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    Premiê britânica escapa por pouco de derrota em votação parlamentar sobre leis comerciais

    Por William James e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, escapou por pouco de uma derrota no Parlamento pelas mãos de parlamentares pró-União Europeia de seu próprio partido nesta terça-feira, contendo uma rebelião que ameaçou agravar uma crise causada por sua estratégia para o Brexit, a desfiliação britânica da UE.

    Por 307 votos a 301, o Parlamento rejeitou uma emenda em uma legislação comercial que teria obrigado o governo a tentar negociar uma união alfandegária com a UE se não tiver conseguido obter um acordo com o bloco que ofereça livre-comércio para bens sem atritos até 21 de janeiro de 2019.

    A vitória apertada é a terceira de May nesta semana, o que sublinha a dificuldade que ela enfrenta para aprovar leis ligadas a uma das decisões mais polarizadoras e importantes da história britânica moderna somente com um governo de minoria e um partido dividido internamente.

    Ao vencer a votação desta terça-feira a premiê evitou o risco de ter que voltar atrás em sua promessa de que o país não será parte de nenhuma união alfandegária depois de deixar a UE --algo que teria enfurecido a ala pró-Brexit de sua sigla.

    Mas o governo sofreu uma derrota inesperada em uma outra emenda, o que significa que agora terá que conseguir um acordo que permita ao Reino Unido continuar a participar do marco regulatório europeu de remédios.

    O projeto de lei do comércio tem como foco converter acordos comerciais entre a UE e outros países em pactos bilaterais com o Reino Unido. Trata-se de um projeto de lei técnico, cujo objetivo inicial não era definir uma nova política comercial.

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    May enfrenta batalha no Parlamento sobre comércio pós-Brexit após concessão

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentará uma batalha no Parlamento nesta terça-feira sobre o comércio pós-Brexit, uma vez que parlamentares pró-União Europeia esperam influenciar os planos do governo para a desfiliação da União Europeia, um dia depois de a premiê ter cedido a exigências de defensores da separação.

    A vulnerabilidade de May no Parlamento, onde ela perdeu a maioria que seu Partido Conservador possuía em uma eleição mal calculada no ano passado, foi exposta na segunda-feira, quando sua decisão de aceitar as demandas de parlamentares pró-Brexit provocou uma rebelião entre aqueles que querem os laços mais estreitos possíveis com a UE após a separação.

    Em duas das votações de segunda-feira sua maioria foi reduzida a três votos, um sinal de que a líder terá dificuldade para aprovar a legislação do Brexit em um Parlamento profundamente dividido, o que pode ameaçar a aprovação de qualquer acordo sobre a desfiliação.

    May prometeu se ater a seu plano de negociar a relação comercial mais estreita possível com a UE, dizendo que sua estratégia é a única que pode atender os objetivos do governo para o Brexit, a maior mudança na política externa britânica em décadas.

    Mas o plano agradou muito poucos, aprofundando as divisões existentes em seu partido que vêm impedindo um avanço nas conversas com a UE e desencadeando uma guerra de palavras entre as facções favoráveis ao Brexit e pró-UE.

    'Não podemos agradar a todos. Temos que ter uma posição de concessão que permita ao país obter um acordo com a União Europeia', disse o ministro do Comércio, Liam Fox, à rádio BBC. 'Agora cabe aos 27 da UE determinarem que tipo de relacionamento eles têm conosco'.

    A votação desta terça-feira tratará do projeto de lei para o comércio, cujo foco é converter acordos comerciais entre a UE e terceiros países em pactos bilaterais com o Reino Unido. Trata-se de um projeto de lei técnico, cujo objetivo inicial não era definir uma nova política comercial.

    Parlamentares pró-UE pediram uma mudança no palavreado do projeto de lei para tentar forçar o governo a buscar uma união alfandegária com o bloco caso os ministros não acertem um acordo que estabeleça 'uma área de livre-comércio para bens sem atritos'.

    O Parlamento também votará uma tentativa de Londres de adiantar seu recesso de verão para a quinta-feira da semana que vem, o que o governo diz ser lógico porque há muito poucas matérias legislativas em pauta nos dias restantes. Críticos dizem ser uma manobra de um governo em pânico com as diversas rebeliões na sigla governista.

