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    Tebet é lançada ao Planalto pelo MDB, critica governo e acena a outros partidos

    Placeholder - loading - 04/09/2019 REUTERS/Adriano Machado
    04/09/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - A senadora Simone Tebet (MS) foi lançada oficialmente pré-candidata ao Palácio do Planalto na eleição do ano que vem pelo MDB com um discurso de defesa da democracia, críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e acenos a outros partidos, como PSDB, União Brasil e Cidadania.

    Ao aceitar a pré-candidatura ao Planalto pelo MDB, Tebet exaltou a história do partido, lembrando que foi a legenda de oposição à ditadura militar, e fez uma defesa da responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo que apontou o problema da fome no Brasil como principal prioridade.

    'Aceito ser pré-candidata pelo MDB porque hoje é a História que chama novamente o MDB a agir', disse ela. 'O Brasil não pode mais estar à mercê de aventureiros, de outsiders', acrescentou, afirmando que os emedebistas fazem parte de um campo democrático, no qual citou também o PSDB, o Cidadania e o União Brasil, partido que está sendo criado com a fusão de DEM e PSL.

    A senadora criticou o governo Bolsonaro, acusando-o de não ter projeto para o país, de criar crises artificiais e de promover a discórdia e a polarização.

    Ela criticou ainda a gestão da pandemia de Covid-19 por parte do governo federal, que classificou de 'negacionista', e a política ambiental de Bolsonaro, que chamou de 'desastrosa', apontando que, além da Amazônia e do Pantanal, também está sendo queimada a credibilidade do agronegócio brasileiro no exterior.

    A pré-candidatura de Tebet se soma a uma série de outras que buscam romper a polarização apontada até o momento nas pesquisas de intenção de voto entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com folga as sondagens.

    Entre esses nomes estão o do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos), que aparece em terceiro nas pesquisas bem atrás de Bolsonaro, de Ciro Gomes (PDT), do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).

    Escrito por Reuters

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