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    Justiça autoriza Vale a retomar operação de sua maior mina de MG

    Por Luciano Costa e Marta Nogueira

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais autorizou a mineradora Vale a retomar a operação de sua mina Brucutu, a maior de minério de ferro da companhia no Estado, segundo documento visto pela Reuters nesta terça-feira.

    As ações da maior produtora global de minério de ferro fecharam com alta de 3,45 por cento, impulsionadas pela notícia da liberação da mina.

    A retomada de Brucutu, com capacidade para produzir 30 milhões de toneladas por ano, na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, poderia amenizar o impacto de outras paralisações de operações na Vale, na sequência do rompimento mortal da barragem da companhia em Brumadinho, também em Minas.

    Ao final de março, a Vale afirmou que poderia vender até cerca de 20 por cento menos minério de ferro que o anteriormente programado para 2019, embora contasse com um retorno de Brucutu.

    Os preços do minério de ferro na China engataram forte alta após o rompimento da barragem de Brumadinho e suspensões de operações da Vale. Desde 25 de janeiro, acumulam alta de mais de 25 por cento.

    A Vale não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

    A mina de Brucutu foi paralisada no início de fevereiro, após ação movida pelo Ministério Público mineiro, após o desastre que vitimou 277 pessoas, entre mortos e desaparecidos (48).

    Posteriormente, a Vale conseguiu autorização para retomar a unidade, mas não o fez devido a uma outra liminar impedindo a retomada.

    Na peça de ingresso da ação de origem, o MPMG afirmou que o rompimento da barragem de Brumadinho demonstra que a Vale não estaria adotando as medidas necessárias para manutenção da segurança de seus empreendimentos.

    A liberação anunciada nesta terça-feira foi assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Nelson Missias de Morais, ao acatar pedido feito pelo município de São Gonçalo do Rio Abaixo.

    Na decisão, Morais pontuou que a Barragem Sul, que atende à mina de Brucutu, tem um laudo técnico que atesta sua estabilidade. Além disso, registrou que apesar do dano potencial associado alto, a estrutura foi classificada como de risco baixo.

    'Medidas que acarretem a paralisação de atividades devem ser tomadas a partir de elementos concretos e não em virtude de meros receios decorrentes de ilações em razão de erros cometidos em circunstâncias manifestamente diversas da que se apresenta na espécie'.

    'A paralisação das atividades de tão importante complexo minerário implicaria necessariamente impactos gravíssimos na economia e na ordem locais.'

    Em nota, a prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo explicou que o município ingressou com o recurso por entender que a mina paralisada traria prejuízo financeiro de 230 mil reais por dia aos cofres públicos, comprometendo a entrega de serviços públicos essenciais aos munícipes.

    'O retorno das operações de Brucutu é fundamental para darmos continuidade aos projetos e serviços ofertados em São Gonçalo', disse em nota o prefeito, Antônio Carlos Bicalho.

    'Como já disse anteriormente, é inadmissível perder sequer uma vida em função de acidentes como os de Mariana e Brumadinho, mas temos que reconhecer a relevância da atividade mineraria para o nosso município e região.'

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    CEO afastado da Vale é alvo de operação da PF por caso Brumadinho

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira mandados judiciais de busca e apreensão no curso de investigações relacionadas ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), e um dos alvos da operação foi a residência do presidente afastado da companhia, Fabio Schvartsman, segundo informou uma fonte com conhecimento da situação.

    A ação da PF cumpriu cinco mandados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, relacionados ao desastre ocorrido ao final de janeiro, disse uma fonte da PF.

    Segundo essa fonte, todos os mandados foram expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte (MG). As medidas visam apreender documentos, mídias e outros elementos que guardem relação à tragédia, afirmou.

    Da casa de Schvartsman, em São Paulo, foram levados documentos institucionais e computador.

    Schvartsman está afastado da presidência da maior produtora global de minério de ferro há mais de um mês, após o Conselho de Administração da empresa acatar recomendação de autoridades, incluindo o Ministério Público Federal (MPF), em meio às investigações do ocorrido. [nL1N20V1BP]

    Procurada, a assessoria de imprensa da PF não confirmou de imediato a operação.

    A Vale, por sua vez, disse em nota que, juntamente com seus empregados, tem apresentado, desde o momento do rompimento da barragem, 'todos os documentos e informações solicitados voluntariamente e, como maior interessada na apuração dos fatos, continuará contribuindo com as investigações'.

