alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE pesquisa

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Safra de milho do Brasil aproxima-se de recorde; colheita de soja também cresce

    Safra de milho do Brasil aproxima-se de recorde; colheita de soja também cresce

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A colheita total de milho do Brasil 2018/19 foi estimada nesta sexta-feira em 97,5 milhões de toneladas, de acordo com a média de uma pesquisa da Reuters com 11 especialistas, o que deixaria a produção ligeiramente abaixo do recorde de 97,8 milhões visto há dois anos pelo governo do país.

    Segundo dados de consultorias e instituições, como a própria estatal Conab, a produção crescerá após uma área plantada recorde na segunda safra, cuja colheita já iniciada em Estados como Mato Grosso e Paraná aponta boas produtividades nos primeiros lotes, com o benefício de um clima favorável para o desenvolvimento das lavouras.

    Uma produção de milho 21% maior ante 2017/18, após uma seca no ano passado que derrubou a safra brasileira para 80,7 milhões de toneladas, deve ajudar o Brasil, líder na exportação de carnes de frango e bovina, a abastecer suas criações. Além disso, permitiria embarques recordes de cereal estimados em mais de 30 milhões de toneladas.

    Um pequeno porém para a produção de milho do Brasil é a possibilidade de geadas para a segunda safra, que foi estimada pelos especialistas ouvidos pela Reuters em um recorde de 70,37 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 2 milhões de toneladas ante a pesquisa anterior, realizada ao final de abril.

    Para este final de semana, há previsão de geadas fracas no Paraná, segundo produtor nacional atrás de Mato Grosso, mas isso não deve trazer problemas para a safra, segundo especialistas.

    'Sem risco (de geadas) para a safrinha', disse o analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado. 'As lavouras já estão em fase final de maturação e as geadas serão fracas.'

    Entre as empresas e instituições consultadas, a Safras & Mercado é a que tem a maior estimativa para a produção brasileira de milho, em 101,76 milhões de toneladas.

    O analista sênior do Rabobank Brasil, Victor Ikeda, acrescentou que o único fator que poderia impactar negativamente a safra de milho no Brasil seriam geadas no Sul.

    'Porém os cultivos do Paraná, por exemplo, já estão em fase final de desenvolvimento, em que os impactos negativos sobre a produtividade seriam mais limitados', destacou Ikeda, ao comentar que em fases próximas da colheita o milho é menos suscetível a perdas pelo frio extremo.

    'Acredito que praticamente não deve haver viés para baixo na produção estimada para 2019 no milho segunda safra...', comentou ele, citando que esteve em Mato Grosso no início de mês, quando o Estado ainda foi beneficiado por chuvas, o que não é típico para esta época.

    'A colheita já começou em algumas regiões e os primeiros talhões apresentam produtividades bem superiores àquelas verificadas em 2016/17, quando a safra de milho inverno também já havia surpreendido', destacou o analista Aedson Pereira, da IEG-FNP, citando fatores como adoção de sementes mais produtivas, melhor manejo de fertilizantes e, sobretudo, um calendário muito favorável ao plantio, além do tempo favorável.

    AJUSTE PARA A SOJA

    Para a especialista Ana Luiza Lodi, analista da FCStone, embora a segunda safra de milho esteja se desenvolvendo bem, é difícil dizer se a produção total do cereal do país poderá superar 100 milhões de toneladas pela primeira vez, pois a colheita de verão vem caindo com produtores dedicando mais campos para a soja.

    Aliás, a colheita de soja, já encerrada no país que é o maior exportador global da oleaginosa, continua sendo revista para cima.

    Segundo a pesquisa da Reuters com 12 especialistas, a produção total foi estimada em média de 116,2 milhões de toneladas, ante 115,5 milhões de toneladas na projeção do levantamento do mês passado.

    'Com uma melhora nas produtividades em algumas regiões do país como Tocantins, Bahia, Santa Catarina e Goiás, alavancamos nossa projeção para 117,7 milhões de toneladas', disse a analista Daniely Santos, da consultoria Céleres, que tem uma das maiores projeções entre os consultados.

    Segundo ela, as melhores condições climáticas entre fevereiro e abril ajudaram a mitigar as perdas pela seca em outras áreas. Com isso, o país terá sua segunda maior safra de soja, atrás apenas da vista no ano passado, que rendeu mais de 119 milhões de toneladas, segundo a Conab.

