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Taxas dos DIs se firmam em baixa com Treasuries acomodados e dólar em queda

Taxas dos DIs se firmam em baixa com Treasuries acomodados e dólar em queda

Reuters

21/01/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais 02/09/2020. REUTERS/Adriano Machado

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 21 ⁠Jan (Reuters) - As taxas dos DIs se firmaram em baixa nesta quarta-feira, em um dia de maior acomodação dos Treasuries no exterior e de recuo firme do dólar ante o real, em meio ao fluxo de recursos de estrangeiros para a bolsa brasileira.

Às 12h30, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,145%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,197% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,75%, com ​recuo de 5 pontos-base ante o ajuste ⁠de 13,804%. ⁠O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- cedia para 4,283%, ante 4,295%.

No exterior, após o forte avanço visto na véspera, os rendimentos dos Treasuries seguiam em leve baixa nesta tarde de quarta-feira, após o presidente dos Estados ‌Unidos, Donald Trump, ter descartado o uso da força para passar ​a controlar a Groenlândia.

'As pessoas pensaram que ‌eu usaria a força, ​mas ​eu não preciso usar a força', disse Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. 'Eu não quero usar a força. Eu não ​usarei a força.'

Como previsto, Trump não anunciou em seu discurso o futuro chair do Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell, mas pontuou que todos os entrevistados para o cargo são ótimos, acrescentando que o problema é que eles mudam quando conseguem a função.

Além da queda dos rendimentos dos Treasuries, a baixa das taxas futuras no Brasil está em sintonia com o aprofundamento das perdas do dólar ante o real, em mais um dia de fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa.

Pela manhã, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, ⁠controlada pelo Banco Master.

Conforme o BC, a liquidação ocorreu 'em razão do comprometimento ‌da sua situação econômico-financeira, da sua ⁠insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial'.

Outro ponto de atenção é ‍o cenário político, após notícias na imprensa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ​cancelou ‌a visita que faria na quinta-feira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília.

Reuters

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