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Ucranianos enfrentam semanas difíceis com frio intenso e ataques da Rússia a setor energético

Ucranianos enfrentam semanas difíceis com frio intenso e ataques da Rússia a setor energético

Reuters

28/01/2026

Placeholder - loading - Carros circulam por rua escura durante apagão em Kiev, Ucrânia 25 de janeiro de 2026 REUTERS/Gleb Garanich
Carros circulam por rua escura durante apagão em Kiev, Ucrânia 25 de janeiro de 2026 REUTERS/Gleb Garanich

Por Pavel Polityuk

KIEV, 28 Jan (Reuters) - A vida será particularmente ⁠difícil para os ucranianos nas próximas três semanas devido à queda brusca das temperaturas e ao comprometimento da infraestrutura energética, devastada por intensos ataques russos que privam milhões de pessoas de luz e aquecimento, disse um parlamentar nesta quarta-feira.

Apesar do progresso nas negociações de paz, que levaram a conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos pela primeira vez, a Rússia intensificou os bombardeios além da linha de frente, que se estende pelo leste e sul da Ucrânia.

Temperaturas abaixo de -20°C são esperadas no ​norte e leste da Ucrânia na próxima ⁠semana, de ⁠acordo com previsões oficiais, extremamente baixas para o país.

'A má notícia é que realmente haverá geadas e será difícil', disse Andriy Gerus, chefe do comitê de energia do Parlamento, ao canal de TV nacional Marathon.

'A boa notícia é que precisamos aguentar por três semanas, e então ficará mais ‌fácil', acrescentou, citando as temperaturas mais quentes previstas para depois e o ​aumento da energia solar devido aos dias mais ‌longos.

Os dois últimos ​ataques com ​mísseis e drones russos à capital Kiev, em janeiro, deixaram cerca de um milhão de pessoas sem eletricidade e 6.000 prédios de apartamentos sem aquecimento.

Após semanas de reparos, ​cerca de 700 prédios ainda seguem sem aquecimento.

O ministro da Energia, Denys Shmyhal, escreveu no Telegram após uma reunião dedicada à energia nesta quarta-feira que 610.000 residências em Kiev continuavam sem energia.

O quadro se repete em todo o país, com o norte e o leste da Ucrânia, áreas de grandes cidades como Kiev, Kharkiv, Chernihiv e Sumy, como alvos regulares de ataques, resultando em restrições de energia para a indústria e cortes de energia para os consumidores.

Ataques a usinas de energia, ao sistema de transmissão de energia e ao setor de gás têm sido elementos-chave da invasão em grande escala da Ucrânia lançada pela Rússia em fevereiro de ⁠2022. Moscou afirma que busca minar a capacidade de combate da Ucrânia.

O presidente Volodymyr ‌Zelenskiy disse neste mês que o sistema ⁠energético danificado da Ucrânia atende apenas 60% das necessidades de eletricidade do país neste inverno, com uma capacidade de geração de eletricidade de 11 gigawatts ‍contra uma necessidade de 18 gigawatts.

Importações máximas de eletricidade dos países da UE, combinadas com cortes de energia em ​regiões ‌inteiras, têm permitido que o sistema permaneça equilibrado, apesar de tudo.

(Reportagem de Pavel Polityuk)

Reuters

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