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    NOTÍCIAS SOBRE juros

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    Febraban vai apresentar proposta para redução de juros a Bolsonaro, diz presidente do Bradesco

    Por Tatiana Bautzer e Carolina Mandl e Rodrigo Campos

    NOVA YORK (Reuters) - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vai apresentar ao presidente eleito Jair Bolsonaro, quando ele assumir em janeiro, propostas visando reduzir as taxas de juros de empréstimos, disse o presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, em entrevista à Reuters.

    Lazari afirmou, em entrevista na terça-feira à margem de um evento organizado pelo banco em Nova York, que as propostas da Febraban vão incluir reformulação da lei de falências e a redução dos serviços obrigatórios de cartórios que elevam os custos de crédito.

    O movimento ocorre no momento em que o Banco Central está procurando maneiras de cortar as taxas de juros ao consumidor, que são em média de 260 por cento ao ano para linhas de crédito rotativo, segundo dados do BC. Isso se compara com 6,5 por cento da taxa Selic de referência do país.

    Lazari disse que o banco espera que sua carteira de empréstimos cresça em um ritmo mais rápido em 2019 do que este ano, à medida que a economia brasileira acelera. Sua carteira de empréstimos corporativos deve crescer perto de 10 por cento em 2019, e o crédito para pessoas físicas pode crescer a taxas ainda mais altas, disse ele.

    O Bradesco espera fechar 150 agências neste ano e outras 150 agências no próximo ano, disse Lazari.

    Lazari disse que o Bradesco espera que seu banco digital alcance o ponto de equilíbrio até junho. O banco apenas digital tem 500 mil clientes, uma fração dos 24 milhões de correntistas do Bradesco.

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    Juro precisa ser menor que os lucros, diz Haddad

    (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que o Banco Central em seu governo terá como tarefa, além de controlar a inflação, realizar uma reforma bancária que terá que garantir que os juros sejam menores que os lucros dos empresários.

    O programa do PT propõe uma reforma bancária em que haverá uma taxação sobre os bancos para estimular a redução do chamado spread bancário --diferença entre o juro pago quando os bancos captam os recursos e o juro cobrado dos clientes nos empréstimos.

    'Não vai dar para só trabalhar a questão de redução da inflação com juros ao consumidor e ao empresário nesse nível', disse Haddad em entrevista à TV Band. 'Temos que fazer no Brasil o que fez o mundo inteiro: o juro tem que ser menor que o lucro.'

    Questionado sobre quem seria o presidente do Banco Central, Haddad admitiu que poderia ser alguém do setor bancário ou alguém do mercado financeiro, mas que aceite fazer a reforma que está nos planos do PT.

    'Alguém que entende de banco, pode (ser alguém do mercado), para controlar a inflação e reduzir os juros para o tomador. Não basta reduzir os juros para quem empresta, para quem toma nós temos que reduzir os juros', disse.

    O petista ressaltou, no entanto, que esse não seria o perfil do seu ministro da Fazenda. Repetiu, mais uma vez, que não quer um banqueiro no cargo, mas alguém ligado à produção.

    PREVIDÊNCIA

    Haddad disse ainda que deverá cuidar, no primeiro ano de governo, caso seja eleito, de uma reforma da Previdência no setor público.

    O petista disse que pretende negociar com os servidores públicos, mostrando que a Previdência de alguns Estados quebrou e é necessário mudar para manter o sistema em dia.

    'No primeiro ano nós vamos só mexer no regime público e depois nós vamos propor a convergência dos dois regimes para um só, e aí vamos discutir todas as variáveis do modelo', afirmou.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Inadimplência cai em agosto a menor nível histórico, aponta BC

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A inadimplência no Brasil caiu a 4,2 por cento em agosto, menor patamar da série iniciada pelo Banco Central em março de 2011, refletindo a desalavancagem de empresas e famílias apesar de a economia não estar avançando em 2018 com o fôlego inicialmente esperado pelo governo.

    Divulgado pelo BC nesta quarta-feira, o dado é referente ao segmento de recursos livres, em que as taxas de juros são livremente definidas pelos bancos. Em julho, o percentual de não pagamento havia sido de 4,3 por cento e, em agosto do ano passado, de 5,6 por cento.

