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Vale recupera alvará de funcionamento após inundação em minas em Congonhas

Vale recupera alvará de funcionamento após inundação em minas em Congonhas

Reuters

04/03/2026

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Atualizada em  04/03/2026

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 4 ​Mar (Reuters) - A Vale cumpriu exigências e recuperou seu alvará de funcionamento no município de Congonhas (MG), após chuvas volumosas ao final de janeiro causarem transbordamentos de cavas nas áreas e alagamentos de operações na região, informou a prefeitura local em nota nesta quarta-feira.

As atividades nas minas de Fábrica, entre Ouro Preto e Congonhas, e Viga, em Congonhas, estão suspensas desde 27 de janeiro, depois que houve transbordamento de água ⁠e ⁠sedimentos nas instalações, levantando preocupações ​relacionadas à ‌segurança de comunidades e do meio ambiente no entorno.

Não há informações, entretanto, sobre quando a empresa deve voltar a operar as minas. Anteriormente, as operações também foram impedidas pela ⁠Agência Nacional de Mineração (ANM), pela Secretaria de Estado de Meio ​Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais e por decisões ​judiciais.

A decisão da prefeitura de Congonhas ocorre ‌ainda após a ​mineradora ⁠pagar multa integral de R$13,71 milhões devido ao ocorrido.

'A decisão foi tomada após vistoria da equipe técnica, que constatou o atendimento às medidas ​corretivas estabelecidas devido às ocorrências registradas nas Minas de Fábrica e Viga, no mês de janeiro', disse a prefeitura de Congonhas.

Entre as ações executadas pela empresa, segundo Congonhas, destacam-se a apresentação e ​implementação de medidas de contenção e limpeza de estruturas, desobstrução de vias, limpeza de córregos atingidos por resíduos e atualização do plano de emergência, com reforço ao Programa AGIR e monitoramento diário da qualidade da água.

As duas unidades têm uma produção combinada de 8 milhões de toneladas por ano, ou o equivalente a 2,4% do volume ​médio do guidance de minério de ferro da Vale para 2026, ‌conforme analistas do Santander disseram ⁠na oportunidade.

Entretanto, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou no mês passado que tais operações têm 'naturalmente' um volume de produção muito ⁠menor nesse período do ano, justamente porque ⁠é uma época chuvosa.

Por isso, ⁠justificou ele, a ⁠Vale ​não fez alterações no guidance de produção para o ano.

(Por Marta Nogueira)

Reuters

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