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    Plano de Bolsonaro contém 'superministério' da Economia, BC independente e promessa do fim do 'toma lá, da cá'

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Com forte tom nacionalista e conteúdo liberal, o plano de governo do candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, contempla a criação de um 'superministério' da Economia, a adoção formal da independência do Banco Central e uma promessa de que vai acabar com o 'toma lá, dá cá'.

    O documento divulgado pela campanha do presidenciável nesta terça-feira, com 81 páginas, informa que a gestão da área econômica terá dois organismos principais, o Ministério da Economia e o BC, sendo que o último será 'formal e politicamente independente, mas alinhado com o primeiro'.

    'Para atender ao objetivo de enxugamento do Estado, mas, também, para garantir um comando uno e coeso para a área, o Ministério da Economia abarcará as funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio bem como a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos)', diz o documento, ao acrescentar que 'as instituições financeiras federais estarão subordinadas ao ministério'.

    O plano afirma que vai se avançar institucionalmente com uma proposta de independência formal do BC que contemple uma diretoria com 'mandatos fixos, metas de inflação e métricas claras de atuação'.

    'Além disso, avançamos em maior flexibilidade cambial e mais ortodoxia fiscal. Inflação baixa e previsível será uma das prioridades inegociáveis em nosso governo', ressalta.

    ATAQUE AO DÉFICIT

    O documento defende uma forte atuação para eliminar já no primeiro ano de governo o déficit primário e converter em superávit já no ano de 2020 ---a previsão é de que em 2019 o rombo nas contas públicas seja de 139 bilhões de reais.

    O texto diz que 'todos os recursos obtidos com privatizações e concessões deverão ser obrigatoriamente utilizados para o pagamento da dívida pública'.

    'Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. Esse processo de redução de dívida será reforçado com a realização de ativos públicos', diz o texto.

    'Daremos especial atenção ao controle dos custos associados à folha de pagamento do governo federal. Os cortes de despesas e a redução das renúncias fiscais constituem peças fundamentais ao ajuste das contas públicas', acrescenta o documento.

    Com forte adjetivação, o plano de governo avalia que 'corruptos e populistas' legaram ao país um déficit primário elevado, uma situação fiscal explosiva, com baixo crescimento e elevado desemprego.

    REFORMA DA PREVIDÊNCIA

    Após citar uma série de números em que reconhece haver um grande déficit no sistema de pagamento de aposentadorias no país, o documento diz que uma gestão Bolsonaro pretende introduzir 'paulatinamente' um novo modelo de capitalização para a Previdência brasileira. Para tanto, reformas serão necessárias para 'aperfeiçoar o modelo atual como para introduzir um novo modelo'.

    'A grande novidade será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas', explica o texto.

    O documento destaca que será necessário criar um fundo para reforçar o financiamento da Previdência e compensar a redução de contribuições do sistema atual.

    GOVERNO DECENTE

    Sem detalhar como será a relação com o Congresso mesmo diante do fato de Bolsonaro pertencer a um partido pequeno sem base de apoio, o plano diz que vai propor um 'governo decente, diferente de tudo aquilo que nos jogou em uma crise ética, moral e fiscal'.

    'Um governo sem toma lá dá cá, sem acordos espúrios. Um governo formado por pessoas que tenham compromisso com o Brasil e com os brasileiros. Que atenda aos anseios dos cidadãos e trabalhe pelo que realmente faz a diferença na vida de todos. Um governo que defenda e resgate o bem mais precioso de qualquer cidadão: a liberdade. Um governo que devolva o país aos seus verdadeiros donos: os brasileiros', diz.

    Com fortes críticas ao que considera doutrinação e ideologia que tomaram conta do país, o texto defende uma atuação mais liberal do Estado. O documento é intitulado 'Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos' e prega uma atuação mais descentralizada do governo com o mote 'Mais Brasil, Menos Brasília'.

    O texto defende a reformulação do estatuto do desarmamento para garantir o direito do cidadão à 'legítima defesa', isto é, uma liberalização nas regras para concessão do porte de armas.

    Quer também, entre outros pontos, investir fortemente nas polícias, acabar com a progressão de penas e as saídas temporárias, a redução da maioridade penal para 16 anos e a retirada de qualquer 'relativização' da propriedade privada da Constituição.

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    Bolsonaro critica Alckmin por agora querer se passar de 'amigo do agronegócio'

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, atacou nesta terça-feira o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, por se dizer agora 'amigo do agronegócio' e disse que o tucano já recebeu, quando era governador de São Paulo, o MST no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

    'Não dá, né? MST (Movimento Sem Terra) é terrorismo. O Alckmin era contra o armamento, agora ele é a favor do armamento do homem no campo. Parabéns, né. Ele é o santo, mas quem tá fazendo milagre sou eu. Entre esses que estão aí não tem nenhum melhor que eu não', afirmou o candidato, em entrevista coletiva no Congresso Nacional.

    Em outro momento, o presidenciável disse acreditar que não muda nada o fato de adversários terem escolhido vices ligados ao agronegócio. Tanto a companheira de chapa de Alckmin, senadora Ana Amélia (PP), como a de Ciro Gomes (PDT), senadora Katia Abreu, do mesmo partido, têm ligações com o setor.

    O deputado afirmou que vai manter o 'básico' para o setor, garantindo o direito à propriedade privada que foi 'relativizada' e proteção contra invasões do MST. Sinalizou ainda com a liberação do porte de arma para quem queira se defender e uma 'política específica' para o furto e roubo de agrotóxico.

