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    Secretário de Segurança do RJ descarta reforço da PF em investigações sobre assassinato de Marielle

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O secretário de Segurança do Estado, general Richard Nunes, descartou um apoio extra da Polícia Federal nas investigações em torno do assassinato da vereadora Marielle Franco, que completa nessa terça-feira cinco meses ainda sem solução.

    Ele argumentou que já há uma colaboração da PF nas investigações, que continuam sem prazo para serem finalizadas.

    Na véspera, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que conversou com o presidente Michel Temer antes de oferecer o auxílio extra da PF. As investigações estão a cargo da polícia civil do Rio de Janeiro, que está sob controle do gabinete da intervenção federal.

    “Essa ajuda da PF já está acontecendo e estamos juntos e desde sempre a Polícia Federal tem colaborado e participado conosco”, disse Nunes à Reuters após participar de um evento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ele lembrou que o trabalho de perícia sobre armas e munições usados na morte de Marielle contaram com ajuda da PF.

    Nunes disse em sua palestra sobre os preparativos para as eleições estaduais no Rio que confia nas investigações feitas pela polícia civil do Rio de Janeiro, numa possível alusão à oferta de Jungmann.

    Para a PF entrar mais a fundo nas investigações seria necessário um pedido formal da parte do Ministério Público do Rio de Janeiro e do gabinete de intervenção, mas as duas instituições já sinalizaram que não vão dar esse passo.

    O secretário de segurança admitiu a complexidade na solução do caso e disse que não há prazo para a elucidação.

    “Esse caso é de complexidade tal e tem tudo a ver com a atuação política dela e ao grupo que ela pertencia... não tem data, não tem prazo”, disse ele. “Aquelas pessoas que querem, efetivamente querem, que esse crime seja elucidado apoiem o nosso trabalho e acreditem no trabalho da polícia civil do Rio de Janeiro, que tem feito um trabalho extraordinário e exaustivo”, disse. Segundo Nunes já foram produzidos nove volumes sobre o caso Marielle.

    As investigações, de acordo com autoridades locais e federais, apontam para o envolvimento de agentes de Estado e políticos na morte da vereadora.

    “A dificuldade é inerente à complexidade do caso e não fazemos promessa de prazo ou data. O que prometemos é trabalho“, destacou Nunes

    A família de Marielle tentou um encontro com Nunes e com o interventor na área de segurança Walter Braga Netto, mas não foi possível por motivo de agenda

    A Anistia Internacional divulgou nessa terça uma nota pedindo uma investigação externa e independente sobe o caso.

    ”É grave que se inicie um processo eleitoral sem que se descubra quem são os responsáveis pelo assassinato de uma vereadora em pleno exercício de seu mandato e quais foram as motivações. O início do período de campanha eleitoral levanta a preocupação de que o caso seja negligenciado', disse Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Jungmann diz que PF já tem equipe pronta para atuar nas investigações do assassinato de Marielle

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta segunda-feira que a Polícia Federal já tem uma equipe pronta e definida para atuar na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, que na terça-feira completa cinco meses, e, que a elucidação do caso é uma questão de honra para o governo do presidente Michel Temer.

    O ministro frisou que essa equipe para auxiliar nas investigações seria composta por delegados e agentes do Rio de Janeiro e de fora do Estado. Mas, para que a PF entre na apuração, é preciso uma solicitação oficial ao governo federal da parte do gabinete da intervenção federal na área de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

    “Não estamos desqualificando a equipe que aqui está trabalhando e estamos prontos para fazer e, inclusive, já sabemos quais delegados que seriam necessários mobilizar”, disse ele a jornalistas em entrevista na sede do BNDES.

    Jungmann indicou um certo incômodo com a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e do motorista dela Anderson Gomes, embora reconheça a dificuldade e a complexidade das investigações. Segundo ele, a participação de políticos locais e agentes de Estado tornam a apuração do crime muito mais delicada.

    Ele frisou que a PF brasileira é muito capacitada e detém o aparato e instrumentos necessários para ajudar no esclarecimento da morte de Marielle.

