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A HISTÓRIA PESSOAL DE ERIC CLAPTON EM “MY FATHER’S EYES”

CANÇÃO CONECTA O PAI QUE O MÚSICO NUNCA CONHECEU AO FILHO QUE PERDEU AOS QUATRO ANOS

João Carlos

22/09/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

Entre as muitas canções marcantes de Eric Clapton, poucas carregam uma história tão pessoal quanto “My Father’s Eyes”. Lançada no álbum Pilgrim, de 1998, a música estabelece uma conexão entre duas gerações da família do guitarrista: o pai que ele nunca conheceu e o filho que perdeu ainda criança.

Créditos da imagem: Amazon UK

Clapton nasceu em 1945 e nunca teve contato com seu pai biológico, Edward Walter Fryer, um militar canadense que estava na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. O músico cresceu com os avós e carregou por décadas as perguntas provocadas por essa ausência.

Tudo ganhou outro significado quando Clapton se tornou pai de Conor.

O pai nos olhos do filho

Crédito da imagem: José Ibarra

Conor nasceu em 1986. Ao observar o menino, Clapton teve uma percepção que acabaria dando origem a “My Father’s Eyes”: a ligação com o filho era o mais próximo que havia chegado de uma relação direta com um homem de sua própria linhagem.

O cantor e guitarrista explicou que percebeu que a maneira mais próxima de olhar nos olhos do pai que nunca conhecera era olhar nos olhos de seu filho.

A história ganhou uma dimensão ainda mais dolorosa em 1991, quando Conor morreu aos quatro anos após cair da janela de um apartamento em Nova York. Durante o período de luto, Clapton passou meses tocando violão e compondo. Foi nessa fase que nasceram músicas profundamente pessoais, entre elas “Tears in Heaven”, “Circus” e “My Father’s Eyes”.

“My Father’s Eyes”, porém, fazia uma ligação singular: Clapton olhava para trás, para o pai ausente, através da lembrança do filho que havia perdido.

Uma música difícil de terminar

Transformar essa história em uma gravação também não foi simples. Clapton contou que “My Father’s Eyes” passou por diversas versões e foi a música mais difícil de finalizar para o álbum Pilgrim. Segundo ele, abandonar a composição significava, em algum nível, também começar a deixar partir a memória do filho.

A canção foi finalmente lançada em 1998 e, no ano seguinte, rendeu a Clapton o Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Masculina.

Mais do que uma música sobre a ausência de um pai, “My Father’s Eyes” tornou-se uma reflexão sobre os laços de uma mesma família.

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