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    Bolsonaro ironiza influência de Lula sobre Haddad e promete impedir que presos controlem empregados

    (Reuters) - O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, voltou a ironizar nesta sexta-feira no Twitter, de forma tácita, a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha do petista Fernando Haddad, com quem disputa o segundo turno da eleição presidencial.

    'Pergunto ao pau mandado do corrupto preso: você aceitaria que o crime organizado continuasse sendo comandado de dentro dos presídios?', escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter.

    Em outra publicação, mais cedo, ele afirmou: 'Vamos combater o crime organizado e trabalhar para impedir que presos continuem controlando seus empregados de dentro dos presídios'.

    Haddad tem se encontrado frequentemente com Lula, que está preso desde abril em Curitiba para cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro, resultante de condenação no processo do tríplex do Guarujá (SP).

    O ex-prefeito de São Paulo assumiu a cabeça da chapa da candidatura do PT depois que Lula foi barrado de concorrer novamente ao Palácio do Planalto com base na Lei da Ficha Limpa.

    Em outro publicação no Twitter, Bolsonaro ainda citou que o plano do PT inclui 'reduzir a massa carcerária do Brasil através de liberação de presidiários', com o comentário acompanhado de trecho de um vídeo em que Haddad afirma que o partido vai 'promover o desencarceramento de pessoas que cometem pequenos delitos, que é hoje o maior contingente de prisioneiros'.

    (Por Paula Arend Laier, em São Paulo)

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    Bolsonaro ironiza Haddad e chama petista de 'fantoche' e 'camaleão'

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, criticou e ironizou o adversário no segundo turno da disputa presidencial, o petista Fernando Haddad, ao chamá-lo de fantoche e pau mandado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba.

    O ex-capitão do Exército também chamou o adversário de 'camaleão' por conta da mudança na logomarca da campanha do petista, com a adoção do verde, amarelo e azul em vez do tradicional vermelho.

    Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o candidato do PSL negou que seja um candidato de extrema-direita, e cutucou o adversário ao dizer que Haddad se moveu para a direita pela mudança na imagem da campanha do petista.

    'Você é um fantoche, um pau mandado e age como um camaleão', disse Bolsonaro na entrevista, após encontro com parlamentares em um hotel na zona oeste do Rio.

    'As cores do PT agora são verde e amarelo, vi o Haddad falando em família e Deus. Fico com vergonha, porque cumpre a risca o que Lula manda ele falar. Haddad não é de esquerda é de direita', disse ele mudando o tom de voz como se fosse um ventríloquo.

    Na entrevista, em que houve vaias por parte de seguidores de Bolsonaro a uma repórter do jornal Folha de S.Paulo e ao veículo --interrompidas apenas com a intervenção do presidente do PSL, Gustavo Bebianno, que defendeu a liberdade de imprensa-- o ex-capitão disse que apoia a imprensa livre.

    Sobre os casos de violência que teriam sido cometidos por simpatizantes, Bolsonaro afirmou que não tolera crime nenhum.

    'Se por ventura foi uma pessoa que votou em mim, dispenso esse tipo de voto. Cometeu crime, vai ter que pagar', disse.

    'Meu pessoal não está disseminando o ódio, até porque quem levou a facada fui eu', frisou ele, lembrando do ataque que sofreu no início de setembro durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG).

    Bolsonaro acrescentou que, se for eleito, invasão de propriedade privada no Brasil será tratada como crime e tipificada como 'terrorismo'.

    No caso das relações comerciais, Bolsonaro, declarou que não vai abandonar o Mercosul, mas que não pretende atuar no bloco com o viés político que, de acordo com o candidato, foi usado nos governos do PT.

    'O Mercosul tem seu valor, mas foi deturpado e desfigurado pelo PT e não podemos nos prender por questões ideológicas... não faremos negócios por questões ideológicas', finalizou o candidato do PSL.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Equipe econômica de Bolsonaro ainda discute se pauta econômica deverá ser atacada de uma vez ou aos poucos

    Por Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A equipe que elabora o programa econômico do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ainda discute se a pauta econômica no Congresso, incluindo a reforma da Previdência, deverá ser abordada de uma vez ou aos poucos, informou uma fonte que acompanha as negociações.

