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Alemanha e Itália alertam para riscos à competitividade da UE e pedem medidas concretas

Alemanha e Itália alertam para riscos à competitividade da UE e pedem medidas concretas

Reuters

21/01/2026

Placeholder - loading - Bandeiras da União Europeia 18/12/2025. REUTERS/Stephanie Lecocq/File Photo
Bandeiras da União Europeia 18/12/2025. REUTERS/Stephanie Lecocq/File Photo

BERLIM, 21 Jan (Reuters) - Alemanha e Itália ⁠alertaram que a União Europeia corre o risco de ficar atrás dos Estados Unidos e da China a menos que os líderes cheguem a um acordo sobre as reformas para reavivar a competitividade do bloco, de acordo com um documento preparado antes de uma cúpula informal no próximo mês.

O documento, que posiciona Alemanha e Itália como as ​principais potências industriais da Europa, ⁠pede mudanças ⁠radicais para reduzir a burocracia, acelerar as aprovações de licenças e aprimorar o mercado único europeu.

O documento, analisado pela Reuters, alerta que os padrões de vida e a soberania da Europa estão ‌ameaçados, com muitos novos concorrentes aumentando sua influência global.

'Continuar ​no caminho atual não é ‌uma opção. A ​Europa deve ​agir agora', afirma o comunicado conjunto.

O documento foi elaborado para o Retiro dos Líderes em Alden Biesen, na Bélgica, ​em 12 de fevereiro, onde o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pressionarão por uma estratégia coordenada da UE para apoiar as empresas e atrair investimentos.

O documento pede que os líderes usem a reunião e o Conselho Europeu em março para chegar a um acordo sobre compromissos concretos.

O documento cita números do Fundo Monetário Internacional que mostram que as barreiras internas da UE equivalem a tarifas internas de ⁠até 44% para o comércio de mercadorias e mais de ‌110% para o comércio ⁠de serviços. O texto pede uma 'ambiciosa redução da carga regulatória.'

Ele ainda propõe procedimentos de aprovação acelerados, revogação rotineira ‍de leis ultrapassadas e análise mais rigorosa de novas regras, com relatórios ​regulares ‌aos líderes da UE sobre o progresso.

(Reportagem de Andreas Rinke)

Reuters

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