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    Neoenergia buscará bancos para relançar IPO, diz fonte

    Por Carolina Mandl e Marcela Ayres

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - Acionistas da Neoenergia irão em breve buscar assessoria financeira para relançar a oferta pública inicial de ações da companhia elétrica brasileira, que é controlada pela espanhola Iberdrola, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto.

    Os acionistas minoritários Banco do Brasil e o fundo de pensão Previ querem vender parcialmente suas participações na operação, disse a fonte. As duas instituições têm fatias de 9,34 por cento e 38,21 por cento na empresa, respectivamente.

    'Já há concordância entre os sócios', afirmou a fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato.

    Nos últimos meses, BB e Previ tentaram fechar um acordo para vender suas ações à Iberdrola, mas as tratativas não foram adiante, acrescentou a fonte.

    O novo diretor-executivo de Finanças da Neoenergia, Leonardo Gadelha, foi eleito em fevereiro e, assim que assumir o cargo na semana que vem, trabalhará para preparar a empresa para ser listada, ainda de acordo com a fonte.

    Uma segunda fonte afirmou, por outro lado, que os mandatos formais para bancos de investimento ainda vão depender das condições de mercado, com a recente saída de capital estrangeiro da bolsa levantando questões sobre o apetite dos investidores.

    Nenhuma companhia brasileira abriu capital em bolsa até agora em 2019.

    Em 2017, a Neonergia tentou listar suas ações na bolsa de valores de São Paulo, mas fracassou, uma vez que os preços ficaram aquém das expectativas de seus acionistas domésticos.

    Como os resultados da empresa melhoraram desde sua fusão em junho de 2017 com a Elektro, que já era controlada pela Iberdrola, os acionistas agora esperam uma melhor avaliação para a companhia.

    Desta vez, eles também deverão contratar um grupo menor de bancos de investimento para administrar o IPO, disse a fonte. Há dois anos, nove bancos estavam encarregados da listagem.

    Controlado pelo Estado, o BB está buscando a venda de seus ativos não essenciais, que incluem a fatia na Neoenergia. A Previ também está interessada em vender participações em empresas que passaram por valorização recente. A Iberdrola, por sua vez, não manifestou interesse em vender sua participação de 52,45 por cento na Neoenergia.

    O presidente do Conselho de Administração do grupo Iberdrola, Ignacio Sanchez Galan, disse em fevereiro que via como provável uma oferta inicial de ações da Neoenergia neste ano.

    Procurados, BB e Previ não quiseram comentar o assunto. Neoenergia e Iberdrola não responderam imediatamente aos pedidos por comentários.

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    Leilão de transmissão atrai R$13,2 bi e tem fortes deságios; Neoenergia domina

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de concessões para novos projetos de transmissão de energia realizado pelo governo federal nesta quinta-feira deve viabilizar investimentos de 13,2 bilhões de reais nos próximos cinco anos, um recorde nas licitações do setor, após ter sucesso em atrair diversos interessados para todos os 16 lotes de empreendimentos ofertados.

    As concessões foram arrematadas em meio a uma intensa concorrência, que envolveu principalmente gigantes estrangeiras que já atuam com energia no Brasil.

    O certame, que registrou deságio médio de 46 por cento ante a receita-teto oferecida pelos projetos, teve como principal vencedora a Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola.

    Depois de perder no primeiro semestre uma disputa com a italiana Enel pela aquisição da distribuidora paulista Eletropaulo, a Neoenergia foi agressiva em suas ofertas e ficou com quatro lotes de projetos (1, 2, 3 e 14) que exigirão investimentos de 6 bilhões de reais, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Mas entre os maiores vitoriosos estiveram também outros grandes grupos do exterior que têm ampliado os negócios no Brasil, como a canadense Brookfield, a chinesa State Grid, a indiana Sterlite e a espanhola Elecnor, além de empresas locais de engenharia, que levaram principalmente lotes com menores projeções de aportes.

    'Tivemos pleno êxito no leilão de hoje, o que nos deu muita satisfação. Tivemos vitoriosos em todos os lotes, com deságios agressivos', destacou o diretor da Aneel Sandoval Feitosa, em coletiva de imprensa ao final do evento.

    Os descontos chegaram a mais de 50 por cento em cinco lotes, e um lance chegou a representar deságio de 58,9 por cento.

    Questionado por jornalistas sobre preparativos para novos certames, o secretário-adjunto de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Moacir Bertol, projetou que o próximo leilão de projetos de transmissão deve ocorrer apenas no segundo semestre de 2019, devido a novas regras do Tribunal de Contas da União (TCU) que exigem maior antecedência na preparação de licitações públicas.

    Ele não quis estimar o volume de projetos que deve ser colocado no futuro pregão.

    EMPRESAS

    As quatro concessões arrematadas pela Neonergia deverão praticamente dobrar a receita do grupo com linhas de transmissão, após a conclusão dos projetos.

    'Para a empresa isso significa um importante crescimento no setor de transmissão... esperamos executar (os projetos) com um 'capex' (investimento) mais eficiente que o proposto pela Aneel', disse a representante da Neoenergia, Cristiane da Costa Fernandes.

    Ela destacou que houve uma 'decisão estratégica' do grupo de aumentar a presença no segmento.

