

    'Quando abre a porteira da maldade você não sabe quando vai acabar.'

    Ciro Gomes, postulante do PDT ao Planalto, disse em um vídeo publicado em suas redes sociais que a declaração de Mourão é um motivo para os eleitores não votarem em Bolsonaro.

    'O general Mourão é contra o décimo terceiro e adicional de férias. Imagine que esse homem pode virar presidente da República como acabou acontecendo com três vices na história do Brasil, entre eles Sarney e Temer. Se você ainda não tinha um motivo para não votar no Bolsonaro, agora tem', disse Ciro. [nL2N1WD24V]

    Já Geraldo Alckmin (PSDB), além de disparar contra as declarações de Mourão, também fez uma inserção na TV em que afirma que 'para não ficar sem décimo terceiro' o eleitorado deveria votar no tucano. [nL2N1WD1O2]

    Marina Silva, candidata da Rede, também foi às redes sociais criticar Mourão.

    'Vice do Bolsonaro, Mourão atacou a Constituição quando 'jabuticabou' a importância do 13º salário e férias. Além de analisar os candidatos, PRESTEM MUITA ATENÇÃO NO VICE. Já sabemos o que a escolha mal feita de um vice pode fazer ao país', escreveu Marina no Twitter.

    O próprio Bolsonaro também recorreu à rede social para desautorizar o vice, que por sua vez, divulgou nota alegando ter sido mal interpretado em seus comentários. [nL2N1WD1DH]

    (Reportagem de Eduardo Simões, em São Paulo, e Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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    Bolsonaro rebate vice, diz que 13º é cláusula pétrea e que quem fala diferente desconhece Constituição

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, usou no início da tarde desta quinta-feira uma rede social para garantir que é impossível acabar com o décimo terceiro salário e que quem sugere isso desconhece a Constituição, em um duro recado indireto a seu colega de chapa, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB).

    Na véspera, Mourão se referiu a esse pagamento aos trabalhadores como 'jabuticaba brasileira' e defendido a realização de uma reforma trabalhista 'séria'.

    'O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição', disse Bolsonaro, em sua conta no Twitter.

    O candidato a presidente, que se recupera em um hospital do atentado à faca que foi alvo no dia 6, não fez qualquer menção direta a seu colega de chapa no tuíte.

    Em palestra no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira, Mourão criticou o pagamento dessa verba remuneratória.

    'Jabuticabas brasileiras, décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como é que nós pagamos 13? É complicado. É o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí. É sempre a visão dita social com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo', disse.

    O candidato a vice sugeriu também a realização de uma nova reforma trabalhista a fim de reduzir encargos para o empregador.

    'Nós sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador, essa questão do imposto sindical e tal em cima da atividade produtiva, é o maior custo que existe', disse, ao considerar que há 'algumas jabuticabas' que comparou serem 'mochilas nas costas' de todo o empresariado.

    Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Mourão disse que sua declaração foi descontextualizada e interpretada de forma equivocada. Disse ainda que sua fala 'não remete a qualquer proposta da coligação quanto à mudança dos benefícios assegurados por lei aos trabalhadores brasileiros'.

    'O contexto foi em torno do planejamento gerencial necessário para que o 13º salário seja pago, ou seja, governos e empresários devem reservar, ao longo do ano, recursos de modo a fazer frente à despesa. Trata-se de um custo social, que faz parte do chamado custo Brasil', disse Mourão, segundo a nota.

    'A ponderação feita, a partir de uma comparação do Brasil com outros países, não remete a qualquer proposta da coligação quanto à mudança dos benefícios assegurados por lei aos trabalhadores brasileiros. Apenas lembra que é preciso provisionar o pagamento, independentemente de uma ação específica de apoio do governo', acrescentou.

    'E, que ainda assim, os brasileiros, os empresários e o governo arcam com o bônus e o ônus dessa realidade. Espera-se que no Brasil, no futuro, com Jair Bolsonaro presidente, os trabalhadores tenham melhores salários, condizentes com as necessidades.'

    Na reta final da campanha do primeiro turno, os adversários de Bolsonaro na corrida presidencial não perderam tempo.

    “Eu não posso ser a favor, como disse aí o general Mourão, que o décimo terceiro é uma jabuticaba brasileira', disse o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira, após participar de uma feira com entidades religiosas na capital paulista.