    (Por Elizabeth Piper)

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    Grupo que fez campanha pelo Brexit enfrenta investigação policial sobre excesso de gastos

    Por Guy Faulconbridge

    LONDRES (Reuters) - O grupo britânico oficial da campanha para o Brexit, Vote Leave, foi multado em 61 mil libras, nesta terça-feira, por violar regras de gastos no referendo de 2016 sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, e o caso foi encaminhado à polícia pela Comissão Eleitoral.

    A medida da comissão, que disse que violações sérias da lei foram cometidas pelo Vote Leave, se somou a pedidos de oponentes do Brexit para que o referendo seja realizado novamente, embora a primeira-ministra britânica, Theresa May, tenha descartado repetidamente a possibilidade de outra votação.

    Nesta terça-feira, um porta-voz da premiê afirmou que o referendo foi um exercício democrático legítimo.

    'Estamos muito certos de que esse foi um exercício democrático legítimo, no qual o público apresentou sua opinião e é isso que nós vamos cumprir', disse o porta-voz.

    Dois anos depois de escolher deixar o bloco por 52 por cento contra 48, o Reino Unido, seus líderes políticos e empresariais permanecem profundamente divididos sobre os planos do país para sair da União Europeia no dia 29 de março de 2019.

    A comissão disse que o grupo Vote Leave, liderado por importantes figuras como o ex-ministro de Relações Exteriores Boris Johnson e o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, usou um grupo aliado para pagar a companhia Aggregate IQ, que usou dados de redes sociais para atingir eleitores, excedendo o limite de gastos.

    'Encontramos evidências substanciais de que os dois grupos trabalhavam em um plano comum, não declararam seu trabalho conjunto e não aderiram ao limites legais de gastos', disse Bob Posner, diretor de finanças e regulação política da comissão.

    Defensores do Brexit dizem estar lutando contra uma tentativa do establishment britânico de impedir a saída da União Europeia e têm negado repetidamente acusações de opositores de que teriam trapaceado, mentido e até conspirado com a Rússia para ganhar o referendo.

    O Vote Leave disse que a Comissão Eleitoral fez acusações falsas, não interrogou ninguém do grupo e não seguiu o processo devido.

    'Tudo que isso sugere é que a comissão supostamente imparcial é motivada por uma agenda política ao invés de descobrir os fatos', disse porta-voz do grupo, acrescentando que a comissão 'baseou suas conclusões em acusações infundadas e em teorias da conspiração'.

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    Boneco de 'bebê Trump' é instalado diante do Parlamento britânico

    Por Paul Sandle

    LONDRES (Reuters) - Manifestantes de oposição a Donald Trump instalaram nesta sexta-feira um boneco inflável que retrata o presidente dos Estados Unidos como um bebê laranja de fraldas diante do Parlamento britânico.

    Trump, que chegou ao Reino Unido na quinta-feira para uma visita oficial, disse ao jornal Sun que os protestos que estão sendo planejados contra ele em Londres e outras cidades do país o deixaram constrangido, e que por isso está evitando a capital o máximo possível.

    Acho que, quando eles colocam os infláveis para me fazer sentir indesejável, não tenho motivo para ir a Londres , disse Trump ao jornal. Antes eu amava Londres como cidade. Não venho aqui há muito tempo. Mas quando fazem você se sentir indesejável, por que ficaria aqui?

    O Reino Unido vê seus laços estreitos com os EUA como um pilar de sua política externa, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, cortejou Trump antes da saída de sua nação da União Europeia.

    Mas alguns britânicos veem o norte-americano como grosseiro, volátil, indigno de confiança e contrário aos valores britânicos em uma série de questões. Mais de 64 mil pessoas se registraram para protestar contra a visita de Trump em Londres, e outras manifestações são esperadas em todo o país.

    Algumas pessoas se juntaram para ver o boneco inflável ser instalado na Praça do Parlamento, e os organizadores da façanha vestiram macacões e bonés vermelhos com os dizeres BABÁ DE TRUMP .

    O organizador Daniel Jones, agente de comunicações de 26 anos de uma instituição de caridade, disse que a ideia era fazer as pessoas rirem, além de ressaltar um assunto sério.

    Também se trata de incentivar aqueles na América que estão resistindo às políticas dele , disse.

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    May elogia “querido amigo” EUA e Trump questiona planos da premiê para o Brexit

    Por Jeff Mason e Michael Holden

    PALÁCIO DE BLENHEIM, Inglaterra (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, fez nesta quinta-feira uma sugestão para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um acordo comercial pós-Brexit com os EUA, na primeira viagem do líder norte-americano ao Reino Unido, somente horas após o presidente questionar os planos de May para a saída britânica da União Europeia.