    'Essa redução continua uma trajetória que a gente vem observando desde 2017. Essa recuperação se deve a, por um lado, retomada da atividade, ainda que gradual, e por outro lado ao desempenho do próprio setor bancário no gerenciamento das suas operações de crédito', afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.

    O movimento se deu em meio ao leve barateamento das condições de crédito. Em agosto, os juros médios foram a 38,0 por cento ao ano no mesmo segmento, sobre 38,1 por cento em julho.

    Mesmo assim, o custo médio dos financiamentos continua bastante distante da Selic, que segue em seu menor nível histórico, de 6,5 por cento ao ano, nível que foi mantido pelo Banco Central em sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada.

    Em agosto, o spread bancário no segmento de recursos livres caiu a 28,9 pontos percentuais, recuo de 0,5 ponto sobre o mês anterior.

    Em coletiva de imprensa, Rocha reconheceu que 'as taxas (de juros) em geral são mais altas do que nós desejaríamos', mas destacou que o BC segue engajado em sua agenda institucional de estimular transparência e competição no mercado de crédito, para além de algumas medidas já implementadas, como por exemplo para redução dos juros no cartão de crédito.

    Ele também reforçou que cabe ao consumidor priorizar instituições e modalidades que lhe são mais favoráveis, buscando sempre condições mais baratas.

    'Há o que se esperar em redução dessas taxas, mas como em qualquer mercado da economia, o preço do produto que você está adquirindo tem que ser capaz de guiar as decisões de consumo', pontuou.

    ESTOQUE

    O estoque geral de crédito no país, que também inclui os recursos direcionados, teve alta de 1,0 por cento em agosto sobre julho, a 3,155 trilhões de reais, alcançando 46,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Segundo o BC, a desvalorização cambial respondeu por 0,3 ponto percentual deste avanço, já que a forte alta do dólar sobre o real no mês, que foi alavancada por incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais, elevou o saldo total em algumas modalidades de crédito, como por exemplo os repasses externos e o financiamento às exportações.

    A jornalistas, Rocha destacou que o movimento respondeu por uma elevação de 10 bilhões de reais do estoque de crédito no mês, o que representa, na prática, uma atualização de quanto os devedores têm que pagar a mais em seus financiamentos unicamente pela exposição que têm ao dólar.

    Questionado se a cifra não representava um risco, o chefe do Departamento de Estatísticas do BC avaliou que 'as modalidades que são de alguma forma indexadas à variação cambial são muito poucas e esses montantes são pequenos em relação ao total de crédito'.

    No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a expansão do estoque de crédito no país foi de 2,1 por cento, alcançando 3,4 por cento em 12 meses.

    No fim de junho, o BC piorou sua estimativa para o mercado de crédito no país a um crescimento de 3 por cento em 2018, ante expectativa anterior de 3,5 por cento. A próxima projeção da autoridade monetária sobre o tema sairá no Relatório Trimestral de Inflação, que será publicado nesta quinta-feira.

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    Estoque de crédito no Brasil sobre 0,7% em junho, empresas puxam expansão

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O estoque geral de crédito no país cresceu 0,7 por cento em junho sobre maio, a 3,130 trilhões de reais, com destaque para o aumento do apetite das empresas por financiamentos, movimento que teimava acontecer em meio à ainda lenta retomada da economia.

    Mesmo num mês marcado pelos reflexos da greve dos caminhoneiros, o avanço no estoque de crédito das pessoas jurídicas foi de 1,2 por cento sobre maio, três vezes superior à expansão vista no crédito às famílias, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

    'É uma tendência que as pessoas jurídicas passem a crescer sempre o triplo das famílias? Eu diria que não', afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha. 'O que eu diria que parece uma tendência é o crescimento nos saldos tanto das pessoas jurídicas, quanto das pessoas físicas', completou.

    Segundo Rocha, o crédito para empresas continua sendo puxado pelas modalidades mais ligadas à necessidade de recursos em prazo mais curto, como desconto de duplicata e antecipação de faturas. Em junho, o financiamento às exportações também se destacou.