    O rompimento da barragem de Brumadinho, que continha mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos da atividade de beneficiamento de minério de ferro, atingiu área administrativa da Vale, refeitório, além de mata, vegetação e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba.

    Dados mais recentes da Defesa Civil apontam 229 mortos e 48 desaparecidos com o desastre.

    (Com reportagem adicional de Leonardo Benassatto e José Roberto Gomes)

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    Sindicatos querem mais de R$5 bi da Vale em indenizações para trabalhadores em Brumadinho

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Sindicatos de trabalhadores próprios e terceirizados da Vale em Brumadinho (MG) ingressarão até quarta-feira com ação na Justiça para elevar a mais de 5 bilhões de reais o total das demandas indenizatórias trabalhistas à companhia, devido ao desastre com o rompimento de uma barragem em 25 de janeiro.

    A afirmação foi feita nesta terça-feira pelo advogado do Sindicato Metabase Brumadinho Luciano Pereira, que trabalha na iniciativa. El

    A medida, que envolve outros sindicatos, tem como objetivo complementar ação já movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no mês passado, cujas demandas somavam cerca de 3 bilhões de reais.

    'Estamos complementando os pedidos do Ministério Público, porque reputamos que tem alguns pedidos de indenização que devem ser majorados e também estamos fazendo cobrança da indenização para os trabalhadores sobreviventes', afirmou Pereira, por telefone.

    'Essas indenizações precisam ser condizentes com a capacidade financeira da empresa, tem um caráter pedagógico para que novas tragédias como essa não ocorram e dado também o caráter reincidente do dano causado pela empresa.'

    A Vale esteve envolvida em um outro desastre em 2015, quando uma barragem da Samarco, joint venture da mineradora brasileira com a anglo-australiana BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, em Mariana (MG), no que foi considerado a maior tragédia ambiental do Brasil.

    Pereira explicou que a empresa tinha cerca de 900 funcionários diretos e indiretos em Brumadinho no momento de desastre, que deixou quase 300 mortos, sendo a grande maioria funcionários da Vale.

    O MPT estima cerca de 240 funcionários próprios ou terceirizados da Vale mortos ou desaparecidos.

    Dentre os principais pontos pedidos pela ação, os sindicatos querem que os trabalhadores sobreviventes também sejam indenizados, o que não estava previsto inicialmente na ação do MPT, segundo Pereira.

    Outro ponto buscado é a elevação da indenização que será paga aos familiares dos trabalhadores falecidos. Na ação, os sindicatos incluíram um pedido de 10 milhões de reais para o dano moral individual do funcionário morto, que deverá ser somado ao seu espólio.

    Também será pedido um bloqueio judicial adicional de 2,28 bilhões de reais aos 1,6 bilhões de reais já conseguidos por ação movida pelo MPT.

    Na semana passada, a Justiça atendeu pedidos de ação do MPT e determinou que a Vale deveria iniciar a partir de 7 de maio pagamento de pensão mensal aos dependentes dos empregados próprios e terceirizados mortos em razão do rompimento.

    Dentre os sindicatos participantes da ação, além do Metabase Brumadinho, estão Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Minas Gerais (Siticop-MG), Sindicato dos Empregados das Empresas de Refeições Coletivas de Minas Gerais (Seerc-MG), Federação dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de Minas Gerais (FETICOM), entre outros.

    Procurada, a Vale afirmou que não foi notificada sobre ação trabalhista coletiva, movida por entidades sindicais.

    'A empresa esclarece que sempre esteve aberta ao diálogo com os sindicatos e que já participou de diversas reuniões com seus representantes. A Vale segue prestando assistência aos familiares dos empregados falecidos ou desaparecidos', disse a empresa em nota.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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    Vale e defensoria oferecem opção de acordo extrajudicial; surpreendem MP

    Por Marta Nogueira

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale assinou termo de compromisso com a Defensoria Pública de Minas Gerais por meio do qual atingidos pelo rompimento de barragem da companhia em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, poderão optar por acordos extrajudiciais para indenizações, individuais ou por núcleo familiar.

    Caso atingidos optem por esse caminho, a estimativa é a de que a reparação ocorra em um prazo de 30 dias, desde o primeiro atendimento até o pagamento da indenização, segundo nota publicada nesta segunda-feira pela Defensoria Pública.