    “A Polícia Federal é uma das melhores investigativas no mundo por ter recursos tecnológicos, humanos, orçamentários para sustentar qualquer investigação que se faça necessária”, disse.

    O ministro disse que já levou a possibilidade de federalização da investigação ao presidente Temer que aguarda uma posição da intervenção federal ou do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que se manifestou anteriomente contrário à federalização do caso.

    No caso do MP, o pedido teria que ser encaminhado à procuradora-geral da República, Rachel Dodge, segundo Jungmann.

    “Eu consultei o presidente da República e ele concordou que, sem sombra de dúvida, deveriam fazê-lo até por que ele considera o esclarecimento do caso Marielle uma questão de honra de seu governo”, disse o ministro.

    Jungmann afirmou textualmente que o crime envolve a participação de políticos e agentes públicos do Estado, sejam como mandantes ou executores. Desde o início, as investigações já apontaram para uma série de possibilidades sobre as motivações do crime.

    Segundo o ministro, no momento é impossível se estabelecer um prazo para a conclusão das investigações.

    Procurado para comentar o assunto, o gabinete de intervenção federal no Estado informou que já existe uma integração entre forças locais e federais no caso.

    “As investigações já estão sendo conduzidas sob orientação federal, por intermédio da intervenção decretada na área da segurança pública do Rio de Janeiro. A integração dos órgãos de segurança pública do Estado com a PF já está consolidada, particularmente na área de inteligência”, disse o gabinete em nota.

    No entanto, uma fonte próxima às investigações revelou à Reuters que não há essa proximidade e que o apoio da PF é “eventual“ e “esporádico”.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    PF prende 12 suspeitos de integrar quadrilha de tráfico internacional de drogas que operava com bitcoins

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira ao menos 12 pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha internacional de tráfico de drogas acusada de lucrar milhões de dólares com envios de cocaína do Brasil para o exterior e de utilizar moedas virtuais para lavar os recursos, informou a PF.

    Como parte da chamada operação Antigoon, deflagrada em parceria com a Receita Federal, aproximadamente 100 policiais federais foram às ruas para cumprir um total de 15 mandados de prisão, dos quais três não tinham sido cumpridos até o início da tarde, e 21 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

    Ao longo de quase um ano de investigação foram apreendidas cerca de 4 toneladas de cocaína nos portos do Rio de Janeiro, Vitória, Santos, Salvador e Suape (PE). As remessas de droga eram feitas para Europa, Ásia e África.

    A droga despachada para o exterior vinha principalmente do Peru, Colômbia e Bolívia, e o Brasil, de acordo com investigadores, era um corredor para o envio para outros continentes.

    Eles movimentavam milhões e milhões de dólares. Foi muito dinheiro, e a quadrilha usava bitcoins e moedas cibernéticas para despistar e fugir dos órgão de controle , afirmou o delegado da PF Carlos Eduardo Thomé em entrevista coletiva sobre a operação.

    A quadrilha recebia parte do pagamento em moedas virtuais para dificultar o rastreamento, e para a movimentação volumosa e atípica de dinheiro não ser detectada , acrescentou.

    A PF não detalhou a quantia de dinheiro que teria sido movimentada pela quadrilha.

    Entre os presos estão empresários que atuam no segmento de comércio exterior, despachantes, funcionários de terminais portuários e até caminhoneiros, de acordo com a PF.

    Ao longo de 15 meses, a Polícia Federal e a Receita Federal realizaram ações controladas com autorização da Justiça para monitorar o caminho da droga e os envolvidos.

    A origem da droga e se essa quadrilha tem ligação com cartéis que atuam na América do Sul farão parte de outras investigações”, disse a jornalistas o delegado da PF Osvaldo Scalezi.

    A PF informou também que foram realizadas apreensões nos portos de Antuérpia, na Bélgica; Gioia Tauro, na Itália e Valência, na Espanha, utilizando-se dos institutos de cooperação policial.

