alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE manha

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bovespa recua com declarações de Bolsonaro e exterior endossando realização de lucros

    Bovespa recua com declarações de Bolsonaro e exterior endossando realização de lucros

    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava quase 2 por cento nesta quarta-feira, com as declarações do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) sobre a reforma da Previdência e a privatização da Eletrobras servindo de argumento para um movimento de realização de lucros, enquanto agentes financeiros esperam pesquisa Datafolha no final do dia.

    Notícia envolvendo o principal o conselheiro econômico de Bolsonaro em investigações sobre fraudes com fundos de pensão de estatais era mais um fator para as vendas, assim como o exterior desfavorável, após a bolsa abrir a semana com a maior alta em mais de dois anos.

    Às 11:18, o Ibovespa caía 1,88 por cento, a 84.471,69 pontos. O volume financeiro somava 3,65 bilhões de reais.

    Na véspera, o índice de referência do mercado acionário brasileiro fechou estável, mas na segunda-feira registrou a maior alta diária em mais de dois anos, após votação expressiva de Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial, que disputará em segundo turno com Fernando Haddad, do PT, no próximo dia 28.

    'As declarações recentes do candidato (Jair Bolsonaro) e do seu principal articulador político, o deputado Onyx Lorenzoni, indicam menor ímpeto privatizante do que Paulo Guedes propagandeava e levantam dúvidas sobre a viabilidade das principais reformas', disse o economista-chefe da Rio Bravo Investimentos, Evandro Buccini.

    Na véspera, Bolsonaro disse acreditar que a proposta da Previdência do governo de Michel Temer como está 'dificilmente vai ser aprovada' e que buscará aprovar uma reforma que tenha aceitação do Parlamento e que a população entenda como sendo justa e necessária.

    Cotado para assumir o Ministério da Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro, o deputado reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse na terça-feira que o presidenciável, se eleito, não vai apoiar a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo do presidente Michel Temer.

    'Temos motivos para certa cautela em um primeiro momento, mas o foco mesmo está na pesquisa Datafolha a ser divulgada hoje à partir das 19 horas, a qual tende a trazer importantes atualizações para o segundo turno', escreveu a equipe da corretora H.Commcor, em relatório a clientes.

    No exterior, as bolsas norte-americanas e europeias recuavam, em meio ao avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA após dados mais fortes de preços ao produtor e apreensões sobre o crescimento global. Em Nova York, o S&P 500 cedia 0,67 por cento.

    DESTAQUES

    - ELETROBRAS ON e ELETROBRAS PNB recuavam 13,2 e 13,62 por cento após Bolsonaro afirmar em entrevista à Band TV que tem resistências em relação à privatização na companhia, citando a área de geração de eletricidade. Ele comentou que, se for eleito, no setor de energia elétrica 'a gente não vai mexer'.

    - CEMIG PN perdia 3,65 por cento, em um movimento de realização de lucro, após fortes ganhos no começo da semana, que foram embalados por expectativa de privatização da estatal mineira, após o resultado do primeiro turno das eleições para o governo de Minas Gerais.

    - MRV tinha queda de 4,06 por cento, após divulgar Na noite da véspera queda de 6,6 por cento nas vendas contratadas do terceiro trimestre ante mesmo período de 2017, a 1,445 bilhão de reais, embora a geração de caixa da companhia tenha dobrado, impulsionada por recebimentos de vendas anteriores. [nL2N1WP1V7

    - GOL PN caía 6,54 por cento, também penalizada pelo movimento de realização de lucros no pregão, conforme o dólar avançava mais de 1 por cento em relação ao real.

    - PETROBRAS PN cedia 3,39 por cento, corrigindo altas recentes, em meio ao ambiente mais adverso na bolsa paulista após declarações de Bolsonaro e tendo como pano de fundo a queda do petróleo no exterior.

    - SUZANO subia 2,56 por cento, encontrando na valorização do dólar ante o real suporte para se recuperar, assim como outras ações do setor de papel e celulose.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar recua e vai abaixo R$3,75 com investidores animados por desempenho de Bolsonaro no 1º turno

    Dólar recua e vai abaixo R$3,75 com investidores animados por desempenho de Bolsonaro no 1º turno

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha forte queda e chegou a operar abaixo de 3,75 reais nesta segunda-feira, com os investidores animados diante da votação expressiva de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno da eleição presidencial já que enxergam nele um perfil mais reformista.

