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    Bolsonaro volta a falar em moeda única entre Brasil e Argentina, mas diz que não tem prazo

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    Os presidentes Jair Bolsonaro e da Argentina, Mauricio Macri, acenam ao serem fotografados na Casa Rosada 06/06/2019 REUTERS/Agustin Marcarian

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    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro reforçou nesta sexta-feira que Brasil e Argentina podem criar uma moeda única, mas frisou que não existe uma prazo para a implementação da ideia, que prevê no futuro a criação de uma união monetária para toda América do Sul.

    Bolsonaro falou da possibilidade de criação dessa moeda na véspera, em visita à Argentina. Nesta sexta, o presidente chegou a dizer que a moeda única poderia servir como uma trava a ameaça de avanço de pensamentos e 'aventuras socialistas' na região.

    'Uma nova moeda é como um casamento... mas a gente mais ganha do que perde. Temos muito mais, como num casamento, a ganhar do que perder“, disse ele a jornalistas, após participar de uma cerimônia de formação de sargentos da Marinha, na zona norte do Rio de Janeiro.

    “Acho que com a moeda única nós estamos dando uma trava nas aventuras socialistas que acontecem em alguns países na América do Sul”, acrescentou.

    Segundo Bolsonaro, “essa proposta existe desde 2011 e o Paulo Guedes mostrou interesse assim como o governo da Argentina em voltar a estudar a questão'.

    Em nota, o Banco Central informou nesta manhã que não há projetos nem estudos em andamento para uma união monetária entre Brasil e Argentina. [nL2N23E08A]

    No Twitter, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a ideia da possível nova moeda. 'Será? Vai desvalorizar o real? O dólar valendo R$6,00? Inflação voltando? Espero que não.'

    Bolsonaro evitou polemizar e preferiu minimizar as críticas. 'Rodrigo Maia ou qualquer um que tenha criticado é um direito.”

    Embora tenha destacado que sua visita à Argentina não tivesse motivação política, Bolsonaro reiterou que vê com preocupação a possibilidade da chapa da ex-presidente Cristina Kirchner ganhar as eleições presidenciais marcadas para outubro.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

    Escrito por Reuters

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