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Boeing registra prejuízo trimestral menor do que esperado à medida que recuperação ganha força

Boeing registra prejuízo trimestral menor do que esperado à medida que recuperação ganha força

Reuters

22/04/2026

Placeholder - loading - logotipo da Boeing na lateral da fábrica da Boeing em Renton, Washington, EUA, em 15 de abril de 2026 REUTERS/Genna Martin
logotipo da Boeing na lateral da fábrica da Boeing em Renton, Washington, EUA, em 15 de abril de 2026 REUTERS/Genna Martin

SEATTLE, 22 Abr (Reuters) - A Boeing divulgou nesta ​quarta-feira um prejuízo muito menor no primeiro trimestre do que os analistas esperavam, um sinal de recuperação operacional contínua após a pandemia da Covid-19 e anos de crises que mancharam sua reputação e a deixaram com uma enorme dívida.

A gigante aeroespacial registrou um prejuízo líquido de US$7 milhões no trimestre, menor do que o prejuízo de US$31 milhões registrado no mesmo período há 12 meses. O prejuízo básico por ação ⁠de ⁠20 centavos de dólar foi muito ​menor ‌do que o prejuízo médio de 83 centavos de dólar por ação esperado pelos analistas.

'Tivemos um bom começo e continuamos a aproveitar nosso impulso com um desempenho mais forte em todos ⁠os nossos negócios', disse o presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, ​em um memorando aos funcionários após a divulgação dos resultados.

'Trabalhando juntos, ​estamos dando passos largos para fortalecer nossa ‌cultura e restaurar ​a ⁠confiança de nossos clientes, ao mesmo tempo em que aumentamos nossa carteira de pedidos recorde para quase US$700 bilhões', disse ele.

A Boeing gastou US$1,5 ​bilhão em dinheiro no trimestre, em grande parte devido a gastos significativos para expandir as capacidades de produção do 787 na Carolina do Sul e a produção de jatos militares na área de ​St. Louis, além de abrir uma nova linha de produção do 737 MAX em Everett, Washington.

Atualmente, a empresa produz cerca de 42 de seus jatos de corredor único mais vendidos por mês e espera um aumento para 47 por mês até o final do ano.

Os esforços contínuos para certificar o 737-7 e o -10, as menores e maiores variantes do ​MAX, respectivamente, e o 777X também contribuíram para a queima de caixa.

A ‌empresa começou a testar um ⁠novo sistema anticongelamento para o motor do 737 MAX, um grande impedimento para a certificação, informou a publicação do setor Air Current ⁠na terça-feira.

A Boeing espera que os órgãos ⁠reguladores dos EUA certifiquem o MAX ⁠7 e 10 ⁠este ​ano, seguido pelas primeiras entregas em 2027.

(Reportagem de Dan Catchpole em Seattle)

Reuters

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