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    Irã pede que UE acelere esforços para salvar acordo nuclear

    Por Parisa Hafezi

    ANCARA (Reuters) - O Irã disse nesta segunda-feira que a Europa deveria acelerar os esforços para salvar o acordo nuclear de 2015 entre Teerã e grandes potências que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou em maio, agora que a petroleira francesa Total descartou formalmente um grande projeto de exploração de gás no país.

    O empenho dos signatários restantes do acordo --França, Reino Unido e Alemanha, membros da União Europeia, mais China e Rússia-– em evitar um colapso total enfrenta obstáculos, já que Washington disse que qualquer empresa que fizer negócios com Teerã será proibida de fazê-los com os EUA.

    'Europeus e outros signatários do acordo vêm tentando salvar o acordo... mas o processo tem sido lento. Deveria ser acelerado', disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Bahram Qasemi. 'O Irã depende principalmente de seus próprios recursos para superar as novas sanções da América', acrescentou, em uma coletiva de imprensa transmitida pela televisão estatal.

    Os países europeus estão se apressando para fazer com que o Irã receba benefícios econômicos suficientes para persuadi-lo a permanecer no acordo, que Trump disse ser 'profundamente falho'.

    Washington impôs novas sanções ao Irã neste mês, visando seu comércio em ouro e outros metais preciosos, compras de dólares norte-americanos e sua indústria automobilística.

    As potências europeias, a China e a Rússia dizem que farão mais para incentivar seus empresários a continuarem envolvidos com o Irã, mas a ameaça de sanções dos EUA levou muitas grandes empresas a saírem da República Islâmica.

    O ministro do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, disse que a Total desistiu formalmente de um contrato para desenvolver o Projeto de Gás de Pars do Sul. 'O processo para substituir (a Total) por outra empresa está em andamento', disse ele, segundo a TV estatal.

    A Total, que assinou o acordo em 2017 com investimento inicial de 1 bilhão de dólares, não tinha comentário de imediato.

    As montadoras de veículos PSA, Renault e Daimler também estão entre as que suspenderão ou descartarão planos de investimento no Irã, assim como Deutsche Bahn e Deutsche Telekom.

    Trabalhando para preservar os canais financeiros com Teerã e facilitar as exportações de petróleo iranianas, a UE adotou medidas para se contrapor à retomada das sanções dos EUA, que incluem proibir cidadãos do bloco de adotá-las ou decisões judiciais relacionadas.

    Washington disse que a única chance de o Irã evitar as sanções seria aceitar a oferta de Trump para negociar um acordo nuclear mais rígido. Autoridades iranianas rejeitaram a proposta.

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    EUA não são confiáveis, diz líder do Irã à Coreia do Norte

    SEUL/BEIRUTE (Reuters) - O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse ao ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte que os Estados Unidos não são confiáveis, noticiou a mídia estatal de Teerã, no momento em que os EUA buscam um acordo para deter os programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

    O Irã rejeitou uma oferta de última hora de Washington para conversar nesta semana, dizendo que não pode negociar mais uma vez que o governo do presidente Donald Trump renegou um acordo de 2015 mediante o qual sanções foram suspensas em troca de limites ao programa nuclear iraniano.

    A visita de Ri Yong Ho, o diplomata mais graduado da Coreia do Norte, ao Irã coincidiu com a retomada das sanções norte-americanas contra a República Islâmica.

    'A atuação do governo dos EUA nestes anos levou o país a ser considerado indigno de confiança e de credibilidade em todo o mundo, o que não cumpre nenhuma de suas obrigações', disse Rouhani a Ri na quarta-feira, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna).

    'Na situação atual, países amistosos deveriam desenvolver suas relações e cooperação na comunidade internacional', disse ele, acrescentando que o Irã e a Coreia do Norte 'sempre tiveram opiniões semelhantes' em muitas questões.