    'Não é possível achar que o trabalhador que a trabalhadora, que sua a camisa, que trabalha, que muitas vezes é até explorado, não tenha direito nem a ter um décimo terceiro salário, isso não é razoável”, acrescentou o tucano.

    A campanha de Bolsonaro já tinha se envolvido em outra séria polêmica econômica, quando a mídia noticiou que o coordenador econômico, Paulo Guedes, estaria estudando a possibilidade de recriar um tributo nos moldes da CPMF.

    Na ocasião, o presidenciável também teve que intervir para tentar evitar um estrago maior na sua candidatura.[nL2N1W609G]

    'Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso', escreveu o presidenciável em sua conta no Twitter.

    (Por Ricardo Brito, em Brasília)

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    Artistas e intelectuais passam por 'lavagem cerebral', diz vice de Bolsonaro

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente da chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), disse à Reuters que artistas e intelectuais do país, alguns dos quais têm se empenhado publicamente em defender o voto contra o presidenciável do PSL, passaram por uma 'lavagem cerebral'.

    'O que você vê nitidamente é que a nossa classe artística aí, a classe intelectual, esse pessoal passou por um processo de lavagem cerebral que parece que só tem uma visão de mundo para eles. Eu acho que isso está errado', disse Mourão, em entrevista por telefone na quarta-feira.

    Ao ser questionado sobre os movimentos, principalmente em redes sociais, de artistas com representatividade nacional que pregam o voto contra Bolsonaro, o candidato a vice afirmou ainda que a classe artística no país é patrulhada ideologicamente e, se não tomam uma posição contra o presidenciável do PSL --líder nas pesquisas de intenção de voto--, podem até perder o emprego.

    'Olha, os artistas são patrulhados ideologicamente, né? Então, se eles não tomam essa posição, eles perdem até o emprego. Então eu tenho até pena da classe artística, porque parece até que eles pararam de pensar', disse.

    Bolsonaro está hospitalizado se recuperando de um atentado à faca em evento de campanha no dia 6 de setembro.

    Mourão citou que algumas das cantoras que andaram tomando posição --que ele destacou que 'não sabe nem se é delas mesmo ou se é algo que foi imposto'-- estão 'começando a tomar aqueles famosos 'dislikes' nos Facebooks da vida numa proporção muito maior'.

    Cantoras como Anitta e Daniela Mercury usaram redes sociais para defender o voto contra Bolsonaro, embaladas pela hashtag #EleNão, que tem ganhado a adesão de milhões de brasileiras e brasileiros.

    No passado, Bolsonaro já deu declarações polêmicas contra mulheres e até responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal pelo episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”.

    DEFINIÇÃO

    Pesquisas de intenção de voto têm mostrado uma discrepância no voto de Bolsonaro entre o eleitorado masculino e feminino. O candidato do PSL também tem tido forte rejeição entre as mulheres. As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, 52,5 por cento do total dos 147,3 milhões de brasileiros aptos a votar.

    Mourão disse que essa diferença nas intenções de voto por sexo se deve ao fato de que 'as mulheres levam mais tempo para se decidir'.

    'Estão em cima do muro aguardando a semana que vem para tomarem essa decisão e por isso que há uma intenção de voto menor em relação às mulheres do que nos homens', afirmou. 'Você sabe que o homem quando entra numa loja ele vai lá e compra, acabou, a mulher leva um tempo para comprar, né? É a mesma lógica, a lógica é igual', comparou.

    Mourão negou que as intenções de voto da chapa entre as mulheres se deve às declarações dadas por Bolsonaro e por ele próprio --na semana passada disse que famílias sem pai e avô podem levar ao surgimento de uma 'fábrica de elementos desestruturados' que 'tendem a ingressar em narcoquadrilhas'.

    O candidato a vice citou o fato de que, na pesquisa Ibope para o primeiro turno divulgada na segunda-feira, Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad, empatam em 21 por cento cada um no eleitorado feminino.

    'Não (é por causa das declarações), se você vê que está idêntico para os dois. Isso deixa muito claro que as mulheres ainda não tomaram sua decisão, ainda estão por se decidir', disse.

    O argumento de Mourão, no entanto, não leva em conta que, embora Bolsonaro e Haddad estejam empatados no eleitorado feminino, o candidato do PSL é o que tem a maior diferença entre os votos das mulheres e dos homens entre todos os presidenciáveis.