    21

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Avaliação negativa do governo Bolsonaro sobe a 36% e positiva oscila para 34%, diz XP Ipespe

    Avaliação negativa do governo Bolsonaro sobe a 36% e positiva oscila para 34%, diz XP Ipespe

    RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro subiu 5 pontos e atingiu 36%, ficando pela primeira vez numericamente à frente da avaliação positiva, que oscilou 1 ponto para baixo e atingiu 34%, apontou pesquisa XP/Ipespe nesta sexta-feira.

    Segundo a pesquisa, a avaliação negativa do governo de Bolsonaro cresce desde fevereiro, quando estava em 17 por cento. Já a avaliação positiva tem recuado, em fevereiro era de 40 por cento.

    De acordo com o levantamento, o segundo realizado dentro do mês de maio, o número de pessoas que consideram o governo regular caiu para 26% na terceira semana ante 31% na primeira semana, indicando uma migração desse grupo para o campo da avaliação negativa. Não responderam ou não sabiam avaliar 4% dos entrevistados, ante 3% no levantamento passado.

    A pesquisa também apontou uma piora na expectativa da população para o restante do mandato de Bolsonaro. Aqueles que esperam que o restante do governo seja ótimo ou bom caíram para 47% ante 51% na primeira semana de maio, enquanto o percentual dos que têm expectativa de que o restante do mandato será ruim ou péssimo subiu para 31% ante 27%.

    Manteve-se estável em 17% o número daqueles que esperam que o restante do governo seja regular, e também permaneceu em 5% o percentual dos que disseram não saber ou que não responderam sobre a expectativa para o restante do mandato.

    A margem de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais. Foram feitas 1.000 entrevistas telefônicas nos dias 20 a 21 de maio. A pesquisa foi realizada pela XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

    Pela primeira vez a pesquisa XP/Ipespe questionou os entrevistados sobre o andamento da agenda de Bolsonaro no Congresso, e apenas 4% avaliaram como satisfatório. Para 35%, a agenda tem prosseguido lentamente por culpa do governo e do Congresso, enquanto 30% creditaram o ritmo lento à atuação apenas do Congresso e 20% culparam só o governo pela lentidão.

    Sobre as manifestações de 15 de março contra o congelamento de verbas para a educação, 57% disseram que os atos tiveram importância, enquanto 38% disseram que o movimento não teve relevância. Para 86% dos entrevistados, os protestos provavelmente vão voltar a ocorrer.

    (Por Pedro Fonseca e Ricardo Brito)

    34

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Biden amplia vantagem sobre concorrentes de prévia democrata para 2020, aponta pesquisa

    Biden amplia vantagem sobre concorrentes de prévia democrata para 2020, aponta pesquisa

    Por Chris Kahn

    NOVA YORK (Reuters) - O ex-vice-presidente Joe Biden ampliou a vantagem sobre os vários pré-candidatos democratas que disputam a indicação do partido para a eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos em 5 pontos desde que entrou na corrida no final de abril, de acordo com uma pesquisa mensal Reuters/Ipsos.

    A pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostrou que 29% dos democratas e independentes disseram que votariam em Biden nas convenções partidárias estaduais. O número representa um aumento em relação aos 24% que apoiavam o ex-vice em uma enquete do final de abril, feita dias antes de Biden anunciar formalmente sua candidatura.

    Biden lidera o páreo em todos os grandes grupos demográficos, com exceção dos 'millennials' (18 a 37 anos), que preferem Bernie Sanders, senador do Vermont, a Biden pela diferença de 18% a 16%.

    O ex-vice-presidente, de 76 anos, continua sendo o mais bem posicionado para encabeçar a chapa democrata, apesar dos receios com sua idade e suas opiniões de centro. Ele também foi criticado por tocar mulheres de forma indelicada e pela maneira como tratou a professora de Direito Anita Hill três décadas atrás durante a audiência de confirmação do juiz Clarence Thomas, da Suprema Corte.

    A sondagem mensal revelou que 29% das mulheres que se identificam como democratas e independentes disseram apoiar Biden, 4 pontos percentuais a mais do que no mês passado.

    Entre os democratas registrados, mesmo aqueles que apoiam outros pré-candidatos mencionam Biden como a melhor alternativa se seu escolhido sair da disputa, segundo a pesquisa.