    A Brookfield arrematou apenas um projeto, o lote 10, em consórcio com a construtora espanhola Cymi, mas ambas se comprometeram com o segundo maior volume de desembolsos, um total projetado em 2,4 bilhões de reais.

    Ainda mantendo o domínio espanhol, a Elecnor levou um projeto orçado em 1,1 bilhão de reais, lote 16, completando o pódio do pregão.

    Já a CFPL, da chinesa State Grid, foi vitoriosa em duas disputas (lotes 5 e 11) e precisará de aproximadamente 715 milhões de reais para implementar seus lotes.

    A indiana Sterlite, principal destaque do último leilão, realizado em junho, foi menos ousada desta vez, com lances mais baixos, e acabou com apenas um empreendimento, o lote 13, com investimento previsto de cerca de 777 milhões de reais.

    A elétrica Energisa e a transmissora Taesa, controlada pela mineira Cemig e pela colombiana ISA, também conquistaram um projeto cada, os lotes 4 e 12. Elas deverão investir cerca de 700 milhões e 610 milhões, respectivamente.

    Destacaram-se no certame, ainda, empresas de serviços de engenharia, que ficaram com concessões menores. Um consórcio entre JAAC Serviços e EMTEP Engenharia venceu a concorrência por três lotes (6, 9 e 15) que exigirão cerca de 295 milhões de reais para serem implementados. As duas foram as mais agressivas da disputa, com duas ofertas que representaram deságio de quase 60 por cento (58 por cento e 58,9 por cento).

    A Zopone Engenharia levou o lote 7, com previsão de 278 milhões de reais em investimentos. Outro consórcio, entre I.G. Transmissão e ESS Energias Renováveis, ficou com o lote 8, orçado em 89 milhões de reais.

    RECEITAS

    Os projetos licitados possibilitarão a construção de 14,5 mil quilômetros em linhas de transmissão de energia nos próximos anos. Os empreendimentos gerarão uma receita anual para os concessionários a partir de quando forem colocados em operação, em contratos de 30 anos.

    A Neoenergia irá assegurar uma receita anual de 500 milhões de reais com os quatro lotes arrematados, enquanto Brookfield e Cymi agregarão 219,5 milhões de reais.

    A Celeo Redes, da Elecnor, ficou com um projeto com receita anual de 120 milhões, enquanto Energisa e CPFL terão receitas anuais de 69 milhões e 60 milhões, respectivamente, após a entrega de seus projetos.

    Participaram ainda da licitação, sem sucesso, elétricas como a portuguesa EDP, a italiana Terna, a Cteep, da colombiana ISA, e as locais Equatorial Energia e Alupar, além de grupos financeiros, como a gestora Pátria Investimentos, por meio da Argo Energia, e outras empresas de serviços, como a Fasttel Engenharia.

    (Por Luciano Costa)

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    Neoenergia lidera leilão de transmissão marcado por fortes disputas

    SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de projetos de transmissão de energia realizado pelo governo federal nesta quinta-feira começou com destaque para a atuação da Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, que aparecia isolada à frente na disputa por volta do meio-dia, quando houve pausa para almoço.

    Após perder para os italianos da Enel a concorrência pela distribuidora paulista de energia Eletropaulo, no primeiro semestre, a Neoenergia foi agressiva no início do leilão desta quinta-feira e arrematou os três primeiros lotes de projetos, que demandarão investimentos de cerca de 4,8 bilhões de reais, de acordo com estimativa da reguladora Aneel.

    Os três primeiros lotes licitados também atraíram ofertas de empresas como Taesa, Engie Brasil Energia e Equatorial, além da chinesa State Grid e da canadense Brookfield, que se associou à espanhola Cymi, entre outros investidores.

    Na primeira parte do certame que acontece na sede da bolsa paulista B3, a Neoenergia arrematou três grandes lotes de projetos, ganhando a disputa com deságios de 57 por cento, 46,97 por cento e 44,9 por cento frente à receita anual teto autorizada para cada lote de projetos.

    O leilão, que envolve empreendimentos que demandarão investimentos totais de 13,2 bilhões de reais, era marcado ainda por uma forte concorrência para os outros lotes.

    O desconto médio para os oito primeiros lotes era de 51,8 por cento, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Também arremataram empreendimentos as elétricas Energisa, que ficou com o lote 4, e CPFL, da chinesa State Grid, que levou o lote 5 com o maior desconto do leilão até o momento, de 57,1 por cento. O deságio ofertado pela Energisa foi de 45,8 por cento.

    Houve ainda projetos levados por grupos menores, como a Zopone Engenharia (lote 7) e os consórcios JAAC/EMTEP (lote 6) e IG Transmisssão/ESS Energias Renováveis (lote 8), que apresentaram lances com deságios de 53,49 por cento, 49 por cento e 46,2 por cento, respectivamente.

    A JAAC, uma empresa de serviços de engenharia, ficou conhecida após ser barrada no último leilão de transmissão, em junho, e entrar com uma liminar que acabou atrasando aquele certame em horas.

    Os oito lotes já contratados por ora no leilão demandarão um investimento total de 6,4 bilhões de reais por parte dos vencedores, segundo a Aneel.

    (Por Luciano Costa)

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