    Segundo essa fonte, uma corrente do grupo, liderada pelo economista Paulo Guedes, entende que é necessário investir nos temas prioritários já no início de um eventual governo de Bolsonaro, enquanto outra frente, formada principalmente por técnicos e burocratas com experiência na máquina pública em Brasília, aconselha uma abordagem mais paulatina.

    Um dos temas que poderiam funcionar como teste, segundo essa abordagem gradual, seria o projeto que trata da autonomia do Banco Central. O assunto, avalia a fonte, não encontraria grandes resistências no Congresso e, uma vez aprovado, serviria para animar e dar fôlego à base de sustentação a ser construída em torno do governo.

    Para construir seu colchão de aliados, aliás, Bolsonaro contará muito com as bancadas parlamentares já identificadas com a sua pauta original, muito centrada nos problemas de segurança pública e em questões morais e culturais. São elas a bancada do agronegócio, a religiosa e a da “bala”, além dos parlamentares eleitos na esteira de corporações como policiais e militares.

    Na semana passada, reportagem da Reuters antecipou que Bolsonaro tem conquistado uma espécie de potencial “base” no Congresso por meio do suporte de importantes frentes parlamentares. As frentes da segurança pública, da agropecuária e dos evangélicos, conhecidas como a bancada BBB --bala, boi e Bíblia-- são apostas de aliados de Bolsonaro para avançar propostas no Congresso.

    A  declaração de neutralidade dos principais partidos do centrão foi encarada como positiva, uma vez que um apoio formal poderia ser visto como 'mais do mesmo na política', segundo essa fonte. Isto é, um aval do chamado establishment político poderia contradizer o ativo que o próprio Bolsonaro tem cultuado durante toda a sua campanha.

    Essa agenda moral e de costumes, a pauta “raiz” do candidato, seria usada, neste contexto, como um instrumento de negociação justamente para a aprovação da pauta econômica de interesse de Paulo Guedes no Congresso, nome confirmado por Bolsonaro nesta sexta-feira para comandar o Ministério da Fazenda em seu eventual governo.

    A fonte, que tem circulação no Congresso, prevê ainda um isolamento da esquerda no Legislativo diante do apoio temático a Bolsonaro dessas bancadas, do crescimento do PSL e da provável inclusão do centrão à base. As chances de aprovação de uma reforma da Previdência ainda no governo Temer, segundo avaliou, são muito pequenas, quase nulas.

    O PT, do adversário de Bolsonaro no segundo turno, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, elegeu a maior bancada na Câmara, com 56 deputados. O PSL de Bolsonaro conseguiu 52 cadeiras.

    SUCESSÃO NA CÂMARA

    Nessa conjuntura, há possibilidade de composição com o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pretende se reeleger para o posto. A intenção, no entanto, pode ser ameaçada pelo PSL, que ainda pode inchar com a migração de parlamentares de partidos que não atingiram a cláusula de barreira e pleitear o cargo com base no critério da proporcionalidade.

    No Senado, avaliou a fonte, o emedebista Renan Calheiros (AL) --identificado politicamente com os petistas-- deve encarar dificuldades para se lançar à Presidência da Casa. O Senado tem uma tradição de eleger para o comando da Casa o parlamentar do partido com o maior número de cadeiras --o MDB terá 12 senadores.

    Ainda assim, há uma abertura para o eventual governo Bolsonaro buscar uma composição com um nome mais palatável do partido, como Simone Tebet (MS) e Fernando Bezerra Coelho (PE).

    A equipe econômica do candidato já tem visão consolidada, no entanto, sobre a necessidade da presença de investimento estrangeiro na economia. Será dada prioridade a licitações internacionais, sem “preconceito” com o capital --mesmo que tenha origem na China. Bolsonaro, no entanto, tem mostrado repetidas vezes preocupação com a entrada de capital chinês no país.