    Às 10:23, o dólar recuava 2,55 por cento, a 3,7585 reais na venda, depois de ter batido na mínima da sessão 3,7094 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 2,2 por cento.

    Na sexta-feira, a moeda terminou com recuo de 1 por cento, a 3,8570 reais, tendo encerrado a semana com queda acumulada de 4,46 por cento, o maior recuo semanal desde março de 2016.

    'O desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida --muito próxima dos 50 por cento-- seja pelo quadro das disputas nos Estados ou ainda pela equiparação de armas na campanha de segundo turno', escreveu a corretora XP investimentos.

    Com 99,99 por cento das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro recebeu 46,03 por cento dos votos válidos enquanto o petista Fernando Haddad, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,28 por cento do total.

    Bolsonaro conseguiu transformar seu partido, o até então nanico PSL, em uma potência parlamentar, provocando uma mudança sísmica. O PSL deve ficar com 51 cadeiras na Câmara dos Deputados, de 513 assentos, de acordo com projeção da XP Investimentos, ficando atrás apenas do PT, de Haddad, que deve ter 57 vagas.

    'Parte da animação do mercado advém na renovação do Congresso. Essa renovação, independentemente da sigla partidária, dá esperança ao povo', disse o diretor de operações da Mirae, Pablo Syper, para quem, no entanto, a volatilidade deve continuar alta até o desfecho das eleições, com as pesquisas ainda ditando o humor do mercado.

    A preferência no mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes. Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta manhã, o candidato disse que a ideia é que ambos andem juntos.

    O mercado doméstico, assim, operava na contramão do exterior, onde o dólar subia ante a cesta de moedas e ante as divisas de países emergentes.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de 8,027 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ibovespa dispara acima de 85 mil pts com fortalecimento de Bolsonaro em corrida eleitoral

    Ibovespa dispara acima de 85 mil pts com fortalecimento de Bolsonaro em corrida eleitoral

    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa começou a quarta-feira disparando acima dos 85 mil pontos, após nova pesquisa eleitoral reforçar o momento mais favorável a Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial, ao mesmo tempo em que mostrou aumento da rejeição ao petista Fernando Haddad, endossando especulações no mercado de uma possível vitória do candidato de direita no primeiro turno.

    Às 11:00, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subia 2,95 por cento, a 84.015,81 pontos, em movimento liderado por papéis de companhias com controle estatal. Na máxima, subiu 4,69 por cento, a 85.441,79 pontos. O volume financeiro já somava 6,6 bilhões de reais.

    'O mercado está reagindo ao melhor desempenho de Bolsonaro combinado com certo enfraquecimento de Haddad, particularmente o aumento da rejeição, apurados nas pesquisas Ibope e Datafolha dessa semana', afirmou o gestor Marco Tulli, da mesa de Bovespa da corretora Coinvalores, em São Paulo.

    'Os números corroboram expectativas de vitória de Bolsonaro no segundo turno e já há alguns apostando que ele vence neste domingo', disse.

    Pesquisa Datafolha conhecida na noite de terça-feira mostrou Bolsonaro com 32 por cento das intenções de voto, enquanto o candidato do PT registrou 21 por cento. No levantamento anterior do Datafolha, divulgado na sexta-feira, o presidenciável do PSL tinha 28 por cento e o petista registrava 22 por cento. Sondagem Ibope conhecida na segunda-feira a noite mostrou o mesmo movimento.

    A pesquisa Datafolha também mostrou um salto na rejeição de Haddad. O percentual dos que afirmam que não votariam no petista de jeito nenhum, de acordo com o instituto, é de 41 por cento, ante 32 por cento na sondagem anterior. Bolsonaro ainda segue como o candidato mais rejeitado, mas o percentual passou de 46 para 45 por cento entre as duas apurações.

    'As pesquisas sugerem crescente probabilidade de Bolsonaro ganhar ainda no primeiro turno', endossa o gestor Marcello Paixão, sócio da administradora de recursos Constância, acrescentando ainda que o tanto investidores estrangeiros como locais estavam com pouca exposição a ações brasileiras, o que ajuda a explicar as variações expressivas na bolsa paulista.

