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    Haddad admite surpresa com velocidade do crescimento em pesquisas, mas evita expectativa sobre 2º turno

    (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, admitiu ter se surpreendido com o rápido crescimento nas pesquisas, demonstrado pelo levantamento do Ibope divulgado na terça-feira, que mostra o petista já com 19 por cento das intenções de voto, isolado em segundo lugar na corrida presidencial.

    'O crescimento era esperado, mas não esperávamos que fosse tão rápido', disse Haddad na manhã desta quarta ao chegar para uma caminhada em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo

    A pesquisa Ibope mostrou o petista saltando 11 pontos percentuais em relação ao resultado da semana anterior. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, com 28 por cento, lidera com folga a disputa para o primeiro turno.

    Haddad, no entanto, não quis dizer se acredita estar já em um segundo turno com Bolsonaro.

    'Não vamos fazer esse tipo de prognóstico. Ainda tem muito chão pela frente, temos mais de duas semanas de campanha', afirmou.

    FAZENDA

    Haddad foi mais uma vez questionado sobre a composição de sua possível equipe econômica, mas disse que não trabalha com nomes ainda.

    'É natural que algumas pessoas especulem, mas nós não estamos trabalhando ainda com a equipe. Equipe começa a montar no segundo turno para ganhar a eleição', disse.

    Como mostrou a Reuters, Haddad já tem um perfil para seu futuro ministro da Fazenda, no caso de ser eleito: alguém próximo da academia mas que tenha boa interlocução com o mercado. O petista também não pretende indicar um político para o cargo. [nL2N1W401O]

    Perguntado sobre esse perfil, o candidato disse que é necessário alguém 'pragmático'.

    'É um perfil pragmático no sentido de buscar solução para o problemas do povo. Sem ser sectário. Às vezes os economistas figurões são muito sectários, acham que são os donos da verdade. Quando você está no governo tem que ter jogo de cintura, pragmatismo, flexibilidade para buscar soluções', respondeu o candidato.

    CRÍTICAS

    Atacado mais uma vez pelo pedetista Ciro Gomes, que afirmou que o Brasil não 'suporta mais um presidente fraco', Haddad manteve a postura de evitar críticas diretas, mas dessa vez alfinetou o rival.

    'Ciro é meu amigo mas às vezes temos visões diferentes. Força de um presidente para mim primeiro é firmeza. Segundo, autocontrole. Tem que ter essa duas qualidades para conduzir o país: firmeza de propósitos e muito autocontrole para evitar provocação. Eu sou uma pessoa firme e controlada', disse.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Disputa acirrada no Texas aumenta esperança democrata de retomar Senado dos EUA, diz pesquisa Reuters

    Por Chris Kahn

    NOVA YORK (Reuters) - O candidato democrata que busca substituir o republicano Ted Cruz como representante do Texas no Senado dos Estados Unidos apareceu em empate técnico com o adversário na corrida eleitoral, mostrou uma pesquisa da Reuters, aumentando a esperança do partido de oposição de conquistar uma maioria na Casa para frear a agenda do presidente Donald Trump.

    Divulgada nesta quarta-feira, a pesquisa Reuters/Ipsos/Centro para Políticas UVA sobre várias disputas para o Senado dos EUA revelou um quadro misto sobre as chances dos democratas de obter as duas cadeiras a mais que os republicanos que precisam para assumir o controle do Senado em novembro.

    A sondagem apontou ainda disputas acirradas no Arizona, onde os democratas esperam conquistar um assento ocupado por um republicano prestes a se aposentar, e na Flórida, onde os republicanos tentam tomar o lugar de um democrata.

    Muitos acreditam que os democratas enfrentarão dificuldades para obter uma maioria no Senado nas eleições parlamentares de 6 de novembro, já que têm que defender cadeiras em 10 Estados nos quais o republicano Trump venceu na eleição presidencial de 2016. Texas, Flórida, Arizona e Nevada, todos analisados na pesquisa, são quatro das corridas mais acirradas para o Senado.

    Entre as esperanças democratas estão o deputado Beto O'Rourke, do Texas, que tem uma vantagem de dois pontos percentuais sobre Cruz entre os eleitores prováveis do Estado, e a deputada Kyrsten Sinema, do Arizona, que tem uma vantagem de três pontos percentuais sobre a congressista republicana Martha McSally na briga pela cadeira do senador Jeff Flake, um dos maiores críticos de Trump dentro de seu próprio partido.

