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BB Seguridade vê pouco impacto por El Niño este ano, mas risco para 2027

BB Seguridade vê pouco impacto por El Niño este ano, mas risco para 2027

Reuters

04/08/2026

Placeholder - loading - Milho forrageiro de porte alto é colhido em um dia quente de verão em Santo Antônio do Jardim, em 6 de fevereiro de 2014 REUTERS/Paulo Whitaker (BRASIL - Tags: AGRICULTURA)
Milho forrageiro de porte alto é colhido em um dia quente de verão em Santo Antônio do Jardim, em 6 de fevereiro de 2014 REUTERS/Paulo Whitaker (BRASIL - Tags: AGRICULTURA)

Atualizada em  04/08/2026

SÃO PAULO, 4 Ago (Reuters) - A BB ​Seguridade está trabalhando com avaliação de que o fenômeno climático El Niño deve gerar efeitos pouco relevantes para seus resultados neste ano, embora veja riscos para o próximo ano, a depender de como chuvas impactarem o setor agrícola no centro-sul do país.

O braço de seguros e previdência do Banco do Brasil não espera um impacto material do fenômeno em 2026, mas para 2027 'potencialmente' pode haver efeitos sobre o milho segunda safra, disse o vice-presidente financeiro, Rafael Sperendio, ⁠em ⁠conferência com analistas após publicação de ​resultados de ‌segundo trimestre da empresa na noite da véspera.

'Para 2026, esse excesso de chuva no centro-sul pode impactar mais na sinistralidade na carteira de danos. Para o segmento agrícola precisa olhar para um horizonte ⁠mais longo', disse Sperendio.

'Para 2026, vemos pouco impacto do El Niño. ​A safra de verão já foi colhida, a safra de inverno já ​está em fase bastante avançada, sem nenhum ‌ponto de atenção', ​acrescentou.

'Mas dependendo ⁠da severidade do impacto e a forma como ele afetará plantio, para 2027, potencialmente, (poderá haver efeitos) sobre milho segunda safra. Temos que olhar o nível de ​chuvas entre setembro e novembro deste ano.'

As ações da BB Seguridade subiam 1,6% às 12h36, enquanto o Ibovespa mostrava oscilação positiva de 0,26%.

O presidente-executivo da BB Seguridade, Delano de Andrade, afirmou que a recém aprovada medida ​provisória que facilita renegociação de dívidas do setor agrícola deve ajudar nos negócios da companhia nos próximos meses, ao trazer potenciais clientes de seguro. Mas Andrade comentou que a BB Seguridade vai trabalhar com 'bastante cuidado e cautela'.

As dívidas do setor rural têm pesado sobre os resultados do Banco do Brasil nos últimos trimestres. O governo federal atendeu a pedidos do setor para ajuda em ​refinanciamentos e editou em julho uma medida provisória que autoriza linhas de crédito ‌especial com juros de 5% a ⁠12% e prazo de até 10 anos para pagamento.

Sperendio disse que não é possível quantificar impacto da MP sobre a BB Seguridade, mas citou ⁠que a medida tirou a incerteza que pesava ⁠sobre o setor agrícola na contratação ⁠de novos empréstimos, ⁠e, ​por consequência, novos seguros.

(Por Alberto Alerigi Jr.;Edição de Michael Susin e Pedro Fonseca)

Reuters

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