    Os termos do acordo e as diretrizes, as quais serão disponibilizadas para os atingidos, não foram publicados, em respeito à individualidade, privacidade e segurança dos atingidos, segundo a defensoria.

    'A adesão ao acordo é voluntária e não exclui o acesso a ações judiciais, individuais e coletivas', disse em nota a defensora pública-geral em exercício, Luciana Leão Lara Luce.

    O acordo está em linha com afirmação feita pelo diretor-presidente afastado da Vale, Fábio Schvartsman, que afirmou dias depois da tragédia que a empresa queria reparar os danos com celeridade e extrajudicialmente.

    Com o rompimento da barragem, uma onda gigante de lama foi liberada, atingindo instalações da própria Vale, comunidades, mata e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba. Quase 300 pessoas morreram, a maior parte de funcionários da mineradora.

    'As pessoas que estiverem interessadas em formalizar acordos para indenizações, por danos materiais ou morais, já podem procurar a defensoria', afirmou a Vale em comunicado nesta segunda-feira.

    O defensor público Felipe Soledade destacou, no entanto, que o termo assinado com a Vale prevê que 'tudo o que for objeto de ações coletivas judiciais futuras e que eventualmente não tenha sido contemplado no acordo proposto será agregado ao mesmo, ou seja, os valores serão somados'.

    O atendimento dos defensores públicos para orientar e intermediar os acordos será iniciado nesta semana, na unidade da DPMG em Brumadinho. Os atingidos interessados em analisar a possibilidade devem agendar atendimento de forma presencial.

    A companhia já havia anunciado anteriormente acordo para pagamentos emergenciais a pessoas afetadas pelo rompimento, mas executivos da empresa disseram que as indenizações pelo desastre seriam negociadas à parte e não sofreriam descontos devido a esses desembolsos.

    SURPRESA PARA PROMOTOR

    O promotor André Sperling afirmou que o Ministério Público de Minas Gerais foi surpreendido pelo acerto entre Vale e defensoria, uma vez que o órgão nem foi chamado para participar.

    Segundo ele, na semana passada ficou acertado que, em 30 dias, seria contratada uma assessoria técnica para auxiliar os atingidos nas negociações por seus direitos.

    A assessoria deverá dar sustentação às demandas coletivas que existem na comunidade, para que os atingidos tenham conhecimento completo dos direitos violados.

    'Iniciar processos agora de indenização individual é o momento inadequado, porque os atingidos não estão preparados para fazer essas negociações, e a simples presença de um defensor público e de um advogado ao lado deles não vai suprir a necessidade técnica de levantamento efetivo dos prejuízos que eles sofreram', afirmou.

    Além disso, ele comentou que não há certeza de que os acordos firmados agora serão ajustados com conquistas feitas depois por negociações coletivas.

    Também destacou que as negociações individuais podem depois ser citadas como parâmetros para as negociações coletivas.

    'O grande perigo é produzir parâmetros inferiores e que dificultem futuras negociações coletivas.'

    (Com reportagem adicional de Luciano Costa)

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    Vale faz acordo e não descontará pagamento emergencial de indenização por desastre

    SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale informou na noite de quinta-feira que acordou, na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, em Belo Horizonte, que os pagamentos emergenciais não serão descontados das indenizações individuais negociadas como compensação socioeconômica pelo desastre em Brumadinho (MG).

    Segundo nota da companhia, até o momento, mais de 3 mil pessoas já receberam os pagamentos emergenciais e mais de 12.000 agendamentos já foram realizados pelo 0800 nos sete postos de registro abertos.

    A companhia não informou na nota o total já pago emergencialmente. Na quarta-feira, a Vale havia informado sobre a realização de aportes financeiros milionários em Minas Gerais, em busca de minimizar perdas de arrecadação nos municípios onde a companhia parou suas atividades, após o rompimento mortal de uma de suas barragens em Brumadinho.

    A Vale disse ainda continua realizando o atendimento de registro para pagamento das indenizações emergenciais dos moradores de Brumadinho e municípios localizados até 1 km da calha do Rio Paraopeba, desde Brumadinho até a cidade de Pompéu, na represa de Retiro Baixo.

    As medidas foram acordadas com a Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União.

    Na audiência na véspera, segundo a Vale, as partes avançaram nas tratativas para que os moradores de Brumadinho e municípios atingidos ao longo do Rio Paraopeba, que tenham tido contato com os rejeitos de mineração da barragem que se rompeu, possam fazer exames laboratoriais, conduzidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

    'Também avançaram as discussões para a implementação de ações de vigilância epidemiológica pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para, entre outras ações, combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.'