    As duas dianteiras estão dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais, o que significa que os candidatos estão angariando aproximadamente o mesmo nível de apoio.

    Os resultados mostram que O'Rourke tem chance de se tornar o primeiro democrata a representar o Texas no Senado dos EUA em um quarto de século.

    'Existe a possibilidade de acontecer. Eu não disse provável. Mas é possível', disse Larry Sabato, diretor do Centro para Políticas UVA.

    As desavenças de Cruz com Trump durante sua campanha mal-sucedida pela indicação partidária em 2016 também o deixaram mal com alguns texanos republicanos, acrescento Sabato, dizendo: 'Isso o prejudicou com partes do eleitorado do Texas que ele precisa para se reeleger'.

    A Pesquisa Reuters/Ipsos/Centro para Políticas UVA foi realizada pela internet em inglês entre os dias 5 e 17 de setembro. Ela entrevistou entre 992 e 1039 pessoas em cada um dos cinco Estados, incluindo a Califórnia, e pesou as respostas levando em conta as estimativas populacionais mais recentes do governo.

    A pesquisa também mostrou o governador republicano da Flórida, Rick Scott, com uma vantagem de 1 por cento frente ao senador democrata Bill Nelson. O acento de Nelson é um dos 10 que os democratas estão lutando para manter nos Estados que Trump venceu na eleição de 2016.

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    Bolsonaro lidera com 26,6% de apoio e 4 disputam 2º lugar, aponta Paraná Pesquisas

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, lidera com folga a corrida presidencial com 26,6 por cento de apoio, poucos dias depois de ter sido esfaqueado em evento de campanha em Juiz de Fora (MG), enquanto quatro candidatos estão embolados na disputa pela segunda posição, de acordo com pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira.

    Atrás de Bolsonaro aparecem em empate técnico os candidatos Ciro Gomes (PDT), com 11,9 por cento; Marina Silva (Rede), com 10,6 por cento; Geraldo Alckmin (PSDB), com 8,7 por cento; e Fernando Haddad (PT), com 8,3 por cento. A margem de erro da pesquisa é de aproximadamente de 2 por cento.

    Bolsonaro, que está hospitalizado se recuperando do ataque ocorrido quinta-feira passada, tinha registrado 23,9 por cento no levantamento de agosto.

    No mês passado, Marina aparecia com 13,2 por cento, Ciro tinha 10,2 por cento, Alckmin somava 8,5 por cento e Haddad registrava 3,8 por cento.

    Antes candidato a vice-presidente, na terça-feira Haddad substitui oficialmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cabeça de chapa petista. Lula teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. [nL2N1VY00M]

    Os números do Paraná Pesquisas ficaram em linha com pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, que mostrou Bolsonaro com 26 por cento, seguido por Ciro, com 11 por cento, Marina, com 9 por cento, Alckmin, também com 9 por cento, e Haddad, com 8 por cento. [nL2N1VY0CI]

    O levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 7 e 11 de setembro, com 2.010 eleitores de 167 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal.

    Segundo a pesquisa, o candidato Alvaro Dias (Podemos) tem o apoio de 3,7 por cento do eleitorado, enquanto João Amoêdo (Novo) soma 3,3 por cento e Henrique Meirelles (MDB), 2,4 por cento. No mês passado, Dias tinha 4,9 por cento, Amoêdo somava 1,1 por cento e Meirelles, 0,9 por cento.

    Responderam que não sabem em quem votar ou que não vão votar em nenhum dos candidatos 21,8 por cento dos eleitores, contra 29,9 por cento no levantamento do mês passado.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    PESQUISA - O pior já passou para o real e o peso argentino, mas incerteza dispara

    Por Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - A disparada do dólar ante o real e o peso argentino provavelmente já chegou ao fim, mostrou pesquisa da Reuters nesta quinta-feira, mas a volatilidade intensa está deixando estrategistas e economistas cada vez mais cautelosos sobre suas próprias previsões.

    O dólar deve recuar 8,7 por cento a 3,79 reais em 12 meses, se comparado com o atual patamar ao redor de 4,15 reais, de acordo com a mediana de 30 estimativas coletadas entre 31 de agosto e 4 de setembro.

    Seria uma taxa um pouco mais alta do que o resultado de 3,60 reais apurado na pesquisa do mês passado, revisão surpreendentemente pequena após a moeda marcar sua maior alta mensal em três anos no mês passado. O dólar saltou 8,46 por cento em agosto.