    Segundo os investigadores, a quadrilha montou empresas de fachada para enviar a droga para Europa, Ásia e África, ou violava contêineres de empresas lícitas que não tinham ligação com o bando para conseguir embarcar a cocaína.

    O nome da operação, Antigoon, faz referência a uma lenda sobre a origem do nome da cidade de Antuérpia, na Bélgica, principal destino da droga na Europa, de acordo com a PF.

    (Por Rodrigo Viga Gaier e Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro)

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    STF afasta ministro do Trabalho por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes

    BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento em um esquema de concessões irregulares de registros sindicais pelo ministério, no âmbito de uma operação que também investiga deputados e que cumpriu buscas no gabinete de mais um parlamentar nesta manhã.

    No início da noite, Yomura pediu demissão do cargo, informou o Palácio do Planalto em nota. De acordo com a Casa Civil, o ministro titular da pasta, Eliseu Padilha, assumirá interinamente o Ministério do Trabalho, acumulando as funções.

    A terceira fase da operação Registro Espúrio, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal nesta quinta-feira, também prendeu três pessoas e cumpriu mandados de busca e apreensão na Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, no Ministério do Trabalho e na Câmara dos Deputados.

    Segundo a Procuradoria-Geral da República, os investigados utilizam rotineiramente os cargos para viabilizar a atuação da organização criminosa e para solicitar tratamento privilegiado a processos de registros sindicais . A PGR não deu detalhes sobre as decisões judiciais porque as medidas cautelares são sigilosas.

    De acordo com as investigações, uma organização composta por políticos, partidos, centrais sindicais e servidores é suspeita de atuar na concessão irregular de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho por meio do pagamento de propina.

    Apenas pela liberação irregular de um único registro sindical houve pagamentos que envolviam valores que chegaram a 4 milhões de reais, de acordo com os investigadores.

    A defesa de Yomura informou que vai tomar todas as medidas jurídicas cabíveis para que a decisão do ministro do Supremo Edson Fachin de suspendê-lo de suas funções no comando do Ministério do Trabalho seja enviada ao colegiado do STF para avaliação.

    Yomura nega, segundo seus advogados, qualquer imputação de crime ou irregularidade, mesmo não sabendo de que atos está sendo acusado .

    De acordo com a PF e o MPF, as investigações e o material coletado nas primeiras fases da operação Registro Espúrio indicaram a participação de novos envolvidos no esquema de corrupção no ministério, e apontam que importantes cargos da estrutura da pasta foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso.

    O deputado Marquezelli, cujo gabinete na Câmara foi alvo de buscas realizadas pela PF, afirmou a repórteres nesta manhã que não tem nada a temer , e que foi informado por policiais que todos os deputados de seu partido serão investigados uma vez que a legenda administra o Ministério do Trabalho.

    A operação Registro Espúrio foi lançada inicialmente no final de maio, quando a PF fez buscas nos gabinetes dos deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB), além das sedes dos partidos PTB e Solidariedade e em centrais sindicais.

    Na segunda etapa, lançada semanas depois, o principal alvo foi a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), que chegou a ser indicada no início do ano pelo presidente Michel Temer para ser ministra do Trabalho, mas não tomou posse porque a Justiça barrou seu nome sob alegação de que ela não tinha condições de assumir o cargo por ter sido condenada em processo trabalhista.

    O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse em nota nesta quinta-feira que a Executiva Nacional do partido colocou o comando do Ministério do Trabalho à disposição do governo, e reiterou que o partido apoia as investigações.

    Como já foi dito, se houve irregularidade na Pasta caberá aos responsáveis responder à Justiça por seus atos , afirmou. Não concordamos, todavia, com inferências divulgadas antes que as investigações estejam concluídas.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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    PF investiga cartel e fraude em licitações na área de saúde no RJ

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal foi às ruas na manhã desta quarta-feira para cumprir 22 mandados de prisão como parte de uma investigação sobre formação de cartel e fraude em licitações para o fornecimento de equipamentos médicos e materiais hospitalares para a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Nacional de Traumatologia (Into), informou a PF.

