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    Norte-americanos culpam mais Trump por paralisação do governo, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

    Por Chris Kahn e Ginger Gibson

    NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Mais norte-americanos culpam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela paralisação parcial do governo do que culpam parlamentares democratas, mostrou uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, ainda sem vislumbre de uma solução rápida para o problema.

    A pesquisa, realizada entre 21 e 25 de dezembro, em grande parte depois do início da paralisação, mostra que 47 por cento dos adultos entrevistados acham que Trump é o responsável, enquanto 33 por cento culpam os democratas no Congresso. Outros 7 por cento culpam parlamentares republicanos.

    A paralisação parcial do governo dos EUA foi provocada pela exigência de Trump, amplamente rejeitada pelos democratas e por alguns republicanos, de destinar 5 bilhões de dólares em recursos públicos para a construção de um muro na fronteira com o México. O custo total da obra está estimado em 23 bilhões de dólares.

    Somente 35 por cento dos entrevistados na pesquisa Reuters/Ipsos disseram apoiar a inclusão de recursos para o muro no orçamento votado no Congresso. E apenas 25 por cento disseram apoiar a paralisação do governo promovida por Trump devido à questão.

    Agora em seu sexto dia, a paralisação teve impacto limitado até o momento, em parte por causa das férias dos 800 mil servidores federais afetados, embora o quadro possa mudar em breve.

    Algumas agências do governo têm notificado o público, nesta quinta-feira, sobre interrupções nos serviços.

    No Capitólio, o Senado e a Câmara de Deputados se reuniram nesta quinta, mas, como esperado, nenhuma ação imediata foi tomada. A falta de urgência demonstrada alimenta os rumores entre analistas de que a paralisação pode se arrastar janeiro adentro.

    Os departamentos de Segurança Interna, Justiça, Agricultura, Comércio e outros paralisaram operações “não essenciais” desde sábado, quando um possível acordo sobre o orçamento fracassou com a insistência de Trump em garantir recursos para o muro.

    A Câmara aprovou medidas para encerrar a paralisação, incluindo os 5 bilhões de dólares exigidos por Trump, mas as perspectivas para aprovação no Senado eram reduzidas.

    A pesquisa Reuters/Ipsos foi conduzida pela Internet, em inglês, por todos os Estados Unidos. Foram coletadas 2.440 respostas de adultos, incluindo 946 democratas e 846 republicanos. O intervalo de credibilidade, uma medida da precisão da pesquisa, é de dois pontos percentuais para toda a amostragem, e de quatro pontos percentuais para o universo de membros dos dois partidos.

    (Reportagem adicional de David Morgan, Makini Brice e Jason Lange em Washington)

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    Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil produzirá um recorde de quase 121 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta sexta-feira, com o mercado já atento às condições para a colheita, cujo início, antecipado, está previsto para dezembro.

    De acordo com a média de estimativas de 13 consultorias e entidades, o país deverá colher 120,76 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, alta de 1,2 por cento sobre o registrado na temporada passada.

    Os números só não são maiores porque as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são conservadoras.

    Maior exportador global da commodity, o Brasil também semeará históricos 36,13 milhões de hectares com soja, 2,8 por cento acima do visto em 2017/18, conforme o levantamento.

    Na pesquisa anterior, de outubro, a produção estava projetada em 120,39 milhões de toneladas e a área, em 36,12 milhões de hectares.

    'De um modo geral, até o momento não temos notado reclamações relacionadas ao clima nas principais áreas produtoras. Só um pouco de reportes de ferrugem asiática em regiões isoladas, onde aparentemente acabou chovendo demais. Por enquanto temos de trabalhar com a hipótese de safra cheia', resumiu o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Chuvas regulares neste ano contribuíram para o plantio de soja mais rápido da história no país, o que, por sua vez, tem levado a um aumento nos focos do fungo da ferrugem asiática, afirmou recentemente uma pesquisadora da Embrapa, alertando para a possibilidade de custos maiores para controlar a doença.

    Embora derivem de casos pontuais, sem ameaças à safra, tais custos tendem a pesar sobre as margens dos produtores, as quais já caminham para ser menores frente às inicialmente consideradas em razão da depreciação do dólar após as eleições.