    A trajetória positiva nos pregões em Wall Street endossava os ganhos domésticos, com o S&P 500 em alta de 0,38 por cento e o Dow Jones avançando 0,4 por cento, após abrir em máxima recorde, favorecidos particularmente pelo desempenho de ações do setor financeiro após recuperação nos mercados europeus.

    DESTAQUES

    - BANCO DO BRASIL valorizava-se 7,7 por cento, capitaneando os ganhos de bancos do Ibovespa, que figuram entre os papéis mais suscetíveis a especulações eleitorais. ITAÚ UNIBANCO PN subia 4,06 por cento, BRADESCO PN ganhava 4,6 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 4,75 por cento.

    - PETROBRAS PN saltava 5,2 por cento, também entre os maiores ganhos, uma vez que os papéis da petrolífera de controle estatal também muito sensível ao cenario eleitoral. PETROBRAS ON avançava 4,6 por cento. A companhia voltou a deter nessa semana o maior valor de mercado na bolsa paulista, de cerca de 335 bilhões de reais.

    - ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON subiam 11,2 e 9,9 por cento, respectivamente, também influenciadas por apostas eleitorais, dado seu controle estatal, assim como COPEL PNB, que subia 7,73 por cento, e CEMIG PN, que tinha elevação de 4,26 por cento.

    - GOL PN avançava 5,31 por cento, beneficiada pelo declínio de mais de 2 por cento do dólar frente ao real, uma vez que o câmbio tem forte impacto nos custos da companhia aérea.

    - SUZANO e FIBRIA caíam 2,01 e 0,16 por cento, respectivamente, com o recuo do dólar ante o real abrindo espaço para alguma realização de lucros, particularmente em Suzano, que acumula alta ao redor de 150 por cento no ano.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar cai abaixo de R$4 com fluxo e desmonte de posições compradas

    Dólar cai abaixo de R$4 com fluxo e desmonte de posições compradas

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar abandonou a trajetória de alta do início dos negócios e já caía nesta quinta-feira, e já operava abaixo dos 4 reais, refletindo fluxo de ingresso de recursos e desmonte de posições compradas, com os investidores menos assustados quanto ao cenário eleitoral doméstico em sessão ainda marcada por melhora no cenário externo.

    Às 11:32, o dólar recuava 1,24 por cento, a 3,9761 reais na venda, depois de terminar a véspera em baixa de 1,39 por cento, a 4,0262 reais, menor valor desde 20 de agosto. Na mínima, a moeda foi a 3,9879 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,80 por cento.

    'Está tendo fluxo...e uma reversão dos fundos, que estão voltando a comprar Brasil', explicou o presidente da correspondente cambial Remessa Online, Fernando Pavani.

    Nos últimos dias, muitos investidores têm desmontado posições compradas (que apostam na alta) em dólar em meio à percepção de que as eleições estão se encaminhando para um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e que o primeiro têm boas chances de vencer o pleito.

    Nesta quinta-feira, não estão previstas novas pesquisas de intenções de votos. Na véspera, o mercado se animou com levantamento do Paraná Pesquisas, feito para a Empiricus Research, mostrando que Bolsonaro venceria Haddad no segundo turno.

    O recuo do dólar no mercado doméstico também era influenciado pelo exterior, onde passou a recuar também sobre as demais divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,720 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares.

    Se vender integralmente a oferta desta quinta-feira, terá rolado integralmente o vencimento de outubro.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ibovespa avança 1,8% com atenções voltadas a exterior e cena eleitoral

    Ibovespa avança 1,8% com atenções voltadas a exterior e cena eleitoral

    SÃO PAULO (Reuters) - O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta sexta-feira, com o Ibovespa caminhando para encerrar a semana no azul, ajudado pelo quadro benigno no exterior e com Vale alcançando cotação recorde, enquanto agentes financeiros seguem especulando sobre a cena eleitoral no país.

    Às 12:27, o principal índice de ações da B3 subia 1,84 por cento, a 79.556,77 pontos. O volume financeiro somava 3,7 bilhões de reais.

    Nesse cenário, o Ibovespa deve fechar a semana com ganho acumulado ao redor de 5 por cento, o segundo melhor desempenho semanal no ano e após duas semanas de perdas.

