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    BoE mantém juro e alerta que atraso no Brexit prejudicaria crescimento

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    Homem caminha em frente ao Banco da Inglaterra (BoE), em Londres 07/02/2019 REUTERS/Hannah McKay

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    Por David Milliken e William Schomberg

    LONDRES (Reuters) - O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) disse que a incerteza relacionada ao Brexit está causando um ressurgimento da capacidade ociosa na economia britânica e prejudicando a produtividade, e o fracasso no alcance de um acordo de transição até 31 de outubro pode levar a uma fraqueza adicional.

    Todos os nove membros do comitê de política monetária do BoE votaram por manter o juro em 0,75% na decisão de política monetária desta quinta-feira e reiteraram alerta de que deixar a União Europeia (UE) sem um acordo desaceleraria o crescimento e aumentaria os preços.

    No entanto, os formuladores de política monetária notaram pela primeira vez com mais detalhes os danos que um atraso na saída da UE também causaria, depois que o Parlamento votou para exigir que o primeiro-ministro, Boris Johnson, adie o Brexit caso não consiga chegar a um acordo com Bruxelas em breve.

    'Eventos políticos podem levar a um período adicional de arraigada incerteza', afirmou o BoE.

    'Quanto mais tempo essas incertezas persistirem, particularmente em um ambiente de crescimento global mais fraco, maior a probabilidade de o crescimento da demanda permanecer abaixo do potencial, aumentando o excesso de oferta.'

    As pressões inflacionárias também seriam mais suaves neste cenário, acrescentou o banco central.

    Se o Reino Unido conseguir uma saída tranquila da UE, o BoE disse que voltaria ao seu objetivo de longo prazo de aumentar as taxas de juros britânicas de maneira limitada e gradual, desde que haja alguma recuperação no crescimento global.

    O posicionamento do BoE contrasta com o do Banco Central Europeu (BCE) --que na semana passada anunciou um programa de compra de títulos sem prazo para término-- e o do Federal Reserve, que na quarta-feira cortou a principal taxa de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual.

    Se o Reino Unido deixar a UE sem acordo, as taxas talvez precisem subir ou descer, dependendo do choque inflacionário de qualquer depreciação da libra esterlina, disse o BoE, embora o presidente do banco central, Mark Carney, tenha dito que, pessoalmente, acredita que a necessidade de um corte nas taxas é mais provável.

    A equipe do BoE cortou sua previsão de crescimento econômico para terceiro trimestre de 2019 para 0,2% (+0,3% antes), e o BoE projetou que a inflação ficará abaixo da meta de 2% no restante do ano, em grande parte devido a um teto nos preços da energia.

    Escrito por Reuters

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