    A chamada operação Ressonância investiga no total 37 empresas que participariam de um cartel formado para direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento ao Into, que fica localizado na região portuária do Rio, de acordo com as autoridades.

    Segundo o portal de notícias G1, executivos da empresa holandesa Philips estão entre os investigados, e o edifício da companhia em São Paulo foi alvo de cumprimento de mandados de busca e apreensão. A Philips não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

    A Polícia Federal, que não identificou as empresas investigadas, disse em comunicado que uma grande empresa do ramo de fornecimento de materiais e equipamentos médicos atuava de forma irregular para manter sob influência a diretoria do Into.

    O objetivo dessa atuação seria direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento do Instituto. Outras empresas interessadas em participar das licitações precisavam passar a integrar o cartel coordenado por essa grande empresa do ramo para ampliar as chances de sucesso , disse a PF.

    Além dos 22 mandados de prisão, também foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e também foi determinada a intimação de um ex-secretário de Saúde do Rio, de acordo com a Polícia Federal.

    (Por Pedro Fonseca)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia PF pede ao STF nova prorrogação do inquérito dos portos que investiga Temer

    PF pede ao STF nova prorrogação do inquérito dos portos que investiga Temer

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por mais 60 dias do inquérito dos portos, que investiga se o presidente Michel Temer cometeu crimes na edição de um decreto ano passado que mudou regras portuárias.

    A Procuradoria-Geral da República também deve opinar sobre o pedido da PF. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso, relator desse inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir se o aceita.

    No dia 7 de maio, Barroso já havia prorrogado essa investigação também por dois meses e, no despacho, apoiou a concessão do novo prazo para a ultimação das diligências a serem realizadas no caso, na linha de parecer apresentado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

    Na ocasião, havia, por exemplo, depoimentos a serem colhidos e a análise de dados de quebras de sigilo bancário e fiscal de Temer e outros investigados no inquérito.

    Recentemente, Barroso havia autorizado incluir a delação do empresário Lúcio Funaro no inquérito dos portos. Essa medida permite o compartilhamento dessas informações com a investigação realizada e a procuradora-geral da República poderá até mesmo usá-la em uma eventual denúncia do caso.

    Em sua delação premiada, homologada pelo STF ainda no ano passado, Funaro havia dito que Temer tem negócios com a empresa Rodrimar e influiu diretamente na aprovação de uma medida provisória de 2013 --ainda no governo Dilma Rousseff, de quem era vice-- que mudou regras para o setor portuário.

    Desde setembro do ano passado, Temer é alvo desse inquérito no STF sob suspeita de ter recebido propina, por meio do então assessor especial, Rodrigo Rocha Loures, para editar um decreto que teria beneficiado a Rodrimar em alterações legais para o setor.

    O presidente, a empresa, os executivos dela e Rocha Loures sempre negaram ter cometido qualquer irregularidade.

    Temer ainda é alvo de outro inquérito no Supremo, que apura se houve um acerto envolvendo propina em um repasse milionário da Odebrecht para ajudar em campanhas do MDB na eleição de 2014.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia PF prende ex-secretário do governo Alckmin em investigação de desvios em obras de Rodoanel

    PF prende ex-secretário do governo Alckmin em investigação de desvios em obras de Rodoanel

    Por Lais Martins

    SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o executivo Laurence Casagrande Lourenço, que presidia a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e ex-secretário estadual de Transportes na gestão do ex-governador e atual pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), em investigação sobre superfaturamento de até 600 milhões de reais em obras do Rodoanel Viário Mário Covas.

    Lourenço também foi presidente da estatal paulista responsável pelas rodovias do Estado, a Dersa, que está no centro do escândalo de desvios de recursos envolvendo as obras milionárias do rodoanel metropolitano, que tiveram início em 2013 e ainda estão em andamento.

