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    REPERCUSSÃO-Políticos e entidades analisam vitória de Jair Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República neste domingo, derrotando Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial com 55 por cento dos votos válidos.

    Confira, a seguir, as avaliações de políticos, cientistas políticos, além de posicionamentos de partidos e organizações:

    SENADOR EUNÍCIO OLIVEIRA (MDB-CE), PRESIDENTE DO SENADO:

    'A eleição é o ápice da democracia. Neste domingo, o povo brasileiro foi às urnas e escolheu Jair Bolsonaro para ser o próximo Presidente da República Federativa do Brasil...

    Como cidadão, acredito que o futuro gestor dos destinos políticos do país busque desde já uma reconciliação nacional, com base no respeito à Constituição, às diferenças e aos direitos fundamentais da população.'

    SENADORA GLEISI HOFFMANN, PRESIDENTE NACIONAL DO PT:

    'Nesta noite de 28 de outubro nossa primeira palavra para o povo brasileiro é: resistiremos. Resistiremos em defesa dos direitos, das liberdades da soberania! Um processo eleitoral construído em cima de impedimentos, mentiras, distorções, caixa dois vai nos impulsionar a lutar mais.'

    SENADORA KÁTIA ABREU (PDT), CANDIDATA A VICE-PRESIDENTE NA CHAPA DE CIRO GOMES:

    'PT deve soltar foguete, minha gente. Elegeram Bolsonaro. Bolsonaro candidato dos petistas. Você escolheram o candidato que chamam de fascista. Sabiam desde agosto que não ganhavam do capitão. 11 milhões de votos de frente. Não adianta xingar nem chorar. Tiveram o que mereceram. O Brasil sinalizou várias vezes que não queria o PT no governo. Insistiram por pura soberba. As pessoas só servem pra vcs quando os apoia. Se não, vcs destilam ódio. Vão dormir com esta.'

    SIMONE TEBET (MDB-MS), LÍDER DO MDB NO SENADO:

    'Parabenizo o novo Presidente, sr. Jair Bolsonaro. É preciso respeitar o resultado das urnas, porque o povo ali depositou a sua legítima vontade, sob o manto da Constituição e da Democracia. Agora, é tempo de construirmos, juntos, ações efetivas para pacificar as ruas. Respeitar e valorizar a nossa diversidade, porque ela sempre foi a nossa maior riqueza.'

    SENADOR HUMBERTO COSTA (PT-PE), LÍDER DA MINORIA NO SENADO:

    'Seremos a resistência contra todos os retrocessos de Jair Bolsonaro. Tivemos uma grande vitória política!!! O PT está de pé apesar de todo o ataque que sofreu nesses anos. Haddad foi um gigante e emerge como um dos maiores líderes da esquerda nesse momento!'

    GERALDO TADEU MONTEIRO, CIENTISTA POLÍTICO, COORDENADOR DO CEBRADI:

    'Para além da pacificação do país, onde deve prevalecer de agora em diante o discurso de um líder de nação e não de um candidato, o presidente Bolsonaro enfrenta o desafio de gerenciar uma coalizão de governo em um Congresso bastante modificado'

    'Os partidos grandes perderam espaço e partidos pequenos ou médios estão agora mais representados. Essa correlação de forças em um governo que prometeu acabar com o troca-troca entre Executivo e Legislativo é seu maior desafio.'

    ANTONIO MEGALE, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (Anfavea):

    'O mais importante nestas eleições foi o nítido fortalecimento da democracia e o respeito à opinião das urnas. Desejamos um governo voltado para as soluções urgentes do País. Que construa e execute uma agenda de desenvolvimento sustentável, fortaleça a indústria, faça o ajuste das contas públicas e a retomada do crescimento da economia. E, mais do que nunca, preocupe-se com a geração de empregos, a educação, a segurança e o bem estar da população.'

    CLAUDIO LAMACHIA, PRESIDENTE NACIONAL DA OAB:

    'A Ordem dos Advogados do Brasil parabeniza o presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, e deseja que o mandato seja bem-sucedido e em prol de todos os brasileiros. O respeito à vontade do eleitor, manifestada livremente nas urnas, é pressuposto do próprio Estado Democrático de Direito.'