    Mas esse dado provavelmente não representa adequadamente o quanto os especialistas estão correndo para atualizar suas estimativas. O desvio padrão, uma medida de dispersão, atingiu o maior nível desde maio de 2016, época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, superando um pico atingido em junho.

    Três casas que participam regularmente das pesquisas de câmbio da Reuters pediram para não serem incluídas desta vez, seja porque estavam revisando suas projeções ou simplesmente porque não quiseram se comprometer publicamente.

    Não é surpreendente, considerando que o dólar superou as projeções para o fim de agosto de todos os economistas que participaram de pesquisas da Reuters desde o ano passado. Mesmo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, que ficou mais próximo de acertar o câmbio atual na pesquisa de três meses atrás, minimizou seu feito.

    'Em grande parte, foi sorte', disse ele.

    Agostini previu que o dólar ficará a 4 reais por um bom tempo, mas reconheceu que isso é mais um chute do que uma estimativa precisa.

    'Os fatores que estão afetando o câmbio não vão desaparecer até as eleições e, mesmo depois, muito vai depender do pacote fiscal que será entregue ao Congresso e do que será aprovado. Eu mantive minha previsão a 4 reais, mas não descarto 4,20 nem 3,50 reais'.

    A afirmação ilustra como as eleições acabaram com qualquer pretexto de projeções objetivas no momento em que problemas locais turbinam o impacto da aversão ao risco em toda a América Latina.

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem liderando as pesquisas de intenção de voto mesmo com as expectativas de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barraria sua candidatura, o que efetivamente ocorreu na madrugada de sábado passado. Não está claro ainda se o apoio ao petista passará a seu vice-presidente, Fernando Haddad.

    Investidores acreditam que Lula e Haddad seriam lenientes com as contas públicas, algo que pode danificar a atratividade do investimento no Brasil e prejudicar a recuperação.

    Jair Bolsonaro, que nomeou como seu principal assessor econômico o banqueiro Paulo Guedes, está em segundo lugar, mas ele tem histórico de ir e vir em questões de política econômica e adota posições controversas em relação a questões sociais.

    Enquanto isso, o preferido dos investidores, Geraldo Alckmin (PSDB), continua sem ganhar ímpeto.

    A maioria dos estrategistas que decidiram mesmo assim participar da pesquisa fizeram algum tipo de média ponderada com vários cenários eleitorais. Mas apenas dois de 30 previram o dólar mais alto do que o patamar atual em 12 meses, sugerindo um consenso de que, em alguma medida, há austeridade no horizonte.

    Em contraste, as projeções para o peso argentino se espalharam por todo o lado, variando entre 28,92 a 42 pesos por dólar comparado com a cotação atual de cerca de 39 pesos.

    Nenhum dos especialistas que haviam participado da pesquisa do mês anterior revisou sua previsão para baixo, embora a mediana de 10 estimativas sugira que o dólar deve cair 12,2 por cento, a 34,135 pesos em 12 meses. A mediana do levantamento anterior era de 31 pesos.

    A eleição no Brasil serve de marco e gatilho para volatilidade, que tende a diminuir quando passar. Já a fraqueza do peso diz respeito à ansiedade generalizada em relação às perspectivas econômicas da Argentina, que não tem data para acabar.

    'O banco central tem cada vez menos margem para surpreender, e com crescentes riscos políticos e a confiança abalada dos participantes do mercado, há muita volatilidade no cardápio', escreveram estrategistas do banco Goldman Sachs.

    Diminui cada vez mais a convicção dos investidores de que o governo do presidente argentino, Mauricio Macri, será capaz de conter a inflação e o déficit fiscal. Isso levou o dólar à máxima histórica frente ao peso mesmo após autoridades negociarem um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), elevarem fortemente os juros, apresentarem um pacote de austeridade e intervirem no câmbio.

    (Reportagem adicional de Miguel Gutierrez, na Cidade do México; Hernan Nessi, em Buenos Aires; Nelson Bocanegra, em Bogotá; Ursula Scollo, em Lima; e Felipe Iturrieta, em Santiago; Edição de Patrícia Duarte)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Pesquisa DataPoder360 mostra Lula na frente com 30% e aponta potencial de candidato apoiado por petista

    Pesquisa DataPoder360 mostra Lula na frente com 30% e aponta potencial de candidato apoiado por petista

    (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 30 por cento de apoio, contra 21 por cento do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, de acordo com pesquisa de intenção de voto do DataPoder360 divulgada nesta quinta-feira que não trouxe um cenário sem o petista, mas mostrou o potencial de um possível candidato apoiado por ele.