    Segundo ele, o desempenho mais modesto do crédito às famílias foi impactado em junho pela redução do saldo no cartão de cartão de crédito à vista, afetado pela base de comparação, já que maio é marcado pelo Dia das Mães.

    No acumulado do ano, o estoque total de crédito subiu 1,2 por cento, guiado pelos financiamentos às pessoas físicas, que cresceram 2,7 por cento. Entre as empresas, o estoque caiu 0,4 por cento.

    Em 12 meses, o saldo de financiamentos no Brasil teve alta de 1,7 por cento, com elevação de 6,2 por cento para as famílias e recuo de 3,1 por cento para as companhias, divulgou o BC.

    No fim de junho, o BC piorou sua estimativa para o mercado de crédito no país, com crescimento de 3 por cento em 2018, ante expectativa de 3,5 por cento. Neste cenário, estimou que o saldo das operações às famílias avançará 7,5 por cento, beneficiado pelo custo mais barato dos financiamentos e redução do nível de endividamento dos consumidores.

    Mas, para as pessoas jurídicas, projetou recuo de 2 por cento no ano, 'em contexto de desalavancagem das empresas e maior dinamismo nos mercados de capitais e externo'.

    Olhando apenas para o segmento de recursos livres, em que as taxas de juros são livremente definidas pelos bancos, os juros médios caíram a 38,5 por cento ao ano em junho, sobre 39,2 por cento em maio, acumulando no ano queda de 1,8 ponto percentual.

    O movimento se deu em meio ao ciclo de afrouxamento monetário promovido pelo BC, que levou a Selic ao seu menor patamar histórico, de 6,5 por cento ao ano.

    Ao mesmo tempo, o spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final, passou em junho a 29,4 pontos percentuais no segmento de recursos livres, ante 31 pontos em maio. No semestre, a queda foi de 2,4 pontos.

    Já a inadimplência no mesmo segmento foi a 4,4 por cento em junho, sobre 4,6 por cento em maio, acumulando nos seis primeiros meses de 2018 um recuo de 0,5 ponto.

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    Estoque de crédito no Brasil sobre 0,7% em junho, empresas puxam expansão

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O estoque geral de crédito no país cresceu 0,7 por cento em junho sobre maio, a 3,130 trilhões de reais, com destaque para o aumento do apetite das empresas por financiamentos, movimento que teimava acontecer em meio à ainda lenta retomada da economia.

    Mesmo num mês marcado pelos reflexos da greve dos caminhoneiros, o avanço no estoque de crédito das pessoas jurídicas foi de 1,2 por cento sobre maio, três vezes superior à expansão vista no crédito às famílias, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

    'É uma tendência que as pessoas jurídicas passem a crescer sempre o triplo das famílias? Eu diria que não', afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha. 'O que eu diria que parece uma tendência é o crescimento nos saldos tanto das pessoas jurídicas, quanto das pessoas físicas', completou.

    Segundo Rocha, o crédito para empresas continua sendo puxado pelas modalidades mais ligadas à necessidade de recursos em prazo mais curto, como desconto de duplicata e antecipação de faturas. Em junho, o financiamento às exportações também se destacou.

    Segundo ele, o desempenho mais modesto do crédito às famílias foi impactado em junho pela redução do saldo no cartão de cartão de crédito à vista, afetado pela base de comparação, já que maio é marcado pelo Dia das Mães.

    No acumulado do ano, o estoque total de crédito subiu 1,2 por cento, guiado pelos financiamentos às pessoas físicas, que cresceram 2,7 por cento. Entre as empresas, o estoque caiu 0,4 por cento.

    Em 12 meses, o saldo de financiamentos no Brasil teve alta de 1,7 por cento, com elevação de 6,2 por cento para as famílias e recuo de 3,1 por cento para as companhias, divulgou o BC.

    No fim de junho, o BC piorou sua estimativa para o mercado de crédito no país, com crescimento de 3 por cento em 2018, ante expectativa de 3,5 por cento. Neste cenário, estimou que o saldo das operações às famílias avançará 7,5 por cento, beneficiado pelo custo mais barato dos financiamentos e redução do nível de endividamento dos consumidores.