    Invocando o espírito de Winston Churchill conforme discursava para Trump e líderes comerciais no local de nascimento do líder britânico durante a Segunda Guerra Mundial, May elogiou a amizade entre os dois aliados, ignorando as dúvidas apresentadas pelo presidente sobre o plano dela para o Brexit.

    Mas em trechos de uma entrevista ao jornal The Sun divulgada na noite de quinta-feira, Trump disse que um acordo comercial seria quase impossível se o Reino Unido permanecesse tão próximo da UE depois do Brexit, como May parecia estar planejando.

    Se eles fizerem um acordo como esse, estaremos negociando com a União Europeia em vez de negociar com o Reino Unido, por isso provavelmente mataria o acordo , disse Trump segundo o jornal Sun.

    A visita de Trump coincide com uma semana instável para May, depois que dois de seus principais ministros renunciaram em protesto contra seus planos de comércio com a União Europeia após a saída do Reino Unido do bloco no próximo mês de março.

    A proposta “pró-mercado” de May para o Brexit foi aceita por seu gabinete somente na última sexta-feira, após dois anos de divergências desde que os britânicos votaram para deixar o bloco em 2016, embora alguns defensores do Brexit tenham considerado a proposta uma traição.

    O povo votou para se separar, então imagino que é isso que eles vão fazer. Mas, talvez eles estejam tomando uma rota um pouco diferente, então não sei se é para isso que eles votaram”, disse Trump.

    Fora do Palácio de Blenheim, próximo a Oxford, alguns milhares de manifestantes se enfileiraram na estrada e vaiaram antes da chegada de Trump, um dos mais de 100 protestos que a polícia espera acontecer durante a viagem de quatro dias do presidente.

    Após desembarcar de helicóptero, Trump ficou ao lado de May em um tapete vermelho nos degraus do Palácio de Blenheim, enquanto uma banda militar de guardas britânicos, vestidos com os tradicionais chapéus e casacos vermelhos, se apresentou para os dois líderes e seus cônjuges.

    Dentro das paredes da grande mansão do século 18, May só teve palavras calorosas, chamando o Reino Unido e os EUA de “não somente os aliados mais próximos, mas os mais queridos dos amigos”.

    “Sr. presidente, Sir Winston Churchill uma vez disse que ‘ter os EUA ao nosso lado foi, para mim, a maior das alegrias’”, disse May a Trump em um jantar em sua homenagem, com a participação de ministros e cerca de 100 executivos de companhias incluindo o grupo Blackstone, Blackrock, Diageo e McLaren.

    “O espírito de amizade e cooperação entre nossos países, nossos líderes e nossos povos, a mais especial das relações, tem uma longa e orgulhosa história. Agora, para o benefício de todo novo povo, trabalharemos juntos para construir um futuro mais próspero”, disse ela.

    Em seu discurso no Palácio de Blenheim, May listou ligações comerciais existentes, citando que mais de um milhão de norte-americanos trabalham para companhias britânicas e que o Reino Unido é o maior investidor nos EUA.

    “Agora, conforme nos preparamos para deixar a União Europeia, nós temos uma oportunidade sem precedentes para fazermos mais”, disse.

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    Trump desembarca no Reino Unido após questionar plano de May para o Brexit

    Por Jeff Mason e Michael Holden

    LONDRES (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao Reino Unido nesta quinta-feira após expressar dúvidas sobre o plano da primeira-ministra britânica, Theresa May, para a saída da União Europeia, e com protestos planejados contra ele por todo o país.

    Após cúpula da Otan onde provocou uma reunião de crise para forçar aliados a aumentar seus gastos com defesa, Trump desembarcou no Reino Unido para sua primeira visita como presidente, tendo dito que o maior aliado dos Estados Unidos na Europa está em crise devido ao Brexit.

    May espera que Trump, que pousou no aeroporto de Stansted antes de pegar um helicóptero para a residência do embaixador dos Estados Unidos em Londres, ajudará a acelerar um futuro acordo de livre comércio, mas seus comentários públicos sobre o Brexit deixam em dúvida os efeitos de sua visita.

    Estou indo para uma área bem tensa agora, não é? Com muitas renúncias , disse Trump em coletiva de imprensa na cúpula da Otan em Bruxelas.

