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André Mendonça é o novo relator do caso Master no STF

André Mendonça é o novo relator do caso Master no STF

Reuters

13/02/2026

Placeholder - loading - Ministro do STF André Mendonça 01/12/2021 REUTERS/Adriano Machado
Ministro do STF André Mendonça 01/12/2021 REUTERS/Adriano Machado

13 Fev (Reuters) - O ministro André Mendonça, do ​Supremo Tribunal Federal (STF), é o novo relator do caso envolvendo o Banco Master na corte, informou o tribunal na noite de quinta-feira, após divulgação de nota assinada pelos 10 juízes no tribunal na qual foi anunciada a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso.

Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso Master no Supremo na quinta, após um dia de fortes pressões com o aumento dos questionamentos sobre a ⁠condução ⁠do magistrado nessa investigação e o ​surgimento ‌de novas informações envolvendo o próprio ministro com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal informou, em relatório sobre as investigações sobre o Master encaminhado ao presidente do STF, Edson ⁠Fachin, que existem indícios que apontam para a suspeição de ​Toffoli para conduzir o caso, embora a corporação não tenha requerido ​que o ministro fosse declarado suspeito.

Mais ‌cedo na quinta, ​o gabinete ⁠de Toffoli reconheceu em nota ter tido uma participação societária em uma empresa que realizou uma negociação imobiliária com um cunhado de Vorcaro, mas ​negou ter recebido 'valores' do presidente da instituição bancária.

Toffoli afirmou ainda que a operação imobiliária -- na qual ele recebeu dividendos como cotista e não administrador da empresa -- ocorreu meses antes de ele assumir a ​relatoria do caso Master no STF, garantindo que 'jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro'.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro do ano passado, em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre suposta fraude envolvendo a negociação de títulos de crédito inexistentes, além do que ​o BC descreveu como uma grave crise de liquidez, forte deterioração financeira ‌e sérias violações de normas.

Seu ⁠colapso atraiu atenção após a instituição financeira comercial ter se expandido rapidamente vendendo títulos de alto rendimento comercializados com cobertura do Fundo ⁠Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC, de capital privado, ⁠estimou o pagamento de R$40,6 bilhões ⁠a cerca de ⁠800 ​mil investidores após a liquidação do banco.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

Reuters

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