    Bolsonaro também chamou Fernando Haddad, coordenador do programa de governo do PT e vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 'pai do kit gay'. Ironizou o petista dizendo que ele tem uma excelente mensagem e que talvez tenha um 'excelente discurso para os pais'.

    Questionado se Haddad é um bom adversário --ele deve assumir a cabeça de chapa diante da provável impugnação de Lula pela Lei da Ficha Limpa--, o candidato disse que entrou na disputa para ser campeão.

    'Se não fosse uma ameaça, vocês não estariam aqui conversando comigo. Não sou patinho feito, sou o patinho horroroso. Mas estou há quatro anos viajando o Brasil', afirmou.

    Na véspera, Haddad apontou como candidaturas a serem batidas as de Alckmin e do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), sem mencionar a do deputado, porque não consegue 'visualizar o projeto Bolsonaro'.

    Nesta tarde, Bolsonaro disse que não precisa de marqueteiro porque tem 15 segundos para fazer a campanha no rádio e na TV no programa eleitoral. 'O que ele vai fazer para mim? Colocar maquiagem, toma uma maracujina aí', brincou.

    VICE

    O candidato, admitiu que a advogada Janaina Paschoal seria uma vice 'melhor' em sua chapa, enquanto o nome definido acabou sendo o do general da reserva do Exército Hamilton Mourão, filiado ao PRTB.

    'Para ganhar voto, a Janaina é melhor, não tenha dúvida', disse ele.

    Questionado se o fato de ela ser mulher e uma das subscritoras do pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff ajudaria na conquista dos votos, Bolsonaro afirmou que 'tudo soma para ela'. 'Era uma blindagem no combate à corrupção', destacou.

    O candidato disse que Janaina decidiu se dedicar à família, por ter filhos. E ironizou: 'se é mulher (a necessidade de ser vice), bota a minha mãe então, uma senhora de 91 anos maravilhosa.'

    O deputado minimizou a polêmica a respeito das declarações de Mourão que, na véspera, afirmou que o país herdou a 'malandragem' do negro e a 'indolência' do índio. Primeiro, disse que Mourão é filho de índia e depois argumentou que esperteza e malandragem são a 'mesma coisa'.

    'No Rio, todo mundo me chama de carioca malandro toda hora', afirmou ele.

    Questionado se o episódio não poderia manchar a candidatura, Bolsonaro disse que responde pelos seus atos e o vice, pelos dele.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    Bolsonaro promete abrir arquivos do BNDES e da Petrobras e diz que terá militares em ministérios

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira que pretende abrir os arquivos da Petrobras e do BNDES se for eleito, e declarou que a escolha do general Hamilton Mourão como seu vice o diferencia de adversários que escolherem mulheres para compor a chapa exclusivamente de olho em votos na eleição de outubro.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras, cujas sedes no Rio de Janeiro ficam na mesma avenida, já foram alvos de investigações da Polícia Federal contra a corrupção, em especial da operação Lava Jato.

    Ao falar sobre a política de financiamento do BNDES durante palestra para empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o candidato lembrou uma suspeita em torno de um empréstimo do banco à JBS que foi alvo de investigação da PF.

    Bolsonaro disse que se fala muito no Brasil sobre a necessidade da abertura dos arquivos da ditadura militar, mas que outros arquivos, como o do BNDES, também deveriam se tornar mais transparentes. Mais tarde, em entrevista a repórteres, o candidato foi instigado a falar também sobre a Petrobras, e avançou na questão.

    'Boa ideia. Tem da Petrobras também, e então vamos abrir os arquivos da Petrobras também. Nós temos que ser transparentes e não deixar essas empresas estatais serem feudos de partidos políticos', disse o candidato, que contou com a presença do economista Paulo Guedes, seu principal assessor econômico, na plateia.

    Bolsonaro também levantou suspeitas sobre a política de preços de combustíveis da Petrobras. As altas sucessivas dos preços neste ano dentro da política de paridade motivaram uma greve de mais de 10 dias de caminhoneiros que paralisou o país. Para encerrar o movimento, o governo negociou uma série de medidas com a categoria, entre elas o congelamento no preço do diesel.

    “Não sei se os números que eu tenho são verdadeiros, mas o preço do óleo diesel nas refinarias sai a 90 centavos e a Petrobras ganha 150 por cento em cima disso”, afirmou. “Se for verdade, não pode em um monopólio estatal botar o preço que bem entender. Aí complica”, acrescentou.

    Em seu discurso, que foi seguido de uma sessão de perguntas e respostas com empresários presentes ao evento, Bolsonaro justificou a escolha do general da reserva Hamilton Mourão como vice em sua chapa presidencial.

    A escolha foi anunciada durante o fim de semana após uma série de especulações de nomes como o senador Magno Malta (PR-ES), o general Augusto Heleno e a advogada Janaína Paschoal, além do príncipe Luiz Phillippe de Orleans e Bragança e o astronauta Marcos Pontes.

    Bolsonaro afirmou que, diferentemente de seus adversários, a escolha do vice não foi feita com base no potencial de votos que poderia render. Segundo o candidato do PSL, a escolha levou em conta a competência e a futura governabilidade.

    “Tem partido e candidato que escolhe vice com fins eleitoreiros, tem que ser de tal gênero, raça ou região. Eu quero é governabilidade”, disse. “Tenho que ter um vice que trabalhe comigo e que não seja uma peça decorativa... o general é paraquedista igual a mim”.