    'Isso significa que não existe uma cisão de um bloco significativo de eleitores anti-Biden com os outros candidatos', disse Chris Jackson, especialista em pesquisas da Ipsos. 'Neste momento, Joe Biden é o franco favorito na primária democrata', acrescentou.

    O indicado democrata provavelmente enfrentará o presidente Donald Trump, um republicano, na eleição de novembro de 2020.

    Além de Biden, 13% dos democratas e independentes disseram que votariam em Sanders. Nenhum dos outros pré-candidatos teve mais de 6% de apoio na sondagem.

    Faltando mais de um mês para eles se enfrentarem nos primeiros debates televisionados e 18 meses antes da votação, o público norte-americano parece estar selecionando os postulantes que conhece melhor.

    6

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Partido de May despenca para 5º lugar em pesquisa britânica para eleição europeia

    Partido de May despenca para 5º lugar em pesquisa britânica para eleição europeia

    Por Guy Faulconbridge

    LONDRES (Reuters) - O Partido Conservador, da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, caiu para o quinto lugar em uma pesquisa de intenção de voto para a eleição do Parlamento Europeu em 23 de maio, aumentando a pressão para que a premiê anuncie a data de sua renúncia.

    O Partido do Brexit, de Nigel Farage, subiu quatro pontos percentuais e está na liderança com 34%, enquanto os conservadores têm só 10%, mostrou a pesquisa YouGov para o jornal Times. O Partido Trabalhista, principal sigla de oposição a May, caiu cinco pontos e aparece com 16%.

    Os liberais-democratas e os verdes, dois partidos que apoiam a permanência na União Europeia, apareceram com 15% e 11%, respectivamente.

    A queda acentuada do apoio aos conservadores aumenta a pressão para May marcar uma data para sua saída. Veteranos do partido querem que ela apresente um cronograma nesta semana.

    Quase três anos depois de o Reino Unido decidir sua saída da UE por 52% a 48% dos votos, ainda não existe consenso entre os políticos britânicos no tocante a quando, como ou mesmo se a separação deveria ocorrer.

    'A razão de eu estar de volta hoje fazendo o que estou fazendo é que, francamente, fomos traídos por nossa classe política de carreira', disse Farage, principal líder da campanha pelo Brexit, à TalkRadio.

    'Se o Partido do Brexit sair na frente daqui a uma quinzena, precisamos ter um lugar na mesa de negociação com o governo para ajudar a montar nossa estratégia', acrescentou.

    O Reino Unido deveria ter se separado do bloco em 29 de março, mas May foi incapaz de conseguir que o Parlamento aprovasse seu acordo, e por isso tentou cortejar o apoio dos trabalhistas, liderados pelo socialista Jeremy Corbyn.

    O encarregado do Brexit dos trabalhistas, Keir Starmer, disse ao jornal Guardian que qualquer pacto bipartidário sem um referendo de confirmação não passará pelo Legislativo, já que cerca de 150 parlamentares trabalhistas o rejeitariam.

    May prometeu renunciar se os parlamentares endossarem o acordo que ela fechou com Bruxelas para deixar a UE, mas este foi rejeitado pelo Parlamento britânico três vezes.

    16

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Avaliação positiva de governo Bolsonaro oscila para 35% e visão negativa passa a 27%, mostra CNI/Ibope

    Avaliação positiva de governo Bolsonaro oscila para 35% e visão negativa passa a 27%, mostra CNI/Ibope

    Por Anthony Boadle e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro oscilou 1 ponto percentual para cima em abril, a 35 por cento, após apresentar uma trajetória de queda entre janeiro e março, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira.

    No primeiro mês do ano, a avaliação ótima ou boa do governo era de 49 por cento, caindo para 39 por cento em fevereiro e 34 por cento em março, segundo levantamentos feitos pelo Ibope.

    A pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, mostrou que 31 por cento dos entrevistados consideram o governo regular (ante 34 por cento em março), enquanto 27 por cento acham que é ruim ou péssimo (em comparação a 24 por cento). A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

    Para Renato Fonseca, gerente-executivo de pesquisas da CNI, a aprovação de Bolsonaro é semelhante às intenções de voto que ele tinha antes do segundo turno. Na votação final, disse, o eleitor teve que fazer uma escolha entre ele e o petista Fernando Haddad.