    Na tarde desta quinta, a Cesp anunciou em comunicado que Lourenço renunciou à presidência da companhia.

    O mandado de prisão temporária contra Lourenço foi um dos 15 expedidos pela Justiça Federal no âmbito da chamada operação Pedra no Caminho, que cumpriu ainda 51 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Ribeirão Preto, Bofete, Arujá e Carapicuíba, além de Marataízes, no Espírito Santo.

    Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, também foram alvos da operação ex-diretores da Dersa, executivos das construtoras OAS e Mendes Junior e de empresas envolvidas na obra e gestores dos contratos com suspeitas de irregularidades.

    Foi descartada, no entanto, a participação de agentes políticos no esquema. Não existe nenhuma circunstância que diga que há envolvimento de políticos nos fatos , disse a procuradora da República Anamara Osório Silva em entrevista coletiva na Superintendência da PF em São Paulo.

    Não foi possível localizar representantes de Lourenço. Procurada, a Cesp disse que não vai se pronunciar porque os fatos investigados na operação não aconteceram no âmbito da empresa, nem no período em que o senhor Laurence Casagrande Lourenço preside a companhia .

    Em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Alckmin se disse surpreso com a prisão de Lourenço, ao mesmo tempo que manifestou apoio às investigações e garantiu que o caso não terá impactos sobre sua postulação ao Palácio do Planalto na eleição de outubro.

    Primeiro, todo apoio à investigação, total , disse o tucano a jornalistas. O importante é que imediatamente se apure a investigação e, se tem qualquer tipo de desvio, punição exemplar. E se não tem, se esclareça rapidamente , afirmou.

    Em nota, a assessoria de imprensa de Alckmin acrescentou que a Dersa prestou esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-governador de São Paulo reforça que todas as informações solicitadas foram prestadas pela Dersa ao TCU, que ainda não julgou o caso , afirma a nota.

    De acordo com os investigadores da PF e do MPF, uma apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um impacto financeiro consistente em acréscimos indevidos nos contratos que somam mais de 600 milhões de reais nas obras do Rodoanel.

    Para maquiar o sobrepreço adotou-se a prática de 'jogo de planilhas', expediente comum em fraudes a licitações com muitos itens contratados de forma global, em que o licitante oferece preço acima do mercado para alguns itens e abaixo da referência para outros, de modo a colocar-se artificialmente como menor preço global. Esse expediente é comum em fraudes às licitações , disse o MPF.

    A investigação, segundo o delegado da PF Victor Hugo Alves, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), agora caminha para identificar a veracidade dos serviços e, se constatado que foram serviços fraudados, rastrear os beneficiários do dinheiro desviado.

    O inquérito policial foi aberto em 2016, após um ex-funcionário de uma empresa que atuou nas obras apresentar à PF informações sobre possíveis manipulações em termos aditivos da obra para aumentar o valor pago a empreiteiras que já haviam vencido a licitação para realizar as obras.

    De acordo com os procuradores, a investigação feita até o momento já é suficiente para indicar que havia uma atuação sistemática dentro da Dersa com fins criminosos.

    Em abril, o ex-diretor da Dersa em governos do PSDB Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso a pedido da força-tarefa da operação Lava Jato, acusado de ter desviado milhões de reais. Paulo Preto foi solto no fim de maio por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

    Procuradas pela Reuters, OAS e Mendes Junior não estavam disponíveis de imediato para comentar a operação da PF e do MPF.

    Em nota, a Artesp, agência reguladora de transportes em São Paulo, afirmou que a investigação revelada nesta quinta-feira não intefere na concessão do Rodoanel Norte, feito em janeiro, e vencido pela Ecorodovias, com lance que embutiu ágio de 91 por cento sobre o valor da outorga mínima.

    Quando ocorrer a entrega do trecho, o novo concessionário passará a operar , afirmou a Artesp.

