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Boeing tem prejuízo maior que o esperado no 2º tri por aumento dos custos do Air Force One

Boeing tem prejuízo maior que o esperado no 2º tri por aumento dos custos do Air Force One

Reuters

28/07/2026

Placeholder - loading - Produção na fábrica da Boeing em Everett 8 de julho de 2026. Jennifer Buchanan/Seattle Times/Pool via REUTERS
Produção na fábrica da Boeing em Everett 8 de julho de 2026. Jennifer Buchanan/Seattle Times/Pool via REUTERS

Por Dan Catchpole

SEATTLE, 28 Jul (Reuters) - A Boeing ​divulgou nesta terça-feira um prejuízo trimestral maior do que o esperado, após registrar um custo de US$280 milhões relacionado ao seu conturbado programa de substituição do Air Force One, mas gerou fluxo de caixa livre positivo, à medida que seus planos de recuperação ganharam impulso.

A empresa registrou o encargo devido aos custos de engenharia mais elevados para garantir a entrega, em 2028, das duas aeronaves que substituirão o avião presidencial dos Estados Unidos, cuja entrega está atrasada, o que contribuiu para ⁠um ⁠prejuízo líquido de US$428 milhões no ​segundo trimestre.

O ‌prejuízo por ação, de 76 centavos, foi pior do que a média das expectativas dos analistas, de 30 centavos por ação, de acordo com dados da LSEG, embora tenha sido menor do que o prejuízo de ⁠US$1,24 por ação registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do ​prejuízo, a Boeing registrou US$631 milhões em fluxo de caixa livre, em ​comparação com US$200 milhões negativos durante o segundo ‌trimestre de 2025. ​O aumento ⁠no fluxo de caixa deveu-se, em parte, a pagamentos dos clientes superiores ao previsto, segundo a empresa.

As ações da Boeing subiram pouco mais de 1,5% nas negociações pré-mercado.

A ​fabricante de aeronaves norte-americana mantém sua previsão de fluxo de caixa livre entre US$1 bilhão e US$3 bilhões para o ano, o que seria seu primeiro resultado positivo desde 2023, à medida que aumenta a produção de seus ​jatos de corredor único 737 MAX, que são os mais vendidos.

A Boeing também aumentou os investimentos de capital no trimestre em comparação com o ano passado, devido em grande parte à expansão da capacidade de produção do 787 na Carolina do Sul e da produção de jatos militares na região de St. Louis, no Missouri.

A fabricante de aeronaves também está trabalhando para entregar dois jatos 747-8 que servirão ​como Air Force One, no âmbito de um contrato de preço fixo de US$3,9 ‌bilhões assinado em 2018, que agora ⁠está quatro anos atrasado e mais de US$1 bilhão acima do orçamento.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aceitou um jato 747-8 doado pelo Catar que ⁠está servindo como Air Force One nesse ínterim, ⁠embora tenha afirmado este mês que ele ⁠seria enviado em ⁠breve ​para atualizações, após questionamentos sobre seus recursos de segurança.

(Reportagem de Dan Catchpole, em Seattle)

Reuters

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