    Ao ser questionado sobre o risco que poderia representar para ele uma chapa formada por dois militares da reserva, Bolsonaro declarou que seu eventual futuro governo terá vários militares ocupando ministérios “para que não haja dúvida” sobre a linha que quer adotar.

    O candidato do PSL afirmou que os militares são menos corruptíveis que os civis. “Acho difícil corromper um general. Não é incorruptível, mas é muito mais difícil do que esses últimos ministros que passaram aí. O que o povo quer é que o governo funcione. Não importa se vai ser militar, homem, gay”, afirmou.

    Bolsonaro chegou a “nomear“ o seu vice na chapa presidencial para o Ministério da Casa Civil de seu eventual governo, mas logo em seguida disse que o cargo ficará nas mãos de um deputado “com toda certeza”.

    (Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Pedro Fonseca)

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    Bolsonaro defende privatizar Petrobras 'se não tiver solução'

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, disse na sexta-feira que, se eleito, poderá privatizar a Petrobras 'se não tiver solução' e defendeu que uma gestão dele também pode lançar mão de intervir na política de preços dos combustíveis a fim de reduzi-los a preços mais competitivos para o consumidor.

    'Se não tiver uma solução, eu sugiro a privatização da Petrobras. Acaba com esse monopólio estatal e ponto final. Então, é o recado que eu dou para o pessoal da Petrobras', disse, em entrevista na Globo News.

    O parlamentar --líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril-- disse considerar a Petrobras como estratégica para o país e que não gostaria de privatizá-la. 'Se não tiver solução, acordo, não tem outro caminho', reforçou.

    Bolsonaro não respondeu diretamente ao ser questionado sobre se manteria, em seu eventual governo a partir de 2019, a política de subsídio do diesel adotada pela gestão Michel Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros que paralisou por mais de uma semana o país recentemente.

    Contudo, o candidato disse que quem faz a política de preços dos combustíveis é a Petrobras e destacou que ninguém quer mudá-la numa 'canetada'.

    Mas o deputado indicou que poderia intervir na atual política de preços livres dos combustíveis adotada pela companhia, reduzindo a sua margem de lucro e consequentemente barateado o valor do insumo pago pelo consumidor final. 'Será que não pode ser menor esse percentual, então não tem saída', disse, ao frisar que não se pode 'quebrar a população' e não há 'solução mágica'.

    OUTRAS PRIVATIZAÇÕES

    O candidato, entretanto, afirmou que não pretende privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal por considerá-los estratégicos para o país. Citou o fato de que, sem o BB, poderá haver dificuldades para se realizar financiamentos dos produtores rurais.

    Por outro lado, Bolsonaro disse haver '147 estatais' no país e acredita que quase todas elas servem para alocar 'companheiros'. Nesses casos, disse, as empresas não seriam nem privatizados, mas sim extintas em sua gestão. Sobre os Correios, disse que 'lamentavelmente não tem jeito'.

    POSTO IPIRANGA

    O candidato defendeu que o governo brasileiro mantenha um certo protecionismo em suas relações comerciais externas com outros países. Ainda assim, ele disse que vai fazer negócio com quem quiser, mas destacou que vai buscar os Estados Unidos e a União Europeia.

    Na entrevista, Bolsonaro mostrou uma certa preocupação com o avanço da China no Brasil, em especial a suposta tentativa de eles quererem comprar terras agricultáveis ou para exploração de minério e outras riquezas do subsolo no país.

    'Quero que a China compre nossos commodities, mas não quero que a China ou qualquer país do mundo compre o Brasil', frisou ele, que é capitão da reserva do Exército. Ele criticou as gestões petistas que, segundo ele, privilegiaram as relações comerciais pelo 'viés ideológico'.

    O deputado foi evasivo sobre perguntas da condução da economia, caso eleito. Em um dos momentos, chegou a ficar irritado ao não ter detalhado como faria uma reforma tributária que simplificaria uma série de tributos atualmente existentes e disse que tem ainda tempo para apresentar seu plano de governo.

    Bolsonaro insinuou que os entrevistadores queriam taxá-lo como se não tivesse competência para ocupar a Presidência.

    'Estou entendendo a pegadinha de vocês', irritou-se. 'Querem me rotular aqui de irresponsável. Tem 60 impostos (sic), vocês querem que eu particularize (o que seria extinto na reforma)', emendou. 'Não vou aceitar esse jogo de vocês', reclamou, ao destacar que o plano ainda está em gestação.

    Ao ser questionado, o candidato afirmou que entende sim de economia, mas que o Paulo Guedes é o seu 'posto Ipiranga' -- numa alusão ao comercial de um local em que se pode resolver tudo. 'As grandes decisões eu não posso tomar sem ouvir ninguém, não sou um ditador', afirmou.

    Bolsonaro disse que Guedes será o seu ministro da Fazenda e terá liberdade para montar a equipe econômica, citando, por exemplo, a continuidade do atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Em entrevista recente à Reuters, Guedes indicou que, em uma eventual gestão do candidato, integrantes do governo Michel Temer poderiam permanecer nos cargos.

    O candidato disse que concorda com a visão de Guedes de um BC independente e que atue com independência política. Afirmou ainda que o foco de atuação do BNDES seria reorientado, de forma a ajudar mais a população.

    PREVIDÊNCIA

    O deputado se disse a favor da realização de uma reforma da Previdência que ataque 'por partes' o que ele considera como privilégios. Disse que vai acabar com eventuais incorporações de benefícios.

