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    Antes de prestar depoimento, Alckmin manifesta apreço ao MP e diz que campanhas foram corretas

    Por Thomson Reuters

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    SÃO PAULO (Reuters) - Pouco antes de prestar depoimento em uma investigação que apura suposto caixa 2 em suas campanhas de 2010 e 2014, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira que tem apreço pelo Ministério Público e que todas as suas disputas eleitorais foram corretas e dentro da lei.

    O tucano foi chamado pelo MP para depor nesta quarta em um caso oriundo da delação premiada da Odebrecht que apontou doações não contabilizadas, o chamado caixa 2, em suas campanhas vitoriosas ao governo do Estado de São Paulo em 2010 e 2014.

    'Ministério Público é uma entidade, uma instituição de grande valor', disse Alckmin a jornalistas, após participar de sabatina do grupo Todos pela Educação, em São Paulo.

    'É dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas, transparência absoluta. Vou esclarecer o que quiserem que esclareça. As minhas campanhas sempre foram modestas e rigorosamente dentro da lei', assegurou.

    Na entrevista, Alckmin também buscou esclarecer sua proposta de cobrança na pós-graduação em universidades públicas, e disse que os cursos de mestrado e doutorado não seriam atingidos pela medida, apenas os cursos de especialização, ficando isentos os professores.

    'Quando me perguntaram sobre cobrar em universidade, eu disse que não, que poderia ter cobrança na pós-graduação, que é o que eu defendo, no lato sensu, no strictu senso não. Então, mestrado, doutorado, caso dos professores, não tem cobrança. Agora, especialização, sim, você pode cobrar. Aliás, as universidades públicas, hoje a especialização, depois da pessoa formada, é uma fonte de financiamento', explicou.

    'Não tem cobrança em mestrado, doutorado, professor', garantiu.

    Durante a sabatina, Alckmin disse que pretende ser 'o presidente da primeira infância' e que, se eleito, terá a meta de colocar todas as crianças de 4 a 5 anos de idade na escola.

    O tucano disse que, à medida que fizer o ajuste fiscal --voltou a repetir que, se eleito, vai zerar o déficit primário em até dois anos--, poderá aumentar o investimento em educação e defendeu a descentralização da gestão do setor.

    Alckmin disse que um eventual governo seu irá priorizar a educação básica, quando indagado sobre o fato de atualmente os investimentos em ensino superior serem maiores do que nos ensinos básico e fundamental.

    Na sabatina, o candidato do PSDB também foi questionado sobre o escândalo da merenda escolar no Estado de São Paulo, que ele governou até o início deste ano, e voltou a afirmar que as irregularidades foram descobertas pelo seu governo em atuação conjunta com o Ministério Público.

    Ele criticou também a regra federal que determina que os alimentos para a merenda escolar devem ser adquiridos de agricultores familiares, argumentando que seu governo em São Paulo já fez isso e que a regra é desnecessária.

    'Você faz a licitação, entram só as cooperativas de pequenos agricultores. A cooperativa entra, ganha pelo menor preço e entrega o produto. Zero problema. O produto foi entregue, menor preço, qualidade. O problema é que nós, com o Ministério Público, nós é que descobrimos que tinham cooperativas com estelionatários, que fraudavam os seus cooperados', disse.

    'Nós descobrimos, nós punimos e nós corrigimos', afirmou o ex-governador.

    (Reportagem de Eduardo Simões)

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