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    Propostas econômicas devem seguir fora dos holofotes no 2º turno das eleições

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - As propostas econômicas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem atrair questionamentos a partir de agora na disputa presidencial, mas dificilmente, na visão de agentes do mercado, vão embalar as campanhas nesta rodada final.

    Bolsonaro, com 46 por cento dos votos, e Haddad, com 29 por cento, passaram para o segundo turno das eleições presidenciais em votação no domingo, depois de uma campanha em primeiro turno que relegou ao segundo plano o debate econômico.

    'Eu acho que o detalhamento está fora do radar', afirmou o economista-chefe do Fator, José Francisco de Lima. 'Bolsonaro não precisa disso pra avançar e para o Haddad seria muito custoso detalhar alguma coisa nessa linha (do ajuste fiscal)', afirmou ele, em referência à chance de o petista afastar um eleitorado cativo, de esquerda, se optar por fazer muitos acenos ao mercado.

    'No curto prazo, a situação também é boa para o Bolsonaro. Porque se o dólar cai e a bolsa sobe, e isso for visto como persistente, vai entrar na campanha um argumento importante que é o da confiança e o da estabilidade', acrescentou ele.

    Os ativos brasileiros subiram com força na segunda-feira, repercutindo o resultado eleitoral do primeiro turno, inclusive a nova composição do Congresso, com o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, fechando em alta de 4,6 por cento e o dólar recuando 2,35 por ante o real.

    Na retomada da campanha após a votação de domingo, os presidenciáveis já deram mostras do caminho que pretendem trilhar daqui para frente. Bolsonaro fez fortes críticas ao fato de Haddad se aconselhar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, reforçando a artilharia contra o establishment e contra a corrupção.

    Embora Haddad tenha dito que o que guiará o segundo turno é o debate econômico, criticando o 'projeto neoliberal' de seu opositor, ele está centrando esforços para emplacar sua candidatura como de defesa da democracia, tentando marcar uma contraposição ao estilo autoritário associado ao candidato do PSL. O petista também vem reforçando seus laços familiares.

    'O tema dessa eleição todinha foi um tema moral, e em cima disso vai continuar sendo no segundo turno. Não acho que tem motivo para de repente começar a olhar o lado fiscal, crescimento, coisa que foi pouquíssimo mencionada nesse primeiro turno', avaliou o economista-chefe do Grupo Confidence, Robério Costa.

    Para ele, o fato de um grande número de parlamentares terem sido eleitos na onda de Bolsonaro tende a amainar temores de que, se eleito, ele não teria força para emplacar reformas importantes que o mercado espera, como a da Previdência.

    'Agora, mais à frente, num prazo mais longo, essa expectativa precisa se materializar', destacou Costa. 'O fato de ele ter esse meio de campo mais aberto pra atuar não significa dizer que vai conseguir encontrar consenso lá dentro pra votar reformas. Quando você vai para o embate no Congresso estão em jogo questões corporativas muito fortes.'

    Em condição de anonimato, uma fonte do alto escalão da equipe econômica do governo lembrou que, passada a primeira etapa da disputa ao Palácio do Planalto, também perduram dúvidas sobre o programa de cada um dos candidatos e se as propostas originais seguirão de pé.

    DIREÇÕES OPOSTAS

    Apesar de os programas terem direções claras, com o petista priorizando maior participação do Estado na economia e o candidato do PSL se alinhando à cartilha do livre mercado, ambos não detalharam ainda como de pretendem implementar as reformas importantes. Ao mesmo tempo os dois lados vêm flexibilizando posições em busca de menor controvérsia.

    'As propostas de Paulo Guedes (assessor econômico de Bolsonaro) são boas. Dífícil é implementar', afirmou a fonte, acrescentando ainda que a expectativa também é de que Haddad caminhe de maneira clara para o centro.

    Apesar de o programa do PT defender que é possível equilibrar as contas da Previdência com a retomada dos empregos, formalização de atividades econômicas e maior arrecadação, Haddad já vem publicamente reconhecendo a necessidade de mexer nas regras de acesso à aposentadoria.