    'Governo e oposição devem cumprir suas funções, dentro dos limites da lei e zelando pelo respeito às instituições e à Constituição. O debate eleitoral deve ser encerrado hoje e, daqui em diante, tomar lugar a discussão sobre o Brasil.'

    MDB:

    'Acabamos de sair da eleição presidencial mais dividida da história do País, com manifestações de ódio e intolerância. Passada a disputa, o MDB defende a responsabilidade e a discussão democrática dos rumos que devem conduzir o País. Os poderes da República precisam ser respeitados e trabalhar em harmonia e independência. O MDB estará vigilante em defesa da democracia.'

    NILO D'ÁVILA, DIRETOR DE CAMPANHAS DE CAMPANHAS DO GREENPEACE BRASIL:

    'O novo presidente da República precisa agir à altura da importância global do Brasil para a preservação do meio ambiente.'

    'Reduzir o combate ao desmatamento faz com que o Brasil perca competitividade econômica, o que pode inclusive afetar a geração de empregos. Mercados internacionais e consumidores querem garantias de que o nosso produto agrícola não esteja manchado com a destruição florestal.'

    OBSERVATÓRIO DO CLIMA:

    'O Observatório do Clima trabalhará para que o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, faça o oposto do que prometeu...O retrocesso civilizatório anunciado e reafirmado por Bolsonaro e vários de seus auxiliares não pode se tornar política de Estado.'

    'Na área ambiental, lutaremos para que as instâncias de governança sejam fortalecidas, em especial o Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos vinculados, bem como para que seja ampliada a política de áreas protegidas, que inclui a criação de unidades de conservação e a demarcação e homologação de terras indígenas.'

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Establishment da Rússia vê cúpula com Trump como vitória para Putin

    Por Christian Lowe

    MOSCOU (Reuters) - O establishment político e a mídia da Rússia consideraram as conversas entre Vladimir Putin e Donald Trump em Helsinque como uma vitória para o presidente russo por acabarem com a determinação ocidental de tratar seu país como um pária.

    'As tentativas do Ocidente para isolar a Rússia fracassaram', disse a manchete de uma reportagem do jornal estatal Rossiisskaya Gazeta sobre a cúpula de segunda-feira na Finlândia.

    O elogio da elite russa ao desempenho de Putin na cúpula contrastou acentuadamente com a reação em Washington, onde o próprio Partido Republicano, de Trump, o acusou de ser incapaz de fazer frente a Putin.

    Em Moscou se reconheceu que a cúpula não produziu qualquer avanço em temas como a Síria, a Ucrânia ou o controle de armas. Na véspera do encontro o Kremlin minimizou as expectativas de grandes progressos.

    Ao invés disso, o foco foi o simbolismo de o líder da maior superpotência mundial se reunir pessoalmente com Putin depois de quatro anos de um isolamento internacional provocado pela anexação russa da região ucraniana da Crimeia em 2014.

    'É curioso lembrar a insensatez de Obama e companhia a respeito de a Rússia ser uma 'potência regional' fraca', disse Alexey Pushkov, membro da câmara alta do Parlamento russo, referindo-se ao ex-presidente norte-americano Barack Obama.

    'A atenção de todo o mundo está concentrada em Helsinque hoje, e está claro para todos: o destino do mundo está sendo decidido entre a Rússia e os Estados Unidos, os líderes das duas maiores potências de nosso planeta estão reunidos', disse Pushkov no Twitter na segunda-feira.

    Indagado por repórteres em Helsinque como as conversas transcorreram, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, respondeu: 'Magníficas... melhores que super'.

    A oportunidade para Putin se apresentar como um igual do presidente dos EUA era um dos grandes objetivos do Kremlin nos preparativos para a cúpula, segundo pessoas próximas do establishment de política externa russo.

    Putin baseou grande parte de seu apelo doméstico – tanto entre as pessoas comuns quanto entre as elites – em uma narrativa a respeito da restauração do prestígio internacional que a Rússia perdeu quando a União Soviética desmoronou em 1991.

    A coletiva de imprensa pós-cúpula de Trump e Putin foi 'tudo que o Kremlin poderia ter esperado pensando de maneira realista', disse Mark Galeotti, acadêmico especializado em Rússia do Instituto de Relações Internacionais de Praga.

    (Reportagem adicional de Denis Pinchuk, em Helsinque)

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