    A Justiça homologou ainda acordo celebrado com o Ministério Público e com o Município de Pará de Minas para fornecimento de água. 'Este acordo prevê a perfuração de novos poços artesianos e manutenção dos existentes, entre outras ações.'

    (Por Roberto Samora)

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    Justiça bloqueia mais R$1 bi da Vale; total congelado vai a R$17,6 bi

    SÃO PAULO (Reuters) - A Justiça bloqueou mais 1 bilhão de reais em recursos da Vale, elevando o total 'congelado' para 17,6 bilhões de reais, informou a mineradora nesta segunda-feira, em meio aos reflexos do rompimento mortal de barragem da companhia em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro.

    Segundo a empresa, o mais recente bloqueio foi determinado ainda na sexta-feira pela 1ª Vara Civil da Comarca de Nova Lima (MG), 'visando resguardar a reparação de danos causados às pessoas atingidas pela evacuação da Zona de Auto Salvamento da barragem de Vargem Grande, assim como de potenciais danos às pessoas e ao meio ambiente em caso de rompimento'.

    Adicionalmente, a Justiça determinou que a companhia se abstenha de praticar qualquer 'ato tendente a construir, operar, alterar e/ou utilizar a Barragem Vargem Grande, bem como adote certas medidas visando garantir a estabilidade e segurança da barragem e das outras estruturas integrantes do complexo minerário onde está situada'.

    A Vale frisou que ainda não foi formalmente notificada da decisão e que adotará as medidas cabíveis no prazo legal, mas ponderou que a projeção de vendas de minério de ferro e pelotas não será alterada, uma vez que as operações do complexo de Vargem Grande já se encontram paralisadas por determinação da Agência Nacional de Mineração.

    O bloqueio de 1 bilhão de reais se dá exatamente uma semana após a Justiça da Comarca de Barão de Cocais (MG) determinar o congelamento de outros quase 3 bilhões de reais, visando assegurar o ressarcimento de eventuais prejuízos de pessoas retiradas das proximidades da barragem Sul Superior.

    As determinações se dão conforme a companhia ainda lida com as consequências do rompimento da barragem, que deixou mais de 300 mortos, além de liberar lama em vegetação, comunidades e rios da região, como o importante Paraopeba.

    Na semana passada, a mineradora disse que os impactos relacionados a essa tragédia seriam da ordem de até 75 milhões de toneladas em vendas em 2019.

    Também nesta segunda-feira, a Vale informou que 17 de suas estruturas, como barragens e diques, não obtiveram as chamadas Declarações de Condição de Estabilidade (DCEs), dentre as quais as barragens Sul Superior, de Gongo Soco, e Vargem Grande, do Complexo de Vargem Grande.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Mesmo com cortes, Vale poderá ter vendas de minério em 2019 quase iguais a 2018

    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale poderia vender até cerca de 20 por cento menos minério de ferro que o anteriormente programado para 2019, devido aos impactos relacionados ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, que deixou mais de 300 mortos e provocou a paralisação de diversas minas da empresa.

    Isso porque, no cenário 'mais conservador', a companhia calcula um impacto de 75 milhões de toneladas nas vendas anuais, que anteriormente estavam estimadas em 382 milhões de toneladas em 2019, de acordo com dados apresentados nesta quinta-feira pelo diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da mineradora, Luciano Siani, em teleconferência com analistas.

    Se esse cenário se confirmar, as vendas ficariam praticamente estáveis ante 2018, quando atingiram cerca de 309 milhões de toneladas.

    A Vale tem atualmente cerca de 93 milhões de toneladas/ano de capacidade de produção congelada, por iniciativa própria ou determinação de autoridades, enquanto há um aumento das exigências de segurança em estruturas para armazenar rejeitos de minério após a tragédia.

    'Sobre retomada de produção, essa não é a prioridade da companhia, a prioridade é a segurança das operações, das pessoas e das comunidades, mas eu tenho o dever de passar para vocês estimativas', afirmou Siani, durante teleconferência após a publicação dos resultados do quatro trimestre.

    Para analistas do Credit Suisse, a posição sinalizada pela Vale de colocar a produção em segundo plano é perfeitamente compreensível e sensata, mas também significa que os impactos na operação e nas vendas podem superar as expectativas do mercado.