    Procurada, a Ecorodovias afirmou que o contrato de concessão passará a valer apenas com a entrega da conclusão da obra pelo governo estadual e que há possibilidade de pedido de reequilíbrio caso houver atrasos na entrega da obra. Segundo o governo estadual, abertura do trecho norte é prevista para julho.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Aluísio Alves)

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    Nova fase da Lava Jato amplia investigação de fraudes em contratos de braço petroquímico da Petrobras

    (Reuters) - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 52ª fase da operação Lava Jato, com dois mandados de prisão e nove de busca e apreensão, em investigação sobre suspeita de fraudes em contratos da Petroquisa, antiga subsidiária da Petrobras, com a Odebrecht, informou a PF.

    De acordo com a PF, o esquema criminoso revelado pela Lava Jato de fraudes em contratos da Petrobras com empreiteiras por meio do pagamento de propina se repetiu também em subsidiárias da petroleira estatal, como no caso da Petroquisa.

    As informações e provas reunidas até o momento demonstram que o Grupo Odebrecht foi favorecido na obtenção de contratos, em troca de repasses de recursos a funcionários da empresa, quer seja através da entrega de valores em espécie, quer seja através de remessas para contas bancárias estabelecidas no exterior , disse a PF em nota.

    As contratações eram direcionadas com o estabelecimento de parâmetros que só poderiam ser atendidos por empresas do Grupo Odebrecht , acrescentou a PF, que cumpriu mandados em Rio de Janeiro, Recife e Timbaúba (PE).

    As medidas são relacionadas com a investigação de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem o ex-diretor da Petroquisa Djalma Rodrigues de Souza e familiares, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal.

    Segundo o MPF, o ex-gerente interferiu de maneira imprópria enquanto estava na Petroquisa em favor de empresas administradas por seus familiares a fim de que fossem beneficiadas em contratos públicos. Não foi possível localizar representantes de Djalma Rodrigues de Souza.

    A Petroquisa foi a primeira subsidiária constituída pela Petrobras, em 1967, para articular os setores estatal e privado na implementação da indústria petroquímica brasileira, mas acabou sendo incorporada pela estatal em 2012, de acordo com informações da Petrobras.

    Em outubro do ano passado a PF já havia cumprido mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão no Rio e em Recife no âmbito da investigação de contratos fechados pela Odebrecht com a Petroquisa.

    Segundo os investigadores, funcionários de alto escalão da estatal receberam pagamentos entre 2008 e 2014, pelo menos, totalizando o equivalente a mais de 32,5 milhões de reais somente no exterior.

    A Odebrecht assinou em dezembro de 2016 um acordo de leniência com a força-tarefa da Lava Jato, em que admitiu participação em práticas empresariais impróprias e aceitou pagar multa bilionária, e dezenas de executivos e ex-executivos da empreiteira revelaram casos de corrupção envolvendo obras públicas em vários Estados brasileiros e até mesmo em outros países da América Latina.

    A empresa afirmou, em nota nesta quinta-feira, que a nova fase da Lava Jato teve origem em informações fornecidas na colaboração firmada por ela e seus ex-executivos, e acrescentou que implantou um sistema para prevenir, detectar e punir desvios ou crimes. E adotou modelo de gestão que valoriza não só a produtividade e a eficiência, mas também a ética, a integridade e a transparência”.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    PF prende ex-secretário do governo Alckmin em investigação de desvios em obras de Rodoanel

    Por Lais Martins

    SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o executivo Laurence Casagrande Lourenço, que presidia a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e ex-secretário estadual de Transportes na gestão do ex-governador e atual pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB), em investigação sobre superfaturamento de até 600 milhões de reais em obras do Rodoanel Viário Mário Covas.

    Lourenço também foi presidente da estatal paulista responsável pelas rodovias do Estado, a Dersa, que está no centro do escândalo de desvios de recursos envolvendo as obras milionárias do rodoanel metropolitano, que tiveram início em 2013 e ainda estão em andamento.

    Na tarde desta quinta, a Cesp anunciou em comunicado que Lourenço renunciou à presidência da companhia.

