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    Uma boa alimentação e prática de exercícios são a chave para prevenir a demência

    Segundo estudo, mesmo pessoas que já tinham declínio cognitivo e que começaram tardiamente a se alimentar e se exercitar melhor viram melhora

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    Vários estudos já mostraram que uma dieta saudável e muito exercício são essenciais para uma boa saúde. Mas a análise mais recente coloca alguns números concretos sobre o benefício dessa combinação ao cérebro, possivelmente revertendo alguns dos efeitos do envelhecimento.

    Em um estudo publicado na revista Neurology, pesquisadores liderados por James Blumenthal, professor de psiquiatria do Duke University Medical Center, descobriram que mesmo entre um grupo de pessoas mais velhas que já apresentam sinais de problemas de memória, se exercitar regularmente por seis meses e comer mais saudável pode melhorar o desempenho em testes cognitivos.

    As 160 pessoas no estudo, que tinham mais de 55 anos, começaram os experimentos mostrando habilidades de pensamento semelhantes às pessoas na faixa dos 90 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos. Um grupo participou de um programa de exercícios aeróbicos; outro recebeu uma dieta com baixo teor de sódio; um terceiro foi solicitado a se exercitar e mudar sua dieta ao mesmo tempo, e um quarto grupo de controle recebeu sessões educacionais sobre como melhorar sua saúde cerebral.

    O grupo que se exercitou e mudou sua dieta ao mesmo tempo mostrou as maiores melhorias nos testes cognitivos após seis meses. Eles melhoraram as pontuações dos testes em nove anos, para se assemelhar aos das pessoas com 84 anos de idade. O grupo controle mostrou um declínio contínuo em suas pontuações em testes cerebrais, e os pesquisadores não viram um benefício significativo de qualquer exercício ou mudança na dieta separadamente.

    "O ponto principal é que não é tarde demais para obter benefícios do exercício, mesmo neste grupo de pessoas que têm evidências de deficiências cognitivas", diz Blumenthal.

    Todos os homens e mulheres do estudo eram sedentários quando iniciaram o estudo e, embora apresentassem sinais de declínio cognitivo, não apresentavam demência. Eles também tinham pelo menos um fator de risco relacionado à doença cardíaca. Os pesquisadores sabem que a saúde do coração e o quanto o sangue circula pelo corpo e pelo cérebro é importante para manter as habilidades cognitivas, já que o cérebro depende de sangue rico em oxigênio para alimentar suas atividades.

    Blumenthal ficou impressionado que melhorar a dieta e o exercício foi útil mesmo neste grupo que estava em risco de desenvolver problemas cognitivos e, potencialmente, até mesmo demência. "Isso não é necessariamente uma cura, mas atualmente não há intervenção farmacêutica para prevenir a demência", diz ele. "Então, um ponto de partida para melhorar o estilo de vida com exercícios e talvez fazer dieta nesse grupo de pessoas pode ter implicações importantes no caminho para o bem-estar geral."

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