    De acordo com o levantamento, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem com 7 por cento cada, enquanto Marina Silva (Rede) tem 6 por cento, com os três candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erros, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Alvaro Dias (Podemos) aparece com 3 por cento; e Cabo Daciolo (Patriota) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2 por cento.

    O levantamento, realizado por telefone entre os 24 a 27 de agosto, entrevistou 5.500 moradores de 329 municípios das 27 unidades da federação, de acordo com o portal Poder360.

    Apesar de Lula estar preso desde o início de abril cumprindo pena pela condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que deve inviabilizar sua candidatura com base na lei da Ficha Limpa, o portal Poder360 informou que a pesquisa não testou cenários sem o ex-presidente para se focar em questionamentos específicos para saber o potencial de voto dos candidatos.

    Ao questionar se o eleitor “votaria com certeza”, “poderia votar” ou “não votaria de jeito nenhum” em cada um dos principais candidatos, o levantamento apontou um chamado 'potencial de voto'. Nesse panorama, o maior potencial de voto aparece para um 'candidato apoiado por Lula' sem nome definido, com 25 por cento de 'votaria com certeza' e 17 por cento de 'poderia votar'.

    O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, atual vice na chapa de Lula e apontado como provável substituto do ex-presidente em caso de impugnação de sua candidatura, aparece com 8 por cento de voto 'com certeza' e 26 por cento de 'poderia votar' quando apresentado como 'Haddad apoiado por Lula'. O próprio ex-presidente tem 30 por cento de voto 'com certeza' e 7 por cento de 'poderia votar'.

    Ciro (9 por cento), Bolsonaro (8 por cento), Alckmin (7 por cento), Alvaro (6 por cento) e Marina (5 por cento) aparecem a seguir na tabela de 'voto com certeza', enquanto Ciro, Marina e Alvaro aparecem empatados com 26 por cento no 'poderia votar', ante 27 por cento de Alckmin e 17 por cento de Bolsonaro.

    Na ponta da rejeição, Bolsonaro é o que aparece com o maior percentual de 'não votaria de jeito nenhum', com 67 por cento, contra 62 por cento de Alckmin, 61 por cento de Marina e Ciro, 60 por cento de Lula, 55 por cento de 'candidato apoiado por Lula' e 52 por cento de 'Haddad apoiado por Lula' e Alvaro.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    PESQUISA-Greve praticamente paralisa economia do Brasil no 2º tri

    Por Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira quase não cresceu no segundo trimestre deste ano sob o efeito da greve dos caminhoneiros, mostrou pesquisa da Reuters nesta sexta-feira, soando um alerta sobre a perspectiva econômica antes das eleições de outubro.

    O Produto Interno Bruto (PIB) provavelmente cresceu apenas 0,1 por cento em relação aos primeiros três meses do ano, de acordo com a mediana de 28 estimativas.

    Seria o ritmo mais lento desde que o Brasil emergiu, no início de 2017, de sua recessão mais profunda em décadas e evidência de que a expansão econômica global está se tornando cada vez mais desigual, mesmo entre economias emergentes.

    Cinco economistas previram contração, com a Austin Rating vendo o cenário mais pessimista, com projeção de queda de 0,6 por cento. Apenas uma casa, Societe Generale, estimou aceleração em relação à taxa de 0,4 por cento apurada no primeiro trimestre, a 0,6 por cento.

    Comparado com o ano anterior, o PIB deve ter crescido apenas 1,1 por cento no segundo trimestre, o mais fraco desde o segundo trimestre de 2017.

    Os resultados da pesquisa parecem confirmar uma série de revisões às projeções de crescimento para 2018, tanto no setor privado quanto no setor público, desde a greve. Pesquisa Focus mias recente, do próprio Banco Central com analistas, aponta crescimento anual de 1,49 por cento, queda forte em relação aos 2,50 por cento previstos antes dos protestos.

    A greve reduziu o crescimento do PIB em 0,48 ponto percentual, baseado na mediana de 12 estimativas fornecidas como resposta a uma pergunta extra na pesquisa da Reuters. As projeções variaram entre 0,2 e 1,2 ponto percentual, sugerindo que o impacto exato ainda é altamente incerto.

