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Venezuela pede ação 'simbólica' nas mídias sociais após publicação de Trump

Venezuela pede ação 'simbólica' nas mídias sociais após publicação de Trump

Reuters

20/01/2026

Placeholder - loading - Manifestação em frente à Assembleia Nacional em Caracas 05/01/2026 REUTERS/Maxwell Briceno
Manifestação em frente à Assembleia Nacional em Caracas 05/01/2026 REUTERS/Maxwell Briceno

20 Jan (Reuters) - O governo da Venezuela pediu aos ⁠venezuelanos nesta terça-feira que publicassem o mapa oficial do país nas mídias sociais como uma 'ação simbólica' depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma imagem alterada mostrando bandeiras dos EUA sobre a Venezuela, bem como sobre o Canadá e a Groenlândia.

A imagem, publicada no Truth Social de Trump pouco antes da 1h da manhã (horário de Washington), mostra uma versão alterada de uma foto de agosto de 2025 de líderes europeus no Salão Oval com Trump, com o ​mapa original substituído por um que mostra ⁠bandeiras dos ⁠EUA sobre a Venezuela e grande parte da América do Norte.

A foto inclui imagens de Keir Starmer, do Reino Unido, Giorgia Meloni, da Itália, Emmanuel Macron, da França, e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia - enquanto o próprio Trump e outros líderes mundiais viajavam ‌para Davos para o Fórum Econômico Mundial.

'À luz dessa situação, o Estado ​venezuelano conclama todos os cidadãos a tomar ‌medidas simbólicas em unidade, ​com o ​objetivo de defender a integridade territorial e combater a desinformação', disse o governo da Venezuela em um comunicado.

O governo pediu à população que publicasse nas mídias sociais ​o mapa oficial da Venezuela, que inclui Esequibo -- cerca de dois terços da vizinha Guiana que é reivindicada pela Venezuela, embora não seja reconhecida por nenhum país importante ou pela ONU.

Desde o ataque dos EUA a Caracas em 3 de janeiro, quando forças norte-americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro, o governo Trump tem afirmado que planeja 'administrar' a Venezuela e que está cooperando com a vice-presidente e sucessora interina de Maduro, Delcy Rodríguez.

Ao mesmo tempo em que condenou o ataque em seu país, que, segundo as autoridades venezuelanas, matou 100 pessoas, Rodríguez disse que planeja buscar canais diplomáticos com os EUA. Ela também concordou ⁠com um acordo segundo o qual as receitas do petróleo venezuelano são canalizadas para ‌contas bancárias controladas pelos EUA.

O gabinete ⁠do primeiro-ministro do Canadá não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em discurso em Copenhague nesta terça-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que não ‍abandonaria a Groenlândia e, como Trump não descartou o uso dos militares, ela também não descartou.

(Reportagem de ​Sarah ‌Morland e Maria Paula Laguna na Cidade do México e David Ljunggren em Ottawa)

Reuters

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