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Bolsonaro diz que não tomou vacina contra Covid-19 e não adulterou cartão de vacinação

Bolsonaro diz que não tomou vacina contra Covid-19 e não adulterou cartão de vacinação

Reuters

03/05/2023

Placeholder - loading - Ex-presidente Jair Bolsonaro concede entrevista após PF cumprir mandado de busca e apreensão em sua casa em Brasília 03/05/2023 REUTERS/Adriano Machado
Ex-presidente Jair Bolsonaro concede entrevista após PF cumprir mandado de busca e apreensão em sua casa em Brasília 03/05/2023 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  03/05/2023

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Jair Bolsonaro negou nesta quarta-feira que tenha adulterado seu cartão de vacinação e reiterou que não se vacinou contra a Covid-19, declarando-se surpreso com a operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua casa, em que teve seu telefone celular apreendido.

'Eu realmente fico surpreso com a busca e apreensão por este motivo... Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum. Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina e ponto final', disse Bolsonaro a jornalistas em frente à sua casa em Brasília, confirmando que seu telefone celular foi apreendido pelos agentes da PF.

O ex-presidente foi alvo de uma operação da PF que investiga a inserção de informações falsas no banco de dados oficial do Ministério da Saúde sobre vacinação, e três de seus auxiliares mais próximos foram presos entre os seis mandados de prisão cumpridos pela PF, de acordo com fontes com conhecimento da operação.

Em entrevista mais tarde à Jovem Pan, o ex-presidente disse que a operação da PF faz parte de uma campanha de 'pressão 24 horas por dia' que ele vem sofrendo e que o objetivo da ação em sua casa foi 'esculachar'.

Bolsonaro teria que prestar depoimento ainda nesta quarta-feira à PF em Brasília, mas seus advogados pediram o adiamento da oitiva, de acordo com uma fonte. O ex-presidente deixou sua casa em direção à sede do seu partido, o PL.

Segundo uma fonte, Bolsonaro estava reunido com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto; o líder da bancada da legenda na Câmara, Altineu Côrtes (RJ); e outros aliados. Após a busca e operação da PF, Bolsonaro saiu de casa, em um condomínio em uma região nobre de Brasília, acompanhado do advogado Marcelo Bessa.

Outros integrantes da equipe de defesa do ex-presidente, como Paulo Cunha Bueno, Daniel Tessler e Fabio Wajngarten, viajaram de São Paulo para Brasília e tentavam ter acesso aos autos da investigação contra o ex-presidente.

Ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo Bolsonaro, Wajngarten afirmou que a defesa do ex-presidente não teve acesso a nenhuma informação referente aos acontecimentos desta manhã.

Durante a pandemia de Covid-19, doença que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, Bolsonaro por diversas vezes divulgou informações falsas sobre vacinas e questionou, sem apresentar provas, a eficácia dos imunizantes. Ele repetiu diversas vezes que não se vacinaria contra a doença.

Segundo a PF, a operação 'Venire' busca esclarecer a atuação de associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

(Reportagem adicional de Camila Moreira, em São Paulo)

Reuters

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