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Boulos ameaça com prisão quem especular com preço de combustível

Boulos ameaça com prisão quem especular com preço de combustível

Reuters

20/03/2026

Placeholder - loading - Ministro Guilherme Boulos 07/10/2024 REUTERS/Carla Carniel
Ministro Guilherme Boulos 07/10/2024 REUTERS/Carla Carniel

Atualizada em  20/03/2026

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, ​20 Mar (Reuters) - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ameaçou nesta sexta-feira com a possibilidade de prisão de representantes de distribuidoras e postos de combustíveis que especularem com os preços em meio à guerra no Oriente Médio.

Boulos classificou como especulativa a alta dos preços dos combustíveis em meio à guerra entre EUA e Irã, que vem provocando a disparada do petróleo em nível global. O ministro acrescentou que não há razões ou motivos para elevações de preços após o pacote ⁠de ⁠medidas do governo, que incluiu isenção ​de impostos ‌e um programa de subvenção.

Para o ministro, distribuidoras e postos que aumentam os preços do diesel estão cometendo banditismo e um crime contra a economia popular.

“As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo ⁠diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo. Isso ​é um crime contra a economia popular. A Polícia Federal está na ​rua, a Senacom está na rua com os ‌Procons do Brasil ​inteiro. E ⁠é o seguinte: já houve operações em 400 postos nas últimas 48 horas, em várias distribuidoras, com lacração e aumento de multas”, disse ele a jornalistas em ​evento na FGV, no Rio de Janeiro.

“O próximo passo é a prisão de representantes deles, que estão cometendo um crime contra a economia popular. Isso é banditismo, isso é banditismo de postos de gasolina e distribuidoras que ​estão cometendo um crime contra a economia popular”, acrescentou.

Boulos também disse que se reunirá com caminhoneiros na próxima quinta-feira, depois de a categoria ter anunciado, na noite de quarta-feira, que havia desistido de uma greve.

A pauta do encontro será o não cumprimento — ou o desrespeito — ao pagamento do frete mínimo aos caminhoneiros que circulam pelas rodovias e estradas do país.

“Não dá para as grandes empresas não ​cumprirem o piso mínimo, que é lei, de pagamento aos caminhoneiros autônomos no ‌frete. Elas não estão cumprindo”, afirmou ⁠Boulos.

“O governo intensificou a fiscalização nos últimos meses — nós já vimos os caminhoneiros no fim do ano —, intensificou a fiscalização, mas mesmo com as multas, ⁠que superam R$400 milhões nos últimos três meses, ⁠mesmo com essas multas, eles continuam. ⁠Parece que compensa ⁠para ​eles ter a multa e não pagar o piso”, finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

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