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    Bolsonaro toma posse com promessas de 'reformas estruturantes' e de fortalecer democracia

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    Por Ricardo Brito e Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - No primeiro discurso após ser empossado pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que fará em seu governo 'reformas estruturantes' que serão essenciais para a 'saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas', vai priorizar a proteção e revigoramento da democracia e reafirmou o compromisso de construir uma sociedade 'sem discriminação ou divisão'.

    'Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades', disse Bolsonaro, que não citou nominalmente a reforma da Previdência.

    'Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico', completou, na sua fala de 10 minutos no plenário da Câmara.

    O presidente empossado afirmou que, na economia, vai trazer a 'marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência'. 'Confiança no compromisso de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados', frisou.

    Em entrevista à TV Câmara, em meio à solenidade no Congresso, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que haverá uma reunião ministerial para alinhar as medidas a serem tomadas.

    SEM DISCRIMINAÇÕES

    Em discurso marcado por temas da campanha eleitoral, Bolsonaro também prometeu construir uma sociedade sem discriminações e divisões e, ao levantar bandeiras de sua campanha eleitoral, a mais polarizada da história, defendeu a posse de armas de fogo por 'cidadãos de bem', respeitando, segundo ele, a decisão do referendo sobre 2005.

    O presidente empossado disse também que vai 'unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores'.

    'Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui', afirmou.

    CONGRESSO

    Em aceno ao Congresso, o presidente empossado disse que vai valorizar o Parlamento, resgatando a 'legitimidade e credibilidade' do Poder. E, em sua fala, convocou cada um dos parlamentares a ajudá-lo na missão de 'restaurar e reerguer nossa pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica'.

    Bolsonaro afirmou que no processo de recuperação do crescimento o setor agropecuário seguirá desempenhando 'papel decisivo', em perfeita harmonia com o meio ambiente e que, da mesma forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

    'Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil', conclamou.

    O presidente empossado afirmou que a política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

    'Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos', concluiu ele, sob aplausos do plenário.

    O discurso do presidente -- para um plenário não lotado e sob forte esquema de segurança -- foi elogiado por autoridades que estiveram presentes à solenidade. O ex-líder do DEM na Câmara Efraim Filho (PB) disse que o discurso foi claro e mostrou direções que o governo vai tomar.

    O deputado Arthur de Oliveira Maia (DEM-BA), que foi relator da reforma da Previdência enviada pelo governo Michel Temer, minimizou o fato de Bolsonaro não ter nominado no discurso a reforma da Previdência.

    “Aí é uma questão do presidente da República, não vou entrar nesse mérito. O presidente tem noção da importância da reforma, o ministro Paulo Guedes. Claro que o governo sabe da importância da reforma”, disse ele à Reuters.

    Arthur Maia defendeu que Bolsonaro utilize a reforma do Temer para acelerar as mudanças na Previdência.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília, e Eduardo Simões, em São Paulo)

    Escrito por Thomson Reuters

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    ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    Neste mês de setembro foi lançado Cry Macho, o mais novo filme do consagrado ator e diretor, Clint Eastwood. Mesmo com 91 anos e com uma certa fragilidade na aparência, o astro se mostra incansável, chegando a montar a cavalo e cavalgar em uma cena. “Trate o cavalo como um amigo e ele vai cuidar de você", disse sobre a tensão sentida por todos no set ao verem um homem dessa idade subir no animal.

    No longa, Clint assume o papel de Mike Milo, um ex-peão de rodeio que está velho e bem distante de seus dias de glória. Devendo um favor a seu chefe, Mike aceita a tarefa de resgatar seu filho, Rafo, de sua mãe abusiva. O único porém é que o garoto mora no México.

    A obra, baseada no livro homônimo de 1975 escrito por N. Richard Nash, já teve outras diversas tentativas frustradas de adaptação para as telonas, das quais se destacam duas: uma que seria estrelada por Roy Scheider (ator de Tubarão) em 1991 e uma por Arnold Schwarzenegger em 2011, após seu mandato como governador da Califórnia. 

    Durante a produção, que sofreu com a pandemia do coronavírus, houve um grande susto com a ocorrência de um caso de infecção entre uma das atrizes - que, felizmente, era um falso positivo e não atrapalhou o processo de filmagem.

    Cry Macho está em cartaz nos cinemas e disponível no serviço de streaming HBO Max. Veja o trailer:

    Clint Eastwood e sua trajetória em Hollywood

    Eastwood começou sua carreira em 1955, mas ascendeu ao estrelato com seus papéis em filmes de faroeste, como a consagrada Trilogia dos Dólares do diretor italiano Sergio Leone, com Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966)

    Tal como em suas últimas realizações como diretor, como Gran Torino (2008) e A Mula (2018), ele aproveita para refletir a relação entre o Clint ícone - imponente e classicamente sério - e o Clint homem, agora mais velho e com a simples preocupação de contar uma história.

    Dê play no vídeo abaixo para conferir os trailers de Gran Torino (2008) e A Mula (2018):

    ‘Gran Torino’ (2008) 



    ‘A Mula’ (2018)

    57 min
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