    Contudo, Bolsonaro fez um aceno aos militares --grupo historicamente ligado ao parlamentar-- na reforma da Previdência ao avaliar a situação deles como diferente. Ele citou que eles não têm direito a FGTS, hora extra ou fazer greve e precisam estar sempre prontos para cumprirem missões.

    O candidato destacou ainda que qualquer reforma precisa passar pelo 'filtro chamado Parlamento'.

    (Por Ricardo Brito)

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    PERFIL-Saudado como 'mito' por seguidores, Bolsonaro é criticado por radicalismo e discriminação

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A verborragia nas declarações e o jeito simples galvanizam ardorosos apoiadores que celebram o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como 'mito' e o defendem nas ruas e nas redes sociais, ao mesmo tempo em que outra legião, de críticos, o acusa de discriminação, de ser preconceituoso e avalia que ele vai morrer na praia na campanha presidencial.

    A menos de três meses das eleições presidenciais, o capitão do Exército da reserva consolidou-se como o líder nas pesquisas de intenção ao Palácio do Planalto no papel de franco atirador, no cenário provável que não prevê o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Essa 'franqueza' dele tem sido apontada, por entusiastas, como uma de suas principais virtudes e também como uma de suas principais fragilidades na disputa --ele empata com Lula no quesito rejeição, segundo recente pesquisa CNI/Ibope.

    Declarações em apoio à ditadura militar --recentemente comparou a um 'tapa no bumbum' execuções determinadas pelo ex-presidente Ernesto Geisel, segundo revelou documento da CIA-- e polêmicas que já viraram investigações criminais --ele é réu em dois processos no episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela 'não mereceria' e também é alvo de denúncia de racismo num evento que disse que 'quilombolas não servem nem para procriar'-- têm aumentado a preocupação em aliados.

    Essas falas já lhe renderam acusações de homofóbico, misógino e racista.

    Na denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que as 'manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenofóbico, reforçam atitudes de violência e discriminação que são vedadas pela Constituição e pela lei penal'.

    Bolsonaro sempre negou, em declarações públicas e também nos autos dessas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), ter cometido crime em relação a esses episódios.

    REDES SOCIAIS

    Aos 63 anos, Jair Messias Bolsonaro coloca-se como o nome ao Planalto contra o establishment político, boa parte do qual dizimado pela operação Lava Jato, e como um outsider, mesmo tendo sete mandatos de deputado (27 anos de Congresso) e passado por vários partidos.

    É uma grande mudança de perfil para quem, até pouco tempo atrás, tinha como principal foco de atuação política a defesa, no Congresso, de demandas corporativas das Forças Armadas.

    O deputado filiou-se no início do ano ao Partido Social Liberal (PSL), legenda pela qual disputará a Presidência e que deverá ter no primeiro turno somente 8 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos na propaganda eleitoral de rádio e TV, um dos principais meios para transmitir as ideias e programas do candidato.

    Desde a eleição presidencial de 1989, a campanha na TV --aliada aos palanques nos Estados-- tem tido grande influência na corrida ao Planalto. Bolsonaro não tem nenhum dos dois. A aposta de seus apoiadores, ainda que receiem o início da campanha eleitoral e a 'invisibilidade' advinda dela, é que as redes sociais vão subverter essa ordem.

    'Essa eleição vai se definir entre a política tradicional e a rede social', disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do parlamentar.

    Por ora, o pré-candidato tem sido tratado, de maneira geral, com desdém por políticos de partidos tradicionais --acreditam se tratar de uma bolha que estoura nas eleições. Tanto que, dificilmente, vai fechar aliança com algum partido para 2018.

    O deputado conta com 5,3 milhões de fãs no Facebook, tem 623 mil assinantes no canal do Youtube e quase 1,2 milhão de seguidores no Twitter --só perde nesse último quesito, entre os pré-candidatos a presidente, para a ex-ministra Marina Silva (Rede), conforme o site Torabit, especializado em análise de redes sociais.

    A operação para dar visibilidade ao trabalho dele nas redes sociais envolve apenas seis pessoas, nas contas do assessor de imprensa de Bolsonaro, Eduardo Guimarães. São assessores, o filho e vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, e o próprio deputado que gravam, editam, escrevem e publicam em cada uma das redes.

    Esse é o principal canal para mobilizar seus apoiadores nas viagens que faz, em voos de carreira, aos Estados. Neles, geralmente aparece chegando a aeroportos ovacionado aos gritos de 'mito'.

    'Nas posições dele, ele é muito enfático realmente. Quando entra na discussão, ele faz valer a opinião dele da maneira mais enfática possível', disse à Reuters Frederico D'Ávila, um dos diretores da Sociedade Rural Brasileira e um dos coordenadores de Bolsonaro para o setor agropecuário.

    'Mas ele é um cara brincalhão, afetuoso, risonho. É um cara acessível, ele deixa as pessoas agarrarem ele, abraçar ele, tirar foto com ele, grava recado no celular das pessoas, percebe a condição humana de cada um', acrescentou.

    CONSELHEIRO

    Por ora, mesmo liderando a corrida nos cenários sem Lula, que está preso, Bolsonaro não tem uma estrutura de campanha predefinida e chega à convenção sem qualquer partido formalmente aliado --após acertos com PR e PRP para indicar o vice terem naufragado nos últimos dias.

