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Wall Street cai devido a preocupações com guerra no Oriente Médio e com taxas de juros

Wall Street cai devido a preocupações com guerra no Oriente Médio e com taxas de juros

Reuters

24/03/2026

Placeholder - loading - Traders operam na Bolsa de Nova York 23/03/2026 REUTERS/Brendan McDermid
Traders operam na Bolsa de Nova York 23/03/2026 REUTERS/Brendan McDermid

Por Sinéad Carew e Purvi Agarwal

24 Mar (Reuters) - Os índices de Wall Street perderam ​terreno na sessão volátil desta terça-feira, com os investidores oscilando entre os temores do aumento dos preços do petróleo e as esperanças de uma solução para a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, conforme o presidente dos EUA, Trump, alegava progresso nas negociações, mesmo com reportagens sugerindo que mais tropas norte-americanas estavam indo para o Oriente Médio.

Os rendimentos dos Treasuries subiram devido à incerteza sobre a guerra e a um fraco leilão de Treasuries de 2 anos, também aumentando a pressão sobre os mercados acionários.

Os índices recuperaram algum terreno depois que Trump disse aos repórteres que os Estados Unidos estavam conversando com 'as pessoas certas' no Irã a fim de chegar a um acordo para acabar com as hostilidades e que o Irã concordou que nunca terá armas nucleares.

Mas reportagens de que o Pentágono deverá enviar milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada de elite para o Oriente ⁠Médio causaram algumas preocupações ⁠de que a guerra poderia se arrastar e manter ​os preços do ‌petróleo altos.

Na segunda-feira, os índices de Wall Street registraram seu maior ganho em um dia desde 6 de fevereiro, com os preços do petróleo caindo depois que Trump adiou os ataques contra as usinas de energia iranianas e anunciou conversas com o Irã, mesmo com Teerã negando negociações com os EUA. No entanto, os preços da energia subiram nesta terça-feira, com os futuros do petróleo bruto fechando ⁠em alta de mais de 4%.

'As ações estão tentando se firmar, já que os investidores estão com um olho ​nas mídias sociais e o outro em todas as manchetes. Estamos muito voltados para o curto prazo', disse Carol Schleif, estrategista-chefe de ​mercado da BMO Private Wealth.

'Os mercados estão tentando manter o otimismo que tinham ontem. ‌Eles estão prontos para ir além ​da ⁠conversa sobre a guerra, mesmo que ela não esteja 100% resolvida', disse Schleif, mas acrescentou: 'Há muito nervosismo. As pessoas estão observando o petróleo e as taxas de juros e se preocupando se permaneceremos em níveis mais altos por mais tempo, tanto para a energia quanto para as taxas de juros, pois isso ​poderia começar a afetar negativamente o crescimento.'

Kevin Gordon, chefe de pesquisa e estratégia macro do Schwab Center for Financial Research, em Nova York, também apontou um 'duplo golpe' de preços mais altos do petróleo e taxas mais altas como um 'cenário estagflacionário, o que, desnecessário dizer, não é um cenário positivo para o mercado de ações'.

O Dow Jones Industrial Average caiu 0,18%, para 46.124,06 pontos, o S&P 500 perdeu 0,37%, para 6.556,37 pontos, e o Nasdaq ​Composite recuou 0,84%, para 21.761,89 pontos.

Entre os 11 principais setores do S&P 500, quatro fecharam em baixa. O setor de energia liderou os ganhos, com um avanço de 2,05%, enquanto o setor de serviços de comunicação liderou as perdas, com um declínio de 2,50%, seguido por uma queda de 0,76% no setor de tecnologia.

Enquanto isso, as preocupações com o crédito privado ressurgiram após um relatório de que a Ares Management limitou os resgates em 5% em seu fundo de crédito privado, juntamente com a Apollo Global Management, conforme os pedidos de saque aumentaram. As ações da Ares caíram 1%, enquanto as da Apollo subiram 0,7%. Seus pares Blackstone e Carlyle caíram 1,25% e 0,9%, respectivamente.

Mais cedo, uma pesquisa mostrou que a atividade ​empresarial dos EUA desacelerou para o menor nível em 11 meses em março, uma vez que a guerra no Oriente Médio aumentou os preços dos produtos ‌de energia e outros insumos.

Os preços mais altos do petróleo ⁠reavivaram o nervosismo com relação à inflação e complicaram as perspectivas de taxas de juros para os bancos centrais. O Federal Reserve dos EUA adotou um tom hawkish na semana passada, projetando apenas uma redução em 2026.

Os operadores não estão mais prevendo nenhum corte nas taxas este ⁠ano, em comparação com as duas reduções esperadas antes do início do conflito no Oriente Médio. ⁠As expectativas de aumento das taxas subiram em meio à escalada das ⁠tensões na semana passada e ⁠as ​apostas mais recentes eram de uma chance de mais de 30% de aumento até o final do ano, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

Reuters

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