    Para esse grupo, o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), criado para ampliar a interação entre o Estado e a iniciativa privada em contratos de parceria e de medidas de desestatização, já oferece um avanço em relação ao que era praticado.

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    Time econômico de Bolsonaro avalia usar reforma da Previdência de Temer, apesar de aliados rejeitarem ideia

    Por Marcela Ayres e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O time econômico que está estruturando as propostas para um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) segue vendo a reforma da Previdência como prioritária e quer aproveitar a proposta sobre o tema que está estacionada no Congresso, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto, mesmo em meio à falta de coesão na campanha acerca de um ajuste considerado fundamental para reequilibrar as contas públicas.

    Bolsonaro afirmou esta semana que a reforma apresentada pelo presidente Michel Temer não passa pelo aval dos parlamentares e que não pretende usá-la. Em outra frente, seu cotado para a Casa Civil, o deputado reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que o presidenciável, se eleito, não trataria do tema ainda neste ano.

    Mas segundo a fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Temer, que já foi aprovada em Comissão Especial na Câmara dos Deputados, é considerada um passo 'instrumental' para dar prosseguimento à inovação pretendida pela equipe: introduzir, posteriormente, a opção por um novo modelo de Previdência, de capitalização.

    A ideia é que seja ofertada aos novos entrantes a escolha pelo novo regime ou pelo atual, de repartição, sendo que os que aderirem à capitalização contribuirão para suas contas individuais e serão beneficiados com redução dos encargos trabalhistas.

    'Você precisa dar uma arrumada na velha para poder se lançar na nova. Porque senão você não consegue nem ter a nova e ainda estoura a velha', disse a fonte, acrescentando ainda que a reforma do regime atual --em que os trabalhadores da ativa pagam pelos benefícios dos que se aposentam-- é imprescindível para dar sustentabilidade à regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas do governo à inflação do ano anterior.

    A aprovação da reforma de Temer, que versa apenas sobre o regime atual, também não deixaria de representar um atalho para tratar de um problema que vem pesando sobre as contas públicas, mas que enfrenta forte resistência popular e parlamentar.

    Encaminhada ao Congresso em dezembro de 2016, a proposta ganhou sinal verde de comissão na Câmara em maio do ano seguinte, mas viu sua análise ser paralisada dali em diante após o presidente exaurir seu capital político para barrar no Congresso denúncias por seu envolvimento no escândalo da JBS

    A falta de alinhamento no comando da campanha de Bolsonaro sobre a reforma mexeu com os mercados mais cedo nesta semana, refreando parte do otimismo que impulsionou a bolsa e guiou a queda do dólar após o ex-capitão do Exército passar ao segundo turno das eleições com ampla vantagem sobre seu opositor, o petista Fernando Haddad.

    Apesar de posições estatizantes já expressas por Bolsonaro no passado, ele empunhou na disputa presidencial a bandeira de adepto ao liberalismo econômico, escola de seu guru econômico e indicado ao ministério da Fazenda, Paulo Guedes. Por essa razão --e pela falta de fôlego de outros candidatos de centro e de direita na corrida ao Palácio do Planalto-- acabou sendo abraçado pelo mercado como o candidato das reformas.

    LEGITIMIDADE

    O deputado federal Major Olímpio (PSL), que é coordenador da campanha de Bolsonaro em São Paulo e senador eleito, afirmou à Reuters que não vê possibilidade de o atual Congresso aproveitar parte do texto da reforma da Previdência da gestão Temer que passou pela comissão especial, mesmo que o texto seja novamente alterado.

    'A Câmara e o Senado de hoje não representam de fato a população, representam de direito porque têm mandato até o início de 2019', disse Major, ao destacar que não vê 'legitimidade' na composição atual das duas Casas Legislativas após o resultado das eleições que mostrou forte renovação nelas.

    Para Olímpio, mesmo que haja um fatiamento da discussão e adequação do projeto ao interesse de uma eventual gestão Bolsonaro, não haveria quem apoiasse isso em 2018. 'Sendo pragmático porque eu conheço a Câmara, a reforma do Temer não consegue votar', frisou.