    Apesar das incertezas ainda em relação ao resultado da disputa presidencial no país, o cenário internacional está exercendo uma influência positiva no mercado local, com forte apetite a risco, disse o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos.

    'Apesar de ganhos mais contidos nesta sessão, as bolsas nos EUA estão em máximas históricas, as commodities estão em alta', afirmou, atribuindo parte do otimismo a certo alívio acerca das negociações comerciais entre EUA e China.

    Em Wall Street, o S&P 500 subia cerca de 0.1 por cento, com ações dos setores de tecnologia e consumo discricionário entre os principais suportes, embora vencimentos de opções e de futuros de ações e índices adicionem volatilidade.

    Suzaki também chamou a atenção para a entrada líquida de capital externo no segmento Bovespa nos últimos dias, avaliando como mais um fator para o desempenho mais positivo no pregão nesta semana.

    Dados da B3 até o dia 18 de setembro mostram saldo líquido de estrangeiros de 55,134 milhões de reais em setembro, sendo que apenas nos três pregões até a última terça-feira houve entrada líquida de 794,77 milhões de reais.

    De acordo com o chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo, também repercutiu positivamente pesquisa XP/Ipespe, particularmente as simulações de segundo turno, com melhora de Jair Bolsonaro, do PSL.

    A pesquisa mostrou nesta sexta-feira que o candidato do PSL à Presidência manteve a liderança nas intenções de votos para o primeiro turno, enquanto Fernando Haddad (PT) assumiu a segunda posição de forma isolada.

    Em simulações de segundo entre os dois candidatos, Bolsonaro apareceu com 41 por cento, contra 40 por cento no levantamento anterior, e o petista manteve os 38 por cento.

    DESTAQUES

    - MARFRIG subia 5 por cento, maior alta do Ibovespa, encontrando no clima mais favorável apoio para alguma recuperação, após tocar na semana passada cotação mínima intradia desde setembro de 2016. No mês, o papel recua mais de 7 por cento, sendo que, em agosto, acumulou declínio de 30 por cento.

    - ECORODOVIAS valorizava-se 3,7 por cento, também na ponta positiva, beneficiada por um ambiente de queda nas taxas futuras de juros, recuperando parte das fortes perdas nos dois pregões anteriores.

    - PETROBRAS PN avançava 1,56 por cento, favorecida pelo avanço inicial dos preços do petróleo no exterior e ainda influenciada por expectativas relacionadas ao cenário eleitoral no Brasil dado o seu controle estatal.

    - VALE subia 1,77 por cento, acompanhando uma tendência mais positiva para commodities metálicas, mas também na demanda por seus produtos. Siderúrgicas chinesas e traders estão correndo para assegurar contratos de longo prazo para minério de ferro de alta qualidade da Vale antes de cortes de produção no inverno. Na máxima nesta sessão, os papéis da mineradora chegaram a 60,50 reais, recorde intradia.

    - ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,90 por cento, com o setor de bancos como um todo no azul. BRADESCO PN subia 1,22 por cento, BANCO DO BRASIL valorizava-se 1,29 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT ganhava 3,67 por cento.

    - SABESP subia 3,45 por cento, após divulgar acordo com a prefeitura de Guarulhos para prestação de serviços de abastecimento de água e esgoto no município, que prevê investimento de 1,7 bilhão de reais por parte da Sabesp nos sistemas do município e também isenta Guarulhos de pagar uma dívida de 3,2 bilhões de reais com a empresa.

    - ULTRAPAR recuava 2,61 por cento, tendo tocado 36,81 reais no pior momento, menor cotação intradia desde novembro de 2012. No mês, o papel recua cerca de 10 por cento.

    (Por Paula Arend Laier)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar tem leves oscilações ante real com preocupações com guerra comercial; eleições seguem no foco

    Dólar tem leves oscilações ante real com preocupações com guerra comercial; eleições seguem no foco

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reduziu a queda ante o real e passou a registrar leves oscilações nesta sexta-feira acompanhando o cenário externo, com a intensificação das preocupações com a guerra comercial norte-americana e a cautela com o cenário eleitoral local como pano de fundo.

