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Vendas de diesel no Brasil em março têm maior volume em 5 meses, mostra ANP

Vendas de diesel no Brasil em março têm maior volume em 5 meses, mostra ANP

Reuters

30/04/2026

Placeholder - loading - Um trabalhador abastece um carro com gasolina em um posto de gasolina no Rio de Janeiro, Brasil, em 10 de março de 2021. REUTERS/Pilar Olivares
Um trabalhador abastece um carro com gasolina em um posto de gasolina no Rio de Janeiro, Brasil, em 10 de março de 2021. REUTERS/Pilar Olivares

Atualizada em  30/04/2026

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 30 Abr (Reuters) - As vendas de diesel ​B pelas distribuidoras no Brasil somaram 6,3 bilhões de litros em março, alta de 10,5% sobre o mesmo mês de 2025, no maior volume mensal desde outubro do ano passado, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quinta-feira.

Na comparação com fevereiro, as vendas do combustível mais comercializado no país avançaram 18,3%, segundo os dados atualizados pela ANP em 30 de abril de 2026.

'O crescimento expressivo da demanda pelo combustível... reflete, principalmente, a recuperação da colheita da soja e o início do plantio do milho, especialmente no Centro-Oeste e em alguns Estados da região Sul, influenciando no aumento da demanda por fretes para escoar esses produtos agrícolas aos terminais marítimos', disse o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

'Outros fatores, ⁠como um avanço ⁠das exportações dos setores industrial e extrativista, também ​contribuíram para ‌ampliar o volume de bens escoados por caminhões e trens a nível nacional, resultando nesse aumento agressivo das vendas.'

O forte aumento das vendas de março ocorreu no mesmo mês em que o mercado começou a sentir os efeitos da guerra no Oriente Médio. Os primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste ⁠ano ocorreram no fim de fevereiro, causando uma disparada dos preços do petróleo e de ​seus derivados diante de uma restrição da oferta na região. No Brasil, houve restrições pontuais de oferta em algumas ​localidades em março, mas sem desabastecimento do mercado.

No acumulado do primeiro ‌trimestre, as vendas de diesel ​B totalizaram 16,8 ⁠bilhões de litros, alta de 2,8% ante o mesmo período de 2025.

Para abril, a StoneX vê a demanda ainda aquecida, 'com o aumento do volume exportado pelo setor agropecuário e pela indústria de transformação pesando nessas perspectivas.'

'Paralelo a isso, o avanço mais expressivo da colheita ​de soja no Rio Grande do Sul pode resultar em uma recuperação das vendas no Estado, após os resultados negativos observados no ano passado, quando a quebra de safra diminuiu a demanda por diesel B naquele período.'

A consultoria estima crescimento de 1,9% nas vendas de diesel B em 2026, para 70,3 bilhões de litros, mas pondera riscos baixistas. 'Por outro ​lado, é importante destacar que, em um cenário alternativo, em que os riscos econômicos e inflacionários atrelados à guerra resultem em prejuízos para as atividades agrícolas e industriais de curto prazo, espera-se também efeitos negativos sobre a demanda por diesel B.'

GASOLINA E ETANOL

No segmento de combustíveis leves, as vendas de gasolina C totalizaram 4,17 bilhões de litros em março, avanço de 12,7% na comparação anual e maior volume mensal de 2026 até agora. No primeiro trimestre, as vendas do combustível somaram 11,85 bilhões de litros, alta de 8,2% ante igual período do ano passado.

Já as vendas de etanol hidratado somaram 1,80 bilhão de litros em março, com leve alta de 1,1% sobre março ​de 2025, apontou a ANP. No acumulado de janeiro a março, porém, o biocombustível registrou queda de 6,8%, para 4,96 bilhões de ‌litros.

Na avaliação da analista de Inteligência de Mercado da ⁠StoneX Isabela Garcia, o desempenho dos combustíveis leves foi sustentado em parte por fundamentos econômicos, como melhora do mercado de trabalho e renda mais forte, mas também por um movimento de antecipação de compras ao longo de março, ⁠em meio à volatilidade internacional.

A especialista avaliou ainda que a gasolina seguiu mais ⁠competitiva até meados do mês, embora a tendência seja ⁠de recuperação gradual do etanol ⁠hidratado ​nos próximos meses com o avanço da moagem de cana no centro-sul.

(Por Roberto Samora e Marta Nogueira; edição de Letícia Fucuchima)

Reuters

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