    O senador eleito afirmou que o atual governo 'já não tinha condição de votar o projeto que era ruim e usou a intervenção federal como motivo para não votá-la'. Ele se refere ao fato de que, com a intervenção federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, não se pode votar emendas constitucionais no Congresso.

    Olimpio disse que não há divergências entre a parte econômica que assessora Bolsonaro e aliados da ala política do presidenciável do PSL. Destacou que o candidato a presidente está no comando e a decisão é sempre dele.

    'Está absolutamente harmonizado. Não tem absolutamente nenhum ruído', afirmou.

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    Rede pede que filiados não votem em Bolsonaro e diz que será oposição a qualquer governo

    (Reuters) - A Rede, partido da presidenciável Marina Silva, anunciou que será oposição a qualquer candidato que for eleito no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, mas recomendou que seus filiados e simpatizantes 'não destinem nenhum voto' ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

    O partido frisou que tanto o candidato do PT, Fernando Haddad, como Bolsonaro representam 'projetos de poder prejudiciais ao país', e que a Rede não se alinha e não apoia nenhum deles.

    'Por outro lado, é impossível ignorar que o projeto de Bolsonaro, conforme tem sido reiteradamente afirmado, representa um retrocesso brutal e inadmissível em três pontos muito caros aos princípios e propósitos da Rede', afirmou o partido em nota com data de quarta-feira.

    A Rede afirmou que o projeto de Bolsonaro ataca os direitos das comunidades indígenas e quilombolas, despreza os direitos humanos e a diversidade, pretende desmontar a estrutura de proteção ambiental existente no país e ameaça a democracia.

    'A Rede Sustentabilidade recomenda que seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país', afirma a nota.

    Marina ficou em 8º lugar no primeiro turno da eleição presidencial, com 1 por cento dos votos válidos. Jair Bolsonaro, do PSL, teve 46 por cento e Fernando Haddad, do PT, 29 por cento.

    Na quarta-feira, o PDT anunciou apoio crítico a Haddad, enquanto DEM, PR e PRB liberaram seus correligionários para apoiar qualquer um dos dois candidatos no segundo turno. O PSDB já havia liberado seus filiados para expressar apoio a Haddad ou Bolsonaro.

    (Por Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro)

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    Reformas estão prontas para serem apresentadas em janeiro, diz Bolsonaro à TV Record

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse já ter propostas de reformas prontas para serem apresentadas em janeiro, inclusive para uma reforma tributária, caso seja eleito presidente, e afirmou que seu eventual governo vai buscar um 'dólar compatível' e a menor taxa de juros possível.

    'As reformas que têm que ser feitas, tributária e etc, está praticamente tudo pronto, está quase tudo com sinal verde, e uma vez a gente chegando, se elegendo, apresenta em janeiro essas propostas', disse Bolsonaro em entrevista à TV Record reproduzida na conta oficial de Twitter do candidato, na noite de quarta-feira.

    'Não aumentaremos mais imposto, até porque ninguém tem como pagar mais imposto no Brasil. A ideia é desburocratizar e desregulamentar muita coisa', acrescentou.

    Bolsonaro reiterou na entrevista ser contrário a privatizações no setor elétrico, assim como que gostaria de manter estatal o 'miolo' da Petrobras. Na quarta-feira, as ações da Eletrobras sofreram uma queda acentuada na bolsa em reação a declarações do candidato sobre ser contrário à privatização de ativos na área de geração de energia elétrica.

    'Privatizar alguma coisa, não é tudo, vamos preservar aqui o setor elétrico, Furnas, Banco do Brasil e Caixa Econômica', disse. 'A Petrobras eu acho que tem que ser preservada o miolo dela. A questão de refinaria, refino, acho que você pode partir paulatinamente para privatizações.'

    O candidato do PSL afirmou ter estabelecido algumas metas econômicas a serem buscadas pelo ministro da Fazenda de seu eventual governo, o economista Paulo Guedes, entre elas 'um dólar compatível, uma taxa de juros menor possível e buscar uma maneira de pagar a dívida interna'.