    Às 13:51, o dólar recuava 0,32 por cento, a 4,1821 reais na venda, depois de terminar a véspera a 4,1957 reais. Na máxima, a moeda foi a 4,2116 reais. O dólar futuro tinha perda de cerca de 0,65 por cento.

    A Bloomberg noticiou no início da tarde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu assessores a prosseguir com tarifas sobre 200 bilhões de dólares a mais em produtos chineses, apesar das tentativas do secretário do Tesouro de retomar as negociações com a China.[nE6N1VM00Q]

    'Declarações de Trump sobre tarifas contra a China reacenderam a cautela com o recrudescimento da guerra comercial', explicou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

    O dólar ampliou a alta ante a cesta de moedas e subia ante os emergentes, com exceção para o recuo ante o rublo após o banco central russo elevar os juros para 7,5 por cento. [nL2N1W00GC]

    Na cena doméstica, os investidores aguardam para após o fechamento a divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre intenção de votos. O levantamento encomendado pela XP Investimentos e divulgado nesta manhã mostrou que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, manteve a liderança, enquanto quatro candidatos estão em empate técnico na briga pela segunda posição. [nL2N1W00NP]

    Os investidores têm optado por posições defensivas enquanto buscam mais clareza sobre o desfecho eleitoral, ao mesmo tempo em que começam a questionar possíveis intervenções do Banco Central depois de o ter encostado no patamar de 4,20 reais na véspera, já que a moeda estava nesses níveis quando o BC atuou no final do mês passado.

    'O BC também poderia estar esperando para ter um cenário mais claro para intervir no mercado de câmbio', avaliou Fernanda.

    Para a sessão desta sexta-feira, por ora, o BC apenas anunciou e fez leilão para rolagem do vencimento de swaps tradicionais -equivalentes à venda futura de dólares- de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares, dos quais já rolou 4,905 bilhões de dólares. [nEMN2C7RO2]

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar sobe mais de 1% e encosta em R$4,20 com eleitoral

    Dólar sobe mais de 1% e encosta em R$4,20 com eleitoral

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia mais de 1 por cento nesta quinta-feira e encostava no patamar de 4,20 reais, com os investidores adotando posições ainda mais defensivas diante do cenário eleitoral indefinido no Brasil.

    Desta forma, a moeda norte-americana operava descolada do exterior, onde uma busca pelo risco favorecia o avanço de divisas de países emergentes.

    Às 16:15, o dólar avançava 1,11 por cento, a 4,1917 reais na venda, depois de ir à máxima de 4,1965 reais e a 4,1245 reais na mínima do dia, logo depois da abertura dos negócios. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,65 por cento.

    Se mantiver o fôlego, o dólar pode atingir novo patamar recorde de fechamento, batendo o teto registrado em 21 de janeiro de 2016, quando terminou em 4,1655 reais.

    'Dúvidas sobre a saúde de Bolsonaro e a expectativa com o Datafolha de amanhã redobraram a cautela dos agentes', comentou um operador de câmbio de uma gestora local.

    Na noite passada, o líder das pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro (PSL), passou por nova cirurgia e voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim, o candidato deve ficar de fora de 'agendas de rua' ao menos no primeiro turno da campanha.

    Os investidores temem que um candidato que considere menos comprometido com o ajuste fiscal ganhe a disputa pela Presidência em outubro.

    O mercado aguardava ainda novas pesquisas de intenção de votos, com destaque para o Datafolha na sexta-feira depois do fechamento dos mercados no Brasil. Os dados para esse levantamento estão sendo colhidos já nesta quinta-feira.

    Com o nervosismo eleitoral, o mercado doméstico acabou se descolando no exterior, que tinha dia de busca pelo risco, após a Turquia elevar os juros e os dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos não reforçarem apostas de aumento mais intenso de juros no país.

    'Se o núcleo da inflação não melhorar significativamente no próximo ano, isso resultaria em ritmo ainda mais gradual de elevação das taxas', comentou o analista da gestora CIBC Andrew Grantham, em nota.

    Juros elevados nos Estados Unidos têm potencial de atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

    Na véspera, os Estados Unidos convidarem os chineses para retomar as conversas comerciais, no momento em que Washington se preparava para intensificar a guerra comercial entre os dois países com tarifas sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses.