    'Por enquanto, continuamos a ver os preços do minério de ferro mais do que compensando as perdas de lucros decorrentes das perdas nos embarques', afirmaram os analistas Caio Ribeiro e Rafael Cunha, em nota a clientes.

    Às 14:28, os papéis da mineradora cediam 1,63 por cento, enquanto o Ibovespa subia 2,4 por cento. No começo do pregão, as ações chegaram a avançar 2 por cento.

    Em um cenário mais otimista para a companhia, Siani estimou que as vendas deste ano ficariam 50 milhões de toneladas abaixo do programado, o que permitiria negociações de 332 milhões de toneladas este ano, um crescimento de mais de 20 milhões ante 2018.

    Apesar de considerar a possibilidade de um cenário 'otimista', o executivo ponderou que 'conservadoramente' a empresa está trabalhando com a possibilidade de impacto de 65 milhões a 75 milhões de toneladas na comercialização.

    Os cortes de produção da empresa, maior produtora global de minério de ferro, têm contribuído com uma alta dos preços da commodity na China, que por sua vez acabam por reduzir impactos financeiros para a companhia.

    Por razões estratégicas, o executivo afirmou que não poderia detalhar os planos para a utilização de estoques e para o ritmo de produção.

    Ele detalhou, entretanto, que a oferta de 'Brazilian Blend Fines', principal produto da companhia fruto de uma mistura de diferentes minérios da empresa que eleva a sua qualidade, será priorizada e mantida estável, enquanto os volumes contratuais de Carajás (Pará) serão garantidos.

    Por outro lado, volumes excedentes do minério de ferro de alta qualidade de Carajás, que seriam ofertados no mercado à vista, precisarão ser consumidos em misturas, devido aos cortes de produção realizados, informou.

    'A produção a seco dos demais complexos deve ser blendada com Carajás excedente que nós tínhamos neste ano, que nós íamos praticamente vender no 'spot', buscar outros mercados. Esse Carajás excedente vai absorver a produção de pior qualidade para montar o 'blend'', afirmou.

    'Na prática, o que vamos ter é menos Carajás livre e uma oferta constante de Brazilian Blend; e menos produtos de nicho e também obviamente decréscimo do volume de pelotas.'

    RETORNO DE OPERAÇÕES

    Das minas que estão paralisadas, Siani afirmou que Brucutu (sua maior produtora de Minas Gerais) poderia ter seu retorno à produção em um prazo mais curto, embora não tenha dado certeza.

    'Temos muita segurança que ela vai passar em 31 de março pelos testes de segurança e que, portanto, vamos fazer um diálogo com autoridades para que possamos operar a mina de Brucutu', afirmou.

    Caso não haja sucesso com as autoridades, o executivo pontuou que irá trabalhar em uma outra solução para a disposição de rejeitos da atividade, que poderia levar ainda um pouco mais de tempo.

    (Por Marta Nogueira, no Rio de Janeiro, e Roberto Samora, em São Paulo; reportagem adicional de Paula Laier, em São Paulo)

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    Vale tem lucro de R$14,5 bi no 4º tri e faz baixas contábeis por Brumadinho

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale registrou lucro líquido de 14,485 bilhões de reais no quarto trimestre, quase seis vezes o registrado um ano antes, em meio a preços mais altos do minério de ferro e com forte alta dos prêmios pagos pelo seu produto de melhor qualidade, informou a companhia nesta quarta-feira.

    Após a publicação do resultado, a companhia anunciou baixas contáveis e que espera provisões bilionárias relacionadas ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que matou centenas e paralisou minas em Minas Gerais.

    Contudo, a mineradora ponderou que ainda não é possível fornecer estimativas confiáveis de perdas globais decorrentes do colapso da estrutura.

    'Foi resultado bom, como esperado, em linha com o nosso número, mas a empresa não deu detalhes adicionais relacionados ao acidente', comentou o analista do Santander para o setor de mineração, Gustavo Allevato.

    A mineradora afirmou que realizou baixa contábil de 480 milhões de reais pela mina de Córrego do Feijão, relacionada à estrutura que colapsou em Brumadinho, e também por ativos ligados a barragens com método de construção a montante, com impacto nos resultados a partir do primeiro trimestre de 2019.

    Embora considere ainda difícil avaliar os passivos potenciais com o desastre, a empresa anunciou que prevê provisões bilionárias, incluindo uma de até 2 bilhões de reais por pagamentos emergenciais aos atingidos.