    Bolsonaro também comentou na entrevista sobre a proposta de pagar um 13º salário aos beneficiários do programa Bolsa Família, e disse que os recursos para isso sairão de combate a fraudes no próprio programa.

    'Nós gastamos aproximadamente 30 bilhões de reais por ano com o Bolsa Família, acho que 7, 8 bilhões é fraude, dá para você combater e pagar o 13º', disse, acrescentando que 'ninguém pode pensar em acabar com o Bolsa Família, seria um ato de desumanidade'.

    Bolsonaro confirmou, ainda, que será liberado pelos médicos na semana que vem para participar de eventos de campanha, e que estará disponível para comparecer a dois debates com seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad, do PT.

    Bolsonaro permanece com restrições impostas pelos médicos após passar por duas cirurgias e permanecer hospitalizado por 23 dias em consequência de um facada sofrida durante ato de campanha no mês passado em Juiz de Fora (MG).

    'Quinta-feira que vem eu vou a São Paulo e eles com toda certeza me liberam. Estaria disponível a participar de dois debates com o senhor Haddad, então é motivo de satisfação enfrentar o pau mandado de Lula e ter como mostrar para a população onde o PT chegará caso consiga o poder novamente'.

    Bolsonaro vai enfrentar o candidato do PT no segundo turno do dia 28 de outubro após ter sido o mais votado no primeiro turno com 46 por cento dos votos, enquanto Haddad ficou em segundo lugar com 29 por cento.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Bolsonaro fala a TV sobre limitar privatização em energia e na Petrobras, teme avanço da China

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse ser contrário à privatização de ativos na área de geração de energia elétrica, assim como gostaria de manter estatal o 'miolo' da Petrobras, em declarações que causaram uma queda acentuada especialmente das ações da elétrica Eletrobras.

    Em entrevista à Band TV na noite de terça-feira, Bolsonaro ainda mostrou-se preocupado com vendas de ativos de energia elétrica para empresas da China, que têm realizado aquisições de diversas companhias privadas, como a CPFL Energia, hoje controlada pela State Grid.

    Segundo o candidato, é possível 'conversar' sobre privatização do setor de distribuição de eletricidade, mas 'não geração'.

    'De jeito nenhum', declarou ele ao falar sobre a venda de ativos de geração, em um movimento que de certa forma se opõe aos planos do governo atual, de emitir ações e diluir a participação da União na Eletrobras --dona de subsidiárias de geração como Furnas e Chesf.

    No caso das distribuidoras, o atual governo já privatizou quase todas as companhias da Eletrobras, com exceção da unidade no Amazonas, cujo leilão está previsto para 25 de outubro, e a de Alagoas, uma operação suspensa provisoriamente por decisão do Supremo Tribunal Federal.

    'Quando você vai privatizar, você vai privatizar para qualquer capital do mundo? A China não está comprando no Brasil, ela está comprando o Brasil. Você vai deixar o Brasil na mão do chinês?', disse Bolsonaro.

    'Suponha que você tem um galinheiro no fundo da sua casa e viva dele.... Quando privatiza, você não tem a garantia de comer um ovo cozido. Nós vamos deixar a energia nas mãos de terceiros?, questionou ele.

    Bolsonaro afirmou que o Brasil tem cerca de 150 estatais, e que as que 'dão prejuízo' serão vendidas imediatamente, ou até extintas.

    'Para mim, energia elétrica, a gente não vai mexer. Até converso com o Paulo Guedes (guru de economia do candidato). O que deu errado lá? É indicação política, que leva à ineficiência e à corrupção.'

    Às 11:20, as ações preferenciais da Eletrobras recuavam 13 por cento, enquanto as ordinárias tinham queda semelhante. No caso da Petrobras, as preferenciais caíam 3,7 por cento, e as ordinárias, quase 3 por cento.