    'O que está refletindo nos números, aquelas pessoas que não estavam engajada na campanha de Bolsonaro, elas ainda não estão convencidas que o governo vai atender aos seus anseios', disse Fonseca em entrevista coletiva para comentar os resultados.

    'Alguns eleitores achavam que votando no Bolsonaro a economia voltaria a crescer, e essas pessoas ficaram decepcionadas', acrescentou, ao citar que muita gente está desempregada, sem aumento de salário e 'tudo isso acaba caindo na conta do presidente'.

    A pesquisa mostrou que 49 por cento desaprovam a atuação do governo no combate ao desemprego, em comparação com 45 por cento que aprovam.

    Mas de maneira geral, a forma de governar de Bolsonaro é aprovada por 51 por cento dos entrevistados (mesmo índice registrado na sondagem anterior), enquanto 40 por cento a desaprovam (na sondagem anterior, eram 38 por cento).

    Segundo o levantamento, 51 por cento confiam no presidente (eram 49 por cento em março), enquanto 45 por cento não confiam (era 44 na pesquisa anterior).

    INÍCIO DE GOVERNO

    Outros presidentes em início de primeiro mandato tiveram uma avaliação ótima ou boa superior a de Bolsonaro, segundo a série histórica da CNI/Ibope.

    Em maio de 1990, Fernando Collor tinha 45 por cento de avaliação positiva; em março de 1995, Fernando Henrique Cardoso registrou avaliação positiva de 41 por cento; em março de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva tinha 51 por cento; e, em março de 2011, Dilma Rousseff alcançava 56 por cento.

    'A gente percebe que o Jair Bolsonaro está acima do segundo mandato de Dilma, Temer e Itamar Franco (na avaliação positiva), mas apenas nos eleitos em início do mandato ele está em último', disse Fonseca, da CNI. Em janeiro de 1993, Itamar tinha 34 por cento, enquanto Dilma tinha 12 por cento em março de 2015 e Michel Temer, 14 por cento em setembro de 2016.

    O gerente da CNI afirmou que não é possível avaliar se uma eventual aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso vai ajudar o presidente a recuperar a sua avaliação de governo. Essa reforma ajuda a reduzir o déficit e eleva a expectativa de investidores na retomada da confiança do país.

    'Não tem milagre, não vai ser a reforma que vai gerar o aumento da popularidade. Isso vai depender da percepção da população e de como o governo vai vender esse projeto', avaliou Fonseca.

    O Ibope ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre o dias 12 e 15 de abril.

    33

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Chuva garante 'espetáculo', e safrinha de milho do Brasil deve crescer 23%, aponta pesquisa

    Chuva garante 'espetáculo', e safrinha de milho do Brasil deve crescer 23%, aponta pesquisa

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Beneficiada por chuvas regulares, a segunda safra de milho 2018/19 do Brasil, já praticamente toda plantada, deve ser um 'espetáculo', com produção mais de 20 por cento superior ante o ciclo passado, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta quarta-feira.

    Conforme média de estimativas de 10 consultorias e entidades do mercado, o Brasil deverá colher na chamada safrinha 66,22 milhões de toneladas de milho, ou 22,9 por cento mais na comparação com 2017/18, quando condições climáticas adversas derrubaram a produtividade.

    O volume também é quase 1 milhão de toneladas acima dos 65,35 milhões estimados no levantamento de fevereiro.

    É evidente que o ganho de produção previsto reflete uma área plantada 4,8 por cento maior, de 12,09 milhões de hectares, praticamente repetindo o recorde de 2016/17. Entretanto, analistas destacam que a janela ideal de plantio tem peso importante nesse cenário.

    A produção média estimada pelos analistas ainda está abaixo do recorde de 67,38 milhões de toneladas de 2016/17, quando a safra total brasileira, incluindo a colheita de verão, atingiu históricos 97,8 milhões de toneladas.

    'A safrinha está vindo muito bem, esperamos boa produção, porque foi plantada dentro da janela, com boa umidade... O milho está vindo um espetáculo', resumiu o analista Adriano Gomes, da AgRural.

    O milho de segunda safra, que responde pelo grosso da produção brasileira, é semeado logo após a colheita da soja, que neste ano está mais adiantada. Como consequência, o cereal está se desenvolvendo dentro de um período de mais chuvas, garantindo-lhe boa umidade.