    Neste mês, o Itaú BBA apontou que as margens dos sojicultores devem girar em torno de 1.200 reais por hectare, contra 1.400 reais estimados em agosto, antes do plantio, e mais de 2.000 reais em 2017/18.

    COLHEITA PRECOCE

    Mas, se há algo certo, é que a colheita desta temporada começará mais cedo que de costume, justamente em razão da semeadura adiantada.

    'Tudo indica que a partir de segunda quinzena de dezembro uma parte do pessoal de Mato Grosso já vai estar colhendo em algumas áreas. O desenvolvimento de maturação (da soja) está muito acelerado... Ainda será bem pouco representativo, menos de 1 por cento da área, mas já é oferta de soja entrando no mercado', destacou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP. Outros especialistas concordam com ele.

    'Isso indica um janeiro cheio (de colheita). Poderemos fechar janeiro com 10 a 15 por cento de área colhida em todo o Brasil', acrescentou.

    Assim, o porcentual colhido ao final de janeiro de 2019 poderia ser mais que o dobro do total registrado no mesmo mês deste ano e da média histórica recente, segundo números da consultoria AgRural.

    Com maior oferta em janeiro, o Brasil anteciparia uma concorrência com a exportação dos Estados Unidos, que acabou de colher a sua safra.

    Washington segue às turras com Pequim em meio a uma disputa comercial que resultou na taxação da oleaginosa norte-americana pelos chineses. Isso fez com que as vendas dos EUA ao gigante asiático minguassem, enquanto as do Brasil dispararam para volumes recordes neste ano.

    MILHO

    Assim como a soja, o milho de primeira safra, colhido no verão, apresenta um bom cenário, segundo a pesquisa da Reuters.

    Dez consultorias e entidades esperam, em média, uma produção de 27,79 milhões de toneladas, alta de 3,6 por cento na comparação anual, com área 7,4 por cento superior, em 5,46 milhões de hectares.

    No levantamento anteriores, a safra de milho verão estava estimada em 27,48 milhões de toneladas, produzidos em 5,36 milhões de hectares.

    'Não há relatos até o momento de perdas produtivas em função do clima', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank, citando os preços mais atrativos do cereal como um dos estímulos para o aumento de área.

    'Ainda assim, vale ressaltar que o crescimento não foi significativo, pois o produtor ainda opta pela soja no verão em função da maior liquidez da oleaginosa.'

    (Por José Roberto Gomes)

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    Democratas lideram disputas para Congresso e governo estadual na Flórida, aponta pesquisa

    Por Letitia Stein

    TAMPA, Flórida (Reuters) - Os democratas estão liderando as disputas para o Senado dos Estados Unidos e o governo estadual na Flórida, mostrou uma nova pesquisa de intenção da voto da Reuters nesta quarta-feira, dia em que o presidente Donald Trump deve voltar ao Estado para tentar socorrer os candidatos republicanos.

    O senador democrata Bill Nelson tem 5 pontos de vantagem sobre o governador republicano da Flórida, Rick Scott, na disputa por uma vaga no Senado, entre os eleitores prováveis, segundo a pesquisa do Reuters/Ipsos/Centro de Políticas UVA.

    O democrata Andrew Gillum, prefeito de Tallahassee, está mantendo o ímpeto que pode torná-lo o primeiro governador negro da Flórida.

    Ele tem o apoio de 50 por cento dos eleitores prováveis, número inalterado desde a última sondagem da Reuters um mês atrás, enquanto o ex-deputado republicanos Ron DeSantis tem 44 por cento de apoio.

    A candidatura histórica de Gillum pode estar fortalecendo uma disputa democrata que inclui Nelson, que conquistou uma vantagem considerável em uma corrida para o Senado que aparecia empatada em outra pesquisa Reuters/Ipsos do mês passado.

    No levantamento mais recente, 49 por cento dos eleitores prováveis disseram que darão um quarto mandato para Nelson no Senado em Washington, e 44 por cento mostraram desejo de substituí-lo por Scott.