    Mas, para as pessoas jurídicas, projetou recuo de 2 por cento no ano, 'em contexto de desalavancagem das empresas e maior dinamismo nos mercados de capitais e externo'.

    Olhando apenas para o segmento de recursos livres, em que as taxas de juros são livremente definidas pelos bancos, os juros médios caíram a 38,5 por cento ao ano em junho, sobre 39,2 por cento em maio, acumulando no ano queda de 1,8 ponto percentual.

    O movimento se deu em meio ao ciclo de afrouxamento monetário promovido pelo BC, que levou a Selic ao seu menor patamar histórico, de 6,5 por cento ao ano.

    Ao mesmo tempo, o spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final, passou em junho a 29,4 pontos percentuais no segmento de recursos livres, ante 31 pontos em maio. No semestre, a queda foi de 2,4 pontos.

    Já a inadimplência no mesmo segmento foi a 4,4 por cento em junho, sobre 4,6 por cento em maio, acumulando nos seis primeiros meses de 2018 um recuo de 0,5 ponto.

    (Edição de Patrícia Duarte)

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    BCE anuncia fim de compra de títulos mas sinaliza que alta dos juros está distante

    Por Gederts Gelzis e Balazs Koranyi e Francesco Canepa

    RIGA/FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quinta-feira que vai encerrar o programa de compras de títulos até o final do ano, seu maior passo no encerramento do estímulo da época da crise uma década após o início da desaceleração econômica da zona do euro.

    Mas em um anúncio equilibrado que reflete as incertezas que pairam sobre a economia da região, o BCE também sinalizou que a medida não significará um rápido aperto da política monetária ao acrescentar que a taxa de juros permanecerá em mínimas recordes pelo menos até o verão de 2019 (no hemisfério norte) e por quanto tempo for necessário .

    A nova orientação sobre os juros levou o euro a recuar mais de 1 por cento ante o dólar. Os mercados esperavam um aumento de 0,1 ponto percentual na taxa de depósito do BCE, atualmente em -0,4 por cento, até junho de 2019.

    O presidente do banco, Mario Draghi, se recusou a dar mais detalhes sobre o momento de um movimento nos juros durante coletiva de imprensa após a decisão.

    Não discutimos quando elevar os juros , disse ele.

    Esta decisão foi tomada na presença de uma economia forte, com crescente incerteza , disse ele sobre um cenário político caracterizado principalmente pelo aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos, a Europa e a China.

    O BCE também reduziu sua previsão de crescimento da zona do euro para este ano de 2,4 para 2,1 por cento, ao mesmo tempo em que elevou sua estimativa para a inflação de 1,4 para 1,7 por cento, em grande parte como resultado do aumento dos preços do petróleo.

    Este é um balanço muito fino - um pouco mais 'hawkish' em relação ao programa de estímulo, mas 'dovish' com as taxas - que Mario Draghi espera que mantenha os mercados sob controle , disse Neil Wilson, analista-chefe de mercado da Markets.com.

    Embora a normalização completa da política monetária demore anos, os investidores já estão preparados para o fim do dinheiro fácil dos bancos centrais do mundo. O Federam Reserve retirou na quarta-feira a promessa de estímulo da época da crise enquanto o BCE há havia começado a reduzir o suporte após cinco anos de crescimento econômico.

    O BCE explicou que o ritmo mensal de compras de ativos será reduzido pela metade, a 15 bilhões de euros, de setembro até o final de dezembro de 2018, ponto no qual as compras irão acabar.

    Ao definir uma data específica para o fim do estímulo, o BC está dando um passo mais decisivo do que quando o banco central dos EUA iniciou sua própria redução em dezembro de 2013. Na época, o Federal Reserve não se comprometeu com um fim específico ou qualquer medida subsequente.

    A maior complicação seria um cenário econômico obscuro devido à guerra comercial em desenvolvimento, um desafio populista do novo governo da Itália e a redução da demanda por exportações.

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