    Nos últimos 30 dias, as precipitações ficaram dentro ou acima da média em praticamente todo o centro-sul, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, em um contraste com a seca e o forte calor que assolaram a soja entre dezembro e janeiro.

    Apenas Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, viu chuvas aquém do normal, porém deve voltar a receber bons volumes no início de abril.

    'Os níveis de umidade atual e o adiantamento do plantio da segunda safra lançam prognósticos positivos quantos aos rendimentos das lavouras de milho... Tudo indica que já no mês de maio teremos as primeiras ofertas de milho inverno chegando no mercado', comentou o analista Aedson Pereira, da IEG FNP, destacando a possibilidade de colheita mais cedo neste ano.

    Diante do prognóstico de uma volumosa safrinha, as cotações do milho no mercado interno já vêm cedendo.

    'Os preços do milho, que estavam em movimento de alta desde o início de novembro do ano passado, estão em queda no mercado brasileiro. A pressão vem do avanço da colheita da safra verão e do bom desenvolvimento da segunda temporada, que, neste caso, gera expectativa de oferta elevada', afirmou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em análise recente.

    Conforme monitoramento do Cepea, a saca de milho está cotada em 38,50 reais, queda de quase 10 por cento desde o início de março e abaixo dos mais de 41 reais vistos há um ano.

    16

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Perspectiva para safra de soja do Brasil se consolida em torno de 114 mi t, apontam analistas

    Perspectiva para safra de soja do Brasil se consolida em torno de 114 mi t, apontam analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A colheita da safra de soja 2018/19 do Brasil se encaminha para o fim com o mercado consolidando suas projeções em torno de 114 milhões de toneladas, já que a regularização climática a partir de fevereiro ajudou a estancar as fortes perdas observadas na virada de ano, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta quarta-feira.

    Na média de estimativas de 12 consultorias e entidades do mercado, o Brasil, maior exportador global de soja, produzirá no ciclo vigente 114,24 milhões de toneladas da oleaginosa, volume 4,2 por cento menor na comparação com o recorde de 2017/18.

    Trata-se ainda de um ligeiro corte ante os 114,59 milhões de toneladas apontados no levantamento de fevereiro.

    Caso se confirme, a quantidade seria a segunda maior da história, superando por pouco os 114,1 milhões de toneladas de 2016/17.

    'Com a colheita de soja já bastante avançada, sobretudo nas maiores praças produtoras, como Mato Grosso, estimamos que boa parte das perdas de produtividade da safra 2018/19 já foram contabilizadas', afirmou Daniely Santos, analista da Céleres.

    Esperava-se, inicialmente, que o Brasil produzisse mais de 120 milhões de toneladas de soja na atual temporada, graças a um plantio histórico de 36 milhões de hectares regado a boas condições climáticas. Mas uma estiagem marcada por altas temperaturas entre dezembro e janeiro jogou por terra esse prognóstico.

    As precipitações voltaram à normalidade a partir de fevereiro, evitando mais perdas de produtividade, mas não compensando os problemas anteriores. O resultado é uma safra marcada por expressiva desuniformidade no que tange ao rendimento da soja.

    'Mato Grosso do Sul e Paraná têm perdas de produtividade próximas de 15 por cento, na média, em relação ao último ciclo. No Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), observou-se um cenário de produtividade 13 por cento abaixo do ano passado, mas, ainda assim, 9 por cento acima da média dos últimos cinco anos. Em termos gerais, Mato Grosso teve produção muito próxima da do ano passado e o Rio Grande do Sul tem perspectivas acima do último ano', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    Mais de dois terços da área plantada com soja no Brasil em 2018/19 já foram colhidos, segundo a consultoria AgRural.

    Há ainda trabalhos de campo principalmente no Rio Grande do Sul e no Matopiba, regiões que plantam mais tarde, bem como no Paraná, que viu as atividades perderem ritmo nas últimas semanas por causa da chuvarada.

    De acordo com previsão do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, as chuvas ficarão dentro ou abaixo da média em praticamente todo o centro-sul até meados de abril. No Matopiba, porém, deve chover até mais de 200 milímetros acima do normal, potencialmente atrapalhando a colheita de soja.