    O dólar caía ante divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, após o banco central do país subir os juros para 24 por cento. Também perdia força ante outras divisas fortes.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 4,360 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar cai ante real com correção e cena eleitoral

    Dólar cai ante real com correção e cena eleitoral

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava ante o real nesta quarta-feira, devolvendo parte da alta da véspera em sintonia com o mercado externo e com os investidores respirando um pouco mais aliviados diante da cena eleitoral no Brasil diante de nova pesquisa mostrar que candidatos mais à esquerda não ganharam tanta tração.

    Às 11:53, o dólar recuava 0,55 por cento, a 4,1314 reais na venda, depois de saltar 1,48 por cento na véspera. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 4,1107 reais.

    O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,40 por cento.

    'A pesquisa Ibope revelou um quadro mais positivo para os candidatos reformistas do que a pesquisa Datafolha do dia anterior', citou a casa de análises Levante Ideias de Investimentos.

    Pesquisa Ibope divulgada na noite passada mostrou que Ciro Gomes (PDT) tinha 11 por cento das intenções de voto, sobre 12 por cento antes, Marina Silva (Rede), obteve 9 por cento (12 por cento antes) e Fernando Haddad, substituto de Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT, ficou com 8 por cento, de 6 por cento antes. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

    Bolsonaro liderava a disputa pelo Palácio do Planalto com 26 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, sobre 22 por cento da pesquisa anterior, poucos dias depois de ter sido esfaqueado durante evento de campanha. A pesquisa mostrou também o presidenciável mais competitivo nas simulações de segundo turno.

    O levantamento Datafolha, divulgado antes, teve uma leitura mais negativa pelo mercado, já que a oscilação de Bolsonaro foi tímida e os candidatos com perfil mais à esquerda se destacaram.

    'É intuitivo pensar que a pesquisa Ibope esteja mais inclinada a favorecer Bolsonaro por conta do ataque sofrido pelo candidato na última quinta-feira, mas ainda assim, sua rejeição é alta o suficiente para gerar uma cortina de incertezas quanto ao segundo turno', comentou a corretora CM Capital Markets ao lembrar que o Datafolha foi a campo no dia 10 e divulgou a pesquisa no mesmo dia, enquanto o Ibope colheu as informações entre 8 e 10 de setembro, mais próximo do ataque sofrido por Bolsonaro.

    No mercado externo, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante moedas de países emergentes, como o peso chileno, com os investidores de olho na guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros, principalmente a China.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 3,815 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar avança cerca de 2% e vai a R$4,17 com reação a Datafolha

    Dólar avança cerca de 2% e vai a R$4,17 com reação a Datafolha

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia cerca de 2 por cento e operava na casa de 4,17 reais nesta terça-feira com os agentes financeiros reagindo à movimentação da esquerda na última pesquisa Datafolha de intenção de votos para a eleição presidencial de outubro.

    Às 12:10, o dólar avançava 1,91 por cento, a 4,1715 reais na venda, depois de tocar 4,1806 reais na máxima da sessão. O dólar futuro tinha alta de cerca de 2 por cento.

    O levantamento divulgado na véspera mostrou Ciro Gomes (PDT) com 13 por cento, de 10 por cento antes, enquanto Fernando Haddad, que deve ser confirmado nesta tarde candidato do PT no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva, avançou a 9 por cento, de 4 por cento antes.

    O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança com 24 por cento das intenções de voto, de 22 por cento antes, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB), o que mais agrada ao mercado, chegou a 10 por cento, apenas um ponto percentual acima do último levantamento.

    Até então, após Bolsonaro sofrer ataque a faca durante ato de campanha em Minas Gerais na semana passada, o mercado acreditava que essa situação poderia enfraquecer a esquerda, cujos candidatos vê como menos cuidadosos com as contas públicas.

    '(Mas) é importante esperar uma segunda e até uma terceira pesquisa depois do evento Bolsonaro para confrontá-las, definir uma tendência', ponderou o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

    Os investidores também monitoravam o cenário externo, onde permanecem as preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas.

    O dólar subia ante a cesta de moedas e também ante a maioria das divisas de emergentes, como lira turca e peso chileno.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 3,270 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar recua com ajuste à cena política e vai abaixo de R$4,10

    Dólar recua com ajuste à cena política e vai abaixo de R$4,10

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em queda e abaixo de 4,10 reais nesta segunda-feira, num movimento de ajuste ao cenário político após o atentado sofrido na quinta-feira pelo candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que levou os investidores a avaliarem que a esquerda perderia fôlego nas eleições.