    O petista, por exemplo, tem 22 por cento das preferências no eleitorado masculino e 21 por cento no feminino. Já no caso do capitão da reserva, entre os homens seus votos somam 35 por cento, enquanto entre as mulheres fica apenas com 21 por cento.

    Questionado se há um trabalho específico na reta final para o primeiro turno para conquistar o eleitorado feminino, Mourão afirmou que Bolsonaro já vem gravando mensagens veiculados em redes sociais para esse público.

    O candidato a vice destacou também que em todos os lugares que têm feito campanha tem 'aquela integração das mulheres, todas as mulheres sobem para tirar foto junto, teve muita manifestação nesse sentido'.

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    Vice de Bolsonaro diz ser contra proposta de recriar impostos nos moldes da CPMF

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quarta-feira à Reuters ser contra a proposta de recriar um imposto sobre movimentação financeira nos moldes da CPMF e destacou que caberá ao presidenciável decidir sobre a adoção do novo tributo.

    Essa sugestão foi proposta pelo principal assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira.

    'Eu sou a favor da redução de impostos como forma de dar uma alavancada. Agora, o Paulo Guedes está fazendo os estudos dele e a última instância é o Bolsonaro, o Bolsonaro que vai decidir', disse Mourão, para quem é preciso avaliar se o país vai 'arcar com um ônus maior' a título de carga tributária ou buscar outra saída que preveja queda de impostos para a população.

    'Exatamente (sou contra), a não ser aquela história: quando se divulga uma proposta você apresenta os prós e contras dela e isso tem um peso que leva o decisor, no caso o Bolsonaro, optar pela linha de ação ou não', explicou.

    Em mensagem publicada no Twitter mais cedo nesta manhã, Bolsonaro afirmou que sua equipe econômica trabalha para reduzir a carga tributária. O candidato não citou as declarações de Paulo Guedes.

    'Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!', disse Bolsonaro na publicação.

    Bolsonaro, que está hospitalizado desde o dia 6 de setembro após levar uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro. O candidato tem utilizado as redes sociais para fazer campanha enquanto internado.

    O candidato a vice disse que deve almoçar neste fim de semana com Guedes para discutir propostas de governo.

    Em entrevista à Reuters no fim de maio, Guedes já havia se manifestado a favor da criação de um tributo único, com custo de fiscalização menor ao que seria associado à adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Na ocasião, ao ser questionado se o mecanismo funcionaria como uma CPMF, Guedes disse que essa seria “uma pista”.

    PAPEL NA CAMPANHA

    Mourão afirmou ter sido convidado para uma reunião, ocorrida na terça-feira em São Paulo, com integrantes da cúpula do PSL, mas não compareceu porque tinha agenda de campanha a cumprir no interior do Estado. Disse ter sido representado no encontro pelo também general da reserva do Exército Augusto Heleno, que tem participado da formulação de propostas para a campanha.

    O candidato a vice afirmou que a deliberação do encontro, que lhe foi repassada, é de que ele não vai participar de debates da campanha representando Bolsonaro.

    'Meu papel é manter aqui o trabalho que estou fazendo, com calma, discrição e não vou participar de debate', disse.

    Aliados de Bolsonaro têm demonstrado desconforto com declarações polêmicas feitas por Mourão, como a de que seria possível fazer uma revisão constitucional por um grupo de notáveis e que não seja eleito pelo população e a de que, em áreas carentes, a criação por mãe e avó pode levar a uma fábrica de desajustados que tendem a ingressar em quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas.

    Questionado se foi repassado a ele alguma determinação do encontro para não se pronunciar, o candidato a vice afirmou que 'não chegou nada', por isso não pode falar sobre o assunto.

    'O que ocorre é uma coisa muito simples. Tem alguns eventos que já tinham sido marcados bem antes de eu ser candidato, são eventos fechados só que a imprensa agora tem comparecido. São as mesmas ideias que eu já venho expondo há mais de dois anos, só que agora elas ganharam uma outra dimensão. Apenas isso', disse.

    'Minhas ideias já estão muito bem expostas, muito bem difundidas, as pessoas já tomaram conhecimento delas e depois que as palavras saem da boca não podem voltar, né?', completou ele, ao ser perguntado se avalia se policiar nas declarações.

    O candidato a vice afirmou que as propostas da campanha de Bolsonaro estão bem difundidas e têm por objetivo colocar o país em um caminho correto. Disse ainda que na reta final do primeiro turno de campanha a intenção não é ficar batendo boca com outros candidatos.

