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Trump decidirá em breve sobre acordo com o Irã e diz que o Estreito de Ormuz precisa ser aberto

Trump decidirá em breve sobre acordo com o Irã e diz que o Estreito de Ormuz precisa ser aberto

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci

Por Steve Holland e Michelle Nichols e Yomna Ehab

WASHINGTON/CAIRO, 29 Mai (Reuters) - ​O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tomaria uma decisão final nesta sexta-feira sobre um acordo com o Irã para estender seu cessar-fogo, que precisaria incluir a abertura do Estreito de Ormuz e o desmantelamento da capacidade de Teerã de fabricar uma arma nuclear.

'Estarei me reunindo agora, na Sala de Situação, para tomar uma decisão final', disse ele, referindo-se ao centro nervoso da Casa Branca para monitorar crises globais.

Fontes disseram que um acordo estava sendo fechado para estender uma trégua em vigor desde o início de abril por mais 60 dias para permitir que as remessas de petróleo e gás fossem retomadas através da hidrovia estratégica, enquanto os negociadores lidam com questões complicadas, como o programa nuclear do Irã.

'O Irã precisa concordar que nunca terá uma arma nuclear ou uma bomba. O Estreito de Ormuz precisa ser ⁠imediatamente aberto, sem pedágios, ⁠para o tráfego marítimo irrestrito, em ambas as direções', ​disse Trump, acrescentando ‌que o material nuclear seria 'desenterrado' pelos EUA.

Mais cedo, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, mostrou-se cético.

'Não confiamos em garantias e palavras, apenas ações são o critério. Nenhuma ação será tomada antes que o outro lado aja', disse Qalibaf em uma publicação na mídia social, sem entrar em detalhes.

'O vencedor de qualquer acordo é aquele que estiver mais bem preparado para a ⁠guerra no dia seguinte.'

A agência de notícias semioficial Fars do Irã, citando fontes, disse que havia uma 'mistura ​de verdade e falsidade' nos comentários de Trump, que eram uma 'tentativa de retratar uma vitória fabricada'.

Depois que os EUA suspenderem seu ​bloqueio aos navios iranianos, o estreito será reaberto de acordo com os arranjos ‌de Teerã, disse a Fars.

Não houve ​nenhuma ⁠disposição para destruir materiais nucleares no Memorando de Entendimento das partes, disse a agência, embora tenha havido um acordo para liberar US$12 bilhões dos ativos congelados do Irã.

MILHARES DE MORTOS, ECONOMIA GLOBAL ESTÁ SOFRENDO

A guerra lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro matou milhares de pessoas, ​principalmente no Irã e no Líbano, e causou sofrimento econômico global ao elevar os preços da energia devido ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Os preços do petróleo caíam e as ações subiam nesta sexta-feira por causa do possível acordo.

Em sua postagem no Truth Social, Trump disse que as minas seriam removidas do estreito e que os navios retidos lá poderiam começar a voltar para casa: 'Digam OLÁ para ​suas esposas, maridos, pais e famílias da minha parte, seu presidente favorito!'

Ele acrescentou que nenhum dinheiro seria trocado 'até segunda ordem' -- uma possível referência às exigências do Irã de pagamento de pedágio no estreito, reparações por danos de guerra ou liberação de fundos iranianos congelados no exterior.

O Cazaquistão sinalizou que está disposto a tomar posse do estoque de urânio enriquecido do Irã, próximo aos níveis necessários para armas nucleares, caso os EUA cheguem a um acordo com o Irã, disse ao Financial Times o chefe da agência nuclear da ONU, Rafael Grossi.

O Cazaquistão abriga um banco de urânio de baixo enriquecimento controlado internacionalmente para garantir o fornecimento de combustível para usinas de energia nos países membros ​da Agência Internacional de Energia Atômica.

Em outro movimento diplomático, o ministro das Relações Exteriores do mediador Paquistão, Ishaq Dar, chegou a Washington nesta sexta-feira ‌para conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco ⁠Rubio.

O Irã também quer que as sanções sejam suspensas, que as forças dos EUA sejam retiradas da região e que qualquer acordo de paz também acabe com a ofensiva de Israel, aliado dos EUA, no Líbano.

Israel deslocou centenas de milhares de pessoas com uma ⁠investida profunda no Líbano em busca do principal aliado do Irã, o grupo Hezbollah.

Os ataques israelenses ⁠atingiram o sul e o leste do Líbano, além de sua ⁠capital, Beirute, matando mais de ⁠3.200 ​pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano.

Israel afirma que 23 de seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.

Reuters

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