    PETROBRAS

    No caso da estatal do petróleo, Bolsonaro afirmou que o 'miolo dela tem que ser conservado', mas lembrou que a companhia não tem recursos para explorar o pré-sal.

    'Arrebentaram com a Petrobras. E daqui, 20, 25, 30 anos, a energia será outra. O refino dá para privatizar, mas mesmo privatizando algumas coisas tem que ver o modelo. A exploração você tem que abrir... Nós temos tecnologia, mas não temos recurso para explorar.'

    Em exploração, o governo atual realizou grande abertura de mercado, o que atraiu companhias estrangeiras como a Exxon Mobil para os recentes leilões do petróleo do pré-sal.

    Ele disse ainda ser favorável à redução de impostos de combustíveis.

    'Cada litro refinado de diesel custa 90 centavos, não sei se é verdade. E depois a Petrobras bota 150 por cento de margem de lucro e revende, aí vai para o Brasil, você bota em média 30 por cento do ICMS. Ninguém aguenta. Você tem que diminuir a carga tributária', destacou.

    Segundo Bolsonaro, 'o país não pode ter uma política predatória no preço do combustível para salvar a Petrobras e matar a economia brasileira'.

    'Qualquer coisa no combustível reflete no preço do mercadoria que está na ponta da prateleira.'

    Segundo ele, ninguém quer a Petrobras com prejuízo, 'mas também não pode ser uma empresa que usa do monopólio para tirar o lucro que bem entende'.

    Ele ponderou ainda que 'faltam dados para uma melhor análise', mas 'uma vez sendo presidente a gente vai ter os dados'.

    PREVIDÊNCIA

    Ao falar sobre a Previdência, Bolsonaro defendeu que se acabe com as incorporações e disse que o problema está no funcionalismo público.

    'Onde é que está a fábrica de marajá? São as incorporações... vamos acabar com as incorporações num primeiro momento', afirmou.

    Para exemplificar o seu argumento, o presidenciável citou o caso de um funcionário de uma Câmara Municipal que comece ganhando 10 mil reais, depois de alguns anos muda de cargo e passa a ganhar 20 mil reais e depois de um tempo repete o processo e passa a ganhar 30 mil reais.

    'O grande problema é o serviço público, o resto você combate a fraude e o descaso', disse o candidato.

    (Texto de Roberto Samora; reportagem adicional da Carolina Mandl e Laís Martins; edição de Marta Nogueira)

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    Haddad cobra participação de Bolsonaro em debates e diz que vai 'até em uma enfermaria' se necessário

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, cobrou de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), a participação em debates e disse que irá “até uma enfermaria” para debater com ele os problemas do Brasil.

    “Nosso receio é que ele busque subterfúgios para não debater. Eu estou disposto a ir até uma enfermaria para debater com ele”, disse o petista em entrevista coletiva, em São Paulo.

    Haddad afirmou que em um debate não há como se “acovardar” e que é preciso discutir cara a cara os problemas do Brasil e os programas de governo.

    O candidato foi informado ao final da entrevista que uma junta médica não liberou Bolsonaro para atividades de campanha, e repetiu sua disposição.

    'Eu vou na enfermaria em que ele estiver. Não tenho problema em tratar nenhum tema, mas vamos tratar como adultos, não fazendo criancice na internet”, disse Haddad. “Faço o que ele quiser para ele fale o que pensa.'

    Haddad criticou ainda a postura de Bolsonaro em relação a casos de violências, como o assassinato do Mestre Moa, mestre capoeirista, em Salvador, por um simpatizante do candidato do PSL, em meio a uma discussão política. Bolsonaro afirmou que lamentava mas não podia controlar seus apoiadores.

    'As pessoas têm falado muito de direitos trabalhistas e sociais, mas os civis e políticos também estão ameaçados. Temos que conter essa escalada de violência e tem que ser pelo voto. Não podemos responder com violência à violência', defendeu.

    O petista afirmou ainda saber que será necessário buscar apoios além do que chama partidos progressistas --PSOL, PSB e PDT-- para vencer Bolsonaro no segundo turno e disse que trabalha para obter outros apoios na sociedade.