    'Não vamos baixar o nível do confronto, o confronto tem que ser em torno de ideias, de propostas e o eleitor define aquela que julgar mais adequada', disse.

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    Mourão diz que família sem pai ou avô é 'fábrica de elementos desajustados'; candidatas reagem

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira que o Brasil vive uma crise de valores e que famílias desestruturadas levam ao surgimento de 'elementos desajustados', que 'tendem a ingressar em narco-quadrilhas'.

    'Família sempre foi o núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados e que tendem a ingressar em narco-quadrilhas que afetam nosso país', afirmou ele em evento do Sindicato da Habitação (Secovi), em São Paulo.

    Mourão foi duramente criticado após a declaração. A candidata a presidente pela Rede, Marina Silva, destacou a 'valentia' de mulheres que comandam suas casas.

    'É uma afronta chamar de desajustados os filhos de 11,6 milhões de mulheres que chefiam lares. Elas enfrentam sozinhas todas as dificuldades para dar um futuro a filhos e netos. É da valentia dessas mães e avós que nasce o milagre da sobrevivência de milhões de pessoas', disse Marina no Twitter.

    A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT), senadora Kátia Abreu, afirmou que criou três filhos sozinha. 'De onde saiu esse homem meu Deus do céu. Criei 3 filhos sozinha como milhares de mulheres do Brasil'.

    Também no evento em São Paulo, o candidato a vice-presidente de Bolsonaro defendeu o trabalho da polícia, dizendo que é preciso investir em tecnologia, e lamentou que ela seja criticada quando age contra bandidos. 'Direitos humanos são para humanos direitos', disse.

    RELEVAR BOLSONARO

    Questionado sobre a opinião de Bolsonaro a respeito de uma possível fraude na eleição de outubro, Mourão afirmou que é preciso relevar o discurso do presidenciável.

    'Tem que relevar um homem que praticamente morreu, quase morreu, que passou por duas cirurgias graves. O cara está fragilizado, então vamos relevar o que ele disse. Minha posição é que o jogo é esse, nós vamos jogar e vencer no primeiro turno', disse Mourão a jornalistas.

    No domingo, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo do hospital onde está internado, após ser esfaqueado dia 6, e reforçou sua tese de uma possível fraude no pleito de outubro, afirmando que 'não temos qualquer garantia nas eleições'.

    Esse tema tem sido recorrente nas declarações do presidenciável. Pouco antes do atentado ele voltara ao assunto, falando que em nenhum outro país do mundo a votação e a apuração é completamente eletrônica, o que seria um sinal claro da fragilidade do sistema adotado pelo Brasil.

    Em discurso para uma plateia de empresários, Mourão defendeu as reformas tributária, da Previdência e da Constituição, após provocar polêmica, na semana passada, ao dizer que a Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo.

    'Outro dia eu externei minha opinião sobre a questão da Constituição e fui taxado de antidemocrático. Se eu fosse antidemocrático, eu não estaria participando da eleição, eu estaria com a minha 45, limpando ela bonitinha, e aguardando melhores dias. Não é isso que estou fazendo, obviamente', disse.

    'Nossa Constituição é terrível, ela abarca do alfinete ao foguete. Uma Constituição tem que ser de princípios e valores... a nossa está totalmente desatualizada, precisamos de uma outra. Considero essa a mãe todas as reformas, teremos que lidar com isso em algum momento', completou.

    O candidato a vice na chapa de Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, reforçou ainda a ideia de privatizações, caso seja eleito. 'Tem que privatizar o que deve ser privatizado... na área do petróleo, a distribuição e o refino podem e devem ser privatizados”, afirmou ele, que descartou tentar a participação em debates enquanto o cabeça de chapa segue hospitalizado.

    'O candidato é o Jair Bolsonaro, eu sou o apêndice dele, apenas isso. Não é o caso, a não ser que ele tome essa decisão e que os outros candidatos também aceitem. Isso não é uma coisa unilateral', disse.

    'MULAMBADA'

    Mourão disse também que a proposta da chapa liderada por Bolsonaro é fazer acordos bilaterais com países desenvolvidos, ao invés da realização de acordos com países do Hemisfério Sul.

    'Partimos para aquela diplomacia que foi chamada de sul-sul, e aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoe o termo, existente do outro lado do oceano e do lado de cá que não resultaram em nada, só em dívidas, e estamos tomando calote', afirmou, referindo-se à política externa dos governos petistas.