    18

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Previsão para safra de soja do Brasil cai mais; mercado monitora RS e Matopiba

    Previsão para safra de soja do Brasil cai mais; mercado monitora RS e Matopiba

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil tende a cair quase 4 por cento ante o recorde do ciclo anterior, refletindo o tempo adverso de dezembro e janeiro, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, enquanto o mercado aguarda a colheita de áreas de cultivo tardio, como o Rio Grande do Sul e a fronteira agrícola Matopiba.

    De acordo com a média de 12 estimativas de consultorias e demais entidades do setor, o Brasil deve colher neste ano 114,6 milhões de toneladas de soja, após históricos 119,3 milhões em 2017/18.

    A projeção é ainda mais baixa que os 117 milhões de toneladas da pesquisa anterior, de janeiro, e bem aquém dos 120,8 milhões considerados em novembro, antes dos efeitos do tempo desfavorável.

    A atual temporada começou com prognósticos extremamente positivos diante de chuvas regulares no plantio, que alcançou um recorde em torno de 36 milhões de hectares. Mas a estiagem e o forte calor a partir de dezembro afetaram a soja em plena fase de enchimento de grãos, e o mercado como um todo passou a rever suas previsões para o maior exportador mundial da oleaginosa.

    Com perdas já consolidadas em diversas áreas, o foco agora se volta para as plantações que geralmente têm colheita mais tardia, a partir de março.

    'A possibilidade de revisarmos para baixo nos próximos meses é que será preciso monitorar potenciais perdas em regiões onde tradicionalmente a semeadura é mais tardia, e as lavouras estão em estágios em que ainda necessitam de chuvas para não terem perdas por estresse hídrico. Essas regiões seriam principalmente Rio Grande do Sul e Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia)', resumiu o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    A instituição, que na pesquisa anterior previa uma safra de 117 milhões de toneladas, agora espera 115 milhões.

    Volume semelhante é estimado pela Safras & Mercado, que também mantém o alerta para a soja gaúcha e a do Matopiba.

    'As produtividades médias destes Estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes, principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente', segundo a Safras.

    Pelos dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, pelo menos até o início de março as precipitações ficarão acima da média em todo o Matopiba, enquanto no Rio Grande do Sul a situação inspira atenção. Em algumas áreas, a expectativa é de precipitações abaixo do esperado para esta época do ano.

    Até a última quinta-feira, a colheita de soja do Brasil havia avançado para 36 por cento da área, segundo a consultoria AgRural, que apontou também que mais de dois terços da área de Mato Grosso, maior produtor nacional, já havia sido colhida.

    (Por José Roberto Gomes)

    16

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Norte-americanos culpam mais Trump por paralisação do governo, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

    Norte-americanos culpam mais Trump por paralisação do governo, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

    Por Chris Kahn e Ginger Gibson

    NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Mais norte-americanos culpam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela paralisação parcial do governo do que culpam parlamentares democratas, mostrou uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira, ainda sem vislumbre de uma solução rápida para o problema.

    A pesquisa, realizada entre 21 e 25 de dezembro, em grande parte depois do início da paralisação, mostra que 47 por cento dos adultos entrevistados acham que Trump é o responsável, enquanto 33 por cento culpam os democratas no Congresso. Outros 7 por cento culpam parlamentares republicanos.

    A paralisação parcial do governo dos EUA foi provocada pela exigência de Trump, amplamente rejeitada pelos democratas e por alguns republicanos, de destinar 5 bilhões de dólares em recursos públicos para a construção de um muro na fronteira com o México. O custo total da obra está estimado em 23 bilhões de dólares.

    Somente 35 por cento dos entrevistados na pesquisa Reuters/Ipsos disseram apoiar a inclusão de recursos para o muro no orçamento votado no Congresso. E apenas 25 por cento disseram apoiar a paralisação do governo promovida por Trump devido à questão.

    Agora em seu sexto dia, a paralisação teve impacto limitado até o momento, em parte por causa das férias dos 800 mil servidores federais afetados, embora o quadro possa mudar em breve.

    Algumas agências do governo têm notificado o público, nesta quinta-feira, sobre interrupções nos serviços.

    No Capitólio, o Senado e a Câmara de Deputados se reuniram nesta quinta, mas, como esperado, nenhuma ação imediata foi tomada. A falta de urgência demonstrada alimenta os rumores entre analistas de que a paralisação pode se arrastar janeiro adentro.