    O presidenciável também tem contado com uma restrita lista de apoiadores de peso no país em prol do seu plano presidencial. O economista Paulo Guedes --cotado para ser o ministro da Fazenda caso seja eleito-- é um dos raros a trabalhar pelo capitão da reserva, numa relação que nasceu praticamente do acaso.

    No final do ano passado, segundo Guedes, o economista encontrou-se com Bolsonaro em uma sala reservada de um hotel no Rio de Janeiro. A reunião foi intermediada por um conhecido do economista que mora fora do país, a pedido de interlocutores do deputado.

    O pré-candidato do PSL disse que queria ajuda para lidar com assuntos econômicos, mas Guedes afirmou que na ocasião não poderia porque estava trabalhando para construir a candidatura do apresentador Luciano Huck, segundo relato do próprio economista à Reuters.

    O deputado pediu-lhe que, se Huck desistisse, poderia ajudá-lo nessa área. A falta de preparo econômico é uma das críticas feitas ao pré-candidato do PSL.

    Recebeu um sim dele e, com a saída do páreo do apresentador uma semana depois, Guedes --economista com Ph.D. na Universidade de Chicago, considerado um templo mundial do liberalismo- virou o conselheiro de Bolsonaro, que historicamente defendeu a presença firme do Estado.

    'Gostei do Paulo, veio no quartel-general do inimigo e falou a verdade', disse Bolsonaro ao final daquele encontro no hotel, segundo relato feito por Guedes.

    Em tom humilde, o pré-candidato tem dito que 'não entende' de economia, mas tem se reunido duas vezes ao mês com Guedes, além das habituais trocas de mensagens por WhatsApp com seu conselheiro.

    “Não posso ser acusado de mergulhar o Brasil nessa situação de quase insolvência por não entender do assunto, o presidente é um técnico, não vai jogar bola, não vai entrar em campo, tem que ter discernimento, humildade e força para buscar soluções para os problemas', disse Bolsonaro, em sabatina no início de julho.

    SEGURANÇA

    A parte mais evidente das ideias de Bolsonaro está na segurança pública, quando faz um enfático discurso em defesa da possibilidade de o cidadão ter direito ao porte de armas para combater a violência.

    Na relação com o Congresso, mesmo filiado a um partido que hoje tem apenas oito deputados e nenhum senador, advoga o apoio das legendas a propostas de interesse do seu eventual governo por temas.

    O parlamentar disse que só não topa o apoio no Legislativo do que ele chama de 'extrema esquerda' --PT, PCdoB e PSOL. Nessa lógica, ele tem focado como alvo preferencial Lula.

    (eportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    'Plano C', Janaína Paschoal deve ser vice de Bolsonaro, diz fonte

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, deve escolher a advogada Janaína Paschoal como sua vice na corrida ao Palácio do Planalto, afirmou à Reuters uma fonte próxima ao parlamentar.

    Segundo essa fonte, a chance de Janaína --que ficou nacionalmente conhecida por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff-- ser escolhida é de '90 por cento'.

    'Existe uma grande chance de ser ela', destacou.

    A se concretizar o acerto, Janaína será o 'plano C' de Bolsonaro. O pré-candidato do PSL tentou, inicialmente, como vice o senador do PR Magno Malta, que preferiu concorrer à reeleição pelo Espírito Santo, e depois o general da reserva do Exército Augusto Heleno, cuja composição foi vetada pela cúpula do PRP, partido ao qual o militar é filiado.

    O objetivo inicial com uma aliança com outras legendas seria ampliar o tempo do rádio e TV na propaganda eleitoral de Bolsonaro. Sozinho, o PSL tem apenas cerca de 10 segundos em um bloco 12 minutos e 30 segundos.

    A intenção de Bolsonaro, segundo essa fonte, é anunciar a companheira de chapa já no domingo, na convenção que vai oficializar a candidatura do capitão da reserva do Exército, atual líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Se acertar com Janaína, Bolsonaro terá uma chapa puro sangue --os dois são filiados ao PSL. A advogada e professora de Direito da Universidade de São Paulo chegou a ser cotada também para concorrer a outros cargos eletivos em outubro.

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    Bolsonaro diz que prefere ganhar a eleição sem dever a alianças, segundo Veja

    (Reuters) - O pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, minimizou o fato de não ter fechado ainda alianças para a disputa eleitoral e ressaltou que prefere chegar ao Palácio do Planalto sem dívidas por apoios recebidos.

    'Aliança tem der ser um negócio aberto, algo que não me traga dor de cabeça e que não me constranja. Eu prefiro não chegar devendo', disse o presidenciável em entrevista à revista Veja, na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira.

    Líder nas pesquisas nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato, Bolsonaro lembrou que as sondagens mostram que a grande maioria das pessoas que afirma que votará nele diz que não mudará de voto. E ressaltou que analistas apontam que ele pode ser beneficiado do chamado 'voto envergonhado', o que significaria que seu apoio é maior do que os números estão mostrando.

    'Se não acontecer nada de anormal contra mim, a gente vai para o segundo turno', disse. E, mostrando bastante otimismo, acrescentou: 'Escreve aí, existe uma possibilidade de nem haver segundo turno.'

    Com algumas respostas espirituosas, o deputado rejeitou enfaticamente a necessidade de ter um marqueteiro na campanha.

    'Por que eu vou querer marqueteiro para 7 segundos de TV?', argumentou, referindo-se aos poucos segundos que terá no horário eleitoral no rádio e na TV. 'Minha campanha será nas redes sociais.'