    Ri viajou a Teerã depois de participar de um fórum de segurança em Cingapura, onde ele e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discutiram duramente a respeito de um acordo firmado durante a cúpula história de junho entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

    Na ocasião os dois lados se comprometeram a trabalhar pela desnuclearização da Coreia do Norte, mas desde então mostram dificuldades de chegar a um acordo para atingir este objetivo. Pyongyang vem desenvolvendo seus programas de armas em desafio a resoluções e sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Ri disse a Rouhani que a desfiliação de Washington do pacto de 2015 e a restauração de sanções são 'uma ação contra as regras e normas internacionais', relatou a Irna.

    'A política estratégica da Coreia do Norte é aprofundar as relações com a República Islâmica do Irã e confrontar o unilateralismo'.

    Trump decidiu restaurar as sanções contra Teerã apesar dos pedidos de outras potências mundiais que também patrocinaram o acordo, entre eles os principais aliados de Washington na Europa, Reino Unido, França e Alemanha, além da Rússia e da China.

    As sanções já levaram bancos e muitas empresas de todo o mundo a reduzirem suas transações com o Irã. Na terça-feira Trump disse que empresas que fizerem negócios com o Irã serão barradas nos EUA.

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    Exigências do Irã podem provocar impasse em conversas com potências sobre acordo nuclear

    Por Parisa Hafezi e Francois Murphy e John Irish

    VIENA (Reuters) - As conversas em curso nesta sexta-feira para salvar o acordo nuclear de 2015 não devem satisfazer o Irã, disseram potências europeias, e Teerã alertou que pode abandonar o pacto se não for plenamente compensada pela retomada de sanções dos Estados Unidos.

    Ministros de Relações Exteriores do Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia se reuniram com seu homólogo iraniano em Viena pela primeira vez desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu deixar o acordo em maio, mas diplomatas veem pouca perspectiva de manutenção do pacto.

    Trump retirou os Estados Unidos do acordo multinacional que suspendeu sanções contra o Irã em troca de limites ao programa nuclear iraniano verificáveis pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Desde então, Washington disse aos países que eles devem parar de comprar petróleo do Irã a partir de 4 de novembro ou enfrentarão consequências financeiras.

    Falando à rádio francesa antes de chegar à capital austríaca, o ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse que as potências mundiais se empenharão em preparar um pacote econômico imediatamente.

    Eles (Irã) precisam parar de ameaçar romper os compromissos com o acordo nuclear , disse. Estamos tentando fazê-lo (pacote econômico) antes de as sanções serem impostas no início de agosto e depois a próxima leva de sanções em novembro. Para agosto parece um pouco apertado, mas estamos tentando fazê-lo até novembro .    

    Ao chegar a Viena, o ministro do Exterior alemão, Heiko Mass, disse não acreditar que as conversas fracassarão, mas insinuou que mais negociações serão necessárias no futuro. Ele enfatizou que as potências mundiais se esforçarão para compensar Teerã pelas empresas que estão deixando o Irã.

    Os pilares da estratégia da União Europeia são: empréstimos do Banco de Investimento Europeu, uma medida especial para blindar empresas da UE de sanções secundárias dos EUA e uma proposta da Comissão para que os governos do bloco façam transferências de dinheiro diretas ao Banco Central iraniano para evitar as penalidades norte-americanas.

    Autoridades iranianas disseram que para elas é essencial obter medidas que garantam que as exportações de petróleo não serão interrompidas e que Teerã continue tendo acesso ao sistema de mensagens de pagamentos bancários internacionais SWIFT ou uma alternativa.

    Durante uma visita à Europa nesta semana, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, alertou que seu país pode diminuir sua cooperação com a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU).

    A Guarda Revolucionária do Irã também alertou que pode bloquear o transporte de petróleo através do Estreito de Hormuz em resposta à pressão dos EUA para proibir as exportações de petróleo iraniano.

    (Reportagem adicional de Parisa Hafezi, em Viena, e Alissa de Carbonnel, em Bruxelas)

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