    Uma vitória de Nelson seria crucial para a esperança democrata de conseguir uma maioria no Senado, o que exige conquistar duas cadeiras atualmente ocupadas por republicanos nas eleições de 6 de novembro. A maioria das pesquisas de opinião e de analistas veem uma chance pequena de os democratas assumirem o controle do Senado por terem que defender 10 assentos em Estados nos quais Trump venceu em 2016, incluindo a Flórida.

    Mas a força democrata pode afetar até meia dúzia de disputas acirradas na Flórida para a Câmara dos Deputados. Acredita-se que os democratas têm uma grande chance de obter pelo menos as 23 das cadeiras necessárias para comandar a Câmara, e com ela o poder de frustrar a agenda de Trump.

    Envolvido em uma verdadeira blitz de final de campanha, Trump pretende resgatar seu partido na Flórida, o maior dos Estados que oscilam entre os partidos nas eleições presidenciais.

    Trump agendou comícios nesta quarta-feira em Fort Myers, no litoral sudoeste, e em Pensacola, no norte, no sábado.

    'Isto é um referendo sobre Donald Trump', disse Aubrey Jewett, professor de ciência política da Universidade da Flórida Central, observando que a reputação do presidente depende de uma disputa estadual na qual seu apoio levou à indicação de DeSantis.

    'Se DeSantis perder, isso se refletirá diretamente em Donald Trump na Flórida e no poder e na influência que Trump tem sobre os eleitores da Flórida atualmente'.

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    De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

    Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares.

    Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8 por cento, respectivamente, ante 2017/18.

    As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares.

    'Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas... Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial', afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

    Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste.

    'Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)', avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

    Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, 'ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras --resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos'.

    'Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas', afirmou ele.

    Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade.

    De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

    Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os 2,50 dólares por bushel.

    Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26 por cento até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2 por cento.

    MILHO

    Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira.

    Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado 'milho verão', alta de 2,5 por cento na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5 por cento, para 5,36 milhões de hectares.

    Para Ikeda, do Rabobank, 'assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra'.

    'O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Bolsonaro tem 60,6% contra 39,4% de Haddad nos votos válidos, segundo Paraná Pesquisas

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, lidera a disputa pelo Palácio do Planalto com 60,6 por cento dos votos válidos ante 39,4 por cento do adversário Fernando Haddad (PT), de acordo com pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira.

    Entre os votos totais, Bolsonaro tem 53,0 por cento de apoio, segundo o levantamento, ante 34,4 por cento de Haddad, com 8,6 por cento dos entrevistados afirmando que não vai votar em nenhum dos candidatos e 3,9 por cento de indecisos.

    Em levantamento divulgado na semana passada, Bolsonaro aparecia com 60,9 por cento dos votos válidos e Haddad tinha 39,1 por cento. Nos votos totais, o capitão da reserva tinha 52,9 por cento ante 33,9 por cento do ex-prefeito de São Paulo, com 9,4 por cento dos entrevistados optando por nenhum dos candidatos e 3,8 por cento de indecisos.

    No campo da rejeição, 54,5 por cento dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Haddad, enquanto 39,4 por cento disseram não votar de nenhuma maneira em Bolsonaro. Na semana passada, a rejeição a Haddad era de 55,2 por cento, e 38,0 por cento disseram rejeitar Bolsonaro.

    Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou diferença menor entre os dois concorrentes. Bolsonaro apareceu com 56 por cento dos votos válidos, contra 44 por cento de Haddad, uma diferença de 12 pontos. No levantamento anterior, a distância era de 18 pontos.

    A pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, contratada pela Empiricus Research Publicações, ouviu 2.120 eleitores nos 26 Estados e no Distrito Federal, entre os dias 23 e 25 de outubro. Segundo o instituto, o levantamento tem margem estimada de aproximadamente 2,0 por cento para os resultados gerais.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Bolsonaro vai a 30% e Haddad tem 25%, diz pesquisa DataPoder360

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, manteve a liderança das intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto e chegou a 30 por cento de apoio, enquanto o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), tem 25 por cento e Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro com 15 por cento, de acordo com pesquisa DataPoder360 divulgada nesta sexta-feira.

    No levantamento anterior do DataPoder360, realizado nos dias 19 e 20 de setembro, Bolsonaro tinha 26 por cento de apoio, enquanto Haddad tinha 22 por cento e Ciro aparecia com 14 por cento.

