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Audi precisa trabalhar em conjunto com Volkswagen para reestruturar seus negócios, diz CFO

Audi precisa trabalhar em conjunto com Volkswagen para reestruturar seus negócios, diz CFO

Reuters

27/07/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Audi AG é fotografado durante a 63ª Assembleia Geral Anual da Volkswagen AG, em Berlim, Alemanha, em 10 de maio de 2023 REUTERS/Annegret Hilse
Logotipo da Audi AG é fotografado durante a 63ª Assembleia Geral Anual da Volkswagen AG, em Berlim, Alemanha, em 10 de maio de 2023 REUTERS/Annegret Hilse

BERLIM, 27 Jul (Reuters) - A Audi, marca ​premium da Volkswagen ( ), precisa trabalhar em conjunto com o grupo para realizar uma reestruturação abrangente, afirmou na segunda-feira o diretor financeiro da subsidiária, após a divulgação de resultados fracos no segundo trimestre, afetados pela queda nas vendas na China e nos Estados Unidos.

“Os desafios globais estão aumentando a pressão para agirmos”, disse o diretor financeiro da Audi, Juergen Rittersberger.

“Para continuarmos competitivos no cenário global, precisamos trabalhar em conjunto com o Grupo Volkswagen para realinhar nosso modelo ⁠de ⁠negócios e implementar melhorias estruturais ​em grande ‌escala.”

A fábrica da Audi em Neckarsulm, no sudoeste da Alemanha, é uma das quatro fábricas alemãs pertencentes à Volkswagen ameaçadas de possível fechamento após 2030, à medida que o grupo enfrenta altos custos, ⁠crescente concorrência da China e dificuldades relacionadas a tarifas.

Rittersberger disse ​que a Audi já está avançando na redução da capacidade.

Atualmente, Neckarsulm opera ​com uma capacidade de produção anual de ‌225 mil unidades, ​cerca de ⁠75 mil a menos do que nos anos anteriores. A empresa também concordou em cortar o turno da noite na unidade, que produz exclusivamente carros com ​motor de combustão.

“Estamos trabalhando continuamente para adaptar a capacidade ao ambiente de mercado”, disse Rittersberger.

A receita do grupo Audi, da Volkswagen — que também inclui a fabricante de carros esportivos Lamborghini, a marca de luxo Bentley ​e a fabricante de motocicletas Ducati —, caiu 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 15,0 bilhões de euros (US$17,10 bilhões) no segundo trimestre.

O lucro operacional caiu 3%, para 533 milhões de euros, resultando em uma margem de lucro de 3,6%, bem abaixo da meta da Audi para este ano, que era de 5% a 7%.

Esse resultado também é inferior ao ​previsto anteriormente, depois que a empresa reduziu suas projeções para o ano na ‌segunda-feira, citando dificuldades na China e ⁠o conflito no Oriente Médio.

A Volkswagen divulgou seus resultados do segundo trimestre na sexta-feira. O lucro do grupo caiu 9,5%, mas analistas apontaram ⁠alguns sinais de estabilização, preparando o terreno para ⁠negociações difíceis com representantes sindicais, já ⁠que o presidente-executivo ⁠Oliver ​Blume busca intensificar os cortes de pessoal.

(Reportagem de Rachel More e Christina Amann)

Reuters

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