    Bolsonaro, por sua vez, afirmou na segunda-feira que 'desde o início' quer isenção de Imposto de Renda para os que ganham até 5 mil reais, embora a proposta não conste formalmente em seu programa, mas esteja no do PT.

    Ambos, contudo, não esclarecem com números como abrirão mão desta receita em meio à grave situação fiscal do país, que caminha para seu quinto ano seguido de déficit primário.

    O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, já afirmou que isentar de IR os que ganham até 5 salários mínimos teria um custo de 60 bilhões de reais por ano, o que considera 'absolutamente inviável'.

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    Campanha de Bolsonaro conversa com aliados de Alckmin em busca de apoio em segundo turno, diz dirigente do PSL

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Integrantes da campanha do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, começaram a conversar com lideranças de partidos que atualmente estão coligados com o adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, a fim buscar um apoio à candidatura do militar da reserva para uma disputa de segundo turno, afirmou à Reuters o presidente licenciado do partido de Bolsonaro, Luciano Bivar.

    'Cada um individualmente tem tido conversas. Estamos numa bifurcação bem definida. Se querem um candidato patrocinado por um cara que está na prisão e afundou o país --esse a gente sabe que é terrível-- e a favor de um sistema estatizante ou alguém que defende o livre mercado e está cercado de pessoas com boa intenção', disse Bivar, que não quis dar detalhes das conversas.

    Na véspera, o coordenador da campanha de Bolsonaro em São Paulo, deputado federal Major Olimpio, admitiu haver conversas de dirigentes de partidos aliados ao tucano com a campanha de Bolsonaro para um eventual apoio no segundo turno, embora tenha destacado que ele não participa diretamente dessas tratativas.

    Olimpio, que é candidato ao Senado, disse ser “natural” Bolsonaro receber o apoio de parte das legendas que apoiam Alckmin e citou dois exemplos: o do DEM e do Solidariedade, partidos que tradicionalmente fazem oposição a governos do PT. Ele aposta que o candidato petista Fernando Haddad estará no segundo turno contra Bolsonaro. Por outro lado, acredita que parte do PP e PR podem apoiar Haddad.

    Embora o trabalho seja para começar a campanha para um segundo turno, provavelmente contra Haddad, Bivar afirmou que os aliados do candidato vão trabalhar para tentar garantir uma vitória do candidato ainda no primeiro turno na reta final do pleito, com a defesa do chamado voto útil. Isso ocorre quando eleitores acabam votando em candidatos que têm mais chances de vencer e não os de sua preferência.

    Na mais recente pesquisa Ibope, Bolsonaro aparece com 35 por cento dos votos válidos no primeiro turno -- para se eleger na primeira etapa o candidato precisa ter metade mais um desse tipo de voto (quando são excluídos eleitores que anularam ou votaram em branco). Haddad, adversário mais próximo, tem 24 por cento dos votos válidos.

    O dirigente partidário disse ser possível vencer na primeira etapa. Segundo ele, o eleitor não vai querer 'correr o risco de entregar o governo a um regime socialista' e que seria melhor votar logo em Bolsonaro a escolher outras opções de presidenciáveis como Geraldo Alckmin (PSDB), João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede).

    Bivar considerou que a estratégia de campanha de Alckmin, que começou a divulgar vídeos em que defende voto útil no tucano para fazer frente a Bolsonaro e a Haddad, acabou por beneficiar o candidato do PSL.

    'Tenho a impressão que o Alckmin arranjou um marqueteiro que rema contra ele', ironizou o presidente licenciado do PSL, para quem 'parte significativa' dos votos ao tucano deve ir para Bolsonaro.

    DEBATES E CPMF

    Bivar reafirmou que o candidato a vice da chapa, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), não vai representar Bolsonaro em debates. Essa decisão foi tomada na reunião da véspera, que o próprio Mourão, em entrevista mais cedo à Reuters, tinha relatado.