    'Temos convicção de que temos que ampliar (o apoio) para expressivos setores da sociedade. Então entendemos que, para além das forças políticas, temos que ampliar o conjunto de apoios sociais', afirmou.

    VENEZUELA

    Haddad foi questionado algumas vezes sobre sua posição em relação à Venezuela, que enfrenta uma crise social e uma escalada autoritária. O petista evitou responder se considera o país hoje uma ditadura e repetiu que o Brasil não pode interferir ou tomar partido em questões internas, mas sim servir de mediador.

    'O papel do Brasil é de líder do continente. Devemos ajudar países que estão com problemas a encontrar o caminho da soberania nacional. Não precisamos tomar partido', afirmou.

    Disse ainda que não poderia, por exemplo, autorizar uma base dos Estados Unidos no Brasil, na fronteira venezuelana, porque o Brasil não ganharia nada com isso.

    'Quem ganharia seriam as petroleiras americanas. Onde tem petróleo é preciso ter juízo', disse, alegando que o interesse crescente dos Estados Unidos na região seria por conta do petróleo venezuelano.

    ERROS DO PT

    Haddad foi mais uma vez questionado sobre a necessidade de um mea-culpa sobre os erros de seu partido nos últimos anos, e afirmou que já falou e escreveu várias vezes sobre isso. Elencou entre os erros, por exemplo, a política de desonerações adotada pela então presidente Dilma Rousseff.

    No entanto, o maior erro petista, na sua visão, foi o partido não ter feito uma reforma política no início do governo Lula, e ter acabado com o financiamento privado de campanhas.

    'Isso abriu brechas para que pessoas em todo sistema político se comportassem de maneira equivocada. O financiamento empresarial deu problema em todos os lugares onde existiu', disse. 'Tínhamos que ter enfrentado isso na primeira hora. Não há como controlar isso, então tem que proibir.'

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro ainda não tem condições de participar de campanha, dizem médicos

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, deve ser liberado para atividades regulares de campanha na quinta-feira da próxima semana, depois de passar por uma nova avaliação clínica, disseram nesta quarta-feira os médicos que cuidam da recuperação do presidenciável.

    Uma junta médica que esteve na casa de Bolsonaro na zona oeste do Rio de Janeiro constatou que, apesar da boa evolução do quadro de saúde do candidato, Bolsonaro ainda precisa de mais tempo de recuperação após ter passado por duas cirurgias depois de levar uma facada em ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no mês passado.

    'Vamos fazer uma intensa atividade nutricional e proteica nele para melhorar as condições clínicas para uma nova avaliação, e com certeza vamos liberá-lo para tudo que for necessário', disse a jornalistas o médico Antonio Luiz Macedo, do Hospital Albert Einstein, de onde Bolsonaro recebeu alta em 29 de setembro.

    'Ele não está liberado ainda, mas com essa reposição nutricional a partir de hoje... com certeza vamos liberá-lo, mas ele ainda tem uma anemia', afirmou Macedo, acrescentando que Bolsonaro perdeu cerca de 15 quilos devido às operações.

    Segundo os médicos, Bolsonaro não pode fazer viagens ou atividade física mais prolongada, e a orientação é para uma repouso 'relativo' e apenas pequenas atividades em casa.

    O candidato do PSL, que disputa o segundo turno da eleição presidencial com Fernando Haddad, do PT, também não foi liberado para participar de debate na Band TV previsto para quinta-feira.

    'Ainda não é o momento ideal para ele fazer atividades, embora tenha desejo de participar. É uma evolução progressiva, mas não para campanha', disse o médico Leandro Echenique.

    'Ele poderia ter queda de pressão, desmaio ou baixa de imunidade. Ficar três horas em pé (em um debate) não é fácil', acrescentou.

    A junta médica informou ainda que pretende retirar a bolsa de colostomia que Bolsonaro está usando em meados de dezembro, em uma nova cirurgia, e que serão necessários 15 dias de recuperação.

