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Arrecadação federal cresce 4,99% em março e bate recorde para o mês

Arrecadação federal cresce 4,99% em março e bate recorde para o mês

Reuters

28/04/2026

Placeholder - loading - Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos

Atualizada em  28/04/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 28 Abr (Reuters) - A arrecadação do ​governo federal teve alta real de 4,99% em março sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$229,249 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, apontando impulso de uma atividade econômica resiliente, da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do bom desempenho das importações.

O resultado é o melhor para meses de março da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a março, a arrecadação cresceu 4,58% acima da inflação em comparação com o primeiro trimestre de 2025, a R$777,117 bilhões, patamar também recorde para o período.

No mês de março, os ⁠recursos administrados ⁠pela Receita, que englobam a coleta de ​tributos de ‌competência da União, cresceram 5,56% em termos reais frente a um ano antes, a R$223,531 bilhões.

Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo e caiu 13,52% ⁠no mês passado, a R$5,718 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma ​alta de R$2,785 bilhões, equivalente a 50,1% na comparação com março de 2025, nos ​ganhos com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas ‌elevadas pelo governo no ​ano passado.

A ⁠Receita também destacou o desempenho do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado, que cresceram 30,7% em razão de um volume maior das importações e de elevação nas alíquotas médias.

O ​fisco também apontou alta real de 4,95% na arrecadação das contribuições previdenciárias por conta de um aumento real da massa salarial no país e da redução promovida pelo governo na desoneração da folha de setores da economia.

Em outra frente, a receita de Pis/Cofins cresceu 4,35% ​no mês, movimento que reflete em parte a extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) no ano passado, o que levou empresas a contribuírem mais sobre suas atividades.

Os dados do mês também mostraram efeitos iniciais da reforma do Imposto de Renda, que entrou em vigor neste ano. O coordenador de Previsão e Análise da Receita, Marcelo Gomide, disse que foram arrecadados em março R$308 milhões com a nova retenção na fonte de IR, com alíquota de ​10%, para recebimentos mensais de dividendos acima de R$50 mil.

No trimestre, a receita total foi de R$464 ‌milhões. A arrecadação estimada pelo governo para ⁠todo o ano com essa taxação é de R$23,8 bilhões.

Por outro lado, segundo ele, a retenção na fonte de IR sobre rendimentos do trabalho caiu 5,6% no mês, ou ⁠R$1,250 bilhão, sob influência da nova faixa de isenção do ⁠tributo, que neste ano foi ampliada para rendimentos ⁠mensais de até ⁠R$5 ​mil. No trimestre, a queda foi de R$402 milhões na arrecadação (-0,59%).

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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