    O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tem 7 por cento das intenções de voto no levantamento divulgado nesta quinta-feira, ante 6 por cento na pesquisa anterior; à frente de Alvaro Dias (Podemos), com 4 por cento ante 3 por cento na anterior; e de Cabo Daciolo (Patriotas), com 3 por cento ante 1 por cento no levantamento passado.

    A pesquisa DataPoder360 entrevistou 4.000 pessoas, por telefone, em 375 cidades em todas as unidades da Federação, no dias 3 e 4 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Em caso de segundo turno, Bolsonaro tem vantagem numérica sobre Haddad de 45 a 42 por cento, segundo o levantamento, o que significa um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.

    Bolsonaro perderia para Ciro por 46 a 41 por cento, de acordo com o levantamento, em outro cenário possível de segundo turno.

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    Haddad admite surpresa com velocidade do crescimento em pesquisas, mas evita expectativa sobre 2º turno

    (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, admitiu ter se surpreendido com o rápido crescimento nas pesquisas, demonstrado pelo levantamento do Ibope divulgado na terça-feira, que mostra o petista já com 19 por cento das intenções de voto, isolado em segundo lugar na corrida presidencial.

    'O crescimento era esperado, mas não esperávamos que fosse tão rápido', disse Haddad na manhã desta quarta ao chegar para uma caminhada em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo

    A pesquisa Ibope mostrou o petista saltando 11 pontos percentuais em relação ao resultado da semana anterior. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, com 28 por cento, lidera com folga a disputa para o primeiro turno.

    Haddad, no entanto, não quis dizer se acredita estar já em um segundo turno com Bolsonaro.

    'Não vamos fazer esse tipo de prognóstico. Ainda tem muito chão pela frente, temos mais de duas semanas de campanha', afirmou.

    FAZENDA

    Haddad foi mais uma vez questionado sobre a composição de sua possível equipe econômica, mas disse que não trabalha com nomes ainda.

    'É natural que algumas pessoas especulem, mas nós não estamos trabalhando ainda com a equipe. Equipe começa a montar no segundo turno para ganhar a eleição', disse.

    Como mostrou a Reuters, Haddad já tem um perfil para seu futuro ministro da Fazenda, no caso de ser eleito: alguém próximo da academia mas que tenha boa interlocução com o mercado. O petista também não pretende indicar um político para o cargo. [nL2N1W401O]

    Perguntado sobre esse perfil, o candidato disse que é necessário alguém 'pragmático'.

    'É um perfil pragmático no sentido de buscar solução para o problemas do povo. Sem ser sectário. Às vezes os economistas figurões são muito sectários, acham que são os donos da verdade. Quando você está no governo tem que ter jogo de cintura, pragmatismo, flexibilidade para buscar soluções', respondeu o candidato.

    CRÍTICAS

    Atacado mais uma vez pelo pedetista Ciro Gomes, que afirmou que o Brasil não 'suporta mais um presidente fraco', Haddad manteve a postura de evitar críticas diretas, mas dessa vez alfinetou o rival.

    'Ciro é meu amigo mas às vezes temos visões diferentes. Força de um presidente para mim primeiro é firmeza. Segundo, autocontrole. Tem que ter essa duas qualidades para conduzir o país: firmeza de propósitos e muito autocontrole para evitar provocação. Eu sou uma pessoa firme e controlada', disse.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Disputa acirrada no Texas aumenta esperança democrata de retomar Senado dos EUA, diz pesquisa Reuters

    Por Chris Kahn

    NOVA YORK (Reuters) - O candidato democrata que busca substituir o republicano Ted Cruz como representante do Texas no Senado dos Estados Unidos apareceu em empate técnico com o adversário na corrida eleitoral, mostrou uma pesquisa da Reuters, aumentando a esperança do partido de oposição de conquistar uma maioria na Casa para frear a agenda do presidente Donald Trump.

    Divulgada nesta quarta-feira, a pesquisa Reuters/Ipsos/Centro para Políticas UVA sobre várias disputas para o Senado dos EUA revelou um quadro misto sobre as chances dos democratas de obter as duas cadeiras a mais que os republicanos que precisam para assumir o controle do Senado em novembro.

