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Superávit comercial do Brasil salta 37,5% em abril com recorde de exportações

Superávit comercial do Brasil salta 37,5% em abril com recorde de exportações

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Imagem de drone mostra caminhões de soja esperando para descarregar no porto de Miritituba (PA), 25 de fevereiro de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Imagem de drone mostra caminhões de soja esperando para descarregar no porto de Miritituba (PA), 25 de fevereiro de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  07/05/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 7 Mai (Reuters) - A balança comercial ​brasileira registrou superávit de US$10,537 bilhões em abril, 37,5% acima do observado no mesmo mês de 2025 diante de uma aceleração mais intensa das exportações do que das importações, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo governo federal.

O desempenho do mês é fruto de US$34,148 bilhões em exportações, uma alta de 14,3% na comparação com abril do ano passado e o maior nível já observado em qualquer mês da série histórica, e US$23,611 bilhões em importações, elevação de 6,2%, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado foi ligeiramente pior do que o esperado pelo mercado, que previa em ⁠pesquisa da ⁠Reuters um saldo positivo de US$10,9 bilhões.

Nas ​exportações, houve ‌alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que teve aumento de 17,9% puxado por alta na venda de minérios de cobre e de ferro. O valor exportado de petróleo aumentou 10,6% no mês, com um crescimento de 23,7% nos ⁠preços mais do que compensando um recuo de 10,6% no volume vendido.

De acordo ​com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, a ​redução do volume exportado de petróleo no mês passado tem ‌relação com um pico ​de vendas ⁠observado em abril de 2025, que alterou a base de comparação, embora o fluxo de vendas siga em trajetória de alta neste ano.

Segundo ele, não é possível observar nos dados efeitos da taxação das ​exportações de petróleo implementada pelo governo como forma de proteção ao mercado interno diante da restrição da oferta global de petróleo e a disparada na cotação do produto após a guerra no Irã.

“Por mais que tenha encarecido a exportação com o imposto de exportação de petróleo bruto, o Brasil ​é muito competitivo, produz a um custo muito barato. E a demanda externa é grande e crescente, ainda mais com um cenário de restrição da oferta mundial”, afirmou.

No mês, ainda foram registrados ganhos de 16,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja, e de 11,6% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis.

No recorte por regiões, mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pela administração do presidente Donald Trump por decisão judicial nos EUA, a participação do ​país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de 11,8% em abril de 2025 para 9,1% no mês ‌passado. No sentido oposto, a China ampliou ⁠sua fatia de 29,3% para 34,0%.

Do lado das importações, houve alta de 30,4% na chegada ao país de bens de consumo, crescimento de 19,7% em combustíveis e de 3,6% em bens ⁠de capital. Houve recuo de 1,2% nas compras de bens intermediários.

No ⁠primeiro quadrimestre, o país acumulou um superávit comercial ⁠de US$24,782 bilhões, ⁠acima ​do saldo positivo de US$17,270 bilhões dos quatro primeiros meses de 2025.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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