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Alemanha defende treinamento obrigatório de reservistas para fortalecer Forças Armadas

Alemanha defende treinamento obrigatório de reservistas para fortalecer Forças Armadas

Reuters

01/07/2026

Placeholder - loading - Fuzis G36 estão alinhados em instalações militares onde reservistas alemães realizam treinamento de tiro 6 de março de 2025 REUTERS/Nadja Wohlleben
Fuzis G36 estão alinhados em instalações militares onde reservistas alemães realizam treinamento de tiro 6 de março de 2025 REUTERS/Nadja Wohlleben

BERLIM, 1 Jul (Reuters) - O governo ​alemão aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que permitiria a convocação obrigatória de reservistas para treinamento, como parte dos planos para reforçar as tropas e aumentar sua capacidade de defesa diante de uma Rússia cada vez mais agressiva.

A Alemanha pretende dobrar seu contingente de reservistas até meados da próxima década, para pelo menos 200 ⁠mil ⁠membros, além da meta de ​pelo ‌menos 260 mil soldados na ativa.

O ministro da Defesa, Boris Pistorius, tem alertado repetidamente que a Alemanha deve estar “pronta para a guerra” e melhorar ⁠sua capacidade de mobilizar forças rapidamente no caso de ​um grande conflito europeu.

Um ponto-chave é a revogação ​da exigência de que tanto o ‌reservista quanto ​o empregador ⁠concordem com a convocação para treinamento. Em contrapartida, as Forças Armadas planejam aumentar a atratividade do serviço de reserva ​e conceder aos empregadores um prazo de aviso prévio mais longo.

O projeto de lei visa garantir que os reservistas permaneçam treinados e rapidamente disponíveis caso ​a Otan exija que a Alemanha mobilize forças com rapidez. O Ministério da Defesa argumenta que a dependência da participação voluntária não é mais suficiente, dada a situação de segurança na Europa.

O Parlamento deve analisar o projeto após o recesso de verão, e o ministério espera que ​a lei entre em vigor no início do próximo ‌ano.

A associação alemã de reservistas ⁠avaliou positivamente o projeto de lei após sua divulgação em maio.

No entanto, a associação empresarial alemã DIHK ⁠afirmou que as empresas deveriam receber ⁠um aviso prévio de ⁠pelo menos ⁠três ​meses, em vez das oito semanas previstas.

(Reportagem de Miranda Murray)

Reuters

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