    A sondagem apontou ainda disputas acirradas no Arizona, onde os democratas esperam conquistar um assento ocupado por um republicano prestes a se aposentar, e na Flórida, onde os republicanos tentam tomar o lugar de um democrata.

    Muitos acreditam que os democratas enfrentarão dificuldades para obter uma maioria no Senado nas eleições parlamentares de 6 de novembro, já que têm que defender cadeiras em 10 Estados nos quais o republicano Trump venceu na eleição presidencial de 2016. Texas, Flórida, Arizona e Nevada, todos analisados na pesquisa, são quatro das corridas mais acirradas para o Senado.

    Entre as esperanças democratas estão o deputado Beto O'Rourke, do Texas, que tem uma vantagem de dois pontos percentuais sobre Cruz entre os eleitores prováveis do Estado, e a deputada Kyrsten Sinema, do Arizona, que tem uma vantagem de três pontos percentuais sobre a congressista republicana Martha McSally na briga pela cadeira do senador Jeff Flake, um dos maiores críticos de Trump dentro de seu próprio partido.

    As duas dianteiras estão dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais, o que significa que os candidatos estão angariando aproximadamente o mesmo nível de apoio.

    Os resultados mostram que O'Rourke tem chance de se tornar o primeiro democrata a representar o Texas no Senado dos EUA em um quarto de século.

    'Existe a possibilidade de acontecer. Eu não disse provável. Mas é possível', disse Larry Sabato, diretor do Centro para Políticas UVA.

    As desavenças de Cruz com Trump durante sua campanha mal-sucedida pela indicação partidária em 2016 também o deixaram mal com alguns texanos republicanos, acrescento Sabato, dizendo: 'Isso o prejudicou com partes do eleitorado do Texas que ele precisa para se reeleger'.

    A Pesquisa Reuters/Ipsos/Centro para Políticas UVA foi realizada pela internet em inglês entre os dias 5 e 17 de setembro. Ela entrevistou entre 992 e 1039 pessoas em cada um dos cinco Estados, incluindo a Califórnia, e pesou as respostas levando em conta as estimativas populacionais mais recentes do governo.

    A pesquisa também mostrou o governador republicano da Flórida, Rick Scott, com uma vantagem de 1 por cento frente ao senador democrata Bill Nelson. O acento de Nelson é um dos 10 que os democratas estão lutando para manter nos Estados que Trump venceu na eleição de 2016.

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    Bolsonaro lidera com 26,6% de apoio e 4 disputam 2º lugar, aponta Paraná Pesquisas

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, lidera com folga a corrida presidencial com 26,6 por cento de apoio, poucos dias depois de ter sido esfaqueado em evento de campanha em Juiz de Fora (MG), enquanto quatro candidatos estão embolados na disputa pela segunda posição, de acordo com pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira.

    Atrás de Bolsonaro aparecem em empate técnico os candidatos Ciro Gomes (PDT), com 11,9 por cento; Marina Silva (Rede), com 10,6 por cento; Geraldo Alckmin (PSDB), com 8,7 por cento; e Fernando Haddad (PT), com 8,3 por cento. A margem de erro da pesquisa é de aproximadamente de 2 por cento.

    Bolsonaro, que está hospitalizado se recuperando do ataque ocorrido quinta-feira passada, tinha registrado 23,9 por cento no levantamento de agosto.

    No mês passado, Marina aparecia com 13,2 por cento, Ciro tinha 10,2 por cento, Alckmin somava 8,5 por cento e Haddad registrava 3,8 por cento.

    Antes candidato a vice-presidente, na terça-feira Haddad substitui oficialmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cabeça de chapa petista. Lula teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. [nL2N1VY00M]

    Os números do Paraná Pesquisas ficaram em linha com pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, que mostrou Bolsonaro com 26 por cento, seguido por Ciro, com 11 por cento, Marina, com 9 por cento, Alckmin, também com 9 por cento, e Haddad, com 8 por cento. [nL2N1VY0CI]

    O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 7 e 11 de setembro, com 2.010 eleitores de 167 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal.

