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    “Andrà Tutto Bene” está entre as 10+ pedidas da Antena 1!

    Confira entrevista exclusiva com Cristóvam e Pedro Varela

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    “Andrà Tutto Bene” está no segundo lugar no ranking das 10+ pedidas da Antena 1!

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    A canção “Andrà Tutto Bene”, escrita pelo músico Flávio Cristóvam e com videoclipe produzido pelo diretor Pedro Varela, ganhou proporções inesperadas nas redes sociais desde seu lançamento e agora está em segundo lugar no Ranking das 10 músicas mais pedidas pelos ouvintes da Antena 1.

    A obra oferece um olhar de esperança quanto ao período de crise mundial enfrentado em função do coronavírus, onde tantos lutam para vencer esta guerra contra um inimigo invisível. Médicos, enfermeiros e auxiliares são homenageados na canção, assim como todas as pessoas que estão em seus lares ou até mesmo realizando ações voluntárias.

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    O videoclipe se inicia em preto e branco, é possível visualizar cidades vazias, desinfestação de ruas, médicos em seus afazeres, pessoas praticando exercícios, tocando instrumentos e olhando a rua das janelas de suas casas. Ao final do vídeo, a última imagem de uma avenida pouco movimentada, ganha cores, simbolizando a mensagem central de que tudo ficará bem.

    Em entrevista exclusiva, Cristóvam e Varela, contaram um pouco sobre a produção da obra, comentaram sobre como estão lidando com o período de isolamento social e deixarem uma mensagem positiva aos brasileiros.

    Confira a entrevista completa:

    Antena 1: A canção “Andrà Tutto Bene”, viralizou nas redes sociais, tendo mais 163 mil visualizações e mais de 1.940 comentários no Instagram, vocês imaginavam que ela teria tanta repercussão? 

    Flávio Cristóvam: Na verdade, os números são de milhões porque em cima desses números, somam-se os de Youtube, Facebook e ainda os que estão nas páginas de grandes influencers que também carregaram diretamente nas suas contas de Instagram. Seria impossível prever algo desta dimensão porque o alcance foi puramente orgânico, a canção e o filme viralizaram via Whatsapp e tornou-se impossível perceber a dimensão total do alcance, com milhares de shares carregados diretamente nas contas das pessoas.

    Acho que é impossível planear algo a esta escala e principalmente quando se fala de algo que não foi patrocinado ou impulsionado com dinheiro na sua divulgação. Estamos a falar de um alcance à escala global puramente orgânico. 

    Pedro varela: Para não falar nos territórios da Ásia onde a música e o filme têm circulado e que para nós fica impossível de medir visualizações, como a Índia e a China por exemplo. Vamos recebendo mensagens no Youtube e Instagram de pessoas de lá que falam que receberam de alguém etc. Maior parte dos meus amigos aqui no Brasil recebeu pelo Whatsapp... hoje o conteúdo se propaga de variadas formas e fica impossível de medir, melhor forma de medir voltou a ser a boca do povo. 

    Antena 1: Como foi o processo criativo da música? Além do sentimento de empatia presente em toda a canção, teve mais alguma razão em especial que moveu vocês? 

    Flávio Cristóvam: Regra geral, a minha forma de lidar com as coisas é agarrar a guitarra e escrever qualquer coisa num caderno... Desta vez não foi excepção. Sendo este sentimento de ansiedade transversal a quase toda a gente neste momento, acho que todos nós estamos a lidar com isso de maneiras diferentes e a minha maneira foi esta, escrever uma canção. Lembro-me de ter escrito a frase “Tempos em que a distância era a maior prova de amor” e de pensar que mais tarde, iríamos referir-nos a esta altura um pouco desta forma.

    Achei que era um pensamento interessante, porque no fundo, é como se neste momento tudo estivesse ao contrário. Foi a partir desse conceito que comecei a escrever. Estava na minha quarentena a ver TV e estavam a passar as imagens fortes de uma Itália devastada. Por entre toda essa tragédia, ver crianças a pintar arco-íris com as palavras “Andrà Tutto Bene” nas varandas das suas casas, foi algo que me saltou à vista, pelo contraste no meio de tamanha escuridão.