    Os departamentos de Segurança Interna, Justiça, Agricultura, Comércio e outros paralisaram operações “não essenciais” desde sábado, quando um possível acordo sobre o orçamento fracassou com a insistência de Trump em garantir recursos para o muro.

    A Câmara aprovou medidas para encerrar a paralisação, incluindo os 5 bilhões de dólares exigidos por Trump, mas as perspectivas para aprovação no Senado eram reduzidas.

    A pesquisa Reuters/Ipsos foi conduzida pela Internet, em inglês, por todos os Estados Unidos. Foram coletadas 2.440 respostas de adultos, incluindo 946 democratas e 846 republicanos. O intervalo de credibilidade, uma medida da precisão da pesquisa, é de dois pontos percentuais para toda a amostragem, e de quatro pontos percentuais para o universo de membros dos dois partidos.

    (Reportagem adicional de David Morgan, Makini Brice e Jason Lange em Washington)

    20

    5 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil produzirá um recorde de quase 121 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta sexta-feira, com o mercado já atento às condições para a colheita, cujo início, antecipado, está previsto para dezembro.

    De acordo com a média de estimativas de 13 consultorias e entidades, o país deverá colher 120,76 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, alta de 1,2 por cento sobre o registrado na temporada passada.

    Os números só não são maiores porque as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são conservadoras.

    Maior exportador global da commodity, o Brasil também semeará históricos 36,13 milhões de hectares com soja, 2,8 por cento acima do visto em 2017/18, conforme o levantamento.

    Na pesquisa anterior, de outubro, a produção estava projetada em 120,39 milhões de toneladas e a área, em 36,12 milhões de hectares.

    'De um modo geral, até o momento não temos notado reclamações relacionadas ao clima nas principais áreas produtoras. Só um pouco de reportes de ferrugem asiática em regiões isoladas, onde aparentemente acabou chovendo demais. Por enquanto temos de trabalhar com a hipótese de safra cheia', resumiu o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Chuvas regulares neste ano contribuíram para o plantio de soja mais rápido da história no país, o que, por sua vez, tem levado a um aumento nos focos do fungo da ferrugem asiática, afirmou recentemente uma pesquisadora da Embrapa, alertando para a possibilidade de custos maiores para controlar a doença.

    Embora derivem de casos pontuais, sem ameaças à safra, tais custos tendem a pesar sobre as margens dos produtores, as quais já caminham para ser menores frente às inicialmente consideradas em razão da depreciação do dólar após as eleições.

    Neste mês, o Itaú BBA apontou que as margens dos sojicultores devem girar em torno de 1.200 reais por hectare, contra 1.400 reais estimados em agosto, antes do plantio, e mais de 2.000 reais em 2017/18.

    COLHEITA PRECOCE

    Mas, se há algo certo, é que a colheita desta temporada começará mais cedo que de costume, justamente em razão da semeadura adiantada.

    'Tudo indica que a partir de segunda quinzena de dezembro uma parte do pessoal de Mato Grosso já vai estar colhendo em algumas áreas. O desenvolvimento de maturação (da soja) está muito acelerado... Ainda será bem pouco representativo, menos de 1 por cento da área, mas já é oferta de soja entrando no mercado', destacou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP. Outros especialistas concordam com ele.

    'Isso indica um janeiro cheio (de colheita). Poderemos fechar janeiro com 10 a 15 por cento de área colhida em todo o Brasil', acrescentou.

    Assim, o porcentual colhido ao final de janeiro de 2019 poderia ser mais que o dobro do total registrado no mesmo mês deste ano e da média histórica recente, segundo números da consultoria AgRural.

    Com maior oferta em janeiro, o Brasil anteciparia uma concorrência com a exportação dos Estados Unidos, que acabou de colher a sua safra.

    Washington segue às turras com Pequim em meio a uma disputa comercial que resultou na taxação da oleaginosa norte-americana pelos chineses. Isso fez com que as vendas dos EUA ao gigante asiático minguassem, enquanto as do Brasil dispararam para volumes recordes neste ano.

    MILHO

    Assim como a soja, o milho de primeira safra, colhido no verão, apresenta um bom cenário, segundo a pesquisa da Reuters.

    Dez consultorias e entidades esperam, em média, uma produção de 27,79 milhões de toneladas, alta de 3,6 por cento na comparação anual, com área 7,4 por cento superior, em 5,46 milhões de hectares.

    No levantamento anteriores, a safra de milho verão estava estimada em 27,48 milhões de toneladas, produzidos em 5,36 milhões de hectares.

    'Não há relatos até o momento de perdas produtivas em função do clima', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank, citando os preços mais atrativos do cereal como um dos estímulos para o aumento de área.

    'Ainda assim, vale ressaltar que o crescimento não foi significativo, pois o produtor ainda opta pela soja no verão em função da maior liquidez da oleaginosa.'

    (Por José Roberto Gomes)

    20

    6 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Democratas lideram disputas para Congresso e governo estadual na Flórida, aponta pesquisa

    Democratas lideram disputas para Congresso e governo estadual na Flórida, aponta pesquisa

    Por Letitia Stein

    TAMPA, Flórida (Reuters) - Os democratas estão liderando as disputas para o Senado dos Estados Unidos e o governo estadual na Flórida, mostrou uma nova pesquisa de intenção da voto da Reuters nesta quarta-feira, dia em que o presidente Donald Trump deve voltar ao Estado para tentar socorrer os candidatos republicanos.

    O senador democrata Bill Nelson tem 5 pontos de vantagem sobre o governador republicano da Flórida, Rick Scott, na disputa por uma vaga no Senado, entre os eleitores prováveis, segundo a pesquisa do Reuters/Ipsos/Centro de Políticas UVA.

    O democrata Andrew Gillum, prefeito de Tallahassee, está mantendo o ímpeto que pode torná-lo o primeiro governador negro da Flórida.

    Ele tem o apoio de 50 por cento dos eleitores prováveis, número inalterado desde a última sondagem da Reuters um mês atrás, enquanto o ex-deputado republicanos Ron DeSantis tem 44 por cento de apoio.

    A candidatura histórica de Gillum pode estar fortalecendo uma disputa democrata que inclui Nelson, que conquistou uma vantagem considerável em uma corrida para o Senado que aparecia empatada em outra pesquisa Reuters/Ipsos do mês passado.

    No levantamento mais recente, 49 por cento dos eleitores prováveis disseram que darão um quarto mandato para Nelson no Senado em Washington, e 44 por cento mostraram desejo de substituí-lo por Scott.

    Uma vitória de Nelson seria crucial para a esperança democrata de conseguir uma maioria no Senado, o que exige conquistar duas cadeiras atualmente ocupadas por republicanos nas eleições de 6 de novembro. A maioria das pesquisas de opinião e de analistas veem uma chance pequena de os democratas assumirem o controle do Senado por terem que defender 10 assentos em Estados nos quais Trump venceu em 2016, incluindo a Flórida.

    Mas a força democrata pode afetar até meia dúzia de disputas acirradas na Flórida para a Câmara dos Deputados. Acredita-se que os democratas têm uma grande chance de obter pelo menos as 23 das cadeiras necessárias para comandar a Câmara, e com ela o poder de frustrar a agenda de Trump.

    Envolvido em uma verdadeira blitz de final de campanha, Trump pretende resgatar seu partido na Flórida, o maior dos Estados que oscilam entre os partidos nas eleições presidenciais.

    Trump agendou comícios nesta quarta-feira em Fort Myers, no litoral sudoeste, e em Pensacola, no norte, no sábado.

    'Isto é um referendo sobre Donald Trump', disse Aubrey Jewett, professor de ciência política da Universidade da Flórida Central, observando que a reputação do presidente depende de uma disputa estadual na qual seu apoio levou à indicação de DeSantis.

    'Se DeSantis perder, isso se refletirá diretamente em Donald Trump na Flórida e no poder e na influência que Trump tem sobre os eleitores da Flórida atualmente'.

    15

    7 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

    Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares.

    Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8 por cento, respectivamente, ante 2017/18.

    As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares.

    'Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas... Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial', afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

    Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste.

    'Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)', avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

    Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, 'ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras --resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos'.

    'Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas', afirmou ele.

    Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade.

    De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

    Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os 2,50 dólares por bushel.

    Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26 por cento até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2 por cento.

    MILHO

    Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira.

    Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado 'milho verão', alta de 2,5 por cento na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5 por cento, para 5,36 milhões de hectares.

    Para Ikeda, do Rabobank, 'assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra'.

    'O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

    16

    7 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. pesquisa

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.