    Segundo a pesquisa, o candidato Alvaro Dias (Podemos) tem o apoio de 3,7 por cento do eleitorado, enquanto João Amoêdo (Novo) soma 3,3 por cento e Henrique Meirelles (MDB), 2,4 por cento. No mês passado, Dias tinha 4,9 por cento, Amoêdo somava 1,1 por cento e Meirelles, 0,9 por cento.

    Responderam que não sabem em quem votar ou que não vão votar em nenhum dos candidatos 21,8 por cento dos eleitores, contra 29,9 por cento no levantamento do mês passado.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    PESQUISA - O pior já passou para o real e o peso argentino, mas incerteza dispara

    Por Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - A disparada do dólar ante o real e o peso argentino provavelmente já chegou ao fim, mostrou pesquisa da Reuters nesta quinta-feira, mas a volatilidade intensa está deixando estrategistas e economistas cada vez mais cautelosos sobre suas próprias previsões.

    O dólar deve recuar 8,7 por cento a 3,79 reais em 12 meses, se comparado com o atual patamar ao redor de 4,15 reais, de acordo com a mediana de 30 estimativas coletadas entre 31 de agosto e 4 de setembro.

    Seria uma taxa um pouco mais alta do que o resultado de 3,60 reais apurado na pesquisa do mês passado, revisão surpreendentemente pequena após a moeda marcar sua maior alta mensal em três anos no mês passado. O dólar saltou 8,46 por cento em agosto.

    Mas esse dado provavelmente não representa adequadamente o quanto os especialistas estão correndo para atualizar suas estimativas. O desvio padrão, uma medida de dispersão, atingiu o maior nível desde maio de 2016, época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, superando um pico atingido em junho.

    Três casas que participam regularmente das pesquisas de câmbio da Reuters pediram para não serem incluídas desta vez, seja porque estavam revisando suas projeções ou simplesmente porque não quiseram se comprometer publicamente.

    Não é surpreendente, considerando que o dólar superou as projeções para o fim de agosto de todos os economistas que participaram de pesquisas da Reuters desde o ano passado. Mesmo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, que ficou mais próximo de acertar o câmbio atual na pesquisa de três meses atrás, minimizou seu feito.

    'Em grande parte, foi sorte', disse ele.

    Agostini previu que o dólar ficará a 4 reais por um bom tempo, mas reconheceu que isso é mais um chute do que uma estimativa precisa.

    'Os fatores que estão afetando o câmbio não vão desaparecer até as eleições e, mesmo depois, muito vai depender do pacote fiscal que será entregue ao Congresso e do que será aprovado. Eu mantive minha previsão a 4 reais, mas não descarto 4,20 nem 3,50 reais'.

    A afirmação ilustra como as eleições acabaram com qualquer pretexto de projeções objetivas no momento em que problemas locais turbinam o impacto da aversão ao risco em toda a América Latina.

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem liderando as pesquisas de intenção de voto mesmo com as expectativas de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barraria sua candidatura, o que efetivamente ocorreu na madrugada de sábado passado. Não está claro ainda se o apoio ao petista passará a seu vice-presidente, Fernando Haddad.

    Investidores acreditam que Lula e Haddad seriam lenientes com as contas públicas, algo que pode danificar a atratividade do investimento no Brasil e prejudicar a recuperação.

    Jair Bolsonaro, que nomeou como seu principal assessor econômico o banqueiro Paulo Guedes, está em segundo lugar, mas ele tem histórico de ir e vir em questões de política econômica e adota posições controversas em relação a questões sociais.

    Enquanto isso, o preferido dos investidores, Geraldo Alckmin (PSDB), continua sem ganhar ímpeto.

    A maioria dos estrategistas que decidiram mesmo assim participar da pesquisa fizeram algum tipo de média ponderada com vários cenários eleitorais. Mas apenas dois de 30 previram o dólar mais alto do que o patamar atual em 12 meses, sugerindo um consenso de que, em alguma medida, há austeridade no horizonte.

    Em contraste, as projeções para o peso argentino se espalharam por todo o lado, variando entre 28,92 a 42 pesos por dólar comparado com a cotação atual de cerca de 39 pesos.