    A visita de Trump coincide com uma semana instável para May, depois que dois de seus principais ministros renunciaram em protesto contra seus planos de comércio com a União Europeia após a saída do Reino Unido do bloco no próximo mês de março.

    A proposta pró-mercado de May para o Brexit foi aceita por seu gabinete somente na última sexta-feira, após dois anos de divergências desde que os britânicos votaram para deixar o bloco em 2016, embora alguns defensores do Brexit tenham considerado a proposta uma traição.

    O povo votou para se separar, então imagino que é isso que eles vão fazer. Mas, talvez eles esteja tomando uma rota um pouco diferente, então não sei se é para isso que eles votaram , disse Trump.

    Questionada sobre os comentários de Trump em reunião com jornalistas, May disse que está cumprindo os desejos do povo britânico.

    Mais de 60 mil pessoas se inscreveram para protestar contra o presidente dos Estados Unidos em Londres na sexta-feira, quando manifestantes pretendem sobrevoar o Parlamento com um boneco inflável representando Trump como um bebê laranja.

    Nesta quinta-feira, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que os atos precisam ser pacíficos .

    Minha mensagem para aqueles que vêm aos protestos em Londres é que isso precisa ser pacífico , disse. Para aqueles que pretendem causar problemas ou quebrar a lei, eu simplesmente digo: você não é bem-vindo , acrescentou em comunicado.

    Trump, que tem elogiado repetidamente o Brexit, tem expressado entusiasmo para um amplo acordo comercial com o Reino Unido após sua saída da União Europeia.

    Defensores do Brexit dizem que um acordo comercial do tipo com a maior economia do mundo é uma das grandes vantagens de deixar o bloco.

    (Reportagem adicional de Elizabeth Piper e Alistair Smout)

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    May delineia visão de futuro pós-Brexit com ênfase em área de livre comércio

    Por Elizabeth Piper e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, publicou sua proposta para as relações com a União Europeia após o Brexit, nesta quinta-feira, colocando em seu centro um plano para uma área de livre comércio de bens que irritou muitos de seu partido.

    Na diretriz de governo longamente aguardada, seu governo disse que sua posição de negociação evoluiu , mas que está se atendo a seus princípio para o Brexit, a maior mudança nas políticas externa e comercial britânicas em décadas.

    O documento de 98 páginas, que provocou a renúncia de dois de seus principais ministros nesta semana, dá a entender que Londres espera manter laços estreitos com o bloco, participando de suas agências dedicadas a produtos químicos, aviação e remédios.

    Mesmo antes de sua publicação o texto não recebeu um endosso entusiasmado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse em Bruxelas que não está seguro de que a nova abordagem de May é o que o Reino Unido escolheu em um referendo de 2016.

    Houve uma grande alteração para o gigantesco setor de serviços financeiros britânico, já que o governo descartou os planos de laços estreitos nessa área que a City de Londres preferia em troca de um acordo que oferece flexibilidade, mas um acesso mais limitado aos mercados.

    Deixar a União Europeia envolve desafio e oportunidades. Precisamos nos colocar à altura do desafio e aproveitar as oportunidades , escreveu o ministro do Brexit, Dominic Raab, nomeado na segunda-feira, na introdução do documento.

    Esta é a abordagem certa --tanto para o Reino Unido quanto para a UE. O Documento Branco delineia em detalhes como funcionaria , acrescentou, usando o nome como o documento é chamado.

    Faltando menos de nove meses para deixar o bloco, May vem sendo pressionada por empresários, autoridades da UE e seus próprios parlamentares para esclarecer sua posição de negociação e desbloquear as conversações quase travadas do Brexit.

    Ela costurou um acordo em sua residência de campo de Chequers na sexta-feira passada, mas a iniciativa foi minada rapidamente quando dois de seus principais ministros e defensores do Brexit entregaram seus cargos em protesto contra seu plano de manter laços comerciais estreitos com a UE.

    Sua equipe espera que a publicação do documento branco, amenize os receios de muitos defensores da desfiliação após a saída de seu ex-ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, e de seu ex-negociador do Brexit, David Davis.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia May reafirma autoridade após demissões de ministros contrários a planos para Brexit

    May reafirma autoridade após demissões de ministros contrários a planos para Brexit

    Por Michael Holden e Elizabeth Piper

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, agiu nesta terça-feira para reafirmar sua autoridade e angariou apoios depois que dois membros de alto escalão de seu governo pediram demissão e atacaram os planos da premiê para a saída do Reino Unido da União Europeia.