    Os protestos já haviam afetado diversos indicadores econômicos para o período, de vendas no varejo e produção industrial à atividade de serviços e à confiança.

    Embora alguns já viessem apontando um repique, economistas parecem céticos de que o crescimento vai acelerar em breve. Sinal disso é que dez de 13 economistas, que responderam a uma pergunta qualitativa, previram que o investimento contraiu no segundo trimestre, interrompendo série de quatro trimestres seguidos de alta que teve como pano de fundo juros na mínima histórica.

    Isso pinta um quadro de obstáculos duradouros ao crescimento, em vez de um solavanco passageiro, o que só deve se acentuar na medida em que a incerteza eleitoral afasta qualquer perspectiva de planejamento.

    'A greve deu um golpe contra a economia, que já estava fraca e não deve sarar muito rápido. Especialmente porque as eleições vão fazer as empresas adiarem investimentos e secar o crédito', disse o economista da Infinity Asset Jason Vieira.

    A recuperação lenta deve manter o desemprego elevado e permitir que o BC evite elevar os juros mesmo com o dólar saltando à máxima em dois anos e meio, pressionado por preocupações com a situação eleitoral.

    Pesquisas recentes vêm apontando chances crescentes de um segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), com o favorito do mercado Geraldo Alckmin (PSDB) tendo dificuldades para decolar.

    Investidores acreditam que Haddad não implementaria reformas estruturais necessárias para limitar o crescimento da dívida e restaurar a confiança e o investimento.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do PIB no segundo trimestre no próximo dia 31.

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    Apesar de incertezas, Brasil deve plantar recorde de 36,3 mi ha de soja em 18/19, apontam analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja na safra 2018/19 do Brasil deve crescer pelo 12º ano seguido e atingir novo recorde, superior aos 36 milhões de hectares, em meio a uma demanda robusta e margens ainda firmes, embora uma série de incertezas deixe o setor em alerta para potenciais revisões nas estimativas já divulgadas, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira.

    Conforme o levantamento com nove consultorias e entidades, a semeadura no maior exportador global da oleaginosa, que tem início em setembro, deve alcançar 36,28 milhões de hectares, alta de 3,2 por cento ante 2017/18.

    A expansão de área nos últimos 12 anos foi de em média cerca de 5 por cento ao ano, sendo que o maior incremento se deu em 2012/13, com 10,7 por cento.

    'Entre os fatores que vemos para esse novo aumento de área da soja (em 2018/19)... podemos citar os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, que tem resultado em certa manutenção dos preços da soja brasileira para exportação... O câmbio também tem dado suporte aos preços da soja em reais', afirmou o analista do departamento de Pesquisa e Análise Setorial do Rabobank Brasil, Victor Ikeda.

    Uma escalada de tensões entre as duas maiores economias do mundo neste ano culminou com Pequim taxando as importações de soja dos Estados Unidos, o que levou a China, maior compradora mundial da commodity, a se voltar ainda mais à oferta brasileira.

    Os prêmios do produto nacional chegaram a disparar para 2 dólares por bushel, ao passo que a apreciação da moeda norte-americana ante o real tem compensado o enfraquecimento dos preços na Bolsa de Chicago (CBOT), que já caíram cerca de 7 por cento em 2018.

    Mas esse mesmo dólar, com alta de quase 20 por cento neste ano, tende a puxar os custos na temporada.

    'A desvalorização do real deverá elevar os custos de produção, em média, em 10 por cento para a próxima safra, com destaque para o forte aumento dos preços de fertilizantes e químicos', resumiu a consultoria Céleres, que prevê plantio de 36,2 milhões de hectares e rentabilidade operacional média de 1.191 reais por hectare em 2018/19.

    'Apesar de ser menor que a rentabilidade efetiva na safra 2017/18, as margens projetadas se mostram elevadas e deverão incentivar o aumento de área por parte do produtor', ponderou.

    Mesmo assim, há no radar do setor incertezas ainda capazes de jogar para baixo as perspectivas de plantio.

    Enquanto o cenário eleitoral deve provocar volatilidade no câmbio nas próximas semanas, indefinições quanto aos custos com fretes, tabelados após os protestos de caminhoneiros, têm prejudicado as vendas antecipadas da safra.

    'Nas últimas semanas, a comercialização da safra nova poderia ter andado um pouco mais, só que isso não aconteceu, em parte devido às incertezas em relação à situação do frete em 2019', destacou Steve Cachia, da Cerealpar.