    (Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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    Bolsonaro ainda busca alianças e convenção servirá apenas para formalizar candidatura, diz aliado

    BRASÍLIA (Reuters) - O deputado Jair Bolsonaro ainda busca acertar alianças com outros partidos para a eleição presidencial de outubro e a convenção do PSL de domingo servirá apenas para formalizá-lo como candidato da sigla à Presidência e não para anúncio de coligações, disse à Reuters o deputado Major Olímpio (SP), líder da legenda na Câmara dos Deputados.

    Olímpio disse que, caso não sejam formalizadas alianças, será encontrada uma 'solução doméstica' dentro da legenda e não descartou a possibilidade de a advogada Janaína Paschoal, que é filiada ao PSL e se notabilizou por ser uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, tornar-se companheira de chapa de Bolsonaro.

    'Ainda tem alguns partidos que podem ser potenciais aliados. Se não houver possibilidade de aliança com outro partido, haverá uma solução doméstica dentro dos quadros do partido', disse Olímpio.

    Quando indagado sobre a possibilidade de Janaína Paschoal ser companheira de chapa de Bolsonaro, Olímpio confirmou a possibilidade e elogiou a advogada.

    'É lógico que pode ser. É uma mulher inteligente, uma mulher combativa e um símbolo de mulher, que desmistificaria essa coisa de Jair Bolsonaro ser militar e machista', avaliou.

    O pré-candidato do PSL, que lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sonhava em ter como vice o senador Magno Malta (PR-ES), mas o parlamentar decidiu buscar a reeleição para o Senado.

    As conversas do PSL com o PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, naufragaram depois que o partido de Bolsonaro se recusou a atender os pedidos do potencial aliado.

    Após a recusa de Malta, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército chegou a dizer que anunciaria ainda nesta semana o general da reserva do Exército Augusto Heleno, que é filiado ao PRP, como seu vice. O partido do general, entretanto, rejeitou a aliança.

    Caso não consiga apoio de outros partidos à sua candidatura, Bolsonaro deverá ter poucos segundos de tempo na propaganda eleitoral no rádio e TV.

    (Reportagem de Anthony Boadle; Texto de Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)

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    PRP barra indicação de general Augusto Heleno para vice na chapa de Bolsonaro

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à Reuters, que o Partido Republicano Progressista (PRP) barrou a indicação dele para ser o candidato a vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro, do PSL.

    Bolsonaro chegou a afirmar, em evento público no interior paulista na noite de terça-feira, que até esta quarta-feira iria anunciar o nome de Heleno como seu colega de chapa, segundo relato feito pelo presidente do PSL em São Paulo, o deputado federal Major Olímpio.

    No entanto, Heleno disse que na noite de terça-feira a cúpula do PRP, ao qual é filiado, se reuniu com ele em Brasília e definiu que o plano principal da legenda para a eleição de outubro é eleger deputados federais como forma de aumentar o tamanho do fundo partidário e o tempo de rádio e TV que o partido tem.

    Segundo o general, não houve qualquer mal estar pelo fato de o pré-candidato do PSL tê-lo anunciado antecipadamente e não foi colocada nenhuma restrição ao nome dele, mas, segundo a decisão da legenda, ser companheiro de chapa de Bolsonaro não iria acrescentar em nada aos objetivos do PRP.

    'O partido não tem interesse em abraçar uma candidatura a vice', disse Heleno à Reuters.

    O general afirmou que, logo após a decisão da cúpula do PRP, telefonou para Bolsonaro avisando-lhe que não seria companheiro de chapa dele. Heleno disse que não se sentia frustrado com a decisão da legenda.

    'Não tirou um minuto do meu sono. Era uma missão que poderia ou não acontecer', disse. 'Tenho a minha vida construída em cima de cargos conquistados pelos meus méritos', completou.

    Heleno é filiado ao PRP do Distrito Federal e ficou nacionalmente conhecido por ter sido o primeiro comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, missão de paz que teve a liderança militar do Brasil.

    O general disse que não vai se candidatar a outro cargo eletivo em outubro, mas pretende continuar a ajudar na campanha de Bolsonaro. Questionado se assumiria um eventual ministério na gestão dele --foi cotado para a pasta da Defesa--, ele disse que não adianta pensar nisso agora. 'Tem que ganhar antes', afirmou.

    A pré-candidatura de Bolsonaro --líder nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e deve ser barrado de concorrer pela Lei da Ficha Limpa-- não conta com nenhum partido aliado até o momento.

    Por enquanto a legenda de Bolsonaro vai dispor de apenas 8 segundos do tempo do rádio e TV em um bloco na campanha eleitoral de 12 minutos e 30 segundos. Aliados do candidato, contudo, minimizam essa ínfima presença na TV e apostam na forte presença dele nas redes sociais durante a campanha.

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    Bolsonaro deve anunciar na 4ª general da reserva como candidato a vice, diz deputado

    BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), deve anunciar até a quarta-feira o general do Exército da reserva Augusto Heleno (PRP) como seu companheiro de chapa na disputa, afirmou à Reuters o presidente do PSL em São Paulo, o também deputado federal Major Olímpio.

    Segundo Olímpio, Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, durante evento no Vale do Ribeira, no interior paulista, que 'ainda hoje ou amanhã' Heleno será anunciado como o vice.