    Uma espécie de amuleto de esperança que ainda conseguia luzir por entre a desgraça. E a força dessa frase tornou-se tão grande que acabou por ser traduzida para muitas línguas e está a ser utilizada em quase todos os países do mundo como um sinal de esperança perante a pandemia. Acho que foi isso que me inspirou. No final acho que o que nos moveu foi a intenção de querer passar esta mensagem de esperança a todas as pessoas. 

    Antena 1: O videoclipe, assim como a música é de emocionar, qual foi a maior inspiração para ele? Encontraram alguma dificuldade em seu processo de criação? 

    Pedro varela: Eu tive a base da música para começar e o rasgo visual chegou de imediato, assim que escutei a primeira versão pela primeira vez. Depois começamos a trabalhar em paralelo. Uma certeza que eu tinha era a de que este filme teria de ser um reflexo daquilo que o mundo inteiro estava e está vivendo, esse era o gancho principal. 

    Comecei a pedir material específico para amigos, que filmaram nas suas casas etc... a moça que nos apresenta a letra da música e olha nos olhos, começou por contribuir com uns planos que eu havia pedido dela simplesmente em casa passando o tempo, mas precisava de algo mais direto, o filme não podia ser só uma reportagem.

    O clipe do Bob Dylan de 1965, o "Subterranean Homesick Blues”, me inspirou para este encontro entre a poesia da letra e o espetador, um olhar dentro dos olhos, foi talvez a decisão de estilo mais importante para o resultado final. Também gosto de trazer a cor de volta no final, afinal a proposta é essa mesmo, trazer esperança em tempos tão difíceis. 

    Antena 1: Como vocês têm lidado com este período de isolamento social? 

    Flávio Cristóvam: Tem sido difícil estar longe da família. Comecei por aproveitar para compor e trabalhar no meu novo disco, ler também um bocadinho e depois gravei este tema e com a questão de se ter tornado viral começámos a receber telefonemas de todo o mundo. Desde então, tenho passado os meus dias a responder a entrevistas e a centenas de mensagens que nos têm chegado um pouco de todo o lado. Acabou por ser uma ocupação positiva do meu tempo que não estava planeada, mas que me deixa muito contente por saber que esta mensagem já chegou tão longe. 

    Pedro varela: Melhor nos primeiros tempos, já começa a custar um pouco agora, mas temos todos que nos mentalizar que ainda vamos a meio, acredito que falta mais um mês até sairmos na rua. Só assim nós vamos proteger a nós e aos outros. É pelo bem de todos. 

    Antena 1: Muitos profissionais da saúde agradeceram o gesto solidário de vocês, gostariam de deixar uma mensagem de encorajamento para eles? 

    Flávio Cristóvam: A nossa mensagem é a que está na canção e no filme. Nunca conseguiremos transmiti-la melhor do que lá está, foi aliás essa a nossa intenção. São eles os heróis desta batalha e não há dinheiro no mundo que possa pagar a sua bondade e coragem. Um grande abraço a cada um deles. 

    Pedro varela: Não existe forma de agradecer o altruísmo, o amor e dedicação de quem trabalha na área da saúde num momento como esse, eles são os verdadeiros heróis dos nossos tempos, e entre muitas outras coisas que esta pandemia vai trazer é um novo respeito pela classe de quem trabalha na saúde, tal qual o respeito que terá de existir mais pelos professores por exemplo. 

    Antena 1: E se pudessem deixar uma mensagem aos brasileiros, qual seria? 

    Flávio Cristóvam: Muito obrigado por todo o carinho e apoio que nos tem feito chegar. Por favor evitem sair de casa ao máximo e levem o isolamento social a sério. Este é um problema grave que nos abala a todos enquanto humanos. Tem tido um impacto devastador na Europa e agora também já se começa a fazer sentir no Brasil.

    Vocês são um povo que todo o mundo ama e queremos muito que fiquem bem. Um grande abraço para todos vocês e espero que em breve possa tudo voltar à normalidade e que eu possa fazer uma visita e agradecer a cada um de vocês pessoalmente pelas bonitas mensagens. 

    Pedro varela: Gente vai correr tudo bem, mesmo..., mas por favor fiquem em casa, vamos ser fortes agora para poder mais tarde voltar com “aquele abraço” tão Brasileiro. 

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