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    EXCLUSIVO-Ruralista aliado de Bolsonaro quer acabar com 'indústria de multa' do Meio Ambiente

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um eventual governo de Jair Bolsonaro buscará apoiar a todos os produtores rurais, não só os maiores, desburocratizar processos e acabar com a chamada 'indústria das multas' do Ministério de Meio Ambiente, disse nesta terça-feira à Reuters Luiz Antônio Nabhan Garcia, aliado do candidato do PSL à Presidência.

    Cotado para assumir um futuro Ministério da Agricultura e Meio Ambiente, que juntaria as duas pastas em um governo Bolsonaro, Garcia disse que é preciso dar segurança jurídica ao produtor rural, que assim poderia destravar investimentos.

    'Não pode ter uma indústria da multa punitiva. Tem que ser uma indústria construtiva e educativa... Quem cometeu infração tem que ser punido, mas antes é preciso um projeto educacional, mostrar como preservar...', declarou ele, líder da União Democrática Ruralista (UDR), entidade que se notabiliza pela defesa da propriedade rural e combate a movimentos de sem-terra, como o MST.

    A proposta de Bolsonaro da fusão das pastas de Agricultura e Meio Ambiente, além de reduzir o número de ministérios, também seria importante para dar mais agilidade ao setor agropecuário, tido por algumas organizações não-governamentais como motor do desmatamento no Cerrado e na Amazônia.

    O representante da UDR, um dos conselheiros de Bolsonaro para o setor do agronegócio, disse que é preciso 'separar o joio do trigo', aqueles que atuam legalmente de madeireiros e garimpeiros ilegais.

    'Não dá para jogar (a culpa) nas costas do produtor rural...', afirmou.

    Para Garcia, que disse estar assessorando Bolsonaro 'na solução dos principais gargalos do setor rural', o Ministério do Meio Ambiente trabalha atualmente para arrecadar recursos à União.

    'O Estado quer arrecadar e tem que acabar com isso. Aí o produtor fica dez anos se defendendo na Justiça', ressaltou ele, criticando também integrantes do Meio Ambiente, que estariam 'a serviço das ONGs, escusas e do interesse internacional'.

    Garcia defendeu ainda que o futuro governo tem de zerar o repasse de recursos públicos para ONGs que atuam no Brasil, 'porque milhares delas estão atuando com interesses escusos'. Ele não elaborou.

    Procuradas, autoridades do Ministério de Meio Ambiente não comentaram as afirmações imediatamente.

    Para o líder da UDR, o setor agrícola precisa de uma atenção especial do governo porque tem ajudado na economia nos últimos anos. A soja, por exemplo, é o principal produto de exportação do Brasil, que é o principal exportador da oleaginosa, de carnes bovina e de frango, entre outros produtos agrícolas.

    'Se não fosse o setor rural o país tinha explodido nos últimos anos e não teria sobrado nada. O agronegócio é quem alavanca o país.'

    PARA TODOS

    Durante sua campanha, Bolsonaro já criou polêmicas sobre demarcação de terras e preservação de áreas indígenas e quilombolas.

    Mas Garcia negou que Bolsonaro vá fazer um governo, caso seja eleito, voltado para os grandes latifundiários do país.

    Ele atribuiu ao PT, do oponente Fernando Haddad, esse tipo de 'fake news'.

    'Isso é papo furado dessas ideologias doentias que existem aí. Pelo contrário, não tem essa divisão. Isso é ranço do PT. Vamos incentivar a agricultura familiar. Pequeno, médio e grande produtor estão na mesa, e isso (de priorizar os grandes) é piada', declarou ele.

    Para o aliado de Bolsonaro, produtores agrícolas de menor porte têm dificuldades para acessar crédito no BNDES, enquanto grandes empresas do setor de carnes conseguiriam com facilidade.

    'O BNDES em vez de bancar frigorífico tem que oferecer à base da indústria agro. O produtor para conseguir merreca fica seis meses, um ano sendo humilhando no BNDES. Isso vai acabar. Faremos política para todo mundo e não para um monopólio.'

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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