    Nenhum dos especialistas que haviam participado da pesquisa do mês anterior revisou sua previsão para baixo, embora a mediana de 10 estimativas sugira que o dólar deve cair 12,2 por cento, a 34,135 pesos em 12 meses. A mediana do levantamento anterior era de 31 pesos.

    A eleição no Brasil serve de marco e gatilho para volatilidade, que tende a diminuir quando passar. Já a fraqueza do peso diz respeito à ansiedade generalizada em relação às perspectivas econômicas da Argentina, que não tem data para acabar.

    'O banco central tem cada vez menos margem para surpreender, e com crescentes riscos políticos e a confiança abalada dos participantes do mercado, há muita volatilidade no cardápio', escreveram estrategistas do banco Goldman Sachs.

    Diminui cada vez mais a convicção dos investidores de que o governo do presidente argentino, Mauricio Macri, será capaz de conter a inflação e o déficit fiscal. Isso levou o dólar à máxima histórica frente ao peso mesmo após autoridades negociarem um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), elevarem fortemente os juros, apresentarem um pacote de austeridade e intervirem no câmbio.

    (Reportagem adicional de Miguel Gutierrez, na Cidade do México; Hernan Nessi, em Buenos Aires; Nelson Bocanegra, em Bogotá; Ursula Scollo, em Lima; e Felipe Iturrieta, em Santiago; Edição de Patrícia Duarte)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Pesquisa DataPoder360 mostra Lula na frente com 30% e aponta potencial de candidato apoiado por petista

    Pesquisa DataPoder360 mostra Lula na frente com 30% e aponta potencial de candidato apoiado por petista

    (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 30 por cento de apoio, contra 21 por cento do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, de acordo com pesquisa de intenção de voto do DataPoder360 divulgada nesta quinta-feira que não trouxe um cenário sem o petista, mas mostrou o potencial de um possível candidato apoiado por ele.

    De acordo com o levantamento, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem com 7 por cento cada, enquanto Marina Silva (Rede) tem 6 por cento, com os três candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erros, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Alvaro Dias (Podemos) aparece com 3 por cento; e Cabo Daciolo (Patriota) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2 por cento.

    O levantamento, realizado por telefone entre os 24 a 27 de agosto, entrevistou 5.500 moradores de 329 municípios das 27 unidades da federação, de acordo com o portal Poder360.

    Apesar de Lula estar preso desde o início de abril cumprindo pena pela condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que deve inviabilizar sua candidatura com base na lei da Ficha Limpa, o portal Poder360 informou que a pesquisa não testou cenários sem o ex-presidente para se focar em questionamentos específicos para saber o potencial de voto dos candidatos.

    Ao questionar se o eleitor “votaria com certeza”, “poderia votar” ou “não votaria de jeito nenhum” em cada um dos principais candidatos, o levantamento apontou um chamado 'potencial de voto'. Nesse panorama, o maior potencial de voto aparece para um 'candidato apoiado por Lula' sem nome definido, com 25 por cento de 'votaria com certeza' e 17 por cento de 'poderia votar'.

    O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, atual vice na chapa de Lula e apontado como provável substituto do ex-presidente em caso de impugnação de sua candidatura, aparece com 8 por cento de voto 'com certeza' e 26 por cento de 'poderia votar' quando apresentado como 'Haddad apoiado por Lula'. O próprio ex-presidente tem 30 por cento de voto 'com certeza' e 7 por cento de 'poderia votar'.

    Ciro (9 por cento), Bolsonaro (8 por cento), Alckmin (7 por cento), Alvaro (6 por cento) e Marina (5 por cento) aparecem a seguir na tabela de 'voto com certeza', enquanto Ciro, Marina e Alvaro aparecem empatados com 26 por cento no 'poderia votar', ante 27 por cento de Alckmin e 17 por cento de Bolsonaro.

    Na ponta da rejeição, Bolsonaro é o que aparece com o maior percentual de 'não votaria de jeito nenhum', com 67 por cento, contra 62 por cento de Alckmin, 61 por cento de Marina e Ciro, 60 por cento de Lula, 55 por cento de 'candidato apoiado por Lula' e 52 por cento de 'Haddad apoiado por Lula' e Alvaro.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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