    May disse que comandou uma reunião produtiva de seu governo após as renúncias do ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, e do principal negociador britânico para o Brexit, David Davis, que abalaram o governo na segunda-feira.

    Entre os que se reuniram em torno da primeira-ministra após as demissões está o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove --um proeminente defensor da saída britânica da União Europeia ao lado de Johnson no referendo de 2016-- que disse que não seguiria o exemplo do ex-chanceler.

    Com menos de nove meses antes de o Reino Unido deixar o bloco, May está se mantendo firme a seu plano para um Brexit amigável aos negócios .

    A premiê parece estar a caminho de enfrentar uma rebelião em seu Partido Conservador, no qual apoiadores do Brexit estão furiosos com seus planos de negociar uma área de livre comércio de bens com a UE após a separação.

    Um membro do partido descreveu a aceitação das regras da UE como a traição final .

    Acima de uma foto de seu gabinete, incluindo seu novo ministro de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, e o novo ministro para o Brexit, Dominic Raab, após uma minirreforma na segunda-feira, May escreveu em seu Twitter: Reunião produtiva do Gabinete nesta manhã -- olhando para uma semana agitada .

    O porta-voz da premiê disse que May recebeu os novos membros do seu gabinete e discutiu a publicação de um documento oficial sobre os futuros laços do Reino Unido com a UE, além de ter intensificado os preparativos para as negociações com Bruxelas.

    Alguns ministros presentes descreveram a reunião como muito boa .

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    Ministros eurocéticos renunciam e afetam planos de premiê britância para saída da UE

    Por Elizabeth Piper e William James e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, e o negociador do Brexit pelo lado do governo britânico, David Davis, renunciaram nesta segunda-feira em protesto contra os planos da primeira-ministra Theresa May de manter laços próximos com a União Europeia após o país deixar o bloco, gerando rebelião dentro do partido governista.

    Principal rosto do Brexit para muitos dentro e fora do Reino Unido, Johnson renunciou poucas horas após o pedido de demissão do ministro do Brexit Davis, encorajando alguns dentro do Partido Conservador a organizarem um plano para afastar May a menos de nove meses da saída oficial do Reino Unido da UE, em março do ano que vem.

    May nomeou Jeremy Hunt, que era ministro da Saúde há bastante tempo, como ministro das Relações Exteriores após a saída de Johnson.

    As duas demissões aparentam despedaçar a proclamação de May na sexta-feira de unidade de seu gabinete, quando ela disse acreditar que havia conseguido, após dois anos de esforços, assegurar um acordo sobre a maior mudança de política externa e comercial do Reino Unido em quase meio século.

    No entanto, May foi aplaudida e elogiada por muitos parlamentares conservadores em encontro particular nesta segunda-feira, após ter passado mais de duas horas no Parlamento respondendo questões muitas vezes hostis.

    Tanto eurocéticos quanto legalistas disseram que ela havia se mantido firme e aparenta ter conseguido manter o cargo, ao menos por ora.

    As renúncias não ajudam May a mostrar a unidade que desejava apresentar em Bruxelas na próxima fase de negociações sobre os futuros laços do Reino Unido com o bloco.

    Ao invés disso, as demissões fomentaram uma profunda descrença entre muitos eurocéticos dentro do partido de May, prejudicando sua posição e levantando dúvidas sobre o processo do Brexit.

    “O Brexit deveria ser sobre oportunidade e esperança”, disse Johnson em sua carta de renúncia. “O sonho está morrendo, sufocado por insegurança desnecessária”.

    Ele se queixou sobre como “decisões cruciais” haviam sido adiadas, levando ao que descreveu como um “semi-Brexit”, com o Reino Unido incapaz de desviar, ou se afastar, de regras e regulações estabelecidas em Bruxelas. “No que diz respeito a isso, nós estamos verdadeiramente seguindo para o status de colônia”.

    O agora ex-ministro do Brexit Davis havia anteriormente chamado o plano de May de perigoso, e disse que daria “muitas coisas, muito rápido” para negociadores da União Europeia. May o substituiu por outro defensor do Brexit, Dominic Raab, que disse estar pronto para “os desafios do Brexit”.

    (Reportagem adicional de Michael Holden, Alistair Smout e Kate Holton)

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