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Agente de imigração dos EUA é preso no Texas por tiroteio em Minneapolis

Agente de imigração dos EUA é preso no Texas por tiroteio em Minneapolis

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Agentes federais montam guarda uma semana após agente do ICE atirar fatalmente em Renee Nicole Good, no norte de Minneapolis, Minnesota, EUA 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Ryan Murphy
Agentes federais montam guarda uma semana após agente do ICE atirar fatalmente em Renee Nicole Good, no norte de Minneapolis, Minnesota, EUA 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Ryan Murphy

Por Jonathan Allen

29 Mai (Reuters) - Um ​agente de imigração dos Estados Unidos foi preso no Texas nesta sexta-feira, quase duas semanas após um promotor de Minnesota acusá-lo de agredir um venezuelano em um tiroteio não fatal em Minneapolis neste ano.

Christian Castro, agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), enfrenta quatro acusações de agressão de segundo grau e uma acusação de falsa comunicação de ⁠crime ⁠por atirar na perna de Julio ​Cesar ‌Sosa-Celis em 14 de janeiro, no auge da agressiva onda de deportações promovida pelo presidente Donald Trump em Minnesota.

Investigadores do Departamento de Investigação Criminal de Minnesota localizaram ⁠Castro no Texas e viajaram até lá, afirmou Mary Moriarty, ​procuradora-chefe do condado de Hennepin e chefe da promotoria estadual ​em Minneapolis, em um comunicado. ‌Ele foi preso ​por policiais ⁠de elite do Texas e agentes do escritório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE.

Sosa-Celis foi baleado durante ​as semanas caóticas da Operação Metro Surge, que viu centenas de agentes mascarados e armados patrulhando as ruas das maiores cidades de Minnesota em busca de imigrantes. Também em ​janeiro, agentes de imigração mataram a tiros dois cidadãos norte-americanos nas ruas de Minneapolis em dias diferentes: Renee Good e Alex Pretti.

Em todos os casos, Trump e outras autoridades do governo defenderam os agentes federais e culparam as vítimas pela violência, indignando muitos moradores de Minnesota. É incomum que promotores estaduais acusem agentes ​federais da lei, mas Castro é o segundo a ser ‌acusado pelo gabinete de Moriarty ⁠neste ano.

Ela também abriu processo contra o governo Trump para ter acesso às provas relacionadas às mortes de Good e ⁠Pretti, e disse que está avaliando ⁠a possibilidade de processar os ⁠agentes responsáveis pelas ⁠mortes.

(Reportagem ​de Jonathan Allen em Nova York; reportagem adicional de Ted Hesson)

Reuters

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