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WEG vê margem em 2026 dentro da média dos últimos anos, ação recua

WEG vê margem em 2026 dentro da média dos últimos anos, ação recua

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Logo da WEG na B3 25/07/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Logo da WEG na B3 25/07/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  26/02/2026

SÃO PAULO, 26 Fev (Reuters) - A fabricante de motores elétricos e equipamentos ​industriais WEG avaliou nesta quinta-feira que a margem de lucro de 2026 deve ficar dentro da média dos últimos três anos, ao redor de 22%, em meio a fatores que incluem a pressão da apreciação do real contra o dólar sobre os resultados do grupo no exterior.

A companhia encerrou 2025 com margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 22,1% ante 22,4% em 2024, segundo balanço apresentado na manhã da quarta-feira.

'Iniciamos 2026 com perspectiva de entregarmos margens próximas às dos últimos três anos', disse o vice-presidente administrativo financeiro da WEG, André Luis Rodrigues, em conferência com analistas nesta quinta-feira, citando a média do período como sendo de cerca de 22%.

As ações da companhia recuavam 3,9% às 13h18, entre ⁠as maiores quedas ⁠do Ibovespa, que cedia 0,48%.

Analistas do Itaú BBA ​citaram em relatório ‌que o quarto trimestre do ano passado para a WEG seria 'o pior trimestre em uma década', mas avaliaram que o desempenho mostrado pela empresa foi melhor que o esperado, com as margens da empresa sendo 'a grande surpresa', uma vez que elas subiram em vez de caírem como o mercado esperava.

Questionado sobre o cenário para ⁠a receita neste ano, Rodrigues afirmou que a WEG vai tentar buscar crescimento de dois ​dígitos, mas que diante do comportamento atual do câmbio 'isso aumenta o desafio de fazer acontecer'.

'Então é possível que não ​consigamos entregar a expectativa inicial de dois dígitos baixos', acrescentou, citando ‌ainda uma base de comparação ​mais forte ⁠com o ano passado.

Em 2025, a WEG teve um crescimento geral de receita operacional líquida de 7,4%, impulsionada por uma expansão de 12% no faturamento no mercado externo medido em reais. No Brasil, a receita subiu 1% no período.

O diretor de finanças ​da WEG, André Salgueiro, afirmou durante a conferência que o ritmo de entrada de pedidos de equipamentos de ciclo longo está mais positivo no mercado externo que no Brasil, mas diante das volatilidades e incertezas geradas pelo cenário tarifário e geopolítico precisa ser monitorado trimestre a trimestre.

Sobre o segmento de energia eólica no Brasil, que tem passado por fraqueza ​nos últimos anos diante de um cenário desfavorável a novos empreendimentos, Salgueiro afirmou que a expectativa é de uma retomada no médio a longo prazos, por causa da tendência de crescimento da demanda por energia versus reservatórios de hidrelétricas em situação baixa.

'É natural imaginar que novos investimentos vão acontecer nos próximos anos e a gente deve ver uma retomada em eólicas no Brasil', disse o executivo, citando que a empresa está preparada para essa demanda futura após a entrada em operação no ano passado do aerogerador de 7 megawatts da companhia, um dos maiores do mundo, na Bahia.

Salgueiro comentou, porém, ​que neste ano e em 2027 o segmento de energia eólica 'não vai ter contribuição' para os resultados da companhia.

Já na frente ‌gerada pela demanda por energia elétrica por centrais de ⁠processamento de dados nos Estados Unidos, a WEG tem apurado encomendas robustas por equipamentos de transmissão e distribuição de eletricidade, disseram os executivos.

Mas, como o mercado está sendo disputado por outros grupos, a WEG não tem notado grandes ⁠aumentos nos preços dos produtos. 'Estamos rodando com precificação bem interessante, com boa rentabilidade, ⁠mas sem vermos grandes expansões (nos preços)', disse Salgueiro.

'Se a ⁠demanda se provar mais aquecida ⁠nos ​próximos anos, poderemos entrar em um novo ciclo de preços, mas não é nosso cenário base agora', acrescentou.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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