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Tempestade Leo atinge Península Ibérica com chuvas torrenciais

Tempestade Leo atinge Península Ibérica com chuvas torrenciais

Reuters

04/02/2026

Placeholder - loading - Área de comércio em Ronda, Espanha, atingida pela Tempestade Leo 04/02/2026. REUTERS/Jon Nazca
Área de comércio em Ronda, Espanha, atingida pela Tempestade Leo 04/02/2026. REUTERS/Jon Nazca

Por Jon Nazca

RONDA, ESPANHA, 4 Fev (Reuters) - As ⁠autoridades espanholas e portuguesas preparavam-se nesta quarta-feira para o impacto da tempestade Leo, suspendendo as aulas em algumas áreas e alertando contra viagens, apenas uma semana depois de a tempestade Kristin ter causado estragos em toda a Península Ibérica.

A agência meteorológica estatal espanhola AEMET previu que algumas partes do sul da Sierra de Grazalema podem registrar chuvas equivalentes a um ano inteiro de precipitação devido à tempestade.

As autoridades estão preocupadas com ​o risco elevado de inundações, uma vez ⁠que ⁠o solo permanece saturado devido à tempestade anterior e às fortes chuvas do mês passado.

A Espanha registrou 119,3 mm de chuva em janeiro, 85% acima da média de 1992-2020, tornando-se o segundo janeiro mais chuvoso do século 21, informou o Ministério do ‌Meio Ambiente.

O governo regional de Andaluzia, no sul da Espanha, pediu ​aos residentes que evitem viagens não ‌essenciais, afirmando que ​os alertas ​de segurança pública podem rapidamente escalar para o nível mais alto de alerta vermelho à medida que a tempestade evolui, disse o líder regional Juanma ​Moreno.

As aulas presenciais foram suspensas em toda a região, exceto na província de Almeria, enquanto a Unidade Militar de Emergência da Espanha ficou em alerta para fornecer uma resposta rápida, incluindo resgate em enchentes, estabilização de áreas propensas a deslizamentos e monitoramento de lagoas de rejeitos de mineração com risco de transbordamento.

Centros diurnos para idosos e deficientes foram fechados, e os governos locais nas áreas afetadas foram aconselhados a cancelar atividades esportivas ao ar livre, enquanto cerca de 3.000 pessoas foram retiradas das áreas com maior risco de enchentes.

Em Portugal, o Serviço ⁠Nacional de Proteção Civil elevou seu nível de preparação ao máximo, com ‌seu comandante alertando para uma situação ⁠meteorológica “muito complexa” pela frente.

As forças armadas portuguesas enviaram até 3.000 militares e 42 barcos infláveis com equipes marítimas para trechos propensos a ‍inundações dos principais rios do país, já que as condições climáticas devem piorar ao longo da ​semana.

(Reportagem ‌de Emma Pinedo e David Latona em Madri, Sérgio Gonçalves em Lisboa)

Reuters

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