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    Vírus se dissemina por mais cidades chinesas; Xi Jinping diz que contenção é prioridade

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    Funcionários do hospital Jinyintan carregam caixa em Wuhan, onde pacientes com pneumonia causada por novo coronavírus estão sendo tratados 10/01/2020 REUTERS/Stringer

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    Por Se Young Lee e Colin Qian

    PEQUIM (Reuters) - O surto de um novo coronavírus se espalhou por mais cidades chinesas, incluindo a capital Pequim e Xangai, confirmaram autoridades nacionais e locais na segunda-feira, e um quarto caso foi registrado fora das fronteiras da China.

    O presidente chinês, Xi Jinping, disse que conter o surto e salvar vidas é uma prioridade porque o número de pacientes mais que triplicou e uma terceira pessoa morreu.

    Além das dificuldades de conter o vírus, centenas de milhões de chineses viajarão pelo país e exterior durante o feriado do Ano Novo Lunar, que começa nesta semana.

    Autoridades de todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos e em muitos países asiáticos, intensificaram a triagem de viajantes de Wuhan, a cidade central onde o vírus foi descoberto.

    'Wuhan é um centro importante e, com as viagens sendo uma parte relevante do ano novo chinês que se aproxima, o nível de preocupação deve permanecer alto. Há mais por vir desse surto', disse Jeremy Farrar, especialista em epidemias e diretor de doenças infecciosas da instituição de saúde global Wellcome Trust.

    Autoridades chinesas confirmaram um total de 217 novos casos do vírus na China até o início da noite desta segunda-feira (horário local), informou a televisão estatal, 198 dos quais em Wuhan.

    Cinco novos casos foram confirmados em Pequim e mais 14 na Província de Guangdong, segundo o relatório. Outro comunicado confirmou um novo caso em Xangai, elevando o número de casos conhecidos em todo o mundo para 222.

    'A vida e a saúde das pessoas devem receber a maior prioridade e a disseminação do surto deve ser resolutamente controlada', afirmou o presidente Xi à televisão estatal.

    O vírus pertence à mesma família de coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars), que matou quase 800 pessoas em todo o mundo durante um surto em 2002/03 que também começou na China.

    Os sintomas incluem febre e dificuldade respiratória, que são semelhantes a muitas outras doenças respiratórias e acabam trazendo complicações para os esforços de diagnóstico.

    ALÉM DAS FRONTEIRAS

    A Coreia do Sul confirmou na segunda-feira o primeiro caso, um chinês de 35 anos que viajou de Wuhan, o quarto paciente registrado fora da China.

    Na semana passada, foram relatados dois casos na Tailândia e um no Japão. Todos os três envolveram pessoas de Wuhan ou que visitaram a cidade recentemente.

    Um relatório do MRC Center para Análise Global de Doenças Infecciosas do London Imperial College estimou que, em 12 de janeiro, houve 1.723 casos na cidade de Wuhan com o aparecimento de sintomas relacionados. As autoridades de saúde chinesas não comentaram diretamente o relatório.

    'Esse surto é extremamente preocupante. Incertezas e lacunas permanecem, mas agora está claro que há transmissão de pessoa para pessoa', disse Farrar.

    A Organização Mundial da Saúde informou na segunda-feira que 'uma fonte animal' parece ser a principal fonte do surto e que alguma 'transmissão limitada de humanos para humanos' ocorreu entre contatos próximos.

    O Conselho de Estado da China reiterou que o governo intensificará os esforços de prevenção e para encontrar a fonte dos canais de infecção e transmissão o mais rápido possível, disse a televisão estatal na segunda-feira.

    O jornal estatal Global Times disse em um editorial que o governo precisa divulgar todas as informações e não repetir os erros cometidos com a Sars. As autoridades chinesas encobriram o surto de Sars por semanas.

    'A ocultação seria um duro golpe para a credibilidade do governo e poderia desencadear maior pânico social', disse o editorial.

    (Reportagem de Winni Zhou e Josh Horwitz em Xangai, RoxanneLiu, Sophie Yu, Judy Hua e Colin Qian; Se Young Lee em Pequim, Joyce Lee em Seul e Kate Kelland em Londres)

    Escrito por Reuters

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