    MINÉRIO EM ALTA

    Na moeda norte-americana, o lucro líquido da companhia foi de 3,786 bilhões de dólares no período, quase cinco vezes o registrado no quatro trimestre de 2017, de 771 milhões de dólares.

    No ano completo de 2018, a empresa teve um lucro líquido de 6,86 bilhões de dólares, abaixo da média de estimativas de analistas consultados pelo Refinitiv, de 7,2 bilhões de dólares.

    No quatro trimestre do ano passado, a maior produtora global de minério de ferro registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 17,059 bilhões de reais, alta de 27 por cento ante o mesmo período de 2017.

    A receita operacional líquida da empresa no quarto trimestre foi de 37,4 bilhões de reais, 25,6 por cento maior que um ano antes.

    O Ebitda ajustado de minerais ferrosos foi de 4,115 bilhões de dólares no quatro trimestre, ante 3,96 bilhões no terceiro trimestre, principalmente devido a maiores preços e menores custos de frete. Um ano antes, foi de 3,427 bilhões.

    'O custo médio de frete marítimo foi impactado positivamente pelo aumento da utilização da frota de navios Valemax 2ª geração nas operações', disse a empresa no relatório financeiro.

    O resultado teve também a contribuição da qualidade do minério vendido pela companhia.

    No período, a Vale registrou um prêmio de qualidade para finos de minério de ferro de 8,1 dólares por tonelada, ante 8,6 por cento no terceiro trimestre, mas mais que o dobro do verificado no último trimestre de 2017 (3,9 dólares/tonelada).

    Incluindo pelotas, o prêmio de qualidade foi de 11,5 dólares/tonelada no quarto trimestre, versus 5,7 dólares no mesmo período de 2017.

    A Vale informou também que o preço realizado de finos de minério de ferro (CFR/FOB) foi de 68,4 dólares/tonelada no quarto trimestre, versus 63,1 dólares no mesmo período do ano anterior.

    A empresa ainda anunciou que definiu o preço de referência para os contratos de pelota de 2019, 'resultando em uma potencial maior realização de preços nas vendas de pelotas'.

    Segundo a empresa, o índice Metal Bulletin 65 por cento é o novo índice de referência, e o prêmio para pelotas de alto forno e de redução direta permaneceu igual ao de 2018 (60 dólares/t em média).

    DÍVIDA E INVESTIMENTO

    A Vale encerrou o quarto trimestre com dívida líquida de 9,65 bilhões de dólares, ante 10,7 bilhões de dólares no terceiro trimestre.

    Com isso o indicador de endividamento medido por dívida líquida sobre Ebitda ajustado ficou em 0,6 vez no quatro trimestre, ante 0,7 vez no terceiro.

    Os investimentos da companhia em 2018 somaram 3,784 bilhões de dólares, ligeiramente menor que em 2017, quando foram aportados 3,848 bilhões de dólares.

    (Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Christian Plump, em São Paulo)

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    Vale faz baixa contábil de R$480 mi por desastre e aponta provisão bilionária

    SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale afirmou nesta quarta-feira que realizou baixa contábil de 480 milhões de reais pela mina de Córrego do Feijão, relacionada à estrutura que colapsou em Brumadinho (MG), e também por ativos relacionados a barragens a montante.

    A baixa contábil já deve ter algum impacto no resultado do primeiro trimestre da companhia.

    Além disso, a empresa afirmou que celebrou um acordo parcial com o Ministério Público do Trabalho para indenizar empregados diretos e terceirizados da mina de Córrego do Feijão, estimando provisionamento de 850 milhões de reais em 2019.

    Em um acordo preliminar com o Estado de Minas Gerais e governo federal, para realizar pagamento emergencial aos moradores de Brumadinho e comunidades próximas, a companhia estimou inicialmente uma provisão de 1 bilhão a 2 bilhões de reais, a depender do número de beneficiários.

    A empresa ainda ressaltou que está avaliando passivos potenciais que podem surgir com colapso da barragem de Brumadinho, ponderando que ainda não é possível fornecer estimativas confiáveis.

    A mineradora informou também que, ao todo, cerca de 16,9 bilhões em ativos da companhia estão bloqueados por autoridades em função de desastre.

    O rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da Vale, em 25 de janeiro, atingiu instalações da companhia, comunidades, mata e rios da região, deixando mais de 300 mortos.

    (Por Marta Nogueira)

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