    'Vamos ter que ter novamente uma diplomacia que nos leve a acordos bilaterais, com aqueles grandes mercados.'

    Questionado depois sobre o termo 'mulambada', ele disse que era 'apenas para o auditório ficar mais satisfeito'.

    (Reportagem de Tatiana Ramil)

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    Mourão diz que é preciso relevar fala de Bolsonaro sobre fraude e defende nova Constituição

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira que é preciso relevar o discurso do presidenciável sobre uma possível fraude na eleição e defendeu uma reforma na Constituição.

    'Tem que relevar um homem que praticamente morreu, quase morreu, que passou por duas cirurgias graves. O cara está fragilizado, então vamos relevar o que ele disse. Minha posição é que o jogo é esse, nós vamos jogar e vencer no primeiro turno', disse Mourão a jornalistas em evento do Sindicato da Habitação '(Secovi), em São Paulo.

    No domingo, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo do hospital onde está internado, após ser esfaqueado dia 6, e reforçou sua tese de uma possível fraude no pleito de outubro, afirmando que 'não temos qualquer garantia nas eleições'.

    Esse tema tem sido recorrente nas declarações do presidenciável. Pouco antes do atentado ele voltara ao assunto, falando que em nenhum outro país do mundo a votação e a apuração é completamente eletrônica, o que seria um sinal claro da fragilidade do sistema adotado pelo Brasil.

    Em discurso para uma plateia de empresários, Mourão defendeu as reformas tributária, da Previdência e da Constituição, após provocar polêmica, na semana passada, ao dizer que a Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo.

    'Outro dia eu externei minha opinião sobre a questão da Constituição e fui taxado de antidemocrático. Se eu fosse antidemocrático, eu não estaria participando da eleição, eu estaria com a minha 45, limpando ela bonitinha, e aguardando melhores dias. Não é isso que estou fazendo, obviamente', disse.

    'Nossa Constituição é terrível, ela abarca do alfinete ao foguete. Uma Constituição tem que ser de princípios e valores... a nossa está totalmente desatualizada, precisamos de uma outra. Considero essa a mãe todas as reformas, teremos que lidar com isso em algum momento', completou.

    O candidato a vice na chapa de Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, reforçou ainda a ideia de privatizações, caso seja eleito. 'Tem que privatizar o que deve ser privatizado... na área do petróleo, a distribuição e o refino podem e devem ser privatizados”, afirmou ele, que descartou tentar a participação em debates enquanto o cabeça de chapa segue hospitalizado.

    'O candidato é o Jair Bolsonaro, eu sou o apêndice dele, apenas isso. Não é o caso, a não ser que ele tome essa decisão e que os outros candidatos também aceitem. Isso não é uma coisa unilateral', disse.

    'ELEMENTOS DESAJUSTADOS'

    Mourão destacou que o Brasil vive uma crise de valores e que um dos pontos centrais da campanha liderada por Bolsonaro é a defesa da família. Para o general da reserva, famílias desestruturadas levam ao surgimento de 'elementos desajustados', que 'tendem a ingressar em narco-quadrilhas'.

    'Família sempre foi o núcleo central. A partir do momento que a família é dissociada, surgem os problemas sociais que estamos vivendo e atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai nem avô, é mãe e avó. E por isso torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados e que tendem a ingressar em narco-quadrilhas que afetam nosso país', afirmou.

    O candidato a vice-presidente defendeu o trabalho da polícia, dizendo que é preciso investir em tecnologia, e lamentou que ela seja duramente criticada quando age contra bandidos.

    'Direitos humanos são para humanos direitos', disse.

    'MULAMBADA'

    Mourão disse também que a proposta da chapa liderada por Bolsonaro é fazer acordos bilaterais com países desenvolvidos, ao invés da realização de acordos com países do Hemisfério Sul.

    'Partimos para aquela diplomacia que foi chamada de sul-sul, e aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoe o termo, existente do outro lado do oceano e do lado de cá que não resultaram em nada, só em dívidas, e estamos tomando calote', afirmou, referindo-se à política externa dos governos petistas.

    'Vamos ter que ter novamente uma diplomacia que nos leve a acordos bilaterais, com aqueles grandes mercados.'

    Questionado depois sobre o termo 'mulambada', ele disse que era 'apenas para o auditório ficar mais satisfeito'.

    (Reportagem de Tatiana Ramil)

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