    Às 10:12, o dólar recuava 0,45 por cento, a 4,0856 reais na venda, após terminar a quinta-feira em queda de 0,95 por cento, a 4,1042 reais, depois de ter chegado a cair mais de 1 por cento na abertura.

    O dólar futuro, entretanto, apresentava alta de cerca de 0,6 por cento uma vez que continuou operando após o fechamento do dólar à vista na quinta-feira e, repercutindo o atentando de Bolsonaro, fechou a 4,069 reais.

    'O atentado...alimentou animador desempenho dos ativos locais...tendo como leitura majoritária o potencial fortalecimento de candidatos de centro-direita/direita(especialmente o próprio Bolsonaro) nas eleições do próximo dia 7 de outubro', explicou a H.Commcor Corretora em relatório, chamando a atenção para a pesquisa BTG divulgada nesta segunda-feira.

    Pelo levantamento, Bolsonaro ampliou a liderança após o atentado, com 30 por cento das intenções de voto, de 26 por cento na semana passada. Após levar uma facada na quinta-feira, o candidato, que permanece internado em São Paulo, disse no Twitter que logo estará 100 por cento e que não dará o 'gosto' de ficar fora do pleito para aqueles que desejam isso.

    'Em síntese, e tendo como base essa pesquisa, Bolsonaro segue ganhando terreno, o que pode ter sido potencializado pelo atentado ou não (pode ter sido coincidência), mas de todo modo tende a embasar o bom humor no mercado', completou a H.Commcor Corretora .

    O mercado avalia os candidatos de esquerda como menos cuidadosos com as contas públicas, e agora aguarda outros levantamentos para ajustar suas posições, entre eles o do Datafolha, esperado para após o fechamento do mercado nesta segunda-feira.

    Além do cenário eleitoral, há ainda preocupação sobre os efeitos da guerra comercial depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que está pronto para seguir adiante e aplicar tarifas sobre mais 267 bilhões de dólares, além dos 200 bilhões de dólares sobre bens do país asiático que devem ser taxados nos próximos dias.

    O dólar operava em baixa ante uma cesta de moedas, e apresentava movimento misto ante divisas emergentes.

    O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Por Claudia Violante)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar anula alta e vai abaixo de R$4,15 após MP denunciar Haddad

    Dólar anula alta e vai abaixo de R$4,15 após MP denunciar Haddad

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar anulou a alta vista mais cedo e registrava leves quedas ante o real nesta terça-feira, com os investidores reagindo à denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o candidato a vice-presidente do PT, Fernando Haddad, por corrupção.

    Os mercados, entretanto, seguiam de olho no cenário externo, onde predominavam preocupações com a guerra comercial global e com os países emergentes.

    Às 12:20, o dólar recuava 0,28 por cento, a 4,1405 reais na venda, após ter batido, logo após a abertura dos negócios, 4,1947 reais na máxima do dia.

    Na véspera, a moeda norte-americana saltou quase 2 por cento, a 4,15 reais. O maior nível histórico de fechamento do dólar é 4,1655 reais, batido em 21 de janeiro de 2016.

    O dólar futuro caía cerca de 0,30 por cento.

    'Tudo o que atrapalhar o PT neste momento é bom para o mercado', afirmou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

    O Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou denúncia contra Haddad por corrupção pelo recebimento de 2,6 milhões de reais de propina da empreiteira UTC Engenharia para pagamento de dívida contraída durante a campanha eleitoral à prefeitura da capital paulista em 2012.

    Haddad, provável substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT após o ex-presidente ter sido barrado da disputa na semana passada, já havia sido acusado pelo MP de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito no mesmo caso.

    O mercado vê o PT como menos comprometido com as contas públicas e, por isso, assume posturas defensivas diante da possibilidade de a legenda avançar para o segundo turno. Lula lidera todas as pesquisas de intenção de votos à Presidência e os investidores temem a força de transferência desses votos para seu substituto.

    O mercado também estava na expectativa sobre novas pesquisas de intenção de votos: Ibope, depois do fechamento do mercado nesta terça-feira, e Datafolha, que deve sair no fim de semana.