    Mais recentemente, uma decisão judicial suspendendo o registro de glifosato levantou dúvidas quanto ao uso do herbicida, presente há décadas no Brasil, na safra 2018/19 de soja.

    'Entre fatores que podem levar a alterações no cenário-base que estamos considerando atualmente estão a questão do frete e a discussão sobre o uso do glifosato na próxima safra... Nesses dois casos, em caso de manutenção das medidas em vigor, há possibilidade de revisarmos os números levemente para baixo, principalmente no que se refere à projeção área', afirmou Ikeda, do Rabobank, que prevê semeadura de 36,7 milhões de toneladas.

    PRODUÇÃO

    Por enquanto a expectativa é de uma colheita levemente maior na comparação com 2017/18, atingindo também históricos 119,76 milhões de toneladas, aumento de 0,65 por cento.

    'Em termos de produtividades, nossos primeiros números naturalmente indicam rendimentos médios inferiores aos da última safra, que foi praticamente perfeita em todo o país. Nada impede a repetição destas grandes produtividades, mas para isso o clima deverá ser novamente muito favorável. Alertamos para a possibilidade crescente do fenômeno El Niño ser confirmado no verão sul-americano', disse o consultor, Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercado.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Bolsonaro está à frente em SP com 18,9% em cenário sem Lula, Alckmin tem 15%, diz CNT/MDA

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, tem 18,9 por cento das intenções de voto no Estado de São Paulo em cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 15,0 por cento, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Transporte.

    Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, os dois presidenciáveis estão em empate técnico.

    Nesse cenário, em que Fernando Haddad é o representante do PT na disputa, o terceiro lugar é de Marina Silva (Rede), com 8,4 por cento, seguida por Haddad, com 8,3 por cento, e Ciro Gomes (PDT), com 6,0 por cento das intenções de voto. Votos em branco, nulos e de indecisos somam 34,5 por cento, disse a CNT.

    Em cenário com a presença de Lula entre os candidatos, o ex-presidente soma 21,8 por cento das intenções de voto, com Bolsonaro a seguir, com 18,4 por cento, e Alckmin na sequência, com 14,0 por cento. Marina registra 6,7 por cento, e Ciro, 5,0 por cento, enquanto a soma de votos em branco, nulos e de indecisos é de 26,8 por cento.

    Segundo a assessoria de imprensa da CNT esta é a primeira pesquisa presidencial CNT/MDA no Estado de São Paulo.

    Lula está preso desde abril em Curitiba onde cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). Como foi condenado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), um órgão colegiado do Judiciário, sua candidatura deve ser barrada pela Lei da Ficha Limpa.

    A pesquisa foi realizada com base em 2.002 entrevistas em 75 municípios de todas as regiões do Estado de São Paulo entre os dias 2 e 5 de agosto, segundo a CNT.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    PESQUISA-Greve derruba projeções de crescimento; alta da inflação não deve durar

    Por Bruno Federowski

    BRASÍLIA (Reuters) - A greve dos caminhoneiros provavelmente subtraiu quase 1 ponto percentual do crescimento econômico do Brasil neste ano, mostrou pesquisa da Reuters divulgada nesta quinta-feira, mas elevou apenas temporariamente a inflação.

    O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer apenas 1,7 por cento em 2018, de acordo com a mediana de 42 estimativas compiladas pela Reuters entre 17 e 24 de julho, bem abaixo dos 2,5 por cento apurados no levantamento anterior.

    As projeções variaram entre 0,2 e 2,8 por cento, sugerindo possível cenário em que o PIB praticamente não cresce neste ano.

    Foi a única revisão importante na pesquisa, com todas as outras principais economias da América Latina caminhando para crescer a ritmo semelhante àquele apontado no levantamento de abril.

    O Brasil agora deve apresentar crescimento pior que o México pelo quinto ano seguido, contrariando expectativas anteriores de que poderia ultrapassá-lo enquanto se recupera da recessão mais profunda em décadas, vivida em 2015 e 2016.

    'Está claro agora que a greve teve um impacto profundo sobre a atividade, tanto diretamente quanto indiretamente, mas um efeito apenas temporário sobre a inflação', disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

    A declaração sugere que economistas estão finalmente chegando a um consenso sobre como exatamente os protestos, que duraram apenas de 21 de maio ao início de junho mas praticamente paralisaram importantes setores corporativos, afetaram a maior economia da América Latina.

