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Aneel vê alta de 8% na tarifa de energia em 2026, sem contar com efeito de alívio do UBP

Aneel vê alta de 8% na tarifa de energia em 2026, sem contar com efeito de alívio do UBP

Reuters

17/03/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

SÃO PAULO, 17 Mar (Reuters) - As tarifas ​de energia elétrica poderiam aumentar 8% em média no Brasil em 2026, superando os índices inflacionários do IGP-M e IPCA, previstos em 3,1%, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgada nesta terça-feira, que ainda não considera eventual alívio tarifário advindo do Uso de Bem Público (UBP).

O aumento tarifário deste ano reflete principalmente o avanço da ⁠Conta ⁠de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo cobrado ​na ‌conta de luz que serve para financiar uma série de políticas públicas do setor elétrico.

O orçamento da CDE para 2026 totaliza R$52,7 bilhões, sendo que ⁠R$47,8 bilhões serão custeados pelos consumidores via conta ​de luz. Além da alta orçamentária de 15,4% em ​2026, as tarifas também serão afetadas ‌por ajustes ​feitos para ⁠cobrir custos da CDE do ano passado, já que valor final de 2025 ficou acima do orçado inicialmente.

O cálculo ​da Aneel não considera uma medida que poderá trazer alívio tarifário para 21 distribuidoras do país, mas que ainda não está regulamentada: a repactuação do saldo ​do Uso de Bem Público (UBP), espécie de royalties pagos por hidrelétricas.

Uma lei aprovada no ano passado permitiu que geradores repactuassem parcelas vincendas do UBP, e que esse saldo fosse direcionado para alívio tarifário dos consumidores de energia nas regiões de influência da Sudam/Sudene.

Ao todo, essa repactuação pode chegar ​a R$7,9 bilhões, apontou a Aneel, mas o valor ‌final depende da adesão dos ⁠geradores à regulamentação que está em discussão. Caso a repactuação some o máximo de R$7,9 bilhões, haveria ⁠uma redução média de 10,6% das ⁠tarifas residenciais nas regiões da ⁠Sudam/Sudene, enquanto ⁠a ​nível nacional, o efeito médio seria de 2,9%.

(Por Letícia Fucuchima)

Reuters

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