    'A conclusão é que o Bolsonaro é insubstituível', disse. 'Entendemos que a presença, a representação física dele, ninguém está autorizado a representá-lo', disse.

    O dirigente partidário preferiu não tecer comentários sobre polêmicas declarações de Mourão, como a de que seria possível fazer uma revisão constitucional por um grupo de 'notáveis' que não seja eleito pela população e a de que, em áreas carentes, a criação por mãe e avó pode levar a uma fábrica de desajustados que tendem a ingressar em quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas.

    Bivar, contudo, negou que haja um desconforto na campanha com as falas do vice. 'Não, não, em absoluto', disse.

    O dirigente disse ainda que a proposta de recriar um imposto sobre movimentação financeira aos moldes da CPMF não tem por objetivo aumentar a carga tributária. Ele explicou que, ao contrário, a ideia é reduzir o número de impostos e aglutiná-los em uma única alíquota.

    Bivar conversou na reunião em São Paulo na véspera com o economista Paulo Guedes, principal assessor econômico da campanha, e na manhã desta quarta com o economista Marcos Cintra, que tem participado da elaboração do programa de economia do candidato do PSL.

    'Não é criação de um novo imposto. É a aglutinação de vários impostos. Tínhamos antes um manicômio tributário. Com a mudança, vamos diminuir a carga tributária', afirmou.

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    Alckmin diz que campanha ainda está em fase de treino e que estará no 2º turno

    (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira que a campanha eleitoral ainda está em uma fase de 'treino', e afirmou que ele estará no segundo turno da eleição presidencial de outubro, embora tenha evitado fazer previsão de quem será seu adversário.

    O tucano fez campanha nesta sexta-feira em Belo Horizonte, onde visitou uma escola infantil ao lado do candidato do PSDB ao governo de Minas, Antonio Anastasia, e voltou a afirmar que a campanha eleitoral começará para valer a partir do início da propaganda no rádio e na TV, no dia 31 de agosto.

    'Tem dois ansiosos na vida: os candidatos e os jornalistas. Mas a campanha agora é que está começando. Estamos no treino ainda, agora é que vai começar a partir da semana que vem', disse o tucano a jornalistas após visitar a escola, quando indagado sobre eventuais mudanças de estratégia após pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana.

    'Eu não sei quem vai conosco para o segundo turno, mas nós estaremos firmes lá no segundo turno. E acho que, chegando no segundo turno, a chance de ganharmos a eleição é muito grande. O que nós estamos fazendo é percorrer o Brasil', garantiu o tucano, que nesta semana também fez campanha em Pernambuco e Tocantins. Ainda nesta sexta-feira Alckmin deve visitar a região mineira do Jequitinhonha, e na semana que vem deve ir ao Ceará.

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Alckmin com 9 por cento das intenções de voto no cenário mais provável, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra 22 por cento de Jair Bolsonaro (PSL), 16 por cento de Marina Silva (Rede) e 10 por cento de Ciro Gomes (PDT). Com Lula no páreo, o tucano soma 6 por cento.

    Levantamento do Ibope também divulgado nesta semana mostrou Alckmin com 7 por cento sem Lula e com 5 por cento quando o petista aparece como candidato.

    'O que nós queremos é conquistar o eleitor. Nós vamos conquistar o eleitor com propostas e mostrando o que já fizemos. Há um abismo na política entre o falar e o fazer. Nós já fizemos', disse Alckmin a jornalistas, citando indicadores do período em que foi governador de São Paulo.

    Após visitar a escola, Alckmin voltou a dizer que pretende ser 'o presidente da primeira infância', e se comprometeu a acabar com a fila por vagas na pré-escola.

    'O Brasil ainda tem fora da pré-escola --4 a 5 anos de idade-- 440 mil crianças. Nossa meta é zerar. Todas as crianças, todas as crianças brasileiras na pré-escola. E ampliar enormemente 0 a 3 (anos), que é a creche-escola', prometeu o tucano.

    (Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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