    O mandado de prisão temporária contra Lourenço foi um dos 15 expedidos pela Justiça Federal no âmbito da chamada operação Pedra no Caminho, que cumpriu ainda 51 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Ribeirão Preto, Bofete, Arujá e Carapicuíba, além de Marataízes, no Espírito Santo.

    Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, também foram alvos da operação ex-diretores da Dersa, executivos das construtoras OAS e Mendes Junior e de empresas envolvidas na obra e gestores dos contratos com suspeitas de irregularidades.

    Foi descartada, no entanto, a participação de agentes políticos no esquema. Não existe nenhuma circunstância que diga que há envolvimento de políticos nos fatos , disse a procuradora da República Anamara Osório Silva em entrevista coletiva na Superintendência da PF em São Paulo.

    Não foi possível localizar representantes de Lourenço. Procurada, a Cesp disse que não vai se pronunciar porque os fatos investigados na operação não aconteceram no âmbito da empresa, nem no período em que o senhor Laurence Casagrande Lourenço preside a companhia .

    Em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Alckmin se disse surpreso com a prisão de Lourenço, ao mesmo tempo que manifestou apoio às investigações e garantiu que o caso não terá impactos sobre sua postulação ao Palácio do Planalto na eleição de outubro.

    Primeiro, todo apoio à investigação, total , disse o tucano a jornalistas. O importante é que imediatamente se apure a investigação e, se tem qualquer tipo de desvio, punição exemplar. E se não tem, se esclareça rapidamente , afirmou.

    Em nota, a assessoria de imprensa de Alckmin acrescentou que a Dersa prestou esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-governador de São Paulo reforça que todas as informações solicitadas foram prestadas pela Dersa ao TCU, que ainda não julgou o caso , afirma a nota.

    De acordo com os investigadores da PF e do MPF, uma apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou um impacto financeiro consistente em acréscimos indevidos nos contratos que somam mais de 600 milhões de reais nas obras do Rodoanel.

    Para maquiar o sobrepreço adotou-se a prática de 'jogo de planilhas', expediente comum em fraudes a licitações com muitos itens contratados de forma global, em que o licitante oferece preço acima do mercado para alguns itens e abaixo da referência para outros, de modo a colocar-se artificialmente como menor preço global. Esse expediente é comum em fraudes às licitações , disse o MPF.

    A investigação, segundo o delegado da PF Victor Hugo Alves, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), agora caminha para identificar a veracidade dos serviços e, se constatado que foram serviços fraudados, rastrear os beneficiários do dinheiro desviado.

    O inquérito policial foi aberto em 2016, após um ex-funcionário de uma empresa que atuou nas obras apresentar à PF informações sobre possíveis manipulações em termos aditivos da obra para aumentar o valor pago a empreiteiras que já haviam vencido a licitação para realizar as obras.

    De acordo com os procuradores, a investigação feita até o momento já é suficiente para indicar que havia uma atuação sistemática dentro da Dersa com fins criminosos.

    Em abril, o ex-diretor da Dersa em governos do PSDB Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso a pedido da força-tarefa da operação Lava Jato, acusado de ter desviado milhões de reais. Paulo Preto foi solto no fim de maio por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

    Procuradas pela Reuters, OAS e Mendes Junior não estavam disponíveis de imediato para comentar a operação da PF e do MPF.

    Em nota, a Artesp, agência reguladora de transportes em São Paulo, afirmou que a investigação revelada nesta quinta-feira não intefere na concessão do Rodoanel Norte, feito em janeiro, e vencido pela Ecorodovias, com lance que embutiu ágio de 91 por cento sobre o valor da outorga mínima.

    Quando ocorrer a entrega do trecho, o novo concessionário passará a operar , afirmou a Artesp.

    Procurada, a Ecorodovias afirmou que o contrato de concessão passará a valer apenas com a entrega da conclusão da obra pelo governo estadual e que há possibilidade de pedido de reequilíbrio caso houver atrasos na entrega da obra. Segundo o governo estadual, abertura do trecho norte é prevista para julho.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Aluísio Alves)

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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