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Vendas de colheitadeiras no Brasil recuam quase 50% em fevereiro, diz Fenabrave

Vendas de colheitadeiras no Brasil recuam quase 50% em fevereiro, diz Fenabrave

Reuters

07/04/2026

Placeholder - loading - Colheitadeira carrega soja em um caminhão, em 16 de março de 2026. REUTERS/Diego Vara
Colheitadeira carrega soja em um caminhão, em 16 de março de 2026. REUTERS/Diego Vara

SÃO PAULO, 7 Abr (Reuters) - As vendas ​de colheitadeiras no Brasil caíram quase pela metade em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, pressionadas pelo cenário macroeconômico adverso, aumento de custos e pela maior preferência dos produtores pela locação de máquinas, mostraram dados divulgados nesta terça-feira pela Fenabrave.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram vendidas 142 colheitadeiras em fevereiro, queda de 17% em relação a janeiro.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o ⁠recuo ⁠foi ainda mais acentuado, de ​49,5%, ante ‌281 máquinas comercializadas em igual período de 2025.

No acumulado de janeiro e fevereiro, as vendas de colheitadeiras somaram 313 unidades, queda de 42,4% frente às 543 registradas nos dois primeiros ⁠meses do ano passado, segundo dados da entidade.

Executivos do setor apontam ​que o ambiente macroeconômico mais restritivo, juros elevados e a ​alta nos custos de produção têm levado ‌produtores a adiar ​ou substituir ⁠investimentos.

Além disso, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com a guerra envolvendo o Irã, tem contribuído para maior cautela, ao elevar a ​volatilidade dos mercados e pressionar custos logísticos e de insumos.

Outro fator que vem ganhando peso é a mudança no perfil de consumo.

'Está crescendo no Brasil a locação de colheitadeiras. Acho que este ano ​o processo de locação está um pouco mais forte', disse a consultora econômica da Fenabrave, Tereza Fernandez.

Ela indicou que produtores têm buscado alternativas para reduzir desembolsos e preservar caixa em um cenário de margens mais apertadas, diante de custos mais altos do diesel e de fertilizantes, na esteira da escalada da cotação do petróleo.

As vendas de tratores também tiveram ​queda na comparação anual, apesar de avanço mensal.

Em fevereiro, foram vendidas 2.662 ‌unidades, alta de 40,8% frente ⁠a janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, no entanto, as vendas de tratores recuaram 29,5%.

No acumulado do primeiro bimestre, ⁠as vendas totalizaram 4.552 tratores, queda de ⁠32,9% em relação ao mesmo período ⁠do ano passado, ⁠segundo ​a Fenabrave.

(Por Alberto Alerigi Jr; edição de Roberto Samora e Marta Nogueira)

Reuters

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