    O pré-candidato do PSL ao Planalto tentou nos últimos dias fechar um acordo para ter o senador Magno Malta (PR-ES) como companheiro de chapa a fim de aumentar o tempo de rádio e TV a que terá direito na propaganda eleitoral.

    Sozinho, o PSL de Bolsonaro tem apenas 8 segundos durante a campanha em blocos de 12 minutos e 30 segundos. O PRP não tem deputado federal e, dessa forma, sua contribuição para o tempo de TV de Bolsonaro deve ser praticamente nula.

    Olímpio disse que Malta não aceitou ser vice de Bolsonaro --optou por buscar mais um mandato ao Senado-- e também o partido dele, o PR, quis impor condicionantes para fechar uma aliança formal com o PSL.

    Segundo Olímpio, o PR queria que, nas disputas a cargos proporcionais no Rio e em São Paulo (disputa a deputado federal, por exemplo), houvesse um acerto que privilegiasse as candidaturas dos membros do PR em detrimento dos nomes do PSL. Lideranças do PR pretendiam usar essa aliança com Bolsonaro para aumentar o tamanho da bancada no Congresso.

    Olímpio afirmou que ninguém da direção do PSL topou esse acerto. 'Se o problema for ter tempo de TV e abandonarmos os nossos, não terá valido a pena a eleição. Vamos vencer com 10 segundos, do jeito que for, mas com dignidade', disse.

    Heleno é filiado ao PRP do Distrito Federal e ficou nacionalmente conhecido por ter sido o primeiro comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, missão de paz que teve a liderança militar do Brasil.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    Coordenador econômico de Bolsonaro indica que pode manter parte da equipe de Temer

    Por Marcela Ayres e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Coordenador do programa econômico do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ), Paulo Guedes afirmou que terá total liberdade para montagem de sua equipe caso se torne o titular da Fazenda e indicou que pode manter alguns integrantes da atual equipe econômica do governo Temer.

    Ele (Bolsonaro) fala que é porteira fechada e não vai ter nenhuma indicação política , disse o economista em entrevista na quinta-feira à Reuters, a respeito dos cargos nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e no Banco Central. Sobre a permanência de alguns membros da equipe de Temer, mostrou ver vantagens na estratégia.

    O setor público tem extraordinários quadros e quem tem que fazer as reformas e ajudar a corrigir todos os erros são exatamente esses quadros de excepcional qualidade , disse, ao ser questionado se manteria parte do quadro se Bolsonaro vencer as eleições.

    Guedes elogiou o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, de quem disse ter tido “ótima impressão” por seu “espírito público e conhecimento técnico”. Ambos estiveram juntos há poucas semanas no Ministério da Fazenda após Guedes pedir um encontro para ouvi-lo sobre a situação fiscal do país.

    Os comentários foram feitos pouco antes de Guedes se encontrar novamente com membros da atual equipe econômica em Brasília, desta vez a convite do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e na companhia do presidente do BC, Ilan Goldfajn, no âmbito de conversas que têm sido pedidas pela Fazenda com economistas de pré-candidatos.

    Tanto o coordenador quanto o próprio Bolsonaro já afirmaram publicamente que Ilan seria um excelente nome para seguir no atual cargo. Guedes disse nesta quinta-feira ver necessidade, para o presidente do BC, de autonomia operacional e mandato não coincidente com o do presidente da República.

    Com Ph.D. na Universidade de Chicago, considerada o templo mundial do liberalismo, Guedes voltou a ressaltar que o programa de Bolsonaro será estruturado em torno de reformas fiscais, como a da Previdência, reorganização federativa, com mais recursos direcionados a Estados e municípios, e diminuição da dívida pública, investida turbinada por privatizações de estatais.

    REFORMA TRABALHISTA

    O economista defendeu o aprofundamento da reforma trabalhista, com a substituição gradual do atual sistema de encargos baseado na folha salarial que conta com alíquotas altíssimas . Para ele, a mudança vai impulsionar a contratação de novos postos de trabalho e ampliar a formalização do número de pessoas economicamente ativas. Atualmente, o país possui cerca de 13 milhões de desempregados.

    Vamos acabar com esses encargos, acabar com esse troço. Nós vamos botar no lugar uma base de incidência bem mais ampla, em vez de só alguns pagando muito. Esse é um princípio que estamos vendo , disse.

    Segundo Guedes, o novo modelo de encargos trabalhistas --mais simples e com custo menor-- faria parte de uma reforma tributária mais ampla a ser implementada de maneira gradual.

    Só que a gente não vai fazer nenhuma aventura. A gente não vai desarmar o sistema , disse ele, indicando que a substituição de um regime por outro será feito em dois ou quatro anos.

    Aí você vai fazendo 'phase in' em um e 'phase out' em outro, vai calibrando. Justamente como a gente não vai fazer aventura, a gente não pode abrir mão da base tributária atual. Você reduz um pouquinho e introduz a outra. Essa outra está indo superbem, você acelera ela e retira a antiga , complementou.

    RELAÇÃO COM O CONGRESSO

    O economista afirmou que a governabilidade de uma eventual gestão Bolsonaro se dará, para além da noção de um novo pacto federativo, com o apoio dos partidos em cima de propostas em discussão no Congresso.

    Uma das críticas a Bolsonaro é a de que ele, se eleito, não terá uma forte base de apoio. Atualmente o PSL, a pequena legenda a qual o deputado é filiado, tem apenas 8 deputados federais e nenhum senador.