    Mais cedo, a trajetória de alta que levou o dólar para perto de 4,20 reais também foi influenciada ainda pelo cenário externo.

    'O mercado aguarda os desdobramentos das negociações entre os Estados Unidos e o Canadá, além da imposição de novas alíquotas já anunciadas pelo governo norte-americano aos produtos chineses. Com isso, o clima segue de cautela, o que tem atingido, além das bolsas europeias, as moedas dos países emergentes', justificou mais cedo o Banco Bradesco em relatório.

    As tensões comerciais vêm afetando os mercados globais e emergentes, com as preocupações aumentando novamente após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de semana de que não havia necessidade de manter o Canadá no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

    Além disso, Trump estaria preparado para acelerar rapidamente a guerra comercial com a China e poderia estar pronto para impor mais tarifas às importações chinesas.

    No exterior, o dólar tinha forte avanço ante uma cesta de moedas e sobre moedas de países emergentes, com destaque para o rand, depois que a África do Sul entrou em recessão no segundo trimestre pela primeira vez desde 2009.

    As atenções também continuavam voltadas para a Argentina, onde o governo anunciou novos impostos e cortes de gastos na véspera para tentar equilibrar o orçamento e antecipar recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O dólar subia mais de 3 por cento ante o peso argentino nesta sessão.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,09 bilhão de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vence em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Patrícia Duarte)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar sobe e vai a R$4,18 com cena externa e eleitoral

    Dólar sobe e vai a R$4,18 com cena externa e eleitoral

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real nesta terça-feira, ainda influenciado pelas preocupações com a guerra comercial global e com os investidores cautelosos diante das eleições presidenciais no Brasil e novas pesquisas de intenção de votos.

    Às 10:24, o dólar avançava 0,72 por cento, a 4,1819 reais na venda, tendo batido logo no início do pregão a máxima de 4,1947 reais e ter saltado quase 2 por cento na véspera, a 4,15 reais.

    O maior nível histórico de fechamento do dólar é 4,1655 reais, batido em 21 de janeiro de 2016. O dólar futuro tinha avançava cerca de 0,60 por cento.

    'O mercado aguarda os desdobramentos das negociações entre os Estados Unidos e o Canadá, além da imposição de novas alíquotas já anunciadas pelo governo norte-americano aos produtos chineses. Com isso, o clima segue de cautela, o que tem atingido, além das bolsas europeias, as moedas dos países emergentes', escreveu o Banco Bradesco em relatório.

    As tensões comerciais vêm afetando os mercados globais e emergentes, com as preocupações aumentando novamente após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, no fim de semana de que não havia necessidade de manter o Canadá no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

    Além disso, Trump estaria preparado para acelerar rapidamente a guerra comercial com a China e poderia estar pronto para impor mais tarifas às importações chinesas.

    No exterior, o dólar tinha forte avanço ante uma cesta de moedas e sobre moedas de países emergentes, com destaque para o rand, depois que a África do Sul entrou em recessão no segundo trimestre pela primeira vez desde 2009.

    As atenções também continuavam voltadas para a Argentina, onde o governo anunciou novos impostos e cortes de gastos na véspera para tentar equilibrar o orçamento e antecipar recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Internamente, as atenções seguiam voltadas para o cenário eleitoral, com a expectativa pela divulgação da pesquisa Ibope de intenção de votos depois do fechamento do mercado. O levantamento é o primeiro depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder em todas as pesquisas eleitorais.

    O Partido dos Trabalhadores, no entanto, pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão e prorrogar ao máximo a exposição de Lula para impulsionar a transferência de votos ao provável sucessor, Fernando Haddad.

    O mercado vê o PT como menos comprometido com as contas públicas e, por isso, assume posturas defensivas diante da possibilidade de a legenda avançar para o segundo turno.

    Também está prevista nova pesquisa do Datafolha para quinta-feira.

    Com a pressão sobre o câmbio, os investidores estavam atentos à ação do Banco Central brasileiro. Por ora, a autoridade monetária não anunciou intervenção extraordinária, a exemplo do que fez na semana passada depois que o dólar superou 4,20 reais.

    O BC realiza nesta sessão leilão de até 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. manha

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.