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Ataque israelense mata filho de líder do Hamas que negocia com conselho liderado por Trump

Ataque israelense mata filho de líder do Hamas que negocia com conselho liderado por Trump

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Funeral de Azzam Al-Hayya na Cidade de Gaza  7 de maio de 2026   REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Funeral de Azzam Al-Hayya na Cidade de Gaza 7 de maio de 2026 REUTERS/Dawoud Abu Alkas

Por Nidal al-Mughrabi e Dawoud Abu Alkas

CAIRO/GAZA, 7 ​Mai (Reuters) - Um ataque aéreo israelense matou o filho do principal negociador do Hamas nas conversações mediadas pelos Estados Unidos sobre o futuro de Gaza, disse uma autoridade sênior do Hamas na quinta-feira, enquanto os líderes do grupo militante realizavam conversações no Cairo com o objetivo de salvaguardar a trégua com Israel.

Azzam Al-Hayya, filho de Khalil Al-Hayya, sucumbiu aos ferimentos na quinta-feira após ser atingido por um ataque israelense na noite de quarta-feira, afirmou o representante sênior do Hamas Basim Naim. Ele é o quarto filho do chefe do Hamas exilado em Gaza a ser ⁠morto em ⁠ataques israelenses.

Os militares israelenses não responderam a ​um ‌pedido de comentário.

Mais tarde, na quinta-feira, as autoridades de saúde disseram que pelo menos dois palestinos foram mortos e outros ficaram feridos quando um ataque aéreo israelense teve como alvo um posto policial no oeste da Cidade de Gaza. Não ficou imediatamente ⁠claro se algum dos mortos era policial.

Não houve nenhum comentário imediato dos militares ​israelenses.

Hayya, que tem sete filhos, sobreviveu a várias tentativas israelenses de matá-lo. Um ataque ​israelense em Doha, no ano passado, tendo como alvo ‌a liderança do Hamas, ​matou outro ⁠filho, embora Hayya tenha sobrevivido. Dois outros filhos foram mortos em tentativas israelenses anteriores contra sua vida, em ataques a Gaza em 2008 e 2014.

Falando à Al Jazeera após o ataque na ​noite de quarta-feira, antes que a morte de seu filho fosse anunciada, Hayya acusou Israel de tentar minar os esforços dos mediadores para levar adiante o plano de Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, supervisionado por seu chamado 'Conselho de Paz'.

'Esses ataques e violações sionistas ​indicam claramente que a ocupação não quer respeitar um cessar-fogo ou a primeira fase', disse Hayya.

Cantando 'Allahu akbar', ou 'Deus é o maior', dezenas de palestinos se reuniram em Gaza no funeral de Hayya, o filho, e fizeram orações especiais antes de acompanhá-lo ao enterro. Mulheres e parentes prestaram homenagem ao corpo envolto em branco.

'Seu martírio, meu amado irmão, você e meu irmão Hammam, e Osama e Hamza, não dissuadirão meu pai, Khalil Al-Hayya, desse princípio, nem dessas constantes', afirmou ​a irmã da vítima, dentro do necrotério.

O porta-voz do grupo em Gaza, Hazem Qassem, disse que ‌o assassinato do filho do líder do ⁠Hamas foi uma tentativa fracassada de Israel de influenciar a equipe de negociação e obter concessões políticas.

'Dizemos que essa política repetida de atacar os líderes e os filhos dos líderes ⁠não terá sucesso em extorquir uma posição política do nosso ⁠povo palestino, nem da liderança do Hamas, ⁠nem de sua delegação ⁠de ​negociação', declarou Qassem à Reuters.

(Reportagem de Nidal al-Mughrabi, no Cairo, e Dawoud Abu Alkas, em Gaza)

Reuters

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