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Após altas recentes, taxas dos DIs têm baixas leves com exterior no radar

Após altas recentes, taxas dos DIs têm baixas leves com exterior no radar

Reuters

24/04/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, Brasil, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, Brasil, em 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 24 ​Abr (Reuters) - Após subirem nas últimas três sessões, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem nesta sexta-feira leves baixas, com os investidores monitorando o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries avançam.

Às 10h26, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,665%, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,696% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,65%, ⁠estável ⁠ante 13,653%.

No mesmo horário, o rendimento ​do Treasury ‌de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,342%.

Nas últimas três sessões, as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã pressionaram a renda fixa ⁠brasileira, com a curva a termo exibindo prêmios maiores.

Na noite de ​quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre ​Israel e o Líbano será estendido por ‌três semanas e ​descartou o ⁠uso de armas nucleares na guerra com o Irã.

A pressão sobre Teerã para um acordo também continua, com o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmando ​nesta sexta-feira que o bloqueio dos EUA ao Irã está se tornando global.

No Brasil, o governo anunciou na quinta-feira que propôs ao Congresso um projeto de lei complementar que permitirá transformar ganhos extraordinários de arrecadação provenientes ​da alta do preço do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

A partir da eventual aprovação do projeto pelo Legislativo, o governo editará decretos com as reduções tributárias, que poderão beneficiar diesel, gasolina, etanol e biodiesel com cortes em PIS, Cofins e Cide.

Ainda que o governo busque minimizar os impactos da guerra sobre a inflação, os investidores seguem consolidando as apostas de corte na ​próxima semana de apenas 25 pontos-base da Selic, hoje em 14,75% ao ano.

Na ‌quarta-feira pós-feriado -- dado consolidado mais recente -- ⁠as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de ⁠redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, ⁠um dia antes de EUA e ⁠Irã fecharem o ⁠cessar-fogo ​de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Reuters

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