    Guedes disse que o coordenador informal da pré-campanha de Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse-lhe que até o final do mês o nome do PSL ao Palácio do Planalto contará com o apoio suprapartidário de 120 deputados federais. Para o economista, é um apoio que está sendo bem encaminhado por ocorrer antes do fechamento das alianças partidárias.

    O número fica abaixo do necessário para a aprovação de reformas constitucionais --que na Câmara precisam de ao menos 308 votos. Mas Guedes afirmou que, no pós-Lava Jato, o apoio dos partidos no Congresso se dará em torno das agendas do governo.

    É uma valorização dos temas e votação no atacado. Esse partido está conosco, aí temos 30, 40 votos do partido, justamente para acabar com a compra mercenária de votos no varejo , disse.

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    Bolsonaro diz que país vai ficar 'ingovernável' com atual STF

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto, deputado Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira que com a atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF) o país vai ficar ingovernável e argumentou que o sinal que se passa para a população é de não se respeitar as leis.

    Com esse Supremo vai ficar ingovernável o país também. O sinal que dá para a população é não respeite as leis , disse Bolsonaro, em entrevista coletiva após participar de evento com presidenciáveis promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    As críticas de Bolsonaro --líder nas pesquisas de intenção de voto ao Planalto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- ocorreram após ele comentar a decisão do ministro do STF Ricardo Lewandowski de suspender processos de venda de ativos de empresas públicas com base na Lei de Estatais.

    Essa determinação de Lewandowski fez, por exemplo, a Petrobras suspender parte do seu programa de desinvestimento. O ministro do STF entendeu que esse tipo de processo de venda de ativos precisa passar antes pelo Supremo.

    Para Bolsonaro, essa decisão judicial foi ideológica .

    O pré-candidato do PSL criticou ainda o Poder Judiciário ao afirmar que vários órgãos dele estariam legislando ao tomar decisões e destacou que é preciso de um presidente que, de forma isenta, transmita confiança e respeite as leis .

    Que evite que o nosso Supremo Tribunal Federal continue legislando, bem como o CNJ, como legislou em relação às audiências de custódia , disse ele, que também se referiu a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça, que se pronunciou sobre a forma como os cidadãos podem se manifestar em abordagens policiais.

    Dias atrás, o parlamentar defendeu o aumento do número de integrantes do STF, atualmente composto por 11 ministros.

    Na sabatina promovida pela CNI, Bolsonaro repetiu novamente que vai botar alguns generais nos ministérios se vencer a corrida ao Palácio do Planalto.

    Que o presidente que chegar lá nomeie e escale o seu time , disse. Os anteriores colocavam terroristas e corruptos quando chegavam lá , completou ele, em um dos dez momentos que foi aplaudido durante o evento --o que recebeu o maior número de palmas do público até o momento.

    Em entrevista coletiva após o evento, o pré-candidato disse que, quando a campanha começar, vai apresentar quase todos os nomes que poderiam compor o seu ministério.

    Ou faz algo diferente ou não faz , disse. Não é general por ser general, é pessoa competente , acrescentou, ao destacar que general não é incorruptível , mas a pressão é menor .

    Bolsonaro disse novamente que terá apenas 15 ministérios -- atualmente são 29 pastas na Esplanada.

    Em outro momento em que foi fortemente aplaudido, o deputado disse que pode ser preciso reduzir direitos trabalhistas.

    Teremos de decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego , destacou.

    PREVIDÊNCIA E APOIO DO CONGRESSO

    Sem dar detalhes, após falar duas vezes sobre o assunto, o ex-capitão do Exército da reserva defendeu a realização de uma reforma da Previdência de forma gradual. Devagar a gente chega lá, de uma vez só o remendo novo vai rasgar a calça toda , disse.

    O deputado criticou a proposta apresentada pelo atual governo, que não prosperou. Essa proposta do senhor (Henrique) Meirelles (ex-ministro da Fazenda) é remendo novo em calça velha. Temos um filtro na Câmara e no Senado , afirmou.

    Bolsonaro afirmou que um presidente tem que agir como um técnico . Ele disse que tem a humildade de reconhecer que não sabe de tudo, mas destacou que vai buscar os melhores para governar.

    Um presidente é como um técnico, ele não vai entrar em campo. Ele tem que ter o discernimento, força para buscar as soluções , disse. Nós pensamos de maneira diferente. Quais seriam as primeiras medidas? Primeiro eu pediria a benção de Deus para o Brasil, essa é uma realidade.

    Integrante de um partido nanico, Bolsonaro disse que os apoios suprapartidários a ele no Congresso estão aumentando. Disse que nesta tarde vai anunciar o apoio de 110 deputados a ele.

    O pré-candidato disse ainda que, a depender das propostas que apresentar ao Congresso, vai angariar apoios.

    Se tipificarmos as ações do MST como terrorismo, será que a bancada ruralista não estará conosco? Se acabarmos com a ideologia de gênero e resgatarmos os bons valores, será que não teremos o apoio dos evangélicos, que fazem um bom trabalho no Parlamento? Se redirecionarmos a política dos Direitos Humanos, não vamos ganhar a simpatia da população? , questionou. O deputado afirmou ainda ser contra a política de cotas.

    Bolsonaro defendeu o apoio do público a ele. Vocês podem errar comigo, os outros já erraram , disse.

    Em sua entrevista coletiva, ele afirmou que está com a verdade por ter o povo ao seu lado. Disse que 80 por cento dos que votam nele não vão mudar de posição e disse que tem tudo para vencer a disputa no primeiro turno.

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