    Caminhoneiros protestando contra a alta dos preços do diesel bloquearam importantes rodovias no fim de maio, levando fazendeiros a abater milhares de aves e descartar leite. Falta de acesso a insumos fez com que empresas reduzissem sua produção, afetando indicadores como vendas no varejo e produção industrial e a atividade de serviços.

    Mas o impacto sobre a atividade econômica perdurou mesmo após o fim da greve e provavelmente vai limitar o crescimento mesmo no ano que vem. A economia brasileira deve expandir 2,5 por cento em 2019, menos do que os 2,7 por cento previstos anteriormente.

    O apoio da opinião pública à greve, que levou o governo a adotar custosos subsídios mesmo enquanto tem dificuldades para reequilibrar as contas públicas, levantou dúvidas sobre se o vencedor das eleições presidenciais de outubro vai conseguir estancar o crescimento da dívida pública.

    Isso provavelmente levou companhias a adiar investimentos, com medo de que demore mais que o esperado para o Brasil recuperar o grau de investimento.

    VAI, MAS VOLTA

    A escassez de produtos devido à greve catapultou a inflação, que vinha oscilando abaixo do piso da meta por meses, mas economistas disseram que o salto não deve durar.

    'Os impactos (provavelmente) temporários dos choques recentes são mitigados em alguma medida pelo hiato muito negativo e pelas expectativas de inflação ancoradas,' escreveram economistas da Nomura em relatório.

    Segundo a pesquisa, a inflação deve terminar o ano a 3,8 por cento, apenas um pouco acima da projeção anterior de 3,5 por cento. A mediana das estimativas para 2019 caiu 0,1 ponto percentual, para 4,1 por cento, mantendo-se abaixo do centro da meta do ano que vem.

    Esses resultados também ilustram como está diminuindo a incerteza sobre os efeitos dos protestos.

    O Banco Central tem repetidamente afirmado que a greve tornou mais difícil separar efeitos de curto prazo e longo prazo e que indicadores para maio e junho desempenhariam um papel importante nessa diferenciação.

    Assim, a dispersão das projeções em pesquisas da Reuters sobre inflação disparou imediatamente após a greve, mas assentou desde então, sugerindo que economistas já incorporaram completamente esse choque em seus modelos.

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    Pagamento no débito aumenta no Brasil, mas liderança ainda é de dinheiro em espécie, aponta BC

    BRASÍLIA (Reuters) - O uso do cartão de débito no Brasil aumentou sua representatividade para 20 por cento do faturamento do comércio, sobre 14 por cento em 2013, mas os pagamentos em dinheiro seguiram na liderança disparada, apontou o Banco Central nesta quinta-feira.

    O uso do dinheiro em espécie, entretanto, caiu a 50 por cento, sobre 55 por cento cinco anos antes, de acordo com a pesquisa 'O brasileiro e sua relação com o dinheiro', feita em abril.

    O BC informou ainda que as vendas com cartão de crédito ficaram estáveis, respondendo por 25 por cento do total, ao passo que o uso de cheques passou a apenas 1 por cento, queda de 2 pontos percentuais.

    'Para compras de até 10 reais, 87,9 por cento preferem utilizar dinheiro. Esse índice diminui com pagamentos de maior valor. Para desembolsos de mais de 500 reais, a maior parte (42,6 por cento) prefere cartão de crédito', disse o BC.

    O BC tem adotado medidas para reduzir o custo do cartão de débito para o comércio, como a limitação a partir de 1º de outubro para a tarifa paga pelas empresas credenciadoras aos emissores do cartão.

    Ao mexer na chamada tarifa de intercâmbio, o BC buscou estimular a maior competição entre as credenciadoras --empresas como Cielo, Rede (unidade de processamento de cartão do Itaú Unibanco) e GetNet, do Santander Brasil. Na prática, haverá barateamento para as companhias e a expectativa do BC é que isso seja repassado aos lojistas e, na sequência, aos consumidores.

    O BC quer que o cartão de débito seja visto --e utilizado-- para pagamentos e o cartão de crédito como instrumento de financiamento, com os custos envolvidos em ambas as modalidades mais explícitos aos consumidores, reduzindo assim os subsídios cruzados.

    Em outra investida nessa frente, o governo também passou a permitir a diferenciação de preços entre compras